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domingo, 8 de abril de 2018

Manifesto Convocatória Ato Inter-religioso e Multicultural - #30DiasPorMarielleEAnderson



13 de abril, sexta-feira, 14h. Pátio da Basílica Nossa Senhora das Neves

A execução de Marielle, vereadora, anticapitalista, socióloga, mulher, negra, bissexual filha, representante da 'Favela da Maré', e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março passado, foi um duro golpe na frágil democracia brasileira e evidenciou a gritante face da violência na qual estamos mergulhados/as. Integrante da Comissão de Representação de Acompanhamento da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio, Marielle foi um alvo preciso de toda estrutura patriarcal e prepotência do autoritarismo machista, racista e lesbofóbico construída na mente de grande parte do povo brasileiro.

Lutadora da causa da plena realização dos Direitos Humanos no Brasil, Marielle representava a luta contra todas as formas de discriminação e exclusão de gênero, raça e classe, que a sociedade e o Estado brasileiro produziram e procuram manter. Mulher negra, forte e guerreira, filha da Maré, de família migrante da Paraíba, mãe muito jovem, e com uma longa e pública relação afetiva com sua companheira, formou-se em sociologia e, nesta caminhada, contra as normas dominantes de um individualismo segregacionista de busca de status pessoal, tornou-se ativista política a partir da valorização crítica de suas raízes em diálogo com o mundo pela transformação social.

Contra o machismo de nossa tradição patriarcal, ela recusou-se a se curvar e a se contentar em estar por trás de um 'grande homem' qualquer. Respeitando seu corpo e coerente com seu próprio desejo, recusou a obrigação heteronormativa e se permitiu viver plenamente o amor com sua companheira, na honestidade de uma relação pública. Protagonista de sua própria trajetória de empoderamento, não deixou de estar atenta e solidária com as mulheres de sua comunidade, na luta por creche e por melhores condições de trabalho e de vida na sua comunidade e nas demais de sua cidade.

Contra o racismo estrutural da sociedade brasileira de tradição escravocrata, não só assumiu sua negritude com orgulho, como também denunciou sistematicamente o genocídio da população negra, população esta que vive pressionada pela exclusão social do desemprego e subemprego, da falta de acesso à propriedade e a condições de moradia dignas e à educação e à saúde de qualidade. 

Marielle, como uma mulher negra, faz parte dos/as 54 milhões de homens e mulheres negras que vivem no Brasil. Tornou-se vítima do genocídio que tanto denunciou. Marielle viveu e conviveu ao lado de uma população negra, abandonada à própria sorte, mas sob o jugo da lógica perversa da disputa de domínio entre o tráfico e as milícias e sob a ação repressiva da polícia, sem garantia dos direitos humanos e constitucionais básicos, incluindo o direito elementar da integridade física. Perversamente, diante de duas “companhias” tão nefastas se fizeram ausentes as políticas públicas as quais, a longo prazo, têm o potencial de fazer o enfrentamento ao atual quadro de violência. Nesse sentido, Marielle sempre foi firme na defesa da desmilitarização da polícia, no apoio às famílias dos/as mortos/as, policiais ou não, nessa guerra suja em que vivem as populações de nossas periferias de maioria negra, que, ao invés de ser apresentada como vítima do racismo sistêmico e estrutural que nos cerca e molda, é transformada em inimiga de nossa sociedade.

Contra as atuais lógicas fascistas reatualizadas de alimentar o medo com base na crescente insegurança, resultado da exclusão social, para tentar legitimar a força repressiva violenta como solução, Marielle, no sua firme defesa vigilante dos Direitos Humanos das(os) cidadãs(os), pôs o seu mandato de vereança a serviço da democracia, na fiscalização da intervenção militar federal na segurança do Rio de Janeiro. Sua segurança e consistência na denúncia dos abusos de autoridade na repressão popular –vividos hoje em sua cidade, e que tentam vender como solução para todo o país – são motivo do atentado que levou a sua morte.

A execução de Marielle Franco é, por tudo isso, singular e plural. Singular pela convergência representativa nova dessa mulher, negra, bissexual e da favela, que ousou, contra todos os marcadores de exclusão e secundarização, assumir o papel crítico de protagonista de sua vida. E, plural, porque ao se colocar assim no mundo, representou e representa a consciência hoje, mais que nunca, crescente de que a luta pela emancipação humana se dá por meio da intersecção do combate das dominações de Gênero, Raça e Classe.

Venha conosco ser parte dessa Jornada Nacional de Lutas: 13 de abril, Sexta-feira, 14h. Pátio da Basílica Nossa Senhora das Neves.

#PorJustiçaParaMarielle
#PeloFimDoGenocídioDaPopulaçãoNegra
#PeloFimDoFeminicídioEDoMachismo
#PeloFimDaLGBTFobia
#ContraAIntervençãoMilitar
#PeloRestabelecimentoDaDemocracia
#MarielleEAndersonPresentes
#LulaLivre

Partícipe dessa luta, confirme a presença do seu grupo religioso, cultural e/ou político!

Organizadores/as e Presenças Confirmadas: *

Entidades e Movimentos: Movimento Negro (NEABI, Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial); Centro Vanderley Caixe; Movimento de Mulheres (UBM, AMB, Movimento de Mulheres Olga Benário, Fórum de Mulheres em Luta da UFPB, Grupo de Mulheres de Terreiro Iyálodê, Setorial de Mulheres do PT, Setorial de Mulheres do PSOL, Coletiva Mais Mulheres, Coletivo pela Humanização do Parto e Nascimento-PB); Rede de Educação Cidadã-PB; Maria Quitéria; Movimento do Espírito Lilás; Terra Livre; Frente Povo Sem Medo; Frente Brasil Popular; Movimento de Luta nos Bairros; CRESS/PB; SINDLIMP-PB; SINTEF/PB; ADUFPB; ADUEPB; CUT; CTB; UJS; Levante Popular da Juventude; UJR; APES; Cotonetes.

Partidos e Parlamentares: PSOL; PT; PSB; UP; Mandato de Estela Bezerra; Mandato de Sandra Marrocos; Mandato de Anísio Maia; Mandato de Marcos Henrique; Mandato de Frei Anastácio, Mandato do Luiz Couto.

Representações Religiosas: Frente de Evangélicos pelo Estado Democrático de Direitos; Representantes da Igreja Católica; Religiões de Matriz Africana e Indígena; Reverendo da Igreja Betesda; ICM.

Ativistas Culturais: Adeildo Vieira, Baque Mulher, Chico Limeira, Cida Alves, Coco das Manas, Escurinho, Glaucia Lima, Grupo Imburana de Danças Populares Brasileiras, Ian Valentin, Seu Pereira.

* A lista de organizadores/as e presenças confirmadas é aberta, confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/167816040697163/


MACHISTAS! RACISTAS! FASCISTAS! HOMOFÓBICOS/AS! NÃO PASSARÃO! MARIELLE, PRESENTE! HOJE E SEMPRE!

INTERSINDICAL Tem Nov@s Representantes na Paraíba


 
Dever cumprido, é meu sentimento ao pedir afastamento da direção da INTERSINDICAL (devido ser pré-candidato ao Governo da Paraíba) e deixar uma Coordenação Local formada na Paraíba!

No último sábado a INTERSINDICAL promoveu importante debate sobre “o impacto da terceirização e do desmonte da CLT na Paraíba” - contamos com o apoio de Jorge Sousa Alves (Economista e Sociólogo) e ao Renato Silva Assis (DIEESE) - e na sequência as organizações e pessoas presentes debateram a necessidade de ampliar os trabalhos da Central na Paraíba, deliberando pela construção de uma Coordenação local.

A Coordenação da INTERSINDICAL na Paraíba foi formada pel@s seguintes representantes: Célia Marques (Sindicato dos/as Agentes de Endemias e Vigilância Ambiental), Victor Hugo (Ex Presidente do SINFISCO), Dimitre Felix (Base SINTEEMP), João Carlos (Sindicato da Agricultura Familiar de Cruz do Espírito Santo) e Celso Batista (Oposição SINJEP).

Feliz com a caminhada, ganha o movimento sindical na Paraíba. Parabéns companheir@s, bom trabalho e força na jornada!

Tárcio Teixeira
Pré-candidato ao Governo da Paraíba
Ex Integrante da Direção da INTERSINDICAL
Congresso Nacional - 2016.


PSOL Paraíba Tem Único Pré-candidato da Esquerda, Sem Golpista e Com Programa.



Até agora Sou o único pré-candidato da esquerda ao Governador da Paraíba nas eleições 2018, além de ter sido o primeiro escolhido pelas instâncias partidárias e vim construindo nosso Programa de Governo desde dezembro de 2017 com representações da sociedade civil conhecedoras das diferentes temáticas. No mesmo caminho seguem nossos pré-candidatos ao Senado. Isso tudo em meio a fragilidade dos partidos tradicionais que se desmontam com o oportunismo de representações que mudam de partido como fossem enganar a população. Temos tudo para surpreender nas eleições 2018.

Maranhão provocou debandada do pMDB para manter seu feudo familiar com o retorno de outro Maranhão para legenda. Todos representantes do Golpe e apoiadores de Temer, responsáveis pelo desmonte das leis trabalhistas e congelamento dos gastos públicos com o consequente desmonte das políticas públicas. Caso siga a empreitada Maranhão poderá ter votação inferior a de Vital do Rego, braço do Golpe no TCU.

Cássio e o PSDB, assim como Maranhão, esteve na defesa de Temer e Aécio, assim como votaram pelo Impeachment de Dilma. A forma como o PSDB na Paraíba atira para todo lado sem ter a clareza de quem será seu representante nas eleições de 2018 é claramente a fragilidade das oligarquias paraibanas. Sequer a tática do pai para filho é possível em um estado como a nossa Paraíba, já que Pedro também seguiu seu Pai no Golpe e nas votações pelo desmonte das leis trabalhistas e congelamento dos gastos públicos com o consequente desmonte das políticas públicas.

O João Azevedo, candidato do PSB, já anunciou que terá Veneziano como seu candidato ao Senado, este, assim como Efrain/DEM (já aliado de João), votaram pelo Golpe contra Dilma/PT. Sem contar que Efrain, do DEM de Rodrigo Maia, também votou pelo desmonte das leis trabalhistas e congelamento dos gastos públicos com o consequente desmonte das políticas públicas.

Tem inimigo do povo e golpista para quase todo lado. Não vivemos tempos de malabarismo politico para justificar voto em chapas compostas por inimigos do povo. É hora de uma verdadeira transformação.

O PSOL tem estado no fronte de batalha contra o Golpe - que retirou Dilma, desmontou as políticas públicas e prendeu Lula – por entender que é necessário lutar pelo reestabelecimento da democracia e dos direitos do povo brasileiro, nossas escolhas na Paraíba tem relação direta com a jornada nacional.

Queremos e seremos parte da transformação que a Paraíba precisa, venha conosco!


Tárcio Teixeira
Pré-candidato ao Governo da Paraíba

terça-feira, 27 de março de 2018

Arte é Respeito e Humanidade, Vandré deve pedir desculpas![i]



Por mais que eu tente fugir de polêmicas, elas perseguem os/as que querem uma sociedade sem exploração de um ser humano por outro. Se fiquei triste por não ter tido acesso ao show de Geraldo Vandré? Sim, fiquei! Mas mais triste fiquei ao perceber a truculência e falta de sensibilidade do artista na segunda noite de show.

Não sou daqueles/as que entendem que o/a artista deve ter posição política, que só deve falar sobre mudança social. Entendo que a arte deva ser livre, falar de amor, da transformação social, da vida, da amizade, das cidades, do que a inspiração do/a artista apontar.

Não vou teorizar sobre a afirmativa de Vandré de que “Na mão esquerda trago uma certeza, na mão direita uma garantia. Atenção, às vezes mudo de mãos”; seria uma pressão política sobre a arte. Repito, a arte deve ser livre, mas não existe liberdade sem humanidade, sem sensibilidade e respeito ao outro, sentimentos que Vandré não teve.

A agressividade do artista, além de atropelar todo um sentimento coletivo de dor, desrespeitou a mulher que tentou apresentar sua solidariedade e sentimento de justiça sobre a execução de Marielle. Fica minha solidariedade com essa cidadã, assim como as pessoas presentes prestaram sua solidariedade quando uma outra pessoa gritou “Marielle” e a resposta coletiva tomou conta do Espaço Cultural: “Presente!”.

A arte é humanidade, liberdade e amor; jamais truculência e desrespeito. Penso que Geraldo Vandré deve desculpas ao público, em especial a mulher que estava com a faixa e foi empurrada no recolher da faixa pelo agressor.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB



[i] Sobre o Ocorrido - No último dia 24 de março, na segunda noite de show realizado por Geraldo Vandré na Paraíba, já quando ele cantava a última música - “pra não dizer que não falei das flores” (Caminhando e Cantando), um símbolo do enfrentamento a ditadura militar - um pessoa levantou de sua cadeira e abriu uma faixa na frente do palco; Geraldo Vandré parou, leu do que tratava a faixa, desceu do palco, com uma violência longe de uma pessoa das artes, recolheu a faixa e empurrou a mulher que segurava a faixa.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Marielle Vive! Sétimo Dia de Homenagem e Resistência




Hoje acordei confortado, em sonho ganhei um grande abraço do meu vô Valdemar. Não tem sido dias fáceis. Todos estamos preocupados com os rumos do país e com os cuidados com nossa militância, com nossos amig@s.

Ontem recebi um áudio da minha mãe, triste, preocupada, tensa, pedindo para sair dessa história de militância. Soluçando ela dizia: “quem luta pelo direito dos outros acaba como aquela guerreira do Rio de Janeiro”. Não tenho direito de pedir para minha mãe não ficar preocupada, tod@s nós estamos. Apenas disse que estamos tomando os cuidados devidos, que Marielle vive em cada um de nós e que não podemos parar, do contrário “eles”, o fascismo dentro e fora do Estado, toma força para além dos nossos direitos (como tem feito Temer e sua corja), toma conta de nossas vidas.

Observatório Pela Verdade e Respeito a Honra da Marielle

Ao tempo que muitos choram, outr@s tripudiam da morte de Marielle e Anderson, são muitas as mentiras contra a Guerreira. Desde representantes do Estado, como delegado já afastado em Pernambuco devido calúnias, até a irresponsável da desembargadora já denunciada ao Conselho Nacional de Justiça (Assine petição - http://www.cnjcontracalunia.meurio.org.br/), até alguns raivosos isolados na internet. Existe ainda uma página para combater as calúnias, divulguem ao máximo: www.mariellefranco.com.br.

Além disso, o PSOL disponibilizou e-mail ( contato@ejsadvogadas.com.br ) para que “se alguém tiver conhecimento de fato que viole a honra da Marielle Franco e do PSOL, por favor tire um print, copie o link da postagem e o perfil da pessoa que divulgar ou difundir tais fatos” (texto da mensagem oficial). Aqui na Paraíba já dei print do facebook de agentes do Estado e repassei para o Jurídico do PSOL nacional e da Paraíba. Não vão nos calar, não vão nos caluniar.

Intervenção Não É Solução

Além da triste relação dessas execuções com a Paraíba, já que as famílias de Marielle e Anderson são de Alagoa Grande e Campina grande, Temer e Jungmann tentam enganar o povo, e atender o peido de Cassio Cunha Lima, e trazer a intervenção para Paraíba, para isso dizem que as balas que mataram Marielle veio daqui, fato já desmentido pelos Correios.

Por fim, sim, foi emocionante e verdadeira a matéria do Fantástico sobre Marielle, mas é revoltante que após a matéria se enfatize o anúncio de Temer distribuindo dinheiro para intervenção no RJ, enfatizando  medida a qual Marille lutava duramente contra, tendo denunciado diversas arbitrariedades da intervenção dias antes de ser executada. No mesmo bloco o mesmo Fantástico mostram as balas da intervenção mantando pessoas inocentes nas comunidades do Rio, sim pessoas inocentes, crianças e transeuntes.

Mãe, obrigado pelo cuidado; Vô, obrigado pelo abraço. Não vão nos calar!


Agenda de terça-feira, Sétimo Dia da Execução de Marille e Anderson:

Terça (20/03-17h) - Missa de sétimo dia de Marielle e Anderson, Paróquia Menino Jesus de Praga. Atividade religiosa organizada pela família. Os familiares pediram para não levar faixa, som, bandeiras ou cartazes. Fundamental respeitar o momento de dor dos familiares e amig@s de Marielle.

Terça (20/03- 18h30) - Sétimo dia de homenagem e resistência - Centro de Vivências/UFPB. Teremos diálogo sobre a atualidade, encaminhamentos da resistência e cortejo contra o extermínio da população Negra.

sábado, 17 de março de 2018

#MariellePresente Vigília Parahyba (16/03/18).

#MariellePresente Vigília Parahyba (16/03/18).
Próxima atividade - Diálogo sobre a realidade atual no dia 20 de março, 18h30, no centro de vivências/UFPB.