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terça-feira, 18 de novembro de 2014

2016, um Perto Longe que Não Mudará Nossa Rota!

Em outros textos que escreverei vou tratar das diferentes formas de abordagem que sofri durante o processo eleitoral, das visitas que realizei, das diferentes formas que as pessoas viam nossa candidatura (ou mesmo a minha pessoa) e sobre o que é fazer uma campanha em um partido como o PSOL. Sim, foram muitos “causos” que vivi nos últimos meses, mas tratarei sobre eles em outra oportunidade, nos próximos parágrafos vou tentar fazer apenas uma breve reflexão (e esclarecimento) sobre umas das frases que mais tenho escutado após o último 05 de outubro: “não desista, você foi muito bem e vai chegar lá”.

O “lá” onde eu vou chegar é bem distinto; para alguns, eu já estou lá, no para além das urnas, na luta por direitos; para outros, a maioria dos/as que fazem questão de falar comigo, o lá é o processo eleitoral de 2016. O “não desista” vem sempre acompanhado de um “seja candidato”. Não são apenas populares que trazem essa palavra de incentivo, mas também jornalistas, militantes e amigos/as.

Sei que mesmo entre os que falam nesse sentido (“não desista”), existem os que não seguem conosco, mas reconhecem a importância que tivemos no processo eleitoral. Essa importância, especialmente nos debates entre os candidatos, permitiu que saíssemos desse processo maior que a quantidade de votos que alcançamos, afinal de contas, tivemos uma das eleições mais polarizadas da história da Paraíba, teve mais gente votando em oposição a outro candidato que em apoio ao candidato que votou; além desses que votaram contra o presente (Ricardo) ou contra o passado (Cássio), existem as quase 700mil pessoas que não foram votar ou votaram branco ou nulo, em uma clara grita contra o atual sistema político.

Voltando ao “lá”, são duas teses que chegam até meus ouvidos: uma que eu devo sair candidato a Vereador de João Pessoa, pois ajudaria muito para eleger o primeiro parlamentar do PSOL na Paraíba, principalmente com a chapa que estamos montando para 2016; outra que diz para eu ser candidato a Prefeito, pois fortalecerá a chapa proporcional e consolidará um nome para o futuro.

Uma afirmação eu faço, assumirei uma das duas tarefas que recebo de populares e apoiadores, serei candidato em 2016, mas ainda é cedo para decidir a que. Decisão essa que não tomarei só, assim como não limitarei o debate ao interior do PSOL, farei essa conversa de forma horizontal, com aqueles/as que buscam alternativas na luta por direitos e acreditam em uma outra forma de fazer política.


2016 bate em nossa porta, mas enquanto eles, os que fazem as velha política, já começam suas composições e gestões mais em nome dos conchavos eleitoreiros que pensando na população, afinal de contas é para isso que servem as pré-candidaturas deles (Veneziano- PMDB, Manoel Junior- PMDB, Cartaxo- PT, Estelizabel- PSB, Romero- PSDB); nosso campo não vai parar no tempo pensando em eleição, seguiremos onde sempre estivemos, na luta por direitos. Se tivermos que chegar “lá”, que seja com nossos princípios.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eleições, Regionalidade e Preconceito: Senti na pele!

O ódio pregado no processo eleitoral foi além do político, os/as candidatos/as que optaram por abrir um campo de guerra são responsáveis pelo clima de preconceito no país chegar a tal estágio; claro que a xenofobia não é coisa nova no Brasil, assim como não é o racismo, o machismo e a homofobia. Contudo, não são eles, os/as candidatos/as, os/as maiores responsáveis pela suposta divisão entre Norte e Sul; a grande mídia propagandeou isso com muita força, uma grande mentira, já que Dilma não seria eleita sem os votos do Sul e Aécio não teria a quantidade de votos que teve sem os votos do Norte.

O que a grande mídia e os partidos que representam a velha política em nosso país tentaram fazer foi, na verdade, esconder que o debate é de classe social, sim trabalhadores/as e burguesia disputando no campo ideológico; tentaram não expor de forma clara a relação de classe no processo eleitoral, ao contrário do que fez o nosso PSOL; os/as representantes direto da burguesia, ou seus aliados pontuais, sabiam que o debate de classe poderia ampliar a unidade da classe trabalhadora em um novo projeto de sociedade que não se limitaria ao processo eleitoral, então, optaram por regionalizar o debate pelo mapeamento das urnas; agora correm para corrigir isso, felizmente.

Nasci em Iguatú, no sertão do Ceará, pouco tempo depois de minha mãe ficar viúva (eu ainda com três anos) fomos morar em Recife. Não escolhi onde nascer, nem onde crescer. Apesar de amar esses dois estados, Pernambuco e Ceará, o motivo dessa viagem não foi diferente dos motivos que levaram os 13 irmãos de minha mãe a “pegar a estrada”; também não são motivos diferentes dos que levaram outros/as milhões de nordestinos a viajar de norte a sul em busca de melhores condições de vida, seja do alimento, seja da formação, seja do clima.

Após adulto eu pude escolher, escolhi viver o restante dos meus dias em nossa Paraíba, mais precisamente em João Pessoa, onde já tenho os mesmos sete anos que tenho de Ceará, minha terra natal; aqui conheço mais cidades do que conheci em Pernambuco e no Ceará, ao todo conheço 75 cidades da Paraíba, todas as regiões do nosso estado. Estou dizendo isso não apenas para declarar meu amor ou justificar minha escolha, mas para dizer que também tentam nos dividir no interior do Nordeste, já sofri preconceito por não ter nascido na Paraíba.

Nas primeiras eleições para o Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba (CRESS/PB) que concorremos (2011), em uma disputa acirrada, tendo na outra chapa diversos representantes do Governo (estadual e municipal), fui “acusado”, se de ser pernambucano, imaginem se soubessem das minhas raízes sertanejas, sem dúvida o preconceito seria maior. Por mais que falemos do preconceito, só quando o sentimos de forma direta que, de fato, passamos a entender o quanto ele é dolorido. Neste fato específico, elaborei um texto muito duro e essa "acusação" não voltou a ocorrer de forma tão pública, nem nas eleições de 2011, nem nas eleições de 2014, quando fomos reeleitos/as para gestão 2014/2017 do CRESS/PB.

Nas eleições para Governador da Paraíba, quando eu estava como candidato, sofri o mesmo tipo de preconceito, poucas vezes de forma direta, é verdade, mas sofri; foi em ligação para rádio, por mensagem no meu facebook e nos comentários maldosos que chegavam aos nossos ouvidos. Não dei corda para isso, mostrei nosso conteúdo, o quando estudamos e conhecemos a Paraíba e os problemas que vivemos enquanto povo; que são os últimos gestores que estão destruindo e entregando nossa Paraíba, não eu, um nordestino que escolheu viver e contribuir com esse povo que, enquanto classe, percebeu de que lado estou.

Tenho muito orgulho de ser Nordestino, na verdade, tenho orgulho de ser brasileiro, de ser latino-americano; mas meu maior orgulho é saber que sou de um mundo onde todos/as somos seres humanos em relação com a natureza; o que nos divide é a questão de classe, a politicagem e as guerras em nome da dominação do poder econômico, não podemos lutar pela melhora de um povo em detrimento de outro, como se fossemos daqui ou dali. Somos todos/as cidadãos do mundo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Acabou a Eleição, Agora é Autonomia e Luta Pelo Plebiscito Oficial.

 Acabou a Eleição, Movimento Não é Governo.


Entendo que o caminho de propagandear um Golpe, que não existe, não seja o melhor caminho para esquerda, quem for bater nessa tecla corre sérios riscos de ser desmoralizado pela realidade em um curto espaço de tempo. O fato é que a Oposição de Direita, ou uma Direita Conservadora que apoia o Governo do PT/PMDB, saiu mais unida dessas eleições e estão fazendo política com isso.

Por outro lado, setores como o PSOL (que quase dobrou sua bancada na Câmara dos Deputados e chegou a 12 Deputados Estaduais em todo Brasil) e os que votaram em branco (1.921.819), nulo (5.219.787) ou optaram pela abstenção (30.137.479), representa uma gigantesca oposição ao atual Sistema Político. Temos ainda os muitos milhões de votos no PT que, na verdade, foram votos em oposição ao PSDB. Ganhou o Governo, a Direita, ou a possibilidade de uma nova virada histórica? Entendemos que a última opção!

Em outras palavras, acabou a eleição e o momento atual é outro, não adianta querer esticar o processo eleitoral, a luta agora é outra. É hora de garantir a autonomia dos Movimentos Sociais para avançar nas diferentes pautas da esquerda brasileira, em especial a Reforma Política e a enorme batalha para conquistarmos o Plebiscito Pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

Os/as Candidatos/as e o Pós-eleição, Quem Segue Defendendo a Pauta?

Inegável que a Reforma Política tomou conta das ruas. Enquanto candidato ao Governo do Estado da Paraíba, defendi o Plebiscito Popular Pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, todos os guias de rádio da semana da coleta dos votos (01 a 07 de setembro) e dois guias de televisão foram dedicados a essa luta. Outros/as candidatos/as Majoritários/as até disseram defender o mesmo durante as eleições, a exemplo de Dilma e Ricardo Coutinho.

Passaram-se as eleições e vi o Governador da Paraíba dizer que não precisa ser necessariamente uma constituinte exclusiva, que pode ser um referendo ou um plebiscito; em uma linha bem parecida foi a Presidenta Dilma, que segue falando em Plebiscito, mas já sem tratar de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, o que ela não fez de forma efetiva em junho de 2013 e não vem fazendo de forma alguma no pós-eleição. Eu, a companheira Luciana Genro (Candidata a Presidente pelo PSOL) e o PSOL/PB estamos defendendo a mesma pauta que defendíamos durante as eleições, na luta por direitos e em defesa do Plebiscito pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, agora oficial.

O PSOL e Algumas Pautas Importantes

Sou do PSOL, um partido coerente da Oposição Socialista, fico feliz que a base da militância perceba que defender o Plebiscito não é defender o Governo, mas a necessária Reforma Política, Reforma que não será feita a depender do Governo composto por PMDB e outros.

Alguns governistas, ou carguistas, que não possuem base na realidade para defender determinadas posturas do Governo PT/PMDB e outros, costumam usar o velho jargão “a esquerda que a direita gosta” para criticar o PSOL, uma tentativa de desqualificação que não se sustenta na realidade.

Quem votou com o PT na Lei Geral da Copa, na Lei Anti-drogas (internação compulsória), na não garantia dos 10% do PIB para Educação Pública e na entrega dos Hospital Universitários, para ficar em alguns poucos exemplos, não foi o PSOL, mas o PT, a oposição de direita ao Governo, inclusive o PSDB, e a Direita que faz parte do Governo PT/PMDB.

Na linha de manutenção dos princípios, o PSOL foi um dos poucos partidos que votou contra o decreto parlamentar que derrubou o Decreto da Presidência que tratava do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), mas não parou aí, menos de 24h depois da Câmara derrubar o Decreto Presidencial, o PSOL apresentou o PL 8.048/2014[1] que institui a Política Nacional de Participação Social e SNPS, fazendo apenas alguns ajustes no que antes delegava mais poder para Presidência que para as organizações da Sociedade civil.

Não fazemos política com o estômago, mas com princípios e diretrizes. Deixamos argumento da governabilidade ou da correlação e forças no Congresso para os/as que querem manter a ordem e entendem que lá é o local da transformação social. Estamos contribuindo com o movimento pelo Plebiscito Oficial por entender que esse é o papel dos/as que lutam por direitos, pressionar pela transformação social, independente da sigla partidária ou cargo de gestão que ocupe, mas garantido autonomia aos que lutam e não querendo colar movimento social a governo.

Plebiscito ou Referendo? Seria essa a pergunta? Até onde vamos?

Plebiscito ou referendo? pergunta errada, na minha singela opinião. Essa pergunta pode levar algumas pessoas a responder plebiscito sem refletir que plebiscito. Vejamos onde podem querer nos levar: a proposta da OAB, CNBB e outras dezenas de entidade é boa, mas ela não pode ser transformada em perguntas para um Plebiscito que depois seguirá para o Congresso elaborar as leis. O Plebiscito que mobilizou milhões de pessoas foi pela Constituinte Exclusiva e Soberana, vamos instalar a Constituinte, lá debateremos e faremos as leis com base na pauta das ruas; por esse motivo nossa jornada deve ser pela aprovação do “Projeto de Decreto Legislativo - PDL 1508/2014 que propõe um Plebiscito oficial sobre a convocação de uma Constituinte, Exclusiva e Soberana do Sistema Político, ou seja, uma assembleia de representantes do povo, livremente eleita, que promova as mudanças necessárias no nosso sistema político.” (http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/noticia/nota-p%C3%BAblica).

Faço essa breve reflexão para sabermos até onde vamos, estamos tomando corpo enquanto movimento, precisamos ficar preparados/as para dizer não aos possíveis acordos em Brasília, o PMDB já anunciou que vai elaborar uma proposta de reforma política para apresentar antes do fim da atual legislatura no Congresso, outros parlamentares já apresentaram uma PEC que não alteram seus interesses. Não podemos recuar para qualquer Plebiscito, queremos apenas um, o Plebiscito pela Constituinte, Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

Contradições existem em qualquer espaço de unidade de ação, mas entendemos que a pauta do movimento deve ser colocada a frente dos objetivos de partido A ou B, de movimento X ou Y. O PSOL é oposição de esquerda ao Governo PT/PMDB e estamos nos envolvendo ainda mais nesse processo de organização pelo Plebiscito Oficial por entender que ele é maior que o Governo ou qualquer uma de nossas individualidades. Ainda temos muito o que debater[2], muito o que fazer, sigamos!



[1] http://www.psol50.org.br/site/noticias/3040/apos-camara-anular-decreto-psol-apresenta-projeto-sobre-participacao-popular
[2] Além dos debates extremamente coerentes que estão sendo realizados pela organização do Plebiscito, entendo que precisamos ampliar a relação entre o Judiciário e o Ministério Público no que diz respeito a Reforma Política, não existe Reforma sem reestruturação de todos os poderes, é fundamental a democratização e o acesso a justiça no debate da reforma política.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Assistentes Sociais e Estudantes de Serviço Social:

Carta Aberta Sobre Nossa Candidatura ao Governo do Estado.

Antes de ser candidato ao Governo do Estado da Paraíba tive várias conversas e reuniões com dezenas de colegas Assistentes Sociais e estudantes de Serviço Social. Quem estava na gestão 2011/2014 do CRESS/PB, assim como @s integrantes da chapa “Seguir na Luta, Forte e Independente” (hoje gestão 2014/2017), fizeram parte da minha decisão de aceitar ser candidato ao Governo da Paraíba; o mesmo diálogo foi feito com a categoria. Mesmo sabendo que @s representantes do Governo, que querem mudar a linha de luta do nosso CRESS/PB, usariam esse meu direito democrático de forma pejorativa, eu fui honesto com a categoria e jamais escondi que seria candidato e ampliaria a luta por nossos direitos.

Assim fiz por entender que precisávamos de um porta-voz em um momento tão importante para Paraíba, permitindo fortalecer as bandeiras dos Movimentos Sociais e d@s Assistentes Sociais. Saí candidato por ter tido respaldo de estudantes e profissionais e por ter a certeza de que minhas/meus companheir@s seguiriam de forma positiva a gestão do nosso CRESS/PB. Agradeço plenamente a tod@s que fizeram (e fazem) as duas últimas gestões do Conselho, o trabalho de vocês foi segurança para eu ter a certeza de que poderia ser candidato ao Governo da Paraíba, eu sabia que nosso Conselho estaria em boas mãos.

Desespero de Algumas

Nesse período eleitoral diversas pessoas falaram da postura desrespeitosa de alguma(s) colega de profissão sobre nossa candidatura, não tive a mínima preocupação em responder. Por mais que alguns/mas não sejam honest@s o suficiente para dizer a verdade, @s Assistentes Sociais da Paraíba sabem quem ocupa cargo nas diferentes esferas de governo e os verdadeiros motivos de críticas vazias e raivosas. Tod@s viram o quanto nossa candidatura foi importante para ampliar nossas bandeiras.

@s Assistentes Sociais/Estudantes e as Eleições

Sabemos que milhares de Assistentes Socais estão atuando no Serviço Público, a ampla maioria da categoria; sabemos ainda que a maior parte desses contratos são precários. Essa situação levou muit@s colegas de profissão a fazer a mesma forma de campanha que fizeram no CRESS/PB, na “boca miúda” para evitar perseguição.

Eram amig@s dizendo não poder comentar ou curtir no facebook, dizendo existir uma tal “visita qualificada”, que nada mais é que a obrigação para fazer campanha, mesmo sem acreditar ou defender determinado candidato ligado a diferentes gestões públicas. Essa nefasta forma de fazer política, digna das piores legendas brasileiras, vimos nas eleições do CRESS/PB e nas eleições para o Governo da Paraíba. Podem até ter silenciado alguns/mas, mas não impediu o voto ou o diálogo dessas pessoas com seus familiares e amig@s.

Diante da tamanha perseguição eu considero que o envolvimento da categoria foi fantástico. Quando falamos de estudantes, não tenho nem o que falar, estes enviaram ainda mais frases de apoio e multiplicaram a campanha.

Nossas Bandeiras

Foram dezenas de debates, entrevistas e notas publicadas durantes essa campanha. Não fiz uma campanha corporativa ou transformei nossa candidatura em uma caricatura de uma tecla só. Felizmente, a amplitude da nossa categoria, permitiu falar de diversos temas e, sempre, fortalecer o Serviço Social.

As dezenas de bandeiras defendidas pelo CRESS/PB, muitas vezes ficam travadas na lentidão do judiciário ou na burocracia das administrações públicas. No debate eleitoral levamos dezenas de nossas bandeiras para amplitude maior que o tamanho da nossa entidade e abrimos espaço para ampliar nossas reivindicações. O debate não pode ser simplesmente legal e/ou administrativo, mas da luta política e do enfrentamento em nossas unidades de trabalho.

Nos últimos três meses, enquanto candidato, denunciamos a perseguição de Assistentes Sociais na saúde e a falta de condições de trabalho para atender a população. Apresentei o caso da proibição no acesso a área vermelha do Trauma e os desvios de função nas diferentes áreas de atuação. Questionei o não repasse para previdência social do desconto feito na folha de pagamento de muitos trabalhadores e, fui além, entrei até no descaso do judiciário (mesmo não sendo ação do Governador) em não convocar concursad@s e pressionar Assistentes Sociais de fora do quadro para elaborar laudos pareceres sociais.

A necessidade de concurso público foi diversas vezes levantada por nossa candidatura, questionamos a falta de transparência em processos seletivos e o fato de Secretárias como a da Mulher e Diversidade Humana e a Desenvolvimento Humano não realizarem concurso; ampliamos esse debate apresentando a necessidade de equipes especializadas, também, na Educação e Segurança Pública.

Deixamos claro nesse debate eleitoral: o conteúdo da nossa formação profissional; a importância do Serviço Social; e a presença da categoria nas diferentes políticas públicas e na luta por direitos. Tod@s sabem nosso tamanho e nossa força!

Próximos passos

Fizemos um debate #ParaAlémDasUrnas, falamos a todos os momentos da necessidade da luta #PorDireitoseLiberdade, caminho esse que tod@s temos a certeza de ser o caminho a seguir. Estamos recebendo muitas declarações de apoio para seguir nossa caminhada, também, em processos eleitorais futuros. Fico feliz com o reconhecimento, caso esse seja o entendimento da maioria d@s que fizeram (ou querem fazer) parte da nossa campanha, ou farão nas próximas, podem ter certeza que aceitarei o desafio; mas o próximo período não é de eleição, não entendo ser o momento de debatermos cargos para disputa futura, o momento é de lutar por direitos.

Na mesma semana que acabou o primeiro turno, eu retornei para minhas atividades no Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba (CRESS/PB) e para meu trabalho no Ministério Público da Paraíba. Não estou liberado do trabalho para o CRESS/PB, nenhum d@s conselheir@s estão, mas isso não impedirá de seguirmos nossa luta em defesa d@s Assistentes Sociais e d@s usuári@s das diferentes políticas públicas.


Obrigado pelo apoio, aos públicos e aos silenciosos.

Junt@s, sigamos nossa caminhada por direitos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Paraíba, as Eleições e o Segundo Turno.


Sei que “nossos” 8.849 votos podem ser decisivos no Segundo Turno, mas o segundo turno é uma decisão do povo da Paraíba, não minha. Teve quem votasse em nossa candidatura pelo trabalho no CRESS/PB, outros por nosso questionamento ao atual sistema político, alguns pela nossa participação nos debates; mas todos/as votaram pela clareza de que somos diferentes dos que aí estão historicamente desgovernando nossa Paraíba.

Passamos as eleições apresentando propostas, inclusive, algumas delas foram incorporadas por outras candidaturas, a exemplo do Hospital de Trauma no Sertão e do Metrô; mas também debatemos política, fomos incisivos ao dizer que Ricardo e Cássio fizeram de forma unitária o último desgoverno na Paraíba e são responsáveis pela atual situação do estado; ambos carregam escândalos bem parecidos, ambos atacaram servidores; se um é representante direto das oligarquias, o outro tem “os Efrain” (do DEM) e “os Feliciano” entre seus aliados; se um entregou a energia elétrica em Campina Grande, o outro entregou o Hospital de Trauma; ambos ameaçam a CAGEPA.

Não seria justo com a maioria das pessoas que votaram em nossa candidatura que, no segundo turno, eu indicasse voto em um ou outro candidato; seria uma posição contrária a tão horizontalidade clamada pelos levantes de junho de 2013. Tal posição também não ajudaria no debate com as 192.482 pessoas que votaram nulo, com as 107.143 que votaram branco, muito menos com as 500.260 pessoas que não foram votar; estamos falando de 800 mil pessoas que somadas as que queriam votar em nossa candidatura (ou mesmo branco e nulo) e não fizeram pelo terrorismo eleitoral*, ultrapassam a marca tanto de um como do outro candidato que foi para o Segundo Turno. Essas pessoas não são neutras, estão do lado de um programa de verdadeira mudança, do lado do povo, estão dizendo para todos/as ouvirem que querem mudança na política, não mudar o candidato, mas a forma de fazer política.

Nessa eleição o PSOL/PB teve a votação mais qualitativa da sua história. Tivemos 02 candidatos a Deputado Federal entre os 25 mais bem votados, Gobira em 15º, com 48.157 votos, e Renan Palmeira em 25º, com 8.240 votos. O partido ainda teve a expressiva votação de Seu Ciço para Deputado Estadual (5.723 votos) e os 11.502 votos do companheiro Nelson Junior para o Senado. Olhando para João Pessoa, os candidatos do PSOL ultrapassam os 26 mil votos, consolidando as lideranças do partido para luta por direitos e para eleições futuras.

Somos contrários as pressões que vimos nas Prefeituras e no Estado para que as pessoas votassem em fulano ou beltrano, achamos um verdadeiro crime a perseguição e o monitoramento pelas redes sociais e/ou nas relações pessoais devido a disputa eleitoral. Não, não vamos seguir o mesmo caminho, o voto é livre e quem esteve conosco nesse processo tomará a decisão democrática que achar mais justa, não serei eu a dizer em quem votar ou não votar.

Forte Abraço. Sigamos #ParaAlémDasUrnas #PorDireitoseLiberdade.

Tárcio Teixeira


* Terrorismo Eleitoral: Pressão para que as pessoas não votassem em sua primeira opção, pois deveriam votar no menos ruim, ou no menos corrupto, ainda no primeiro turno. Essa pressão foi feita das formas mais distintas, enganando as pessoas ao dizer: que seria possível ganhar no primeiro turno; pelo emprego precário que as pessoas ocupam, ou liberação de militantes; pela falácia de mudança que um ou outro apresenta, mudança essa que tem mais relação com o financiamento de campanha de um ou de outro (bancos e industrias x construção civil e comércio) que com a forma de dialogar com a população.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleições na Paraíba, Segue a Revolta do Povo e Nossa Vontade de Lutar.

Agradecimento

Mais de 8 mil pessoas, 8.849 para ser mais preciso, saíram de casa para votar em nossa candidatura ao Governo da Paraíba. Essas pessoas merecem não só meus agradecimentos, mas meu compromisso público de que seguirei firme em meus ideais e em minha prática cotidiana na luta por direitos, nossa campanha é #ParaAlémDasUrnas, é #PorDireitoseLiberdade.

Antes de seguir com uma análise mais detalhada, apesar de muitas pessoas para agradecer, quero pedir licença para três agradecimentos especiais: para Áurea Augusta, esposa que amo e compartilho minha vida pessoal e política; aos companheir@s do PCR, que dedicaram energia ao nosso lado, trazendo para as eleições a frente formada nas ruas; e ao Thyago Xavier, amigo da luta por direitos que esteve ao meu lado na maior parte da campanha.

Analisando os Números na Paraíba

Essa foi uma das mais qualitativas votações da história do PSOL/PB. Tivemos 02 deputados federais entre os 25 mais bem votados, Gobira em 15º, com 48.157 votos, e Renan Palmeira em 25º, com 8.240 votos. O partido ainda teve a expressiva votação de Seu Ciço para Deputado Estadual (5.723 votos) e os 11.502 votos do companheiro Nelson Junior para o Senado.

Olhando para João Pessoa, os candidatos do PSOL ultrapassam os 26 mil votos, consolidando as lideranças do partido para luta por direitos e para eleições futuras. A mesma realidade marca Cabedelo, com o companheiro Marcos Patrício; Santa Rita, com José Silva; Pedras de Fogo, com Misael do Ovo;Princesa Isabel, com Dr. Rivaldo; Patos, com Daniel Pintor e Silvano Morais; e Cajazeiras, com Gobira. Em Campina Grande o PSOL deu um claro avanço no diálogo com a sociedade, o papel dos membros da coordenação da campanha, e dos nossos candidatos na cidade, deixa claro que podemos ir muito além.

Milhares de pessoas deixaram de votar em nossa candidatura na tentativa de acabar a eleição ainda no 1º Turno, uns dizendo ser um absurdo o retorno de um político Cassado e representante direto das oligarquias na Paraíba, outro dizendo não para forma autoritária e cercada de escândalos que envolvem o atual governo. Entendemos que esse caminho foi equivocado, uma pena que cederam ao terrorismo eleitoral, as eleições foram levadas ao 2º turno e nossa candidatura aparece menor do que realmente somos.

Uma análise acelerada da eleição dos filhos da oligarquia para Câmara dos Deputados, e da ínfima renovação na Assembleia Legislativa, pode aparentar que a Paraíba não quer mudança, o que não é verdade. A vontade de mudar o sistema político e dizer não para atual forma de fazer política é o maior recado das urnas na Paraíba, soma-se ao que apresentamos no parágrafo anterior os 192.482 mil votos nulos, os 107.143 mil votos brancos e as 500.260 pessoas que não foram votar.

Nossa Candidatura e o Segundo Turno na Paraíba

Saber dialogar com o desejo de mudança da população, e com a expectativa das pessoas que fizeram nossa candidatura, acaba por ampliar a cobrança sobre nossa posição no 2º turno; posição essa que tornaremos pública na quarta-feira (08/10), às 09h, pelo www.youtube.com/tarciohteixeira e em seguida com publicação de texto no www.tarcioteixeira.com.

Os Números do PSOL no Brasil

Nacionalmente o PSOL também alcançou a maior votação da história do partido. Tivemos mais de um milhão e meio de votos, um resultado que abafou a ultra direita e os fundamentalistas em nosso país, nossa companheira Luciana Genro foi brilhante em sua participação nas eleições.

Os números positivos do PSOL não param na expressiva votação da nossa presidente, ampliamos nossa bancada na Câmara dos Deputados (agora somos 05 Deputados Federais) e alcançamos a marca de 12 Deputados Estaduais em diferentes regiões do Brasil, dos quais destaco a eleição do meu amigo, e dirigente, Edilson Silva, um dos principais responsáveis por minha formação política.

Os Próximos Passos

São muitos os assuntos que eu ainda gostaria de tratar aqui, a desigualdade do processo eleitoral, o crime chamado compra de votos, as imoralidades do financiamento privado de campanha, a revolta da população com “os políticos” e mesmo a forma negativa como algumas pessoas são levadas para vala comum dos políticos profissionais, mas terei a oportunidade de seguis tratando desses assuntos em outro momento.

Não sou um político profissional, sou um Assistente Social e vivo do meu trabalho. Nos próximos dias vou resolver as pendências do processo eleitoral (prestação de contas, devolução do comitê, posicionamento sobre 2º Turno), retornar para meu trabalho no Ministério Público da Paraíba e voltar para minha militância no Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba, entidade que representa quase 5 mil Assistentes Sociais e tem tido uma participação decisiva na luta por direitos em nossa Paraíba, rompendo os limites coorporativos e defendendo a população como um todo.

Seguirei onde sempre estive, na luta #PorDireitoeLiberdade.

sábado, 4 de outubro de 2014

#Tárcio50 - Não começou em Julho, Não acabará em outubro! Vote #Tárcio50


Não, eu não sou político, faço política. Sou neto, filho, sobrinho, primo, pai, marido, tio, amigo, assistente social, militante social. Sou gente, sou militante, sou Tárcio. Não sou um ser montado por uma equipe de marketing. Sou um ser formado na minha família e na luta por direitos.

As pessoas olham em meus olhos e dizem: “você é corajoso, disse o que queríamos dizer”. Entendo perfeitamente essa posição, debati no primeiro turno com aqueles que sempre governaram nossa Paraíba. Onde o medo impera, as pessoas olham nossa coragem; mas em nenhum momento entendi meus atos como coragem, mas como necessidade!

Não sou de berço de ouro e, mesmo hoje em melhores condições, não ensino vida fácil para minha filha. Ao mesmo tempo, nem de perto, passei as necessidades dos meus avós, minha mãe e minhas tias/tios; mas com elas/eles aprendi o valor do companheirismos, do respeito a vida e minha vontade de mudar esse mundo, mesmo quando eles não sabem, foi com eles que aprendi.

Fiz meu curso de mecânica de auto quando tinha 14 anos, estagiei na Progresso, lá aprendi o que é ter patrão, lá vivi minha primeira greve. Vendi cachorro quente puxando minha carrocinha, e sei o peso da “normatização” do Estado. Em mais de uma vez fiz greve e disse o que precisava ser dito, mesmo em estágio probatório. Nunca deixei de brincar ou de estudar, mas ainda criança ajudei minha vô vendendo dim-dim e máscaras de carnaval; nesse caso não era uma obrigação, mas eu achava o máximo; mas o que eu preferia era vender cocada para os romeiros, gente do povo que rodava quilômetros em “nome da fé”, nada mais, nada menos, que a forma que eles viam a transformação; eu aprendi, quero mudar esse lugar chamado mundo.

Voltando... além de ajudar meus avós, eu ouvia dezenas de histórias (ou estórias) e ia ficando cada vez mais apaixonado pela humanidade. O mesmo eu senti quando ajudava meus tios a noite, vendendo os melhores sanduíches do mundo. A noite é uma escola MASSA. Com esse povo, e com a rua, eu aprendi a amar a vida e a respeitar as pessoas.

Qual a relação disso tudo com o título do texto? Nós, povo, nunca ficamos calados diante das injustiças, nunca paramos nossa luta após “os outubros”; queremos muitos votos no dia 05 de outubro, mas nossa luta é #ParaAlémDoSegundoTurno, é #ParaAlémDasUrnas, é #PorDireitoseLiberdade. Eu não vim do povo, tenho muito orgulho em dizer: eu sou trabalhador, eu sou povo!


05 de outubro é apenas mais um dia na luta #PorDireitoseLiberdade, vamos junt@s #ParaAlémDasUrnas.