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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Constituinte como Frente Ampla é Afundar a Pauta das Reformas Estruturantes!

Acabo de receber um convite pelo facebook para “Construção da frente ampla e o novo momento das forças populares no Brasil”. Lembrem que o PT compõe uma Frente Ampla com o PMDB e outras legendas. Precisamos organizar uma frente pela esquerda, em uma articulação para além dos partidos políticos, sem iluminad@s dirigentes dando a linha em atos verticalizados.

Não adianta fazer textos ou falas emocionadas com um conteúdo progressista e acabar realizando atos rebaixados, meramente pró-governo, movimentos nesse formato não serão maiores que o dia 20 na Paraíba e em Pernambuco, fracassos propagandeados como vitória da classe quando na verdade foram atos de militantes e  de pequenos setores de movimentos, o povo não vai para atos como aqueles. Percebam, São Paulo manteve a pauta das reformas estruturantes, contra os “ajustes” do Governo, apontou uma unidade pela esquerda, foi um dos maiores dos últimos tempos para o campo popular. O Governo Dilma (PT) é indefensável, quem seguir a linha da defesa vai jogar lenha na fogueira da direita e do conservadorismo!

Todos/as lembram que defendi a pauta do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político quando estive como candidato ao Governo da Paraíba e como militante social que sou, mas querer ressuscitar essa pauta a cada esquina como se fosse uma realidade de setembro a setembro, “enfiando” em tudo quanto é assunto e dificultando o avanço de pautas diversas, como as que levaram milhões às ruas em 2013, é querer esconder um erro de análise ou tirar o foco da conjuntura do debate real.

O PSOL tem feito o debate da Reforma Política, mas transformar essa pauta na palavra de ordem da Constituinte, como se não existissem questões objetivas sendo votadas no Congresso, e ainda usar essa pauta para formar uma Frente Ampla, é um crime. Este caminho vai esconder pautas centrais para classe trabalhadora na conjuntura atual, a retirada de direitos, o ajuste fiscal, a agenda brasil, a contrarreforma eleitoral, entre outras crueldades assinadas pelo Governo do PT/PMDB e, por diversas vezes, contando com votos do PSDB.

Percebam, e desculpem a repetição, a todo momento vão usar o papo da “unidade”, e que essa “unidade” não pode ser abalada, em nome dessa “unidade” muitas pautas vão sendo secundarizadas; alguns secundarizando de forma inconsciente, outros taticamente, e ainda existem @s que sucundarizam estrategicamente. Na atual conjuntura uma Frente Ampla é afundar as bandeiras das reformas estruturantes.

Você sendo um burguês - ganhando a retirada dos direitos trabalhistas, mais da metade do PIB para pagamento da “dívida” pública, terceirização, redução do tempo de descanso d@s trabalhadores/as, podendo reduzir salário dos seus empregados/as, tendo parcela importante do movimento sindical desgastado por movimentos equivocados – iria querer que tipo de golpe?

Somos contra qualquer ataque a democracia, contra o golpe que vem sofrendo os trabalhadores/as. Sem essa de frente ampla, a saída é pela esquerda!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

20 de Agosto, Na Paraíba Não Foi Por Direitos, Virou Pró-Governo!

Não estou iniciando na política agora, mas teimo em acreditar nas pessoas. Dei uma entrevista* afirmando a unidade do movimento na organização do ato do dia 20 de agosto, tinha sido essa a linha da organização local, questionar o ajuste fiscal, a retirada de direitos, exigir a saída de Eduardo Cunha e do conservadorismo que ele representa e defender uma saída pela esquerda. No dia do ato, em Campina Grande, um fiasco, foi um ato pró-governo, um ato fraco pró-governo.

Para não dizer que todas as falas foram pró-governo, o PCR e o PSOL fizeram falas contra a política econômica do Governo, defenderam os direitos trabalhistas, exigiram a saída de Eduardo Cunha (PMDB), denunciaram a Agenda Brasil de Dilma (PT) e Renan (PMDB) e foram contra qualquer ataque a democracia brasileira. O Levante Popular da Juventude também teve uma linha critica na defesa dos direitos, uma fala estruturada e diferenciada das demais, mas parecem esquecer que Dilma e o PT também são responsáveis pela política econômica do Governo, Levy não é o presidente e o PMDB é base do Governo, deste e de todos os outros governos após a abertura democrática.

Após as falas, quando ouvimos o primeiro “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”, logo reunimos alguns militantes do PSOL e saímos pela esquerda. O PSOL é contra qualquer ataque a democracia brasileira. Somos oposição de esquerda ao Governo Dilma e contra os ataques realizados pelo Governo do PT que, por vezes, no congresso nacional, vota alinhado ao PMDB e ao PSDB.

Foi preciso levar gente de João Pessoa, reunir militantes de Campina e de outras cidades para fazer o ato do dia 20. Na atual conjuntura, nenhum ato com a pauta do Governo vai ser maior que os atos dessa quinta-feira, é um repeteco do dia 13 de março, a classe trabalhadora não vai apoiar quem ataca seus direitos. Ou as direções sindicais percebem isso, ou colocarão lenha na fogueira da tucanada.

Dizendo ser contra o Governo, em agosto a tucanada vem dirigindo atos maiores que os governistas, mas reduzidos quando comparados aos de março, redução essa que é resultado do amadurecimento do povo brasileiro, que defende a democracia e não quer voltar no tempo.

A pauta dos/as trabalhadores/as não é a defesa de um governo indefensável, a pauta dos/as trabalhadores/as não é a defesa do golpe, a pauta dos/as trabalhadores/as é a junho de 2013, são as reformas populares, é a defesa dos direitos.

Quanto a democracia, que parecia ser uma das poucas bandeiras unitárias no ato, ficou um pouco abalada quando tive o microfone tomado de minhas mãos por um dirigente petista de Campina Grande.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

20 de Agosto, não é Pelo Governo ou Pelo Golpe, é Contra o Ajuste Fiscal e Por Direitos.

Quem acompanha o blog Vida Vivida, ou as redes sociais vinculadas ao blog, deve lembrar do texto publicado sobre os atos dos dias 13 e 15 de março (http://www.tarcioteixeira.com/2015/03/13-ou-15-de-marco-o-que-voce-defendeu-o.html), pelo visto estávamos em uma análise próxima da realidade, mas alguns teimam em repetir o erro. Nas próximas linhas relacionaremos os atos do mês de março aos atos unificados de maio e agosto de 2015.

Após um debate programático, deixando claro até onde entendemos existir unidade nas mobilizações, vou fazer questão de repudiar a postura de alguns sindicalistas filiados ao PT que tentam liquidar os/as que pensam diferente com o mesmo método daqueles que alguns chamam de “coxinha”, com base na mentira e no aparelhamento das estruturas sindicais.

Sabemos que muitas pessoas, principalmente os defensores do Governo Dilma, precisam administrar muitas contradições e traições, são muitos os métodos usados para afastar os/as lutadores/as sociais que apresentam um programa verdadeiramente necessário e atual para classe trabalhadora na conjuntura atual; adiantamos que esses métodos não nos afastarão da luta ou da busca por unidade programática, mas também não ficaremos calados, sigamos ao texto.

Após março, quais os rumos das direções e do povo no pós 16 e 20 de Agosto?

Primeiramente dizer que ninguém promove um golpe ou defende-se de um golpe sem o devido apoio popular, sem os/as trabalhadores/as na base de apoio. Em outras palavras, os/as trabalhadores/as estavam presentes nos dois atos de março, contudo, existem diferenças em suas direções. A direção que organizou o primeiro ato (13 de março) teve como objetivo a defesa do Governo; já os/as dirigentes do segundo ato (15 de março) tentaram canalizar a insatisfação com o governo para um golpe. Motivos mais que suficientes para o PSOL não ter ido em nenhum dos dois atos e para o primeiro ato ter tido milhares de pessoas a menos.

O atual Governo é indefensável, MPs retirando direitos trabalhistas, desmonte da saúde e da educação pública, entrega da Petrobrás, Agenda Brasil e o Ajuste Fiscal como um todo. Nenhuma criança do ensino básico vai cair na balela de proteger Dilma/PT e responsabilizar Levy e Eduardo Cunha (PMDB/RJ), como se a Presidenta da República e seu partido, o PT, nada tivesse com a retirada de direitos que sofre o povo brasileiro.

As pessoas não estão dispostas a aceitar golpe, a correr o risco de ter Cunha ou Renan Calheiros na Presidência da República; não estão dispostas a ter novas eleições, a maior parte do povo brasileiro compreendeu o impacto do poder econômico no processo eleitoral; não tem no PSDB de FHC, Aécio Neves e Cássio Cunha Lima, uma referência positiva, apenas aspectos nefastos ao país, a exemplo da entrega da Vale do Rio Doce, o processo do Mensalão Mineiro, do Metrô de São Paulo, a cassação de Cássio, entre tantos outros escândalos que envolve a tucanada.

Arrisco dizer que a redução nos números de cidades que realizaram atos no dia 16 de agosto é resultado do descrédito do povo com a direção golpista (PSDB, PMDB, DEM e Outros) que vem organizando e convocando esses atos; arrisco ainda afirmar que os atos que estão sendo convocados para defender o Governo, como vem fazendo parte do movimento sindical em Pernambuco, serão verdadeiros fiascos.

E só existem dois caminhos, o governo e a oposição golpista de direita?

Apesar do Presidente da CUT-Paraíba, pressionado pelo SINTEP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba) e pelo SINTEM-JP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa), não ter escondido seu incômodo com a presença do PSOL nas reuniões preparatórias para o ato unificado do dia 29 de maio, “Contra a Terceirização, Medidas Provisórias 664 e 665 e o Ajuste Fiscal. Em Defesa da Democracia”, após escutar as outras entidades presentes ele acabou compreendendo a importância de realizar um ato unificado com todos que querem defender os direitos dos trabalhadores. O ato do dia 29 de maio foi superior aos do dia 13 de março por um motivo simples, o seu programa.

Nós do PSOL não participaremos de nenhum ato em defesa do governo ou de golpe.

Farei questão de representar o PSOL nos atos do dia 20 de agosto que defenda a pauta que vem sendo construída nacionalmente por diversas entidades e movimentos sociais. Felizmente, aqui na Paraíba, durante a reunião para debater o ato do dia 20 de agosto, os/as presentes foram na linha da defesa dos direitos e não da defesa do governo. A pauta nacional para os atos do dia 20 é: “Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise! - A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo.”; “Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!”; “A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!”.

A pauta que precisa ser defendida por todos deve ser a mesma que ecoou nas ruas em 2013, nada mais que as: “Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular”.

Compreendemos que não existe apenas uma polarização entre governo e golpe, existe o caminho do Programa, da pauta a ser defendida, esse deve ser o caminho dos que querem a transformação social e a conquista de direitos.

Permitam mais uma conjectura, agora sobre os atos do dia 20 de agosto, eles serão importantes, mas milhares de trabalhadores/as e estudantes não participarão por desconfiar de algumas organizações que estão na convocando e preparando os atos, entidades que não possuem mais a mesma representatividade de outrora. Para ampliar as vitórias vamos precisar da horizontalidade e das mobilizações de 2013.

E por que querem calar o PSOL?

De um lado, Eduardo Cunha pauta na Câmara dos Deputados uma contrarreforma que tem endereço certo, calar o PSOL, único partido com representação no Congresso Nacional que não recebeu nenhum centavo das empresas envolvidas na Operação Lava Jato, único partido com representação no Congresso Nacional que teve uma candidatura a presidência que destoou das propostas que hoje são apresentadas no Congresso.

Do outro lado, o PT, ao lado do PSDB, PMDB, DEM, PTB, PP e outros partidos aprovaram a lei antiterrorismo, que coloca em risco a autonomia e a luta dos movimentos sociais em nosso país, apenas o PSOL e o PC do B votaram contra.

Na Paraíba também seguem os ataques ao PSOL. Sindicalistas filiados ao PT aprovaram no Congresso Estadual da CUT (CECUT/PB), realizado entre 06 e 08 de agosto do corrente ano, uma moção de repúdio com acusações graves e mentirosas contra duas centrais sindicais, a Conlutas e a Intersindical, segunda nem sindicato filiado na Paraíba possui; e contra dois partidos da esquerda socialista, o PSTU e PSOL.

A moção, apresentada pelos diretores do SINTEM e do SINTEP, não se limita ao debate político, ao afirmar que PSTU, PSOL, Conlutas e Intersindical, estavam articuladas com a direita conservadora; a moção aprovada no CECUT/PB ainda afirma que desrespeitamos “idosos/as, mulheres e aposentados/as da base”.

Sem freio, como Cunha no Congresso Nacional, a maior instância da CUT na Paraíba ainda nos acusa de ter quebrado “o Auditório do SESI, o Ginásio do Esporte Clube Guarany, o Auditório da Federação Espírita da Paraíba, além de socos e pontapés nas Assembleias em frente ao Liceu Paraibano”; e seguem nos acusando de espancar funcionários da sede da entidade, quebrar e pichar o prédio e, pasmem, de roubar pertences pessoais de trabalhadores/as alojados nas dependências do SINTEM.

São acusações descabidas de duas direções que estão desesperadas ao perceber que os/as professores/as não estão dispostos a seguir sendo dirigidos/as por pessoas que contratam segurança privada para impedir o debate democrático nas assembleias da categoria; por pessoas que acabam assembleia sem votar, sem garantir o direito democrático das pessoas falarem. Situações idênticas nas greves da educação de João Pessoa e da Paraíba.

No caso do SINTEM é ainda mais problemático, trabalhadores/as da educação municipal estão precisando entrar na justiça para conseguir garantir sua filiação ao Sindicato, já que é necessário ter um ano de filiado/a para compor chapa nas eleições que ocorrerão no segundo semestre do próximo ano (2016), mesmo período que Benilton Lucena, Diretor do SINTEM, possivelmente concorrerá a reeleição de vereador.

As direções sindicais enraizadas nos sindicatos há décadas não estão acostumadas a uma base participativa e a um debate horizontal, base essa que tem percebido a forma democrática como o PSOL contribui, sem impor sua política e compreendendo que os militantes sem filiação partidária é tão importante quando qualquer outro.

Sabemos que a moção em análise possui o objetivo não só de caluniar o PSOL e os demais envolvidos, mas afastar o PSOL do debate política nos espaços unitários da classe trabalhadora, como tentaram fazer no ato de 29 de maio, mas não cairemos em arapucas, não nos afastaremos da luta. Os governistas de plantão, defensores do Ajuste Fiscal de Dilma/Levy e da Agenda Brasil que administrem suas contradições.

Evitando que as entidades que foram caluniadas (PSOL, PSTU, Conlutas e Intersindical) precisem entrar na justiça burguesa, sugerimos a formação de uma Comissão de Ética composta por pessoas indicadas em comum acordo pelas organizações envolvidas neste caso. Caso não seja possível a formação da Comissão de Ética, lamentável, teremos que acessar o Judiciário.

Por fim, independente das acusações descabidas que nos fazem, estaremos no dia 20 de agosto na luta contra os ajustes de Dilma/Levy, por direitos e por democracia.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

05 de Agosto, Também Faço Aniversário!

05 de agosto de 2007, dia exato da minha chegada em João Pessoa. Fui recebido pel@s companheir@s Sérgio Gaspar​, Rebeca Malaquias​ e Renan Kipa​, além de Dona Fátima, "Seu" Malaquias, Edmilson Malaquias​, Diogenes Malaquias​ e toda família, tendo sido o Jaguaribe o Bairro onde primeiro morei, sim, já sofri algumas vezes com o 003. No dia da chegada fui surpreendido com o informe de que era o dia do aniversário da cidade e levado para a Festa das Neves, hoje tão esquecida.

Na semana seguinte a minha chegada eu iniciava meu trabalho como Assistente Social dos Correios, militava no PSOL da Paraíba e começava minha experiência sindical de forma direta, eu saía das minhas costumeiras tarefas organizativas e passava a assumir algumas tarefas públicas, de microfone, carro de som e contato com a imprensa local.

Além dos Correios e do PSOL, ainda em 2007, segui (já que vinha dessa luta em Recife) minha participação nas mobilizações pela redução das passagens em defesa da mobilidade humana ainda em 2007, quando passei a ter contato com outros movimentos que defendem nossa João Pessoa.

Nos anos seguintes acompanhei as campanhas de Marcos Dias (2008) e Renan Palmeira (2012) para Prefeitura de João Pessoa; não tive como acompanhar mais de perto as eleições de 2010 devido o novo vínculo de Assistente Social que eu assumia no Ministério Público da Paraíba (Novembro de 2009) e o momento do meu curso de Mestrado em Serviço Social na Universidade Federal da Paraíba (2010).

Como eu disse, ao chegar na Paraíba eu era um militante de organização, dos bastidores, mas a realidade é maior que nossos desejos, em 2011 tive a alegria de encontrar grandes guerreir@s que possibilitaram nossa eleição para o Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba (CRESS/PB), onde fui indicado para assumir a Presidência da Conselho, tendo sido reeleito em 2014, ao lado de antig@s e nov@s companheir@s Assistentes Sociais.

Ainda em 2014 fui escolhido pelo PSOL para ser Candidato ao Governo do Estado da Paraíba, uma tarefa que não era apenas do meu Partido, mas de tod@s que vivem na Paraíba. Estudei muito e contei com importantes guerreir@s nessa tarefa coletiva. Quando menos esperei eu estava em debates ao lado de um Deputado Federal, dois Senadores, um Governador e um Militante já experiente no processo eleitoral, eu estava no que seria a eleição mais disputada da história da Paraíba. O resultado positivo é maior que os 8848 votos em quase todos os municípios da Paraíba, é do tamanho do carinho de quem nos aborda e pergunta sobre 2016, é do tamanho dos que nos param e dizem: “votei e votarei em você novamente, mas você sabe como são as eleições, precisa um pouco mais de sorriso e tapinha das costas”.

Minha cara feia em alguns momentos é do tamanho da minha indignação com o caos instalado em João Pessoa e em toda Paraíba, já o meu sorriso, abraço e tapinha nas costas, fica para @s que se indignam e buscam, de alguma forma, mudar a ordem das coisas.


Não escolhi onde nascer, Ceará, ou onde crescer, Pernambuco, apesar de amar a minha terra natal e a acolhedora, mas com o apoio de minha companheira, uma Baiana, pude escolher onde viver. Hoje, 05 de agosto, também estou de parabéns, certo de que fiz a escolha certa de viver em nossa João Pessoa, em nosso Paraíba. Nossa luta, e nossa vida, é aqui!


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

João Pessoa, Cartaxo (PT), a Mentira e o Pedido de Perdão!

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21,22)

70 foi o percentual de aprovação apresentado por Cartaxo (PT) como resultado de uma pesquisa sobre sua gestão, um número cabalístico, misterioso como os mecanismos que levaram a tal resultado.

Seria uma mensagem subliminar bíblica do prefeito pedindo perdão pelos R$2,70 do preço das passagens que sobrecarrega o bolso do povo de João Pessoa? Ou seria um pedido de perdão por tirar nossa Lagoa há mais de 70 semanas e ainda não ter devolvido para cidade? Quem sabe não seja perdão pelos prometidos 70 milhões destinados para preservação da Barreira do Cabo Branco, até o momento sem nenhum resultado objetivo.

Cheguei em João Pessoa no dia 05 de agosto de 2007, fiquei alojado na casa de um casal amigo no Jaguaribe, foi só deixar as malas e sair com eles para Festa das Neves. Estamos perto de mais um aniversário da cidade, quem já visitou a Festa esse ano, como eu fiz, viu um grande esvaziamento já nos primeiros dias; ouviu as músicas no parque infantil (“senta rebolando, senta rebolando”); e percebeu a pobreza do palco e da decoração do Ponto dos Cem Réis.

Não faltam motivos para Cartaxo pedir perdão. É muito positiva a iniciativa de garantir que estudantes da rede municipal não paguem para brincar no parque, mas o dia ser contado como dia letivo é controverso, ganha a brincadeira, perde o conteúdo e leva uma falta junto, no mínimo contraditório. Para completar, ficam duas reflexões sobre essa ação positiva: uma é sobre as despesas das famílias para chegar ao local da festa; a outra é como esses bilhetes estão sendo contabilizados, estaria a prefeitura pagando por quem brincou e por quem não brincou ou é uma contrapartida do parque de diversões?

Verdade, caso listássemos os problemas da educação, da saúde, do meio ambiente, especialmente no Rio Gramame (que abastece 70% da Região Metropolita de João Pessoa), entre outros, as maldades do prefeito não caberiam em 70 parágrafos, pelo visto Cartaxo esqueceu que não vivemos um Estado Teocrático, não vai adiantar esperar perdão 70 x 7 vezes, o prefeito não será julgado por supostos pecados, mas pela terrível gestão para cidade e para o povo de João Pessoa.

Multiplicando 70 semanas por 7 dias chegamos a uma marca um pouco maior que um ano e quatro meses, exatamente o que falta para terminar definitivamente a gestão de Cartaxo e seus aliados. Saindo dos números bíblicos e indo para o popular, sete é a conta do mentiroso e a urna não tem perdão.

Que em um futuro próximo possamos dizer: João Pessoa, parabéns por ser uma cidade na qual seus moradores, visitantes e meio ambiente são respeitados.



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Em reforma contra a política, Cunha e aliados querem calar o PSOL

Fonte: http://www.psol50.org.br/site/noticias/3339/em-reforma-contra-a-politica-cunha-e-deputados-querem-calar-o-psol

Com apoio de todos os grandes partidos, projeto aprovado na Câmara exclui PSOL de debates e da propaganda eleitoral

Do PSOL Naciona, Kauê Scarim

 
A democracia brasileira foi mais uma vez atacada por seus representantes eleitos. Já no fim do primeiro semestre legislativo de 2015, a Câmara dos Deputados, sob a liderança do presidente golpista Eduardo Cunha (PMDB/RJ), aprovou o projeto conhecido como “minirreforma eleitoral”, que junta diversas propostas em tramitação, com um resultado nefasto para a pluralidade nas eleições parlamentares no Brasil.
 
O projeto aprovado contém três grandes ataques ao PSOL e à democracia: tira a obrigatoriedade de emissoras convocarem para os debates partidos com menos de dez deputados federais eleitos; aumenta o teto de doação empresarial de campanhas para R$20 milhões por empresa; e diminui drasticamente o tempo de TV para os partidos pequenos – o PSOL, por exemplo, terá sua propaganda eleitoral limitada a cerca de dez segundos por programa.
 
Mesmo com grandes mobilizações dos movimentos sociais pela aprovação de uma Reforma Política que limitasse a influência do poder econômico e democratizasse o processo eleitoral, a Câmara marchou para o lado inverso.
 
Para o presidente nacional do PSOL e professor da Universidade de Brasília (UnB), Luiz Araújo, a aprovação do projeto é um grave ataque ao processo eleitoral brasileiro. “Essa contrarreforma visa tirar a força do PSOL porque nós apresentamos saídas diferentes nas eleições: com mais direitos e à esquerda”, afirma. “Calar o PSOL é tirar a voz da luta pelos direitos das mulheres, negros, LGBTs, pela Reforma Política, contra o ajuste fiscal e por mais recursos para áreas sociais”.
 
A ex-candidata à Presidência pelo partido, Luciana Genro, afirma que o PSOL vai estar mobilizado contra a reforma antidemocrática do “todo-poderoso” Eduardo Cunha e de seus aliados. “Queremos colocar essa pauta na agenda da juventude que tem ido às ruas e mobilizado por direitos. Essa reforma antidemocrática atinge especialmente o PSOL, que se consolida como o principal partido alternativo para mudar o sistema político. Estamos convocando a militância a se envolver no combate ao projeto que tira o PSOL dos debates, mesmo onde temos consolidado um apoio maior entre o eleitorado, casos de Rio de Janeiro, Belém, Porto Alegre, entre outras capitais”.