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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Uma Tragédia Anunciada!


Lá vamos nós aguardar com o coração apertado o novo ciclo de 14 dias. Até então Cartaxo vinha silenciando e se diferenciando de Romero e sua desastrosa postura de seguidismo ao bolsonarismo, mas ao retornar o transporte coletivo o prefeito de João Pessoa deixa claro de que lado está, e não é o lado da vida.

Não sei se viram, mas envio aqui print de parte da cartilha do Governo do Estado lançada semana passada. Não passa de uma forma para "tirar o corpo fora". Com o retorno do transporte público as autoridades retiram do patrão a obrigatoriedade de construir alternativas e coloca trabalhadores e trabalhadoras em risco de morte.

Algumas coisas parecem lógicas: menos ônibus, mais lotação; se as empresas já deixavam os ônibus sujo, sem pressão ou fiscalização, segue sujo; sem regras de ocupação dos ônibus, e com pressão do patrão, terá lotação para bater o ponto; aproximação dos/as passageiros/as em meio a Pandemia, igual a mais contágio, mais mortes.

Muito triste olhar gestores e empresários colocando o lucro acima da vida. Vi o primeiro flagrante de lotação e sujeira nos ônibus na Blog do Maurílio Júnior*, lá você pode conferir a vida real, para além das notas públicas do Prefake Luciano Cartaxo.

Que essa postura criminosa seja revista e coloquemos a vida acima do lucro.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB
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* https://wp.me/p9uQ3g-4zY

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Marfim, o Amor e a Força da Natureza!


Tive um susto quando li que bodas de marfim seria a representação dos nossos 14 anos de casamento, logo lembrei da crueldade praticada contra elefantes e outros animais por pura maldade/lucro humana. Passado o susto, e avançando na leitura, resistência e criatividade passaram a ser parte da nossa boda de marfim cheia de amor.

Assim como elefantes e seres humanos (do bem) também vivem em harmonia, unidos em resistência, eu e Áurea também resistimos. Resistimos diante das chatices do cotidiano, aos planos pessoais adiados devido a resistência na luta coletiva, aos 107 dias do distanciamento e/ou isolamento social, aos afazeres da vida cotidiana. Resistência é força, superação, construção, reconstrução, é a vida de um casal que se amar e constrói coletivamente.

A natureza, que não quer violência, cria e partilha o marfim vegetal dado pela Jarina, abrilhantando nossas Bodas de Marfim, que é amor e força da natureza.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

COVID-19: Mortes na Saúde Mental de João Pessoa


Saúde Mental, por séculos foram pessoas acorrentadas, escondidas e até executadas. Tivemos grandes avanços com a participação de profissionais, familiares e usuários/as em lutas históricas, como a luta antimanicomial. Muita coisa melhorou, mas muitas pessoas seguem escondidas, secundarizadas, nem como números aparecem, apesar de legalmente serem prioridades.

Fui informado - e recebi um pedido de ajuda - sobre mortes envolvendo usuárias da Residência Terapêutica atendida pelo CAPS Gutemberg Botelho, mulheres egressas do Complexo Hospitalar Juliano Moreira. Encaminhei denúncia ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), já tendo virado procedimento naquele importante órgão. Infelizmente, sabemos que o tempo da lei não é o tempo da vida. Peço ajuda para que possamos tirar essas pessoas da histórica invisibilidade. 

Não sou Jornalista para reivindicar o dito sigilo da fonte, mas tenho meus princípios e técnicas profissionais como Assistente Social que permitem reconhecer a seriedade e segurança de uma "denúncia que pede" para ser anônima. O fato de ter construído uma tarefa de figura pública, após as eleições que participei, faz com que constantemente eu seja procurado por pessoas de diferentes locais e classe social para contribuir de alguma forma na jornada por direitos, como é o caso agora, sendo a Vida a centralidade desse momento.

Fiz busca em importantes canais de comunicação de João Pessoa, não vi nada sobre os fatos aqui tratados. Sei que em minha lista de comunicação tem muita gente boa, independente e com princípios; outras não possuem a mesma independência, mas carregam os mesmos princípios, recebem o material, pesquisam e publicam a pauta, mesmo sem ter autorização para dizer deste militante que noticia o fato. Em outras palavras, o importante é monitorar as políticas públicas de saúde mental, lá estão pessoas que precisam de nós, precisam ser vistas e protegidas.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

João Pessoa: Plano Diretor de Mobilidade Urbana, Urgente Garantir Transparência e Participação Popular.


Verdade que existe recomendação da OMS para evitar aglomeração, mas também é verdade que o “mundo on-line” possibilita audiências públicas abertas, em tempo real, com participação e interação de organizações da sociedade civil e da população em geral. Convocar 4ª Audiência Púbica do Plano Diretor de Mobilidade Urbana por meio de Diário Oficial e postar um vídeo gravado sobre Texto Final, dizendo ser participação popular, é mais uma vergonha da gestão Cartaxo.

Sequer texto base chegou a ser publicado para que a população tivesse acesso para leitura e contribuição. O Vídeo postado pela SEMOB-JP não permite sequer a leitura dos bairros sobre as prioridades em cada um deles, além dos tópicos apresentados não permitir conhecer as ações objetivas e as diretrizes do Plano. Uma apresentação de Texto Final, feito por tópicos, sem garantir acesso ao conteúdo oficial, não é nada de transparente, de democrático, de participativo.

A gestão Cartaxo deu até 23h59 do dia 22 de abril para que as pessoas contribuam, mas como? Em comentários de youtube? Em uma aba participe na página da prefeitura? Em menos de 48h, já que o vídeo foi postado às 10h de 20 de abril? Sem disponibilizar o texto completo? É uma vergonha que um tema de tamanha envergadura seja tratado de forma tão impositiva e sem a transparência devida.

Sugiro que esse processo seja suspenso e a construção do Plano seja reestruturada com base nos princípios da Transparência Pública e Participação Popular; que o texto do Plano Diretor de Mobilidade Urbana, elaborado pela Prefeitura, seja publicado com antecedência; que sejam convocadas audiências públicas por pontos do Plano, de forma virtual, como demanda o momento, mas em tempo real e com participação popular.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB

Segue links sobre o assunto:



Link do “participe”, parece piada - http://www.planmob.joaopessoa.pb.gov.br/?p=191


terça-feira, 24 de março de 2020

Quarentena, o eu e o nós, o individual e o coletivo, o agora e o depois



Comecei a fazer esse texto em uma direção, quando percebi estava em outra, e não consegui mais ajustar. Já aconteceu isso comigo, mas nas outras vezes era o álcool que confundia, misturava, escancarava e apresentava uma “síntese misturada” de sentimentos e caminhos. Não vou tentar arrumar, acredito ele deva ser assim mesmo, desordenado, misturado, quem sabe no futuro ele não direcione novos rumos. A dúvida é se alguém termina ler um texto desse tamanho, mas vamos lá!

O Dia que Parte da Terrinha Parou

1977, mesmo ano que eu nasci, Raul Seixas lançava “O Dia Em Que a Terra Parou”, sucesso que sobrevive há décadas nas “paradas de sucesso” e hoje serve de reflexão sobre o impacto do Coronavírus em nossas vidas. Claro que existem várias diferenças entre a música e a realidade, primeiro que não é bem um sonho de um “Maluco Beleza” que vivemos, mas um pesadelo de uma sociedade que sofre as consequências do modo de produção que direciona nossas vidas.

A Terra tem parado aos poucos, quase que em um rodízio entre continentes, país, regiões, estados, cidades, tudo isso em um movimento articulado em base a estudos e formas de conhecimentos (científico ou não), não parou no mesmo dia, como em um sonho. Podemos dizer que na Parahyba começamos a “desacelerar mais rapidamente” na terça-feira, 17 de março, oito dias hoje (24/03/2020).

Igrejas, fiéis, alunos/as, professores/as, esses/as pararam, como na música. Por outro lado, muitos/as empregados/as, que não deveriam ir “pro seu trabalho”, seguem amontoados em call centers e fábricas que não terão para quem vender sua produção. Assim como o médico que, infelizmente, ainda tem muita “doença pra curar”, também precisaremos do padeiro e do soldado, que seguem na ativa.

A Terra não parou! Não podemos, nem vamos, parar 100%. Precisamos de saúde, alimentação, segurança, água, telecomunicações, luz, cultura e arte. A cada dia fica mais escancarado quem não nos deixa parar, quem nos suga até em tempos de pandemia, quem só pensa no lucro, na economia e não na vida.

Quero Compartilhar Minha 1ª Semana com Vocês

Não sou, não somos, uma ilha em meio a tudo isso. Na segunda-feira, 16 de março, estive com várias pessoas, além de ter tido três reuniões, sendo uma delas a do Diretório Estadual do PSOL que aprovou nota pública com sugestões para enfrentar o Coronavírus. No dia seguinte, como boa parte da capital da Paraíba, fui desacelerando, não saí de casa, fiquei sem saber por onde recomeçar, um pouco desnorteado, de férias, com congresso do PSOL cancelado, sem pessoas para encontrar, sem articulações políticas, sem encontros com as pessoas que gosto... Mas, aos poucos, fui conseguindo “olhar” os próximos meses e reiniciar a vida sob uma nova lógica organizativa.

Quarta-feira, entre 13h30 e 14h20, estive na Rádio Cruz das Armas e passei rapidamente na sede do Partido. Ao entrar em casa as roupas foram direto para “roupa suja”, lavei bem os braços e a barba e fui tomar um banho. No dia seguinte fui ao meu encontro com Pedro Faissal para entrar na quarentena lembrando de cuidar da mente, das emoções. No domingo fui comprar umas coisas para comer e beber. Sempre com os mesmos cuidados que já relatei antes.

Sexta, sábado, segunda e hoje (24 de março de 2020) eu não saí de casa. O que não significa que fiquei sem fazer nada, ao contrário, tenho estado muito mais ocupado que o “normal”, mas com uma vantagem, tenho Áurea Augusta ao meu lado, companheira com quem tenho aproveitado as boas horas do confinamento.

E Eu Com Isso? E Nós Com Isso?

No domingo, quando saí de carro para comprar umas coisas, chorei muito, não foi simples perceber que eu estava em nosso carro, com os vidros levantados, ar-condicionado ligado, indo comprar comida, e lembrar que muitos/as estão nas ruas, sem ter moradia, sem ter comida, sem saber sequer da existência do Coronavírus. Não é a primeira vez que choro com a desigualdade, seja sentindo as consequências na pele ou no peito, mas, por algum motivo, dessa vez foi diferente, não sei explicar o motivo.

Quando escutei o áudio de Franklin, companheiro de luta contra a desigualdade, lembrando que Pátria é Território, Soberania e Povo, não tinha como não partilhar do sentimento que ele descrevia, pois muitos/as estão despatriados/as dentro do próprio país, diante de tanta negativa de direitos.

Pior é saber que, por mais que cada um/a de nós façamos “nossa parte”, nossas ações nunca serão suficientes perto das necessidades coletivas. Claro, não vamos deixar de fazer nossa parte, vamos fazer cada vez mais, mas é fundamental aproveitar a forma como o Coronavírus vem escancarando as desigualdades sociais, descortinando quem se apropria da riqueza produzida pela força dos trabalhadores/as e, mesmo enriquecendo cada vez mais, trata os/as trabalhadores/as como descartáveis.

O Que Posso/Podemos Fazer?

O que cada um de nós temos feito em nossa privacidade para ajudar, ficará em nossa privacidade. Mas existem contribuições coletivas que cada um de nós podemos fazer e propagandear, seja para compartilhar conhecimento, seja para buscar conquistas coletivas, seja para denunciar o que precisa ser denunciado em tempos tão difíceis.

Fazia tempo que não fazíamos o Cuscuz com Debate, domingo fiz um com o médico Marcos Bosquiero sobre o Coronavírus, ajudou na prevenção, na união de pessoas, no alegrar e ocupar o dia de várias pessoas. Essa semana faremos um sobre “atividade física e quarentena”, medida simples que ajuda no coletivo, você com certeza pode ajudar com seu conhecimento.

Hoje separei algumas poesias que estavam “no fundo da gaveta”, muitas que sequer foram vistas para além dos meus olhos, uma exposição que pode alegrar ou incentivar alguém a escrever ou compartilhar sua arte. Poesia sempre toca alguma, lembro de uma minha que compartilhei um vez, foi um teste na verdade, eu não gostava dela, um amigo leu e ficou doido por ela, demorei acreditar que era verdade (rsrsrsrs). Podemos ajudar de várias formas.

A Luta de Classes Não Para?

Tem muito oportunista por aí, querendo lucrar com a dor. Dizendo que é hora de orar e não de bater panela. Muitos/as dizem isso de coração, mas outros como pura enganação, querendo lucrar com a dor, ganhar espaço político com o sofrimento, querendo fortalecer seu amigo empresário e fingindo ser solidariedade.

Alguns já estão testando “se cola” a suspensão das eleições. Claro, percebem que o bolsonarismo já começou a "descer ladeira", seus apoiadores/as despencam nas pesquisas e tentam usar da dor para suspender a democracia. Não podemos pestanejar, urgente defender nossa democracia.

Confesso que pensei em cancelar nossa primeira atividade coletiva de planejamento da nossa pré-campanha de vereador, mas, se assim fizéssemos, eram eles que ganhariam espaço, vamos manter nossa agenda e trabalhar em uma plataforma virtual que consiga juntar o maior número de pessoas que queiram fortalecer nossa democracia e construir uma alternativa coletiva para Câmara Municipal de João Pessoa.

Do Que Sinto Falta (além de abraçar familiares e amigos/as)?

Amo minha casa, amo a companhia da minha companheira, mas também amo a rua, ter contato com gente, conhecer o novo, isso eu sinto falta, estou já ligando para o 145 (só os fortes lembram). Disso eu sinto falta, rua e gente!

O que você vai fazer primeiro quando acabar nossa quarentena? Eu vou comprar uma cerveja no mercadinho perto de casa e andar pela rua conversando com as pessoas aqui perto, simples assim.

Será que alguém chegou até aqui? Ficou grande, eu sei, mas a vontade de escrever foi maior. Saudade de vocês! Ou nossa vitória é coletiva, ou não será!

terça-feira, 17 de março de 2020

Coronavírus, para Além do Lavar as Mãos, para Além do Indivíduo, uma Jornada Coletiva.


Não é com individualismo e segregação que teremos vitória, mas com solidariedade e trabalho coletivo.

Temos sido bombardeados/as com informações preventivas relacionadas ao Coronavírus, na TV, na internet, no rádio, mas o enfrentamento ao vírus deve garantir aspectos materiais, além de construir mecanismos de comunicação para alcançar setores da sociedade que ainda não sabem ou não tem como se proteger, sim, essas pessoas existem e são milhões.

Como combater um vírus tão potente com frotas de ônibus reduzidas, causando superlotação, uma integração lotada às 15h de uma segunda-feira, ônibus sujos e a população sem condições financeiras de comprar álcool em gel? A ampliação da frota e a limpeza dos ônibus, elementos já necessários há anos, agora é uma questão emergencial de enfrentamento ao Coronavírus.

Como combater o Coronavírus com corte nos recursos federais para saúde e com o desmonte do Sistema Único de Saúde? Defender o SUS e revogar a Emenda Constitucional que congelou gastos públicos por 20 anos, aprovada por Temer com o voto do Deputado Federal Jair Bolsonaro, é fundamental para reduzirmos os impactos do Coronavírus em nosso país.

Ainda é preciso refletir sobre o impacto econômico na vida do povo, não sobre como o mercado financeiro especula e tenta ganhar com a crise, mas um plano emergencial para garantir a população mais pobre meios de se prevenir e garantir sua sustentação material. É urgente pensar nas pessoas que vivem de eventos públicos que estão sendo cancelados como prevenção.

Não adianta deixarmos de ir ao teatro, a shows, a jogos de futebol e seguirmos jogados nas fábricas, nos órgãos públicos, nas escolas, nas faculdades, nos ônibus lotados. É importante pensar em quem recebe por serviço prestado ou trabalho intermitente. Salários não podem ser cortados e as pessoas ficarem sem proteção contra o vírus, a fome e suas contas. É urgente falar sobre isso e construir alternativas antes de atingirmos o momento crítico do Coronavírus em nosso país.

Até pouco tempo atrás não tínhamos população vivendo nas ruas de João Pessoa, hoje temos uma frágil política de assistência social que atenda essa população, a crise do Coronavírus pode ser o momento de ampliar essa política para além de uma questão emergencial.

As ocupações realizadas por pessoas que buscam moradia - diante da frágil política de habitação existente no país, na Paraíba, em João Pessoa e demais cidades – também não podem ser esquecidas, além dessas pessoas serem parte de um necessário plano emergencial, as políticas públicas de habitação precisam ser repensadas.

Vivemos uma das maiores crises hídricas da história, mas os gestores públicos se limitam (em sua maioria) a espera das chuvas e ao velho caminhão pipa. Sem água o vírus que enfrentamos ganha força, mais uma vez percebemos o quanto a não existência de políticas públicas - ou o desmonte das existentes - são as maiores brechas para crise do Coronavírus.

Precisamos ir para além do “lavar as mãos”, para além de individualizar a responsabilidade no enfrentamento ao Coronavírus, é preciso construir um plano emergencial para além das UTI´s, é preciso repensar a reestruturação das diferentes políticas públicas e enfrentar a política de desmonte imposta pelos defensores do Estado Mínimo que colocam em risco a vida de milhões de pessoas.

A desigualdade social é um caminho aberto para proliferação do vírus na Paraíba e em todo o mundo, estudiosos apontam que a atenção ao momento crítico do vírus é central para sociedade ganhar essa batalha, ampliar e remanejar recursos públicos nas diferentes Políticas Públicas, além de chamar a responsabilidade de gestores públicos e privados, é fundamental para superarmos esse difícil momento coletivo.

Não é com individualismo e segregação que teremos vitória, mas com solidariedade e trabalho coletivo. Seguem algumas sugestões para esse momento de crise.

  • Ampliação imediata das frotas de ônibus nas diferentes linhas do transporte público e higienização regular dos veículos.
  • Distribuição de álcool em gel para famílias cadastradas no CadÚnico, assim como fiscalização e punição aos comerciantes que tentem ganhar com atual crise ao aumentarem o preço do álcool e outras mercadorias de forma abusiva.
  • Revogação imediata da Emenda Constitucional nº 95 (congelamentos dos gastos públicos, inclusive para o Sistema Único de Saúde).
  • Cadastramento imediato dos/as trabalhadores/as ambulantes e garantia de renda nos moldes da renda recebida por pescadores/as no período de defeso. No mesmo molde essa renda deve ser garantida aos/as trabalhadores/as intermitentes que tiverem sua renda cortada devido a crise do Coronavírus.
  • Garantia do pagamento dos salários de servidores/as efetivos/as ou temporários/as, trabalhadores/as com carteira assinada e outros tipos de contratos de trabalho, em caso de suspensão das atividades devido a crise do Coronavírus.
  • Criação de Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua emergencial, com espaço para acolhimento no caso de famílias ou indivíduos que não tenham onde ficar, com foco na crise do Coronavírus.
  • Intensificar o trabalho preventivo presencial nas periferias e ocupações.
  • Garantir fornecimento de alimento e água nas periferias e ocupações que tenha mais dificuldade no período de crise do Coronavírus.


João Pessoa, 17 de março de 2020.


Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Delírio, Desconhecimento ou Puro Oportunismo de Eliza Virgínia?


“Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem Messias de arma na mão”
(Luiz Carlos Máximo / Manu da Cuíca).


Mais uma vez ela, a Vereadora que não gosta do Cristo da Manjedoura, a Eliza Virgínia. Para alguns a parlamentar é a contradição em pessoa; para outros uma louca; ainda tem quem diga que ela seja uma fundamentalista conhecedora do que defende. Não a vejo como nenhuma das opções, mas como uma parlamentar de carreira que sabe o que faz, optou por um nicho eleitoral, “carregou nas tintas” com a força tomada por Bolsonaro, percebe a queda de popularidade do seu líder, especialmente em João Pessoa, e sabe que não será fácil fazer o caminho de volta para seu cantinho antes tido como certo na Câmara Municipal de João Pessoa.

A Parlamentar erra feio ao atacar o samba enredo da Mangueira, pois ao fazer isso ela ataca o Cristo da Manjedoura, ou não seria este o Cristo que no enredo diz: “Nasci de peito aberto, de punho cerrado / Meu pai carpinteiro, desempregado / Minha mãe é Maria das Dores Brasil”? O Cristo histórico é a cara do nosso povo, é a nossa cara!
Os/as compositores/as antecedem os ataques de Eliza, já sabiam que iriam “inventar mil pecados”, pelo visto não faz parte das orações da parlamentar calmar ao “Senhor, tenha piedade / Olhai para a terra / Veja quanta maldade”. Pois é, ser contra o “Jesus da gente” é não respeitar o “Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher”, algo que vemos regularmente nas declarações e propostas de Eliza Virgínia.
Quem é contra o Jesus que enxuga “o suor de quem desce e sobe ladeira”, contra o Jesus que se encontra “no amor que não encontra fronteira”, contra o Jesus que “Procura por mim nas fileiras contra a opressão”, não entendeu absolutamente nada sobre o amor de Cristo, sobre o amor incondicional. Quem é contra este Jesus é responsável por novamente cravejar seu corpo, são “Os profetas da intolerância / Sem saber que a esperança / Brilha mais na escuridão”.

No Carnaval, em todo Brasil, o que ouvimos foi o “O desabafo sincopado da cidade” e o “ressurgi pro cordão da liberdade”. Foi esse clamor das ruas que, diferente do ano passado, o bolsonarismo não conseguiu apagar chamando a atenção como fez com o “golden shower” em 2019.

Eliza, além de seguir seu líder e questionar o “Jesus da gente”, que somos o povo diverso e rico em nossa cultura, ela ameaça atacar a economia, quer impedir a destinação de recursos para o Carnaval, é não entender absolutamente nada sobre a cadeia produtiva da maior expressão da cultura popular brasileira, os milhões de empregos, de renda, de impostos, de alegria. Em contra partida a mesma parlamentar é defensora da liberação de impostos para as Igrejas, contradição? Não, puro oportunismo eleitoral!

Viva a Cultura Popular!

Viva o Carnaval!

Viva o “Jesus da Gente”!


A Verdade Vos Fará Livre (Samba-Enredo  da Mangueira. Composição: Luiz Carlos Máximo / Manu da Cuíca)

Senhor, tenha piedade
Olhai para a terra
Veja quanta maldade
Senhor, tenha piedade
Olhai para a terra
Veja quanta maldade
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra no buraco quente
Meu nome é Jesus da Gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro, desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque, de novo, cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais na escuridão
Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi pro cordão da liberdade
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra no buraco quente
Meu nome é Jesus da Gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro, desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque, de novo, cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais na escuridão
Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi pro cordão da liberdade
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também