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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Sobre a Paraíba, as Eleições e o Segundo Turno. Sou 50, mas vou de 13 Contra o Ódio e por Direitos.

#EleNão. Dito isto, quero agradecer a cada uma, a cada um, que esteve conosco nessa caminhada eleitoral. Agradecer em especial você que votou no 50, mas também agradecer aos que entraram em contato dizendo não concordar com a candidatura do governador, mas que iriam votar nele, se colocando contra Cássio e Maranhão, contra os que declararam apoio ao Bolsonaro, para liquidar com as oligarquias e o fascismo ainda no primeiro turno.

Não estou feliz com a quantidade de votos que tive, serei franco, mas estou muito feliz com o que nós - povo da Paraíba - fizemos ao derrotar os Cunha Lima e os Maranhão, seguindo os demais estados do Nordeste dizendo/votando #EleNão.

Antes que vire textão, diante da emoção e da grande tarefa que temos pela frente, quero dizer que estarei com a maioria do povo da Paraíba na luta pelo #EleNão. O resultado prático do que estou afirmando é denunciar a prática do Bolsonaro, mas é mais que isso, é dizer que farei campanha para Haddad, votarei no 13. Não vou aqui sequer ficar dizendo das minhas diferenças com o PT, já que perto das diferenças com o Bolsonaro elas são "fichinhas".

A primeira e única vez que fiz campanha para o PT foi no segundo turno das eleições 2002. Lembro das milhares de pessoas tomando as ruas diante da grande derrota do PSDB, que agora em 2018 afundou completamente. Farei campanha com uma energia maior que fiz no auge dos meus 24 anos, afinal de contas estamos lutando contra o fascismo, por mais que alguns (inclusive algumas pessoas que amo) não percebam.

O povo da Paraíba derrotou os que retiraram direitos, agora  vai derrotar Bolsonaro, que votou com Temer na retirada dos direitos trabalhistas e no congelamento dos gastos públicos para segurança, saúde e educação.

O povo da Paraíba derrotou as oligarquias, vai derrotar Bolsonaro que constrói uma nova oligarquia, com filhos no parlamento do Rio de Janeiro e São Paulo.

O povo da Paraíba é pela ética e contra a corrupção, vai derrotar Bolsonaro que até hoje não explicou o crescimento do patrimônio de sua família superior a renda recebida; recebeu quase 1 milhão em auxílio moradia tendo casa em Brasília; recebeu 200mil da JBS, empresa da lava-jato (e nem venha com papinho de que devolveu, já que a devolução foi para o Partido, que repassou o mesmo valor para ele, coincidência?).

O povo da Paraíba é pelo respeito e pela vida, vai derrotar Bolsonaro que disse que mataria representantes da esquerda e fez várias declarações contra mulheres, negros e LGBTs.

Vamos na luta democrática, vestindo nossas camisas e sem se calar. O ódio que se esconda.

Que nesse segundo turno vença a luta contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia, a xenofobia, a revogabilidade da EC 95, da deforma Trabalhista, da terceirização ampla e irrestrita e das demais medidas de Temer apoiadas por Bolsonaro.

Resumindo, seguirei a luta contra o ódio, contra o golpe e por direitos. Sou 50, seguirei em campanha, seguirei nas ruas. No segundo turno vou de 13.

Forte Abraço.
Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Temer, Calar ou Ser Quem Somos (Lutadores/as Sociais)?




Não é momento de neutralidade, como alguns candidatos fazem, é momento de dizer #EleNão.

Não é momento de hegemonismo, é momento de respeitar as diferenças postas no processo eleitoral, no campo popular, e focar no #EleNão. No depois, no segundo turno, estaremos com Boulos ou com quem do campo popular lá estiver, agora não podem nos calar.

Não é momento de medo e silêncio, ou de achar que todos que votam em Bolsonaro (mesmo vestindo camisa) é fascista, pode ser só mais um perdido, devemos chegar junto, conversar; caso sintamos hostilidade geral (não senti isso em nenhum aglomerado de pessoas que entrei, sempre tive defesa) é só sair de perto. O medo não pode ser maior que a vontade de dialogar e mudar.

O silêncio e a neutralidade só favorece o #EleNão.

O hegemonismo só joga um/a trabalhador/a contra o/a outro/a, sejamos diferentes e respeitemos as diferenças na luta contra o #EleNão.

O medo não traz transformação, apenas nos joga para longe de quem precisa nos ouvir ou precisa ser enfrentado.

Não calemos diante do que acreditamos. Não calemos diante do que enfrentamos. Não calemos!

Não guardemos nossas bandeiras, não guardemos nossas camisas, não guardemos nossa coragem de transformar.

Não silenciemos o amor e a democracia.

Calemos o Machismo, o Racismo e a LGBTfobia.

Usemos nossas camisas. Usemos nossas cores. Usemos nossa coragem.

Gritemos o amor e calemos o ódio.

É hora de ser o que somos! SE ENFRENTAMOS A CLANDESTINIDADE E A TORTURA, NÃO É HORA DE CALAR, DE TEMER, DE GUARDAR NOSSAS CAMISAS, é hora de ser o que somos e ganhar as ruas e as urnas.

Força e coragem é para todos nós, não calemos!

Calar jamais, Ditadura Jamais!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O 29 de Setembro de 2018 que Mudou Nossas Vidas.



29 de setembro de 2018, eu estava lá. Elas deram uma lição de como defender o Brasil. As mulheres mostraram ao mundo que não podem passar por cima delas e seguir como nada tivesse acontecido. Naquele dia elas retiraram a pele de cordeiro que cobria o lobo, deixaram seus dentes e garras expostas ao mundo. Naquele ano eu era candidato ao Governo da Paraíba. A história não perdoou os candidatos que não se posicionaram sobre o assunto; não perdoou os candidatos que não disseram #EleNão; não perdoou os candidatos que o defenderam, estes sofreram as consequências.

Poucos dias antes desse 29 de setembro histórico para o povo brasileiro - digo histórico pelo fato de ter mudado a história das eleições daquele ano - eu estava em Guarabira, na nossa Paraíba, lá eu tive a sorte de participar de uma prévia organizada pelas mulheres na cidade. Sim, foi sorte, fui para cidade para uma pauta da campanha de governador e ganhei esse presente. Na saída do ato eu estava arrepiado, olhos alagados e voz embargada ao tentar falar para Adjany (guerreira amiga que fazia parte da chapa comigo naquelas eleições) o que eu pensava sobre aquela atividade, sobre o ato que viria a ser “apenas” uma prévia do que muitos de nós não imaginávamos o que seria o sábado seguinte em todo Brasil.

Em Guarabira eu vi uma relação intergeracional que não via há tempos. Vi uma juventude ativa, não “apenas” animando ato como em muitas ações contra o Golpe de 2016. Vi pessoas que não eram militantes ocupando as calçadas, saindo para as varandas e janelas de suas casas. Ouvi músicas e palavras de ordem horizontalizadas. O microfone não tinha don@, todas e todos tinham voz, e ninguém ocupou o espaço para aparecer ou fugir do tema, as falas foram claras: #EleNão.

No ato de Guarabira eu vinha de uma noite de duas horas de sono dentro de um carro. Tinha saído de quase 00h do debate da TV Diário do Sertão, em Cajazeiras, e chegando na casa do companheiro Belarmino, em Guarabira, perto das 6h. Praticamente só tive tempo de tomar café e ir para entrevista no Portal Mídia, mas, independente do peso do dia, terminei com a bateria carregada, ali minha bola de cristal, ou melhor, minha análise de aproximação da realidade, disse: as Mulheres mais uma vez darão a linha, o dia 29 de setembro vai mudar nossa história, vai marcar nossas vidas; só senti energia parecida no Fora Collor, primeiro ato que participei na vida, e nos levantes de 2013, quando setores da esquerda não souberam ser horizontal e perderam o bonde da história, felizmente as Mulheres não cometeriam o mesmo erro.

O dia 29 de setembro foi mais do que eu pensei. Os que estavam paralisados pelo medo, passaram a comprar o debate; os que estavam com falas derrotistas, viram a vitória como possibilidade; os que não conseguiam mais argumentar, não abandonaram mais nenhum debate.

No dia 29 de setembro todos viram as garras e os dentes do lobo, que não era “apenas” um nome, mas um conjunto de ideias que conseguiam esconder até então: o auxílio-moradia de quase 1 milhão de reais, mesmo tendo casa em Brasília; os 200 mil recebidos da JBS (lava-jato) e não devolvido para empresa, mas para o Partido que devolveu o mesmo valor ao #EleNão; o voto do #EleNão com Temer na EC95, que congelou gastos públicos com Segurança, Saúde e Educação; o voto do #EleNão com Temer na deforma trabalhista; as declarações contrárias ao direito das domésticas; as declarações de que seu ministro da cultura seria Alexandre Frota; que seu posto Ipiranga iria aumentar imposto para os mais pobres e reduzir para os mais ricos. Naquele dia, a pauta que garantia o apoio dos mercadores da fé ao #EleNão não faziam mais sentido diante da luz que espantava as trevas, as pautas identitárias se afirmaram, não regrediram uma linha de lá para cá, mas muito ainda existe para conquistar.

Os desdobramentos daquele 29 de setembro de 2018 teve impacto nas eleições e na vida de tod@s. Fico feliz de ter ficado do lado certo, de não ter tentado ser neutro, de não ter tido medo de perder voto, como perdi alguns, de não ter deixado de defender o que acredito, de ter seguido a luta das mulheres, de ter tido a firmeza de ir aos debates e entrevistas e ter dito: #EleNão, #EleNunca.

Obrigado, companheiras!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Uma Breve Avaliação Sobre o Primeiro Debate de TV


Estou muito feliz e energizado com minha participação no debate desta segunda (13/08/2018) na TV Arapuan, as ligações, mensagens no zap, facebook e demais redes sociais, dizem muito sobre nossa postura, nossa crítica e nossas propostas para uma nova Paraíba. O convite para construção coletiva foi atendido, agora é ampliar esse coletivo.

O povo da Paraíba ganhou o debate, brilhantemente conduzido pelo querido Heron Cid e uma equipe de trabalhadores alegres, envolvidos na construção daquele momento, que queriam fazer parte daquele rico momento.

Não vou prolongar, quero destacar apenas alguns pontos que entendo como relevantes do debate de ontem:

1.      Enquanto os candidatos focaram em João Pessoa, pude conversar sobre a integridade da Paraíba. Fui duro na crítica que a sociedade vem fazendo nas ruas e nas redes sociais, mas apresentei propostas concretas para Segurança, Saúde, Educação, Mobilidade, Habitação, Pessoas com Deficiência, Mulheres, Cultura, Servidor Público;

2.      Ficou clara a dobradinha entre dois candidatos durante o debate, trocando figurinhas, cumprindo o mesmo papel que Vital (PMDB) cumpriu em 2014, muito feio isso, triste para democracia, puro teatro;

3.      Foi possível perceber quem são os aliados políticos de cada candidato, pois (do lado de lá) cada um tem um golpista para chamar de seu, pois essas relações interferem diretamente na possiblidade ou não de implementar um projeto de mudança na Paraíba;

4.      Candidatos brigando pela proposta do Hospital de Trauma no Sertão, já apresentada por mim em 2014 e por Nelson Junior, ainda em 2010, e de lá para cá nunca implementado, deixando pessoas seguirem morrendo no percurso e contribuindo para superlotação dos hospitais em Campina Grande e, mais ainda, em João Pessoa;

5.      O “decoreba” em algumas perguntas e réplicas deixou o debate frio em alguns momentos. Da nossa parte conseguimos fazer um debate com o coração e a mente no clima do momento;

6.      O aparelhamento e frágil desenvoltura do candidato no debate sobre a prefeitura de João Pessoa virou motivo de piada, dezenas de memes na internet, é preciso tratar o debate político com a seriedade que ele merece. A tentativa do candidato do Governo em apresentar técnica e esvaziar a política, além de tentar fugir do debate sobre privilégios em relação a forma de tratar os/as profissionais da segurança pública (policiais civis, militares e agentes penitenciários), também rendeu alguns bons memes;

7.      Por fim, mas de tão rica importância, a democracia, fui o único a questionar a ausência de Rama Dantas, única mulher candidata, e a tratar, mesmo tendo Boulos como candidato a presidente, da campanha por Lula Livre e o direito a dele ser candidato, algo que não vi em nenhum momento sair da boca do candidato do governo, deve ser porque também tem os golpistas para chamar de seu. #LulaLivreBoulosPresidente.

Que venha o próximo debate!
Forte Abraço
Tárcio

domingo, 12 de agosto de 2018

Dia dos Pais, Parabéns para nós Pais (e para minha mãe).


Comecei a ter identidade com o dia dos pais apenas em 2001, com minha pequena ainda na barriga, foi meu primeiro agosto como pai, papai, painho ou papito, a depender do carinho ou dos objetivos (rsrsrsrsr) da filha maravilhosa que tenho a alegria de ser pai.

Não tenho nenhuma lembrança do meu pai, falecido pouco depois que completei 3 anos de idade. Até minha filha chegar nesse mundo, doido e ao mesmo tempo maravilhoso, meu dia dos pais era algo meio que transversal, dividido com os tios e avô, pessoas importantes em minha vida como referências paternas, em seus exemplos positivos ou negativos, mas pessoas que amo.

O 2001 foi, sem sombra de dúvidas, um divisor de águas em minha vida, conhecer na carne o que é ser pai, saber o quanto maravilho é receber um abraço simplesmente pelo abraço; acompanhar e contribuir nas descobertas; ser duro em um ensinamento quando gostaria de rir com aquela trela; dialogar e ter que descobrir temas os mais diversos; cobrar atenção ao “disputar” tempo com as/os amigas/os; ir para as apresentações da escolha, fotografar e filmar cada momento; respeitar as mudanças e as escolhas. Não caberia aqui cada detalhe do quanto maravilhoso é ser pai.

Acho muito bonito a forma como as pessoas se relacionam com seus pais, pude sentir essa relação do lado de cá, ao ser pai. Até então, sempre que as pessoas falavam em seus pais eu só lembrava da minha mãe, não que ela tenha sido pai e mãe, ela foi muitas vezes mãe, mulher de garra, cheia de vida e energia, assim como muitas mães que cumprem essa jornada sozinhas, seja por motivo de óbito, como no meu caso, seja pelo abandono por parte de muitos homens irresponsáveis por não cumprir suas obrigações e que não sabem a experiência maravilhosa que estão perdendo.

Parabéns para você que ama ser pai como eu amo!

Filha, obrigado pelo presente que você é, nosso amor não cabe no papel ou nas redes sociais.

Quero ainda antecipar os parabéns para minha mãe Rosimar, que amanhã (13 de agosto) faz aniversário, uma jovem mãe ainda meses distante dos 60 anos. Te amo infinitamente!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Roda Viva, o Fim ou o Crescimento de Bolsonaro?



Caso você seja uma daquelas pessoas dispostas a ouvir, pensar, dialogar, discordando no conteúdo, mas sem gritar, sem brigar e sem soltar um “aff” após o outro, mesmo que não mude de opinião, siga até o final do texto. Caso seja daqueles que já sabem de tudo, que seu candidato é o foda e os outros que estão sempre errados, pode seguir o que estava fazendo, não quero agredir, nem ser agredido, ao menos não nas próximas linhas.

Ainda em um processo introdutório, fazendo grande esforça para você seguir até o final do texto, de modo que possamos debater conteúdo. Eu não acho que todos que votam em Bolsonaro são fascistas, nazistas, racistas, LGBTfóbicos, machistas[i]. Meu colega de trabalho é sensível no atendimento e cuidado das pessoas, apenas não pensa como eu; meu tio, que cumpriu importante papel paterno em minha vida, é uma pessoa que amo e não o vejo como parte desse desenho tão cruel com o outro, apenas não pensa como eu.

Por mais que eu ache um absurdo a forma como Bolsonaro tratou a execução de Vladimir Herzog, negou a escravidão dos negros/as do Continente Africano pelos Portugueses e mais uma vez exaltou o maior torturador da história do Brasil, não vou entrar nesses temas que facilmente podem limitar o debate ao jargão “é um esquerdopata”. Espero que você que vota em Bolsonaro (ou pensa nisso) ainda esteja aí, pois quero ir aos fatos (da entrevista) que envolvem a vida de todos/as e quero debater a qualidade necessária para quem quer gerir o Brasil.

Aos Fatos

Caso tenhamos visto o mesmo Programa, Bolsonaro defendeu abertamente a Reforma da Previdência do Governo Temer, liberando militares que, na visão dele, não são privilegiados. Se não vimos o mesmo programa, vejamos novamente, com pausas e reflexões, pois esse foi apenas um grave ponto defendido pelo candidato, já que em muitos outros pontos ele sequer soube responder.

Ao ser perguntado por Economia ele (o Bolsonaro)  não respondeu nada, limitou-se a dizer que não fez parte da Comissão de Orçamento da Câmara e que não é obrigado a saber de tudo, pressionado mais um pouco (bem menos do que foi Boulos e Manú) ele fechou afirmando: “defendo uma economia liberal” e “não tenho outra opção para o Ministério da Economia”. Sou candidato ao Governo da Paraíba inscrito no TRE-PB, sou do PSOL, já imaginaram se eu respondo rasteiramente que “defendo uma economia socialista” sem destrinchar isso? eu seria esmagado, destruído, reduzido a pó, pelos que gostam do “dois pesos e duas medidas”. Felizmente estou preparado para debater esse tema nas eleições 2018, estou preparado até mesmo para debater com Bolsonaro o Brasil. Calma, não fique com raiva, por favor, siga a leitura e vamos para outros aspectos do debate.

Existe uma polêmica da época que eu fazia movimento estudantil, decorrente de uma ameaça de FHC e da direita brasileira, e que Bolsonaro não soube responder ou não quis responder, as duas alternativas são preocupantes, ele não respondeu se nossas Universidades (em um possível governo Bolsonaro) estarão no Ministério da Educação ou no Ministério das Ciências e Tecnologias, para quem se acha capaz de governar o país, essa questão é central no debate sobre nosso desenvolvimento.

Sou Sertanejo e tenho/temos uma boa proposta para garantir emprego e renda ao povo do campo. Foi absurda (para não dizer vergonhosa e você eleitor/a do Bolsonaro seguir a leitura do texto até o final) a limitação de Bolsonaro ao dizer, não necessariamente nessas palavras, “eles (os homens e mulheres do campo) precisam se capacitar para os novos tempos, a modernização chegou”. Não sabe ele que essa modernização não chegou em todos os estados, mas o desemprego sim, Bolsonaro não sabe o que diz, não sabe a realidade do povo.

Amigos/as, na real, vocês viram a resposta de Bolsonaro para saúde? Eu não vi, ou melhor, ele não respondeu. Também não sou médico, nem parlamentar eu sou para ser parte de uma Comissão de Saúde, mas conheço e tenho proposta para Saúde da Paraíba. Afinal, Bolsonaro faz parte de qual Comissão? Sabe de qual assunto? Vou debater com o candidato dele na Paraíba, o Cartaxo, quem sabe ele tire essa dúvida. Nem venha dizer que ele sabe de segurança, patinou geral ao ser questionado sobre ter tido sua arma roubada mesmo sendo “capacitado”.

Pessoal, como eu disse, estou aberto ao debate, quero ouvir o contraponto, mostrem um recorte de Bolsonaro respondendo e/ou apresentando alternativa nas diferentes políticas públicas, lembrem que ele (não no Roda Viva) fez vídeo afirmando que Alexandre Frota seria seu Ministro da Cultura[ii], é esse o caminho do diferente? Espero que não.

No Roda Viva Bolsonaro, em mais de uma oportunidade, olhou para os/as entrevistadores/as em tom desafiador e disse: “diga você como devo fazer?”. Repito, já pensou eu ou o Boulos dando uma resposta dessas? Bolsonaro é candidato homologado à Presidência da República, assim como na Paraíba sou eu o candidato do PSOL inscrito no TRE para disputar o Governo da Paraíba. Ambos devemos ser capacitados, cuidado com o “dois pesos e duas medidas”, tem algumas coisa errada em quem segue nesse rumo.

Ética, Corrução...

Vamos sair desse campo e ir para o campo da ética, da moral, onde não temos ninguém do PSOL nos escândalos de corrupção relacionados a financiamento de campanha. Calma, por favor, siga a leitura, eu não precisava dizer isso, mas não tive controle, foi só uma afirmação oficial. Bolsonaro assumiu abertamente que recebeu por anos o auxílio moradia, mesmo tendo casa em Brasília, mas não parou aí, ainda tentou comparar os jornalistas que recebem por CNPJ, muitas vezes uma forma do conglomerado midiático negar direitos trabalhistas aos jornalistas, com sua postura de privilégios.

“Só” isso sobre ética? Não! Bolsonaro pingou de partido em partido. Não é problema? Tá, não é o que dizem dos outros, mas vamos lá... Ao ser perguntado sobre Cunha[iii], Bolsonaro não fez questão de se distanciar, ao contrário, foi brando... mas não parou aí, ao ser lembrado que ficou anos com Maluf no PP, ele resumiu dizendo: “eu sabia apenas de algumas denúncias sobre ele”. Mais uma vez o “dois pesos e duas medidas”.

Calma, o mais grave ficou para o final, ele recebeu (e não negou) dinheiro das empresas da lava jato, não devolveu para empresa, devolveu ao partido (se não estou enganado o PP de Maluf) e este devolveu o mesmo valor para o Bolsonaro, coincidência? Não acredito nelas, lavagem de dinheiro pura!

Votação com Temer

Saindo do Roda Viva, permita um pouco mais da sua paciência, se chegou até aqui é porque é uma pessoa disposta ao debate, mesmo que não vá mudar de posição... Vamos listar algumas votações, já que no Roda Viva Bolsonaro defendeu que votaria favorável a “Reforma” da Previdência de Temer.

Bolsonaro votou sim na “Reforma” Trabalhista de Temer, aquela que vem causando demissão em massa na educação, além de impedir acesso aos direitos trabalhistas e ao famigerado “negociado sobre o legislado”, que nada mais é que rasgar a CLT caso o patrão imponha uma “negociação”.

Sim, foi o voto do Bolsonaro na PEC do fim do mundo, aquela que congelou recursos para as políticas públicas, inclusive a de SEGURANÇA, por 20 anos, enquanto a inflação segue galopante.

Tá pior com Temer? Pois ele, Bolsonaro, votou para Temer ser o presidente do Brasil, sim, nós do povo não escolhemos, mas Bolsonaro vem votando com Temer desde o golpe, assim como votou nos pontos destacados anteriormente e disse no Roda Viva ser favorável a “Reforma da Previdência”.

Conclusão

Caso você tenha chegado até aqui é sinal de que você é melhor que Bolsonaro, que quer debater com um setor mais amplo da sociedade, não apenas com quem pensa igual, um passo importante na defesa da República, já que – infelizmente - para alguns a República é coisa de “esquerdopata”.

Caso tenha chegado até aqui, tenha discordado da postura de Bolsonaro e queira mudar o rumo, MASSA! Agora, se mesmo diante do Roda Viva e dos elementos aqui apresentados, caso você siga achando que Bolsonaro é capacitado; que respondeu as perguntas no Roda Viva apresentando alternativa positiva para o país; que ele votou com Temer e nas proposta de Temer, mas é diferente de Temer; que ele andou décadas com Cunha e Maluf e é Ético; que é contra os privilégios, mesmo usufruindo deles por 30 anos como parlamentar... Só posso pensar uma coisa, seu lugar certo é como Bolsonaro, eu vi outro programa ou você (ou eu) precisa de um médico.

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Ps.: Agora que você leu tudo, deixa eu fazer outra afirmativa: Veja e PSDB de esquerda é má fé ou necessidade de um pouco mais de estudo, isso vindo de Bolsonaro eu entendo, mas de você que leu até aqui...

Ps.2: "Esquerdopatas", vamos focar no programa, não na raiva instigada por alguns. Quem vota ou fala em Bolsonaro não é igual a ele.




[i] Ao menos não em um grau doentio, daqueles muito além do que essa sociedade capitalista impõe em seu processo formativo e saí por “piadas”, "frases de efeito" ou em um “cuidado” excessivo.
[ii] https://www.youtube.com/watch?v=HUvVmbfK128
[iii] Lembrem que foi o PSOL que deu entrada no pedido de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

domingo, 22 de julho de 2018

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Faça como o Reverendo Fábio, a Professora Mika Gabrielle e tant@s outr@s, venha ser parte desse projeto coletivo e colabore com a mudança. www.doacaolegal.com.br/psol/tarcio-teixeira.

Sem Medo de Mudar a Paraíba.