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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Daniel de Assis, Presidente do SINTEM, comigo não, vá gritar com seu patrão

Não é comum eu destinar meu tempo para questionar dirigentes de entidade de classe de forma individualizada, mas não sou de levar grito de quem não tem nenhuma autoridade política, estou falando de Daniel de Assis, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município- SINTEM.

O suposto líder sindical, Daniel, questionou aos gritos a minha presença nas mobilizações em defesa da educação, aliou-se com a Prefeitura no argumento de que o movimento estaria mobilizado por questões políticas e eleitoreiras. Ele, além de esconder sua filiação ao PT (partido do Prefeito), fez questão de esquecer que o Vereador Benilton (PT), também diretor do SINTEM, foi contra a greve e sofreu ao lembrar que sou Presidente do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba, entidade que representa centenas de Assistentes Sociais que trabalham no município e que esteve desde o começo ao lado d@s trabalhadores/as da educação em greve.

Não sou fácil de cair em provocação, eu não iria fragilizar uma greve atacando seu ninguém, mas agora que as intervenções de Daniel de Assis coincidem com a do Prefeito Cartaxo e ele acabou uma greve de forma truculenta sem deixar a base falar, algumas coisas precisam ser ditas:

1. Primeiramente deve ser repudiada a  medida da atual diretoria do SINTEM de colocar segurança privada dentro dentro de uma assembleia sindical;

2. Em qualquer diretoria que tenha um mínimo de respeito com os trabalhadores/as que luta, expulsaria seus membros que furaram greve, foram contra a greve após deliberada, ou, no caso dos que são diretores/as de escola, abriram as escolas; não importa se Vereador, membro da CUT/PB ou apenas diretor do SINTEM;

3. Os gritos de qualquer líder sindical deve ser destinado (se necessário) aos patrões, seja Prefeito ou Secretári@s, não a apoiadores/as e/ou integrantes do comando de greve ou da base sindical. Entendo o desespero do suposto líder sindical diante de uma greve construída como todas elas deveria ser, pela base, desculpo seus gritos, mas reflita sobre eles e mire nos inimigos da educação;

4. Parabéns aos/as Trabalhadores/as em Educação que, mesmo após a atual direção do SINTEM abandonar o auditório sem deixar as pessoas falarem, seguiram no espaço e deliberaram por seguir mobilizad@s e com ações concretas, mesmo abandonad@s por quem deveria assumir o papel de líder;

5. Parabenizo ainda o Comando de Greve pela brilhante condução das atividades, de forma ampla pela própria base;

6. Não poderia deixar de parabenizar o Diretório Municipal do PSOL na pessoa do Presidente Renan Palmeira, que inicialmente esperou pela diretoria sindical e, só após perceber que nada seria feito contra postura arbitrária de Luciano Cartaxo, resolveu entrar no Ministério Público com uma ação por suposto assédio moral praticado pelo Prefeito;

7. Sugiro ainda que a atual direção do SINTEM tenha ao menos a decência de fazer a própria defesa diante das acusações do Secretário Adalberto Fulgêncio, pois foi ele que os acusou no dia da ocupação do gabinete do prefeito e foi comigo que Daniel e dois capachos resolveram gritar.

Trabalhadores/as em educação, PARABÉNS! Sigamos a luta em defesa da  educação.

Quando a direção não quer, a base vai lá e faz!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cartaxo (PT) Ameaça Trabalhadores/as e PSOL Defende Luta e Renovação Institucional*


* Tárcio Teixeira
(Ex Candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL)

Prefeito Luciano Cartaxo (PT) ameaçando cortar o ponto dos/as trabalhadores/as da educação, diretores de escola ligando e enviando mensagens ameaçadoras para celular particular dos/as professores/as, vereadores/as adiando audiência com Secretária de Educação de Educação, diretores/as do Sindicato dos/as Professores (ligados ao PT) votando contra a greve. Essa é a postura autoritária dos que deveriam defender a educação de João Pessoa.

As perguntas que ficam: por qual motivo diretores/as (alguns são Diretores/as do Sindicato), que estavam apoiando e construindo a greve da educação de João Pessoa, passaram a furar a greve a ameaçar trabalhadores/as? Qual novidade na proposta do Prefeito? Voltou a ter merenda nas escolas? Se o Sindicato tinha mais tempo para responder ao Judiciário (Prefeito quer Ilegalidade da greve), deveria ter peticionado no processo antes da Assembleia da categoria?

Nada mudou! Nem a postura da Prefeitura, nem a indignação e vontade de mudar dos/as trabalhadores da Educação. A categoria percebeu a postura autoritária do Prefeito e segue em luta. Cartaxo recebeu uma pauta com vários pontos em defesa da educação, limita sua proposta a salário, e mesmo assim propõe míseros 3%, e vem dizer que isso é diálogo, isso é falta de respeito!

A Câmara dos Vereadores de João Pessoa segue a postura autoritária e sem diálogo da gestão Cartaxo, além de não atender a solicitação de uma Sessão Especial para debater a Educação, adia a audiência que escutaria a Secretária de Educação. Nunca acreditei na postura de Benilton Lucena, Vereador do PT e Diretor do Sindicato, mas muitos/as trabalhadores/as da educação acreditavam no parlamentar, mas a máscara caiu e Benilton foi chamado de traidor dentro da Câmara dos Vereadores, não tem autoridade moral nem mesmo para participar das assembleias da categoria, teme uma grande vaia.

Vivemos um momento de grandes lutas em nosso país, a Paraíba não fica fora dessa conjuntura, Brasil a fora, onde gestores cortaram ponto e ameaçaram de demissão, as greves tomaram proporções maiores e alcançaram importantes conquistas.

O PSOL participa das mobilizações e apoia a população de João Pessoa e a luta dos/as trabalhadores/as em defesa da Educação. Não é pelo fato do PT ter abandonado suas antigas bandeiras que o medo vai vencer a esperança. O PSOL seguirá nas diferentes lutas por direitos, da mesma forma, estaremos na disputa pela renovação na institucionalidade, seja na Câmara dos Vereadores, seja na Prefeitura de João Pessoa.

segunda-feira, 16 de março de 2015

13 ou 15 de março: o que você defendeu? o que disseram por você? o que irão escutar!


Obviamente que existem polêmicas (e muitas) entre os atos de 13 e 15 de março, tanto que trato delas no conteúdo do texto publicado no dia 12 desse mês (http://www.tarcioteixeira.com/2015/03/15-ou-13-de-marco-uma-falsa-polemica.html). Quando disse ser uma falsa polêmica “que não nos cabe” foi por um único fato, nem o PSOL, nem eu, nem você, somos obrigados/as a decidir entre dois dias em meio a 365 dias de autonomia e diferenciação diante dos ataques do Governo Dilma e da oposição de direita que já governou nosso país.

Os atos realizados em João Pessoa seguiram a linha da análise que eu fazia entre companheiros/as de militância, a participação nos atos foi muito menor que as manifestações que realizamos em 2013. Realidade que foi repetida na maio parte do país, onde os atos também não superaram junho de 2013. A maior diferença ficou em São Paulo, onde o ato foi muito maior, possivelmente pelo fato de ter tido uma participação importante da grande mídia em sua convocação/mobilização. 

As polêmicas aumentaram e dizem respeito ao rumo de todo país!


Avaliando o dia 15 de março

Alguns conhecidos/as, amigos/as e parentes estiveram no ato do dia 15 de março, e não foram para defender a volta da ditadura ou pedir impeachment, mas para dizer não a corrupção instalada no sistema político brasileiro, defender a Petrobras e dizer que a população deve ter maior participação no atual sistema político. Ou vão dizer que as centenas de milhares de pessoas presentes nos atos do dia 15 de março são os pelegos/as, corruptos/as e defensores da ditadura?

Apesar da vontade de muitos/as, não é apenas a boa intenção de presentes no dia 13 ou no dia 15 que define o direcionamento dos atos, a direção dada pelos organizadores/as pode dizer muito mais, fiquemos atentos. Eu jamais participaria do dia 15 tendo entre seus agitadores os principais dirigentes do DEM (ACM Neto; José Agripino; Ricardo Caiado; Efraim- presente no ato de João Pessoa), do PSDB (Aécio Neves; Cássio Cunha Lima – Governador Cassado por uso indevido do dinheiro público; Fernando Henrique Cardoso – responsável pelas entrega do patrimônio público brasileiro) e do PP (Jair Bolsonaro – defensor da Ditadura e contra as liberdades individuais). Assim como o PT e o PMDB, todos esses partidos estão com nomes citados na lista da operação Lava Jato, eles são mudança e contra a corrupção? Entendo que não.

Alguns desavisados/as inocentes podem dizer que esses partidos são livres para expressar solidariedade a seja o que for a “causa”, que o que importa é que não são organizadores dos atos. Por esse motivo fui pesquisar entrevistas e postagens dos dirigentes dos “Revoltados Online”, “Vem pra Rua” e “Brasil Livre”, organizações que convocaram, deram entrevistas, e estiveram presentes nos carros de som do dia 15 de março dando a linha das manifestações. De pronto achei a foto de alguns deles ao lado do Ronaldo Caiado[i] (Senador do DEM, do falecido ACM/PFL) entregando propostas; uma entrevista (“Isto é” ) na qual outro diz que o evento não é apartidário, mas “suprapartidário” (com quais partidos? Livre da Lava jato e da Privataria?); ainda tem representante que defendeu militarismo e limitação de cinco partidos no Brasil (Extrema direita, direita, centro, esquerda e extrema esquerda). Mudar não é andar para trás!

Em junho de 2013 fui cercado por cinco bombados gritando e querendo criar confusão, gravei a cara deles (Dirigentes do DCE de uma faculdade privada), saí de perto e fui pesquisar cada um deles, quatro tinham filiação partidária, e não por acaso eram ao DEM e ao PSDB. Uma coisa é o que os de “boa fé” dizem, outra é a intenção das direções dos atos, posição central que vai parar na "boca" da grande mídia e nas manobras do Congresso Nacional.

Devemos defender nosso país, mas com a clareza que defender o verde e amarelo da nossa bandeira e/ou vermelho da histórica (e internacional) luta dos/as trabalhadores/as, não é o mesmo que defender o vermelho da bandeira do PT ou o verde e amarela das marcas do DEM e do PSDB, ou mesmo o verde e amarelo das camisas da CBF presentes nos atos (alguém falou em corrupção?). Defender o Brasil é defender a democracia e a liberdade! Defender o Brasil é não cair/seguir nos erros do PT, PMDB, DEM, PP, PSDB. Nossa pressão deve ser por uma Reforma Política que amplie a participação popular e por mais direitos.

Passei o domingo vendo os atos pela internet e pela TV (aberta e fechada). As matérias de televisão, com maior participação da Rede Globo, como que percebendo a fragilidade dos atos da manhã (comparando com 2013 e com o dia 13), correu para potencializar os atos da tarde (com maior foco para São Paulo); ou foi dada a mesma cobertura nos atos de dois dias antes? Ou foi por acaso potencializar as “informações” para o estado mais importante dirigido pelo PSDB? Ou vão dizer que acreditam na neutralidade profissional da grande mídia?

Acreditam em coincidência? Nem eu! Não é a intenção da maioria dos presentes nos atos, mas os organizadores pensaram em uma data marcante. O dia 15 de março é um marco histórico da Ditadura em nosso país. Três ditadores tomaram posse no dia 15 de março. A Marcha da Família com Deus e Pela Liberdade foi realizada em 15 de março de 1964, um marco para instalação da ditadura de 64, ato este que, diga-se de passagem, tentaram reeditar em 2014 e foi um fracasso.

Não quer acreditar em algumas coisas que digo sobre os organizadores do 15 de março, então conheça um pouco sobre eles em outras fontes, basta clicar nos links da nota de rodapé[ii] ou fazer uma breve busca no google.

Avaliando o dia 13 de março

O primeiro grande erro foi fazer um ato em defesa do Governo, quem acompanhou os debates nacionais para organização do ato, viu as bandeirinhas e as palavras de ordem pró Dilma, sabe do que estou tratando. O segundo grande erro, realizar esse ato dois dias antes do dia 15 na tentativa de demostrar forças no apoio ao Governo. O rumo do Governo Dilma (PT), cercado de corrupção (vinda de outros governos) e retirando direitos dos trabalhadores/as, é indefensável por parte da nossa classe. Sem medo de errar, e parte do PT sabe disso, digo que o ato do dia 13 potencializou o ato do dia 15 de março em um claro rechaço aos rumos tomados pelo PT em nosso país.

Nem João Goulart saiu vitorioso no 13 de março, não foi uma boa escolha o embate de calendário, Dilma nem de longe, nem de bem longe, é um Jango.

Quem quer tapar o sol com a peneira vai dizer que fulano ou beltrano estava no ato para defender a Petrobras e os direitos; eu não tenho dúvida disso, muita gente foi com essa pauta, mas estou falando da intencionalidade do ato e das direções que estiveram e/ou souberam de como esse ato foi organizado nacionalmente. É possível defender a Petrobrás e lutar por direitos sem fazer as devidas criticas ao Governo? Sejam ou não militantes de alguma organização, alguns que estiveram no ato do dia 13/03 e muitos que não participaram, perceberam que foi um ato pró Dilma.

O dia 13 de março poderia ter sido outro, para isso a linha do ato precisaria ser mais ampla, sem os velhos métodos de tentar hegemonizar o movimento. Era preciso perceber a necessidade de pressionar o Governo para recuar: nas medidas provisórias que retiram direitos dos/as trabalhadores/as; nos ataques a saúde pública (EBSERH e abertura para mercado internacional); no desmonte da demarcação das terras indígenas; no crime ambiental chamado Belo Monte. O debate da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político precisava ter aparecido junto a denúncia dos/as envolvidos/as na corrupção, cobrando medidas que afastem os/as envolvidos/as dos cargos que ocupam no Governo e no Congresso Nacional, forçando para que partidos como DEM, PMDB e PSDB façam o mesmo. Com essa pauta a resposta das ruas seria outra.


Nem 13, nem 15, queremos Democracia e Liberdade

Nossa bandeira não deve ser a defesa da Dilma (PT) ou a entrada do seu Vice (Michel Temer/PMDB), do Presidente da Câmara (Eduardo Cunha/PMDB- citado na Lava Jato), presidente do Senado (Renan Calheiros/PMDB- Preciso dizer algo mais?). Qual motivo dessa lista? São os que podem assumir em caso de impeachment.

Não podemos ser dirigidos/as por Governistas ou Opositores, devemos ser dirigidos por nossas bandeiras, nossa direção deve ser a Liberdade, a Democracia, uma Reforma Política que amplie a participação popular e não uma que consolide a ideia do bipartidarismo entre PT e PSDB, que já provaram não governar para o povo.

Nossa direção deve ser a Luta Por Direitos, nela temos unidade!





[i] "Tudo pronto. A caminho da Avenida Paulista. Vou aproveitar que estou em São Paulo para exames pós-operatórios para acompanhar meus filhos e amigos que moram aqui. Ao lado de minha esposa Gracinha, vamos exercer nossa cidadania! Chega de corrupção. Chega de PT! Que grande dia!!!” - Ronaldo Caiado (DEM). (postagem no Facebook, no dia do ato do dia 15 de maio- Que moral tem o DEM?).

quinta-feira, 12 de março de 2015

15 ou 13 de março? Uma falsa polêmica que não nos cabe!


O crescimento e o reconhecimento do PSOL na política nacional faz com que alguns tentem nos colocar em meio a uma falsa polêmica, abrir espaço para Direita ou defender o Governo. Digo falsa polêmica por motivos óbvios, a linha do Governo Ptista é a implementação da política defendida por Aécio Neves e o PSDB nas eleições de 2014. Como temos sido abordados por populares, amigos e pela imprensa paraibana, resolvemos publicar essas breves linhas sobre os dias 13 e 15 de março.


15 de março, mudar não é andar para trás

Tenho sido perguntado se vou para manifestação do dia 15 de março, as pessoas que fazem essa indagação não militam comigo no cotidiano, mas perguntam de forma honesta, já que estão entendendo as manifestações do dia 15 como um momento de dizer não ao atual esquema de corrupção instalado em nosso país, a retirada de direitos e o total estelionato eleitoral da Presidente Dilma (PT). Verdade, existe ainda os que pedem o impeachment de Dilma, uns por indignação, outros por desinformação e outros por puro oportunismo, mas quem entraria no lugar?

Não, eu não vou para o dia 15 de março, um ato que tem o envolvimento de Jair Bolsonaro (PP); do PSDB de Cássio Cunha Lima (cassado por uso indevido do dinheiro público), Aécio Neves e Fernando Henrique Cardos; e do DEM dos Efrains e Antônio Carlos Magalhães Neto, não significa mudança e transformação social, nem no Brasil, nem em lugar algum do mundo. Esses partidos estão envolvidos na lista da Operação Lava Jato, no esquema da Privataria Tucana e no Mensalão Mineiro. Sem contar que todos estes partidos receberam dinheiro vindo de empresas envolvidas na Lava Jato para suas campanhas eleitorais

As pessoas de boa fé que estão querendo ir para esse evento perceberão a manobra desses setores que, no passado, fizeram o mesmo que hoje faz o Governo do PT, mudar não é andar para trás!


13 de março, defender a Petrobrás não é defender o Governo e a Corrupção

O Governo Dilma, assim como setores governistas com inserção nos movimentos sociais, estão fazendo o mesmo terror que a direita fez em outra oportunidade, utilizando falsos discursos da tentativa de esticar o processo eleitoral e tentar fazer com que setores progressistas da sociedade defendam esse Governo a qualquer custo. Foi nessa perspectiva que alguns convocaram uma manifestação para o dia 13 de março, dois dias antes do ato convocado para o dia 15.

Não tem como fazer um ato em defesa da Petrobrás sem denunciar o histórico esquema de corrupção na empresa, não tem como fazer um ato por mais direitos sem denunciar os constantes ataques do Governo Ptista aos direitos trabalhistas e previdenciários. Um ato em defesa da Petrobrás e contra a retirada de direitos não pode ter como pauta um suposto golpe usado por Governistas para tencionar a militância de esquerda e progressista em nosso país.

O debate em defesa da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político não pode ser feito sem ser relacionado ao esquema de doação privada das campanhas eleitorais e a atual conjuntura, aqui eu faço questão de lembrar que o PSOL é o ÚNICO PARTIDO COM REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL LIVRE DAS EMPREITEIRAS, não recebemos nenhum centavos das empresas envolvidas na Operação Lava jato.

Não precisamos de impeachment, muito menos de defender um governo que retira direitos e implementa a mesma política que seus adversários do PSDB, precisamos de uma Reforma Política que venha das ruas e que potencialize a participação popular. Não defenderemos seja qual for o mensalão, não defenderemos o indefensável.


Sendo bem objetivo, nem 13, nem 15, nossa luta é todo dia!

Veja outros textos publicados no blog:

“Acabou a Eleição, Agora é Autonomia e Luta Pelo Plebiscito Oficial. Acabou a Eleição, Movimento não É Governo.” - http://www.tarcioteixeira.com/2014/11/acabou-eleicao-agora-e-autonomia-e-luta.html
"Um Diálogo Com a Esquerda Brasileira: Os levantes de Junho, a Reforma Política/Plebiscito e as Eleições 2014." - http://www.tarcioteixeira.com/2014/06/um-dialogo-com-esquerda-brasileira-os.html

Vídeo no youtube:


"Nem dia 15, nem dia 13, nossa luta é TODO DIA! - por Thiago Ávila" - https://www.youtube.com/watch?v=karW4DoZkdY&app=desktop

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Parlamentares e Executiva Nacional do PSOL apresentam propostas para o Brasil sair da crise

Matéria completa no: http://www.psol50.org.br/site/noticias/3149/parlamentares-e-executiva-nacional-do-psol-apresentam-propostas-para-o-brasil-sair-da-crise

CARTA DE BRASÍLIA
Diante da grave crise, a saída é pela esquerda!
 
O ano de 2015 teve início no Brasil marcado por medidas de ajuste fiscal e retirada de direitos. Ao contrário do que pregou no segundo turno das eleições, Dilma assumiu o programa econômico dos tucanos, mentindo para a população. Já na campanha eleitoral o PSOL deixou claro que a relação entre tucanos e petistas é a do “sujo falando do mal lavado”.
 
O governo Dilma e o PT se renderam totalmente aos interesses do mercado e suas imposições de “austeridade”, atacaram direitos sociais e previdenciários ainda no final do ano passado, cortaram bilhões de reais no orçamento dos ministérios e aumentaram tarifas de energia e combustíveis, além da elevação dos preços dos alimentos, que a população mais pobre sente diariamente em seu bolso. Tudo isso para garantir a política de superávit primário e manter o pagamento dos juros da dívida pública, ao invés de investimentos em áreas sociais.
 
Além disso, o governo já anunciou a intenção de promover outras medidas de arrocho contra os trabalhadores, como demonstra a proposta de mudança na concessão de abono salarial. Para Dilma, o aprofundamento da crise econômica deve ser pago pelos trabalhadores.
 
A luta contra o ajuste de Dilma e Levy tem levado às ruas setores organizados da classe trabalhadora e da juventude. Janeiro foi marcado por importantes respostas. A juventude mobilizou dezenas de milhares nas capitais contra o aumento das tarifas de ônibus; os operários do ABC, na Volks, derrotaram a proposta de demissões com uma greve de 11 dias e uma passeata de vinte mil metalúrgicos. O MTST segue ocupando áreas para a luta por moradia, como recentemente visto no Distrito Federal. Várias categorias deflagram greves: a mais importante a dos professores do Paraná, que em conjunto com setores do funcionalismo, apontam uma greve geral contra a retirada de direitos e do plano de carreira. Também há a greve dos rodoviários no Espírito Santo.
 
Enquanto isso se aprofunda a crise política em torno da Petrobrás. A Empresa segue batendo recordes de produtividade e suas ações caem no mercado como todas as outras empresas do setor em todo o mundo em tempos de queda dos preços do petróleo. No entanto, a crise da Petrobrás é de outra natureza. Denúncias dão conta de que os partidos da base aliada ao governo e partidos da oposição de direita promoveram um verdadeiro saque na mais importante empresa brasileira. A recente opção de Dilma de entregar o comando da empresa a um tecnocrata do capital financeiro coloca em risco um patrimônio de mais de seis décadas do povo brasileiro. Tudo isso, porém, é apenas a ponta do iceberg da corrupção existente no país, que tem nas empreiteiras um dos seus mais poderosos braços e cujos tentáculos chegam aos governos dos principais partidos do país, especialmente do PMDB, PSDB e PT.
 
A crise política e econômica produzida pelas opções do governo Dilma toma dimensões dramáticas com a crise de abastecimento de água que afeta a região sudeste – algo que ocorre há anos em outras regiões do país com o descaso das autoridades públicas – e que afeta principalmente os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres. O caos promovido na gestão dos recursos hídricos, especialmente pelos governos do PSDB em São Paulo, atesta o desastre provocado pelo privatismo tucano, que tratou a água como simples mercadoria nos últimos vinte anos. O mesmo ocorre no caso da energia elétrica, onde o modelo de produção e abastecimento imposto pelo governo federal beneficia os grandes grupos econômicos em detrimento da população em geral.
 
Crise econômica, crise política e crise no abastecimento de água e energia. A resposta do governo Dilma e da oposição de direita é a mesma: omissão diante dos escândalos de corrupção, arrocho fiscal contra os trabalhadores e retirada de direitos. Uma fórmula crescentemente rechaçada em vários países, como demonstra recentemente a vitória da Coalizão da Esquerda Radical (Syriza) na Grécia.
 
Ao contrário dessas saídas privatistas e antipopulares, o PSOL defende que é possível enfrentar a crise ampliando direitos – especialmente das minorias oprimidas – aumentando investimentos, enfrentando e rompendo com os interesses dos mercados e realizando profundas reformas populares.
 
Nos movimentos sociais, no parlamento e na sociedade civil em geral, o PSOL defenderá uma plataforma de propostas emergenciais para enfrentar pela esquerda a profunda crise que o país atravessa. Na campanha eleitoral, Luciana Genro vocalizou as demandas populares, que ecoaram nas ruas em junho de 2013 e seguem latentes na sociedade. Nossa bancada federal tem dado esse combate cotidiano.
 
Para tanto, apresentamos as seguintes propostas para enfrentar a as dimensões política, econômica, social e ambiental da crise que o país enfrenta:
 
1.    Revogação de todas as medidas que retiram direitos dos trabalhadores, como aquelas previstas pelas Medidas Provisórias 664/2014 e 665/2014. Quaisquer abusos ou ilegalidades no usufruto desses direitos devem ser tratados como exceção e não como regra;
 
2.    Revogação da Lei Geral de Desestatização, herança dos governos Collor e FHC;
 
3.  Contra o aumento das tarifas do transporte! Apoio à juventude em luta. Revogação dos aumentos, rumo ao passe-livre nacional;
 
4. Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, de forma a manter a renda dos trabalhadores e combater o avanço do desemprego; fim das terceirizações e derrubada do PL 4330;
 
5.   Aprovação de uma reforma política que amplie radicalmente a participação e o controle social e popular sobre as instituições públicas e que busque eliminar ao máximo a interferência do poder econômico sobre as eleições e sobre as gestões públicas; fim do financiamento empresarial de eleições;
 
6.  Punição de todos os envolvidos na operação Lava-Jato, com proibição das empresas investigadas por denúncias de corrupção de participarem em quaisquer certames públicos; por uma Petrobras 100% pública, com controle social e rechaço a qualquer tentativa de influência estrangeira na estatal;
 
7.   Estatização completa do sistema de abastecimento de água e energia elétrica, priorizando o abastecimento para consumo humano, com revogação do aumento dos preços da água e construção emergencial de caixas d’água e cisternas subsidiadas; investimentos imediatos para evitar o desperdício estrutural dos sistemas;
 
8.    Aprovação imediata do imposto sobre grandes fortunas previsto na Constituição Federal que tramita na Câmara dos Deputados. Por uma revolução na estrutura tributária, começando pela revogação dos privilégios tributários aos bancos, especuladores e grandes empresas e pela atualização da tabela do Imposto de renda para desonerar os trabalhadores e a classe média;
 
9.    Combate ao rentismo e incentivo às iniciativas produtivas, fortalecendo as pequenas iniciativas e microempreendedores, a reforma agrária, a agricultura familiar, alocando recursos advindos da imediata redução da taxa básica de juros;realização de uma profunda reforma urbana que priorize o direito à cidade, à mobilidade e à moradia;
 
10. Fim da política de superávit primário e convocação de auditoria da dívida pública;
 
11.    Revogação da reforma da previdência, conquistada por meio da compra de votos dos parlamentares pelos esquemas de corrupção;
 
12.  Operação desmonte da estrutura de corrupção existente no país, iniciando por investigação exaustiva dos vínculos das empreiteiras com outras obras públicas, nas mais diferentes esferas, com quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico e dos principais envolvidos;
 
13.  Anulação do Leilão de Libra e retomada do controle totalmente estatal da Petrobrás;
 
14.  Ampliação radical do investimento estatal em áreas estratégicas, como infraestrutura, e aumento dos recursos para as áreas sociais.
 
Executiva Nacional do PSOL
Bancada do PSOL no Congresso Nacional

Brasília, 10 de fevereiro de 2015.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Cartaxo, os Empresários e suas Lapadas: Aumento nas Passagens, Demissão em Massa e Acidentes!

O Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), deu R$0,25 (vinte e cinco centavos) de aumento nas passagens em DUAS LAPADAS, quinze em 2014 e dez em 2015, isso tudo em meio a um arrumadinho entre gestores públicos e empresários. É muito descaramento, ou Cartaxo já tinha deixado o documento do aumento assinado antes da reunião do Conselho Tarifário acabar ou fez isso no meio do Picolé de Manga, já que a reunião do conhecido Conselho ocorreu no final da tarde.

Seguindo a tradição, a SEMOB, por meio do Superintendente Roberto Pinto (nada querido pelos agentes de trânsito), convocou de forma irregular a reunião do Conselho Tarifário, não atendendo o prazo legal e evitando maior participação social na reunião. No dia 06/02, assim como nas últimas reuniões, todos os representantes do Governo Municipal e dos empresários votaram pelo aumento das passagens EM UMA LAPADA SÓ.

Não acredito que seria diferente caso o Conselho fosse convocado dentro dos tramites legais, esse Conselho é um verdadeiro faz de conta no qual os Empresários e o Governo votam juntos e formam uma maioria no suposto debate com a sociedade. Não é a primeira vez que isso acontece, eu mesmo já fui expulso de uma reunião dessa instância com o argumento de não ser conselheiro, sendo que, na mesma reunião, o representante das empresas (Mario Tourinho), que também não era conselheiro, pode ficar no “diálogo social”.

Existem outras LAPADAS, com risco de MORTE. Ontem conversava com um funcionário da AETC e ele falava de um acidente grave envolvendo a dupla função do motorista. Além do aumento das passagens os empresários querem ficar ainda mais ricos explorando ainda mais o/a trabalhador/a, estamos diante de uma demissão em massa de cobradores/as, a linha que faz Penha/Centro, uma das piores da cidade, já circula com todos os ônibus (seis) sem cobrador/a, atrasando a viagem, adoecendo o motorista e colocando em risco a vida das pessoas. Tudo isso para alegria da AETC e com o aval da SEMOB e do Prefeito.

Lembra a expressão “não aguenta pra que veio?”, pois é, o Prefeito sancionou o aumento, brincou o Picolé de Manga e saiu de FÉRIAS, passando a pressão dos movimentos pela redução das passagens para seu aliado de 2012, adversário de poucos meses atrás e mais novo amigo, o Vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS). Não sei se procede, mas a boca miúda fala que o Governo do Estado também entrará na jogada e adiará o início das aulas em diversas escolas do Centro de João Pessoa na tentativa de reduzir a mobilização conjunta entre trabalhadores/as e estudantes.

Sigamos novamente o exemplo do Movimento Passe Livre e tomemos as ruas de forma horizontal.

PELO FIM DA DUPLA FUNÇÃO E READMISSÃO DOS/AS COBRADORES/AS!


PELA REDUÇÃO DAS PASSAGENS!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Assembleia Legislativa da Paraíba, o que é isso?


Absurdo como as coisas acontecem na Assembleia Legislativa da Paraíba, a ingerência do governo e as negociatas são escancaradas, ou seria coincidência Gervásio Maia (PMDB), até pouco tempo oposição ao Governo, votar com o Governo e ter sua eleição para o segundo biênio aprovada no momento seguinte? Seria coincidência, ainda pela manhã, o Deputado Tião Gomes (PSL – Aliado do Governador) “desligar” o painel eletrônico e, ainda no começo da tarde, o mesmo parlamentar abrir mão da vice-presidência da mesa e, coincidentemente, por um voto, evitar um empate na votação que escolheu o Homem da Granja como presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba?

Acabei de enviar (domingo - 01/02/2015) e-mail para os/as integrantes da Direção Estadual do PSOL solicitando que a instância partidária requeira para Polícia Federal que seja investigada a denúncia de Tião Gomes de que existe fraude no painel eletrônico da Assembleia e para Assembleia Legislativa da Paraíba que seja instalado processo ético contra o Deputado Tião Gomes, acusado, pelo anterior Presidente da Casa, de vandalismo e réu confesso de ter desligado o Painel Eletrônico.

É indiferente se Tião Gomes quebrou ou desligou o painel de votação da Assembleia, ele deve responder nos tramites do regimento interno, por bem menos militantes sociais respondem na justiça, imunidade parlamentar não permite ilegalidade, do contrário vai virar moda desligar o painel de votação da Assembleia Legislativa da Paraíba no momento que for minoria.