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quinta-feira, 30 de julho de 2020

O Hip Hop Pede Paz e Exige Justiça!


Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!" Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero) – O Rappa.



O Racismo Estrutural e a morte da juventude não para em tempos de Pandemia. Três Mcs mortos em João Pessoa em cinco dias: dois assassinados, Gacsiliano Leite ( em 24/07/2020) e Johnatan Felipe (em 28/07/2020), Gacs MC e Djohny MC; e Mezak Queiroz, MC Loco, que estava desaparecido e apareceu supostamente atropelado no Hospital de Trauma.

Por onde passo tenho dito da importância das batalhas, as entendo como o que existe de mais rico em mobilização e organização da juventude em nossa Capital. As batalhas de MC's da Paraíba tem ocupado os espaços públicos e fortalecido a cultura negra. Infelizmente temos visto muita perseguição e tentativas de acabar com as batalhas, mas felizmente a reação sempre agrega e elas não só resistem como se ampliam.

Não sabemos qual, e se existe, relação entre as mortes dos MC´s, nem se estão conectadas com antigas perseguições e criminalização vividas nas batalhas. O que sabemos é que estes assassinatos estão conectados pelo Racismo Estrutural que ataca diariamente a negritude, as pessoas e sua cultura.

Exigimos justiça. Nenhuma linha de investigação pode ser descartadas. Assim como não esquecemos o assassinato do estudante Clayton Tomaz de Souza, conhecido como Alph, por isso protocolamos pedido de audiência ao Governo do Estado da Paraíba (até agora não tivemos sua realização), também exigimos atenção e celeridade nas investigações das mortes de Gacsiliano, Johnatan e Mezak, exigimos justiça.

Todos e todas ao ato na próxima terça-feira (04), a partir das 14h, na Lagoa.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

PSOL Apresenta Alternativa Popular para Capital



Após circular interna do Diretório Municipal do PSOL João Pessoa, publicada em 04 de julho de 2020, que apresentava a retirada dos nomes até então inscritos como pré-candidatos para prefeitura de João Pessoa, muitos/as dos/as militantes do Partido refletiram a importância de construir uma candidatura do PSOL para população da capital, uma candidatura autônoma, com um programa que atenda aos interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras da Parahyba, não do Poder Econômico, de Governos ou das novas e velhas oligarquias.

A reflexão coletiva possibilitou que o Diretório Municipal, reunido em 16 de julho de 2020, acolhesse o nome de Pablo Honorato como pré-candidato a Prefeito e o nome Soraya Correia como pré-candidata a vice-prefeita da Capital. Pablo cresceu entre os bairros do Valentina Figueiredo e Jaguaribe, é advogado, Servidor da Universidade Federal da Paraíba e afirma ser “um sobrevivente do racismo estrutural”. Soraya também é pessoense, moradora dos Bancários, Técnica de Enfermagem e diz pautar sua vida “em tripé de três ‘M’, Mãe, Mulher e Militante”. Ao final da nota é possível conhecer mais sobre Pablo Honorato e Soraya Correia.

Com esses nomes o PSOL abre mais uma fase no debate, não só com filiados e filiadas ao Partido, em nosso cotidiano interno e em plenária virtual agendada para 01 de agosto, 14h, mas também com toda sociedade, seja em suas redes sociais, debates programáticos abertos para sociedade ou nos diferentes meios de comunicação que estão realizando entrevistas e apresentação de pré-candidatos e pré-candidatas para prefeitura da Capital.

João Pessoa, 16 de julho de 2020


Diretório Municipal do PSOL João Pessoa



PABLO HONORATO NASCIMENTO é servidor público da UFPB. Negro, sua infância foi no bairro do Valentina, nas proximidades da Torre de Babel, maior índice de homicídios da cidade de João Pessoa. Cursou escola pública. Sobreviveu à violência no meio social em que estava inserido. Mudou-se para o bairro de Jaguaribe. Fez o curso de Direito na UFPB. Trabalhou na Funjope, cursou Mestrado em Direitos Humanos na UFPB. Participou de diversos trabalhos sociais muito exitosos, empreendidos juntamente às comunidades da Penha e, posteriormente, do Porto do Capim. Dentre seus trabalhos sociais, o mais relevante é o Museu do Patrimônio Vivo, que coordenara junto a jovens de doze comunidades da periferia da Grande João Pessoa e que, por sua metodologia participativa, foi premiado pela PMJP, pela SECULT/PB, pelo IPHAN (Prêmio Rodrigo de Melo Franco Andrade), pelo IBRAM (Prêmio nacional Darcy Ribeiro) e obteve segunda colocação no Prêmio nacional Economia Criativa do Ministério da Cultura. Aprovado em processo seletivo, advogou junto ao Centro de Referência em Direitos Humanos da UFPB, desenvolvendo diversos trabalhos junto a vítimas de violência social. Hoje, atua junto à Assessoria de Extensão do Centro de Educação da UFPB.

SORAYA CORREIA é Paraibana, de João Pessoa. De família de classe média, cristã e tradicionalista, rompeu com os grilhões dos velhos conceitos e seguiu seus próprios ideais e preceitos político-ideológicos. Na vida profissional cursou direito, até o 8º período e, mesmo não o concluindo, afirma ter o curso grande influência em sua militância. É técnica em enfermagem, por formação acadêmica, e instrumentadora cirúrgica, pondo-se em direção à área da terapia holística. Soraya pauta sua vida em tripé de três emes: Mulher, Mãe e Militância. Sua história como militante surge na luta pela defesa dos direitos de seus filhos. Teve papel fundamental no processo de defesa da educação infantil na forma de uma escola pública democrática e de qualidade, razão pela qual contrariou o conservadorismo e a resistência da velha política, sendo alvo de perseguição e injustiça. Hoje, seu esforço é reconhecido por um tanto de entidades sociais e serve como estímulo ao engajamento democrático de pais e mães que, seguindo seu exemplo, participam ativamente da educação de seus filhos. Milita também na causa pela vida, após sua filha mais velha ter sido vítima de bullying severo, que trouxe consequências à sua saúde. Em busca de tratamentos alternativos, conheceu a Liga Canábica Paraíba e, ao se identificar com a luta de pais e mães pela qualidade de vida de seus filhos, entra para a militância também desta causa, integrando o Colegiado Gestor da referida Liga. Trabalha em conjunto com entidades de combate ao bullying e ao suicídio, situações de saúde pública. Paralelamente, e de forma voluntária, organiza ações solidárias junto a comunidades carentes nas mais diversas ocasiões. Participa da luta dos movimentos feministas e faz parte do grupo Coletivo Sementes de Marielle, que abraça os movimentos negro, LGBTQIA+ e as lutas sociais.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Uma Tragédia Anunciada!


Lá vamos nós aguardar com o coração apertado o novo ciclo de 14 dias. Até então Cartaxo vinha silenciando e se diferenciando de Romero e sua desastrosa postura de seguidismo ao bolsonarismo, mas ao retornar o transporte coletivo o prefeito de João Pessoa deixa claro de que lado está, e não é o lado da vida.

Não sei se viram, mas envio aqui print de parte da cartilha do Governo do Estado lançada semana passada. Não passa de uma forma para "tirar o corpo fora". Com o retorno do transporte público as autoridades retiram do patrão a obrigatoriedade de construir alternativas e coloca trabalhadores e trabalhadoras em risco de morte.

Algumas coisas parecem lógicas: menos ônibus, mais lotação; se as empresas já deixavam os ônibus sujo, sem pressão ou fiscalização, segue sujo; sem regras de ocupação dos ônibus, e com pressão do patrão, terá lotação para bater o ponto; aproximação dos/as passageiros/as em meio a Pandemia, igual a mais contágio, mais mortes.

Muito triste olhar gestores e empresários colocando o lucro acima da vida. Vi o primeiro flagrante de lotação e sujeira nos ônibus na Blog do Maurílio Júnior*, lá você pode conferir a vida real, para além das notas públicas do Prefake Luciano Cartaxo.

Que essa postura criminosa seja revista e coloquemos a vida acima do lucro.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB
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* https://wp.me/p9uQ3g-4zY

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Marfim, o Amor e a Força da Natureza!


Tive um susto quando li que bodas de marfim seria a representação dos nossos 14 anos de casamento, logo lembrei da crueldade praticada contra elefantes e outros animais por pura maldade/lucro humana. Passado o susto, e avançando na leitura, resistência e criatividade passaram a ser parte da nossa boda de marfim cheia de amor.

Assim como elefantes e seres humanos (do bem) também vivem em harmonia, unidos em resistência, eu e Áurea também resistimos. Resistimos diante das chatices do cotidiano, aos planos pessoais adiados devido a resistência na luta coletiva, aos 107 dias do distanciamento e/ou isolamento social, aos afazeres da vida cotidiana. Resistência é força, superação, construção, reconstrução, é a vida de um casal que se amar e constrói coletivamente.

A natureza, que não quer violência, cria e partilha o marfim vegetal dado pela Jarina, abrilhantando nossas Bodas de Marfim, que é amor e força da natureza.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

COVID-19: Mortes na Saúde Mental de João Pessoa


Saúde Mental, por séculos foram pessoas acorrentadas, escondidas e até executadas. Tivemos grandes avanços com a participação de profissionais, familiares e usuários/as em lutas históricas, como a luta antimanicomial. Muita coisa melhorou, mas muitas pessoas seguem escondidas, secundarizadas, nem como números aparecem, apesar de legalmente serem prioridades.

Fui informado - e recebi um pedido de ajuda - sobre mortes envolvendo usuárias da Residência Terapêutica atendida pelo CAPS Gutemberg Botelho, mulheres egressas do Complexo Hospitalar Juliano Moreira. Encaminhei denúncia ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), já tendo virado procedimento naquele importante órgão. Infelizmente, sabemos que o tempo da lei não é o tempo da vida. Peço ajuda para que possamos tirar essas pessoas da histórica invisibilidade. 

Não sou Jornalista para reivindicar o dito sigilo da fonte, mas tenho meus princípios e técnicas profissionais como Assistente Social que permitem reconhecer a seriedade e segurança de uma "denúncia que pede" para ser anônima. O fato de ter construído uma tarefa de figura pública, após as eleições que participei, faz com que constantemente eu seja procurado por pessoas de diferentes locais e classe social para contribuir de alguma forma na jornada por direitos, como é o caso agora, sendo a Vida a centralidade desse momento.

Fiz busca em importantes canais de comunicação de João Pessoa, não vi nada sobre os fatos aqui tratados. Sei que em minha lista de comunicação tem muita gente boa, independente e com princípios; outras não possuem a mesma independência, mas carregam os mesmos princípios, recebem o material, pesquisam e publicam a pauta, mesmo sem ter autorização para dizer deste militante que noticia o fato. Em outras palavras, o importante é monitorar as políticas públicas de saúde mental, lá estão pessoas que precisam de nós, precisam ser vistas e protegidas.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

João Pessoa: Plano Diretor de Mobilidade Urbana, Urgente Garantir Transparência e Participação Popular.


Verdade que existe recomendação da OMS para evitar aglomeração, mas também é verdade que o “mundo on-line” possibilita audiências públicas abertas, em tempo real, com participação e interação de organizações da sociedade civil e da população em geral. Convocar 4ª Audiência Púbica do Plano Diretor de Mobilidade Urbana por meio de Diário Oficial e postar um vídeo gravado sobre Texto Final, dizendo ser participação popular, é mais uma vergonha da gestão Cartaxo.

Sequer texto base chegou a ser publicado para que a população tivesse acesso para leitura e contribuição. O Vídeo postado pela SEMOB-JP não permite sequer a leitura dos bairros sobre as prioridades em cada um deles, além dos tópicos apresentados não permitir conhecer as ações objetivas e as diretrizes do Plano. Uma apresentação de Texto Final, feito por tópicos, sem garantir acesso ao conteúdo oficial, não é nada de transparente, de democrático, de participativo.

A gestão Cartaxo deu até 23h59 do dia 22 de abril para que as pessoas contribuam, mas como? Em comentários de youtube? Em uma aba participe na página da prefeitura? Em menos de 48h, já que o vídeo foi postado às 10h de 20 de abril? Sem disponibilizar o texto completo? É uma vergonha que um tema de tamanha envergadura seja tratado de forma tão impositiva e sem a transparência devida.

Sugiro que esse processo seja suspenso e a construção do Plano seja reestruturada com base nos princípios da Transparência Pública e Participação Popular; que o texto do Plano Diretor de Mobilidade Urbana, elaborado pela Prefeitura, seja publicado com antecedência; que sejam convocadas audiências públicas por pontos do Plano, de forma virtual, como demanda o momento, mas em tempo real e com participação popular.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB

Segue links sobre o assunto:



Link do “participe”, parece piada - http://www.planmob.joaopessoa.pb.gov.br/?p=191


terça-feira, 24 de março de 2020

Quarentena, o eu e o nós, o individual e o coletivo, o agora e o depois



Comecei a fazer esse texto em uma direção, quando percebi estava em outra, e não consegui mais ajustar. Já aconteceu isso comigo, mas nas outras vezes era o álcool que confundia, misturava, escancarava e apresentava uma “síntese misturada” de sentimentos e caminhos. Não vou tentar arrumar, acredito ele deva ser assim mesmo, desordenado, misturado, quem sabe no futuro ele não direcione novos rumos. A dúvida é se alguém termina ler um texto desse tamanho, mas vamos lá!

O Dia que Parte da Terrinha Parou

1977, mesmo ano que eu nasci, Raul Seixas lançava “O Dia Em Que a Terra Parou”, sucesso que sobrevive há décadas nas “paradas de sucesso” e hoje serve de reflexão sobre o impacto do Coronavírus em nossas vidas. Claro que existem várias diferenças entre a música e a realidade, primeiro que não é bem um sonho de um “Maluco Beleza” que vivemos, mas um pesadelo de uma sociedade que sofre as consequências do modo de produção que direciona nossas vidas.

A Terra tem parado aos poucos, quase que em um rodízio entre continentes, país, regiões, estados, cidades, tudo isso em um movimento articulado em base a estudos e formas de conhecimentos (científico ou não), não parou no mesmo dia, como em um sonho. Podemos dizer que na Parahyba começamos a “desacelerar mais rapidamente” na terça-feira, 17 de março, oito dias hoje (24/03/2020).

Igrejas, fiéis, alunos/as, professores/as, esses/as pararam, como na música. Por outro lado, muitos/as empregados/as, que não deveriam ir “pro seu trabalho”, seguem amontoados em call centers e fábricas que não terão para quem vender sua produção. Assim como o médico que, infelizmente, ainda tem muita “doença pra curar”, também precisaremos do padeiro e do soldado, que seguem na ativa.

A Terra não parou! Não podemos, nem vamos, parar 100%. Precisamos de saúde, alimentação, segurança, água, telecomunicações, luz, cultura e arte. A cada dia fica mais escancarado quem não nos deixa parar, quem nos suga até em tempos de pandemia, quem só pensa no lucro, na economia e não na vida.

Quero Compartilhar Minha 1ª Semana com Vocês

Não sou, não somos, uma ilha em meio a tudo isso. Na segunda-feira, 16 de março, estive com várias pessoas, além de ter tido três reuniões, sendo uma delas a do Diretório Estadual do PSOL que aprovou nota pública com sugestões para enfrentar o Coronavírus. No dia seguinte, como boa parte da capital da Paraíba, fui desacelerando, não saí de casa, fiquei sem saber por onde recomeçar, um pouco desnorteado, de férias, com congresso do PSOL cancelado, sem pessoas para encontrar, sem articulações políticas, sem encontros com as pessoas que gosto... Mas, aos poucos, fui conseguindo “olhar” os próximos meses e reiniciar a vida sob uma nova lógica organizativa.

Quarta-feira, entre 13h30 e 14h20, estive na Rádio Cruz das Armas e passei rapidamente na sede do Partido. Ao entrar em casa as roupas foram direto para “roupa suja”, lavei bem os braços e a barba e fui tomar um banho. No dia seguinte fui ao meu encontro com Pedro Faissal para entrar na quarentena lembrando de cuidar da mente, das emoções. No domingo fui comprar umas coisas para comer e beber. Sempre com os mesmos cuidados que já relatei antes.

Sexta, sábado, segunda e hoje (24 de março de 2020) eu não saí de casa. O que não significa que fiquei sem fazer nada, ao contrário, tenho estado muito mais ocupado que o “normal”, mas com uma vantagem, tenho Áurea Augusta ao meu lado, companheira com quem tenho aproveitado as boas horas do confinamento.

E Eu Com Isso? E Nós Com Isso?

No domingo, quando saí de carro para comprar umas coisas, chorei muito, não foi simples perceber que eu estava em nosso carro, com os vidros levantados, ar-condicionado ligado, indo comprar comida, e lembrar que muitos/as estão nas ruas, sem ter moradia, sem ter comida, sem saber sequer da existência do Coronavírus. Não é a primeira vez que choro com a desigualdade, seja sentindo as consequências na pele ou no peito, mas, por algum motivo, dessa vez foi diferente, não sei explicar o motivo.

Quando escutei o áudio de Franklin, companheiro de luta contra a desigualdade, lembrando que Pátria é Território, Soberania e Povo, não tinha como não partilhar do sentimento que ele descrevia, pois muitos/as estão despatriados/as dentro do próprio país, diante de tanta negativa de direitos.

Pior é saber que, por mais que cada um/a de nós façamos “nossa parte”, nossas ações nunca serão suficientes perto das necessidades coletivas. Claro, não vamos deixar de fazer nossa parte, vamos fazer cada vez mais, mas é fundamental aproveitar a forma como o Coronavírus vem escancarando as desigualdades sociais, descortinando quem se apropria da riqueza produzida pela força dos trabalhadores/as e, mesmo enriquecendo cada vez mais, trata os/as trabalhadores/as como descartáveis.

O Que Posso/Podemos Fazer?

O que cada um de nós temos feito em nossa privacidade para ajudar, ficará em nossa privacidade. Mas existem contribuições coletivas que cada um de nós podemos fazer e propagandear, seja para compartilhar conhecimento, seja para buscar conquistas coletivas, seja para denunciar o que precisa ser denunciado em tempos tão difíceis.

Fazia tempo que não fazíamos o Cuscuz com Debate, domingo fiz um com o médico Marcos Bosquiero sobre o Coronavírus, ajudou na prevenção, na união de pessoas, no alegrar e ocupar o dia de várias pessoas. Essa semana faremos um sobre “atividade física e quarentena”, medida simples que ajuda no coletivo, você com certeza pode ajudar com seu conhecimento.

Hoje separei algumas poesias que estavam “no fundo da gaveta”, muitas que sequer foram vistas para além dos meus olhos, uma exposição que pode alegrar ou incentivar alguém a escrever ou compartilhar sua arte. Poesia sempre toca alguma, lembro de uma minha que compartilhei um vez, foi um teste na verdade, eu não gostava dela, um amigo leu e ficou doido por ela, demorei acreditar que era verdade (rsrsrsrs). Podemos ajudar de várias formas.

A Luta de Classes Não Para?

Tem muito oportunista por aí, querendo lucrar com a dor. Dizendo que é hora de orar e não de bater panela. Muitos/as dizem isso de coração, mas outros como pura enganação, querendo lucrar com a dor, ganhar espaço político com o sofrimento, querendo fortalecer seu amigo empresário e fingindo ser solidariedade.

Alguns já estão testando “se cola” a suspensão das eleições. Claro, percebem que o bolsonarismo já começou a "descer ladeira", seus apoiadores/as despencam nas pesquisas e tentam usar da dor para suspender a democracia. Não podemos pestanejar, urgente defender nossa democracia.

Confesso que pensei em cancelar nossa primeira atividade coletiva de planejamento da nossa pré-campanha de vereador, mas, se assim fizéssemos, eram eles que ganhariam espaço, vamos manter nossa agenda e trabalhar em uma plataforma virtual que consiga juntar o maior número de pessoas que queiram fortalecer nossa democracia e construir uma alternativa coletiva para Câmara Municipal de João Pessoa.

Do Que Sinto Falta (além de abraçar familiares e amigos/as)?

Amo minha casa, amo a companhia da minha companheira, mas também amo a rua, ter contato com gente, conhecer o novo, isso eu sinto falta, estou já ligando para o 145 (só os fortes lembram). Disso eu sinto falta, rua e gente!

O que você vai fazer primeiro quando acabar nossa quarentena? Eu vou comprar uma cerveja no mercadinho perto de casa e andar pela rua conversando com as pessoas aqui perto, simples assim.

Será que alguém chegou até aqui? Ficou grande, eu sei, mas a vontade de escrever foi maior. Saudade de vocês! Ou nossa vitória é coletiva, ou não será!