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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Chapa 01 - "Avançar sem Temer: Fortes e Independentes!" Eleições do Conjunto CFESS/CRESS (15, 16 e 17 de março)

Com muito orgulho e alegria acompanhei a inscrição das chapas "Avançar sem Temer: Fortes e Independentes!", digo no plural pelo fato das chapas da Seccional Campina Grande e do CRESS/PB possuírem o mesmo nome e representarem o mesmo projeto de luta e coerência que iniciamos lá nas eleições de 2011.

Ao contrário de 2011 e 2014, quando tivemos disputas de chapas e @s Assistentes Socais da Paraíba optaram por um CRESS/PB independente de Governos, com melhor organização administrativa e foco na luta por direitos, no atual processo não teremos chapa de oposição.

Credito o atual momento não ao meu trabalho como Presidente eleito e reeleito nas eleições passadas, mas a existência de um grupo pautado na política, reconhecendo as fragilidades existentes, mas que teve o reconhecimento dos avanços alcançados e das possibilidades decorrentes da caminhada anterior.

A amiga Kassandra, Assistente Social do INSS, foi indicada pelo grupo para Presidência e a amiga Glaucineth, Assistente Social da Saúde, para reeleição na Coordenação da Seccional Campina Grande, ambas são Chapa 01, ambas são da Chapa "Avançar sem Temer: Fortes e Independentes!". Guerreiras que não são, nem de perto, as pessoas que conheci antes de tudo isso, assim como eu não sou o mesmo Tárcio de 2011. Só somos o que somos, só viramos o que viramos, por sermos parte de um grupo, por nos permitir aprender e ser grupo.

Amig@s, nos dias 15, 16 e 17 de março, vamos mostrar a força d@s Assistentes Sociais da Paraíba, vamos fazer a maior eleição do nosso Conselho e mostrar que podemos "Avançar sem Temer: Fortes e Independentes".


Por fim, mesmo sabendo que tive muitas pessoas importantes nesses anos de dedicação ao Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba, servidores/as, assessores/as, apoiadores/as e Conselheir@s, quero agradecer especialmente ao amigo Flávio e a amiga Jana, companheir@s desde a primeira gestão, pessoas que admiro pela coerência política e companheirismo praticado diariamente, mesmo nos momentos mais difíceis. Com erros e acertos, cumprimos positivamente a tarefa dada pel@s Assistentes Sociais da Paraíba, agora seguimos por meio do grupo resultante dos passos iniciais.

JANELAS


Queria saber pintar
Desenharia janelas

Queria fotografar
Registraria as alturas

Queria fazer música
Tocaria gritos e silêncio

Queria ser poeta
Escreveria das alturas sobre as janelas, gritos e silêncio

Queria ser poeta
Mas acabou a tinta, o teclado e a cerveja

sábado, 31 de dezembro de 2016

Um 2017 Russo para Tod@s!

Virou lugar comum dizer que 2016 não foi um bom ano, mas isso não significa que não podemos fazer um 2017 diferente. Nesse ano que entramos alcançaremos a marca de 100 anos da Revolução Russa (1917), quando um povo pobre e sem participação popular iniciou uma luta por “Paz, Pão e Terra” e foi muito além, não “só” derrubou um Czar, mas todo um sistema político, conquistando direitos antes muito distantes de suas realidades, inclusive o de comer.

Falsamente alguns tentam enterrar essa Revolução utilizando dos retrocessos ocorridos décadas depois. Assim fazem para negar o Poder Popular que brota desde @ trabalhador/a mais pobre e sem formação. Sim, nossa força é maior do que imaginamos. Mesmo quando estamos introspectiv@s, tens@s, reflexiv@s, aparentemente apátic@s, nossa chama segue ali, só esperando a gasolina conectar nossos corações e desejo de mudança.

É com a energia do povo Russo daquele período que desejo nossa entrada e permanência em 2017. Comprovadamente o Capitalismo não deu certo, mas um novo Modo de Produção, que queira destruir a fome e toda forma de preconceito, só será forte e duradouro se for algo para além das fronteiras de um único país.

Todos os avanços civilizatórios estão em constante ameaça pela ganância de poucos, mas não acompanhamos sem reagir. Que 2017 seja um ano de defesa da Previdência, da Saúde, da Educação, dos Direitos Trabalhistas, da Democracia, resumindo, em defesa das pessoas e não do Capital.

Que seja um 2017 de muitas conquistas e alegrias!

domingo, 20 de novembro de 2016

Siba, Voltando do Passado e Energizando o Presente.

“Quem tudo tem, tem Direito
Quem nada tem, nada tem”
(Siba)

O corre da vida pessoal, política e profissional, muitas vezes nos tira alguma coisa que gostamos, escrever sobre o cotidiano é uma das coisas que sinto falta, quem acompanha o “Vida Vivida” sabe disso. Felizmente, hoje, mesmo tendo perdido meus garranchos inelegíveis escritos no guardanapo em meio ao Show do Siba no Espaço Mundo, conseguirei “matar” uma dessas pendências.

O Show foi simplesmente INCRÍVEL, tanto para nós (público), como para os músicos, ao menos foi o que percebi. A última sexta foi daqueles dias que saí só, curti um pouco disso, mas depois tive a oportunidade de “tomar uma” com: colegas assistentes sociais, em um ambiente onde algumas não conheciam essa parte do meu currículo; militantes culturais, que já acompanharam minha presença na noite, nos mais diversos estágios; camaradas do partido, acho que posso dizer amigo, pelos momentos partilhados; companheir@s de luta; e com conhecid@s e desconhecid@s que curtem a noite da nossa linda João Pessoa.

Nesse dia - bem antes do final na calçada, tomando uma com Siba, ou perto dele, vez por outra dando uma de “entrão” na conversa - comecei a conversar com um colega que conheci em Cabedelo, desculpe se conheci antes, mas lembro de lá; “do nada”, lembrei e comecei a contar de um marco em minha vida musical. Comecei a contar o show do Mestre Ambrósio que fui na Concha Acústica da UFPE, eu tinha 15 ou 17 anos, foi a primeira vez que vi o Siba, eu nunca tinha escutado as músicas e não lembro com quem eu estava naquele dia, mas lembro que foi como já fosse um velho conhecido, as músicas vinham fáceis e aquele dia direcionaria minha vida musical, dando uma forcinha ao meu PrIrmão Frederico, que fez eu conhecer e gostar de muita coisa boa.

Eita! não ficaria legal meter mais ponto ou mais vírgula, pois falei tanta coisa que ficou distante, mas voltando... quando acabei de conta a história ao colega de Cabedelo, o jovem barbudo e de óculos olhou nos meus olhos e disse: “Eu era criança”. É! Cresci, aprendi, desaprendi, aprendi, tenho 39, quero alcançar Seu Valdemar (meu avô com 94 anos) e, se possível, quero passar dele com a energia de levantar os dedinhos no clima de Carnaval.

A noite é massa! @s artistas são incríveis! A pessoas são incríveis! Obrigado pela noite, amig@s, é massa saber que todo dia é dia de construir e reconstruir, saber que “TODA VEZ QUE EU DOU UM PASSO O MUNDO DA SAI DO LUGAR” (Siba).

Valeu, Siba. Volte sempre e traga essa turma massa que anda com você.



Ps.: #ForaTemer #ContraPEC241/55

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

PSOL PARAÍBA CONVOCA MILITÂNCIA PARA ATO NACIONAL

Convocamos todos/as @s Filiados/as, Militantes e Dirigentes do PSOL na Paraíba para participar dos atos nacionais, convocados para 11 e 25 de novembro, contra a PEC 241 (PEC 55 no Senado) e o pacote de maldades do desgoverno de Temer. Não aceitaremos: redução do poder de compra do salário mínimo; congelamento de salário e demissões de servidores/as públicos/as; corte de recursos para educação e saúde; ampliação de tempo para aposentadoria e do desconto previdenciário; contrarreforma do ensino médio (MP746); privatizações do patrimônio público; fechamento de universidades.
Defendemos a auditoria da dívida pública, reforma tributária, que os grandes sonegadores de impostos paguem seus débitos, fim dos privilégios dos políticos, eleições diretas para presidente da república.
A Constituição de 1988 deve ser defendida! Denunciaremos e responsabilizaremos os Deputados Federais e Senadores da Paraíba pela verdadeira desconstituinte em curso. Quem se alinhar a Temer na aprovação da PEC 241 deve ser tratado como inimigo do povo brasileiro.
No dia 11 de novembro é fundamental nossa atuação conjunta com a militância e as entidades que fazem a Frente Povo Sem Medo na Paraíba, contribuindo nas ações estruturadas pelas ocupações e nos atos unificados construídos com demais frentes, movimentos e centrais sindicais.
Na próxima sexta a militância do PSOL na Grande João Pessoa estará pela manhã nas ocupações de escolas e universidades e a tarde (14h) em ato unificado convocado para frente do Lyceu Paraibano. Nas demais cidades é importante o envolvimento na construção das atividades do dia 11 de novembro, buscando seguir mobilizando para o dia 25 de novembro e construindo as possibilidades para construção de uma futura greve geral.

#ContraPEC241/55 #ForaTemer #DiretasJá
Tárcio Teixeira

Presidente Estadual do PSOL/PB

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A PEC da Desconstituinte (241 na Câmara / 55 no Senado), a Retirada de Direitos e os Senadores Paraibanos

No último período político brasileiro os parlamentares paraibanos foram protagonistas na imposição de Temer, tivemos parlamentar: assumindo o TCU, onde era dada a largada no processo de impeachment; presidente da Comissão Especial do Impeachment; político cassado falando em nome da ética e sendo líder do partido derrotado nas últimas eleições presidenciais; amigos de Cunha declarando esse apoio, sendo testemunha e até votando contra cassação do mandato; presidente de CPI com efeito político seletivo.

Agora, mais uma vez, um paraibano no foco da política nacional, José Maranhão (PMDB/PB) é Presidente da CCJ do Senado e tem o poder de: 1. acelerar a tramitação da PEC 55/2016 (PEC 241 na Câmara), e ser um dos responsáveis diretos por uma verdadeira Desconstituinte; ou 2. atender os anseios do povo, suspender esse processo e realizar audiências públicas em todos os Estados Brasileiros. Um tema como esse não pode ser decidido por um congresso com aprovação de menos de 10%, em empate técnico com um Presidente imposto que é parte das delações.

Pode parecer chover no molhado tratar da Desconstituinte em curso, mas não podemos desistir de debater e de lutar pela manutenção de conquistar históricas, começo com o apoio da CNBB: “A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional.” (CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016).

Acredito sim que o debate seja de economizar gastos, mas precisa ficar claro para quem e para que economizar. É preciso entender o lado de quem é defendido pelo Parlamento brasileiro, que tenta aprovar a PEC 55/2016, que seguirei chamando de Desconstituinte, e não move uma palha sobre a Reforma Tributária; trata de retirar dinheiro da saúde e educação e não trata da taxação das grandes fortunas; quer desvincular os benefícios previdenciários do salário mínimo e não aprovar um imposto sobre grandes heranças; pretende retirar direitos dos/as trabalhadores/as, mas não avança na punição aos grandes sonegadores1 brasileiros.

Circula nas redes sociais um áudio de entrevista com Guilherme Mello, Professor de Economia da UNICAMP, no qual ele trata de forma bem didática a Desconstituinte em curso. O Professor apresenta alguns impactos da Desconstituinte nas políticas sociais, vejamos algumas: 1. As despesas com educação estavam tendo crescimento superior a inflação e sofrerão redução; 2. Os recursos com investimentos em educação que passavam da inflação vão ser destinados para o pagamento da dívida pública; 3. O IPCA é inflação geral da economia, e como a inflação da saúde, por exemplo, é maior que a do IPCA, obrigará o governo a fechar hospitais, demitir, acabar com concurso público, negar tratamentos e avançar em privatizações e cobrança no SUS. Impactos na mesma linha alcançarão a educação e demais políticas públicas, o Estado sendo reduzido apenas para uma parte da população.

A drástica redução do Estado vai despencar dos 20% do PIB com gastos federais para 13%. Considerando que os benefícios previdenciários, por questões demográficas, devem passar de 8% para 10%, vão sobrar apenas 3% para Educação, Saúde, Servidores, Exército, Legislativo e Judiciário. Este é o caminho inverso ao que ocorre no restante do mundo, vejamos as despesas em outros países, antes e na atualidade: 1. Economias avançadas – 15% do PIB em 1950, passando para 45% do PIB; 3. Países emergentes – 25% do PIB em 1996, passando para 30% do PIB; 3. Países de renda baixa – menos de 20% em 1996, passando para 25%.2

Em outras palavras, querem tratar nosso país com os olhos unicamente voltados para os banqueiros, deixando nossos gastos abaixo dos países de renda baixa para que possam voltar nossos recursos para pagamento da dívida. Em contrapartida, como parte do jogo político atual, aumentam em mais de 40% os salários do Judiciário e da Polícia Federal. Ainda no sentido contrário do que diz a narrativa da crise, o desGoverno repassa 20 bilhões para OI, uma sonegadora de 65 bi. No sentido contrário, quando trata-se do/a trabalhador/a, o grupo da toga retira o direito de greve dos/as servidores/as públicos/as e coloca em pauta a terceirização.

É Fundamental lembrar que nenhum Presidente do Brasil, nem do PSDB, do PT ou do PMDB, questionou a dívida pública, não deram nenhum passo no sentido de realizar a auditoria da dívida; também não mudaram a lógica da DRU, que abocanhou 20% dos recursos constitucionais vinculados às políticas sociais e os destinaram para o pagamento da dívida desde o começo dos anos 1990, passando para 30% desses recursos em 2016, reduzindo ainda mais os recursos para as políticas públicas.

Vejamos outros efeitos concretos da PEC da Desconstituinte: 1. Vinte anos de cortes nos recursos da educação, saúde e outras áreas de interesse social; 2. Caso a PEC estivesse em vigor desde 2006, o salário mínimo atual seria de R$550,00 reais; 3. Considerando o mesmo período de congelamento, a saúde tereia perdido R$178 bilhões e a educação teria R$321 bilhões a menos. Segue a máxima “o de cima sobe e o de baixo desce”.

Os dias 11 e 25 de novembro serão dias nacionais de luta organizados pelas centrais sindicais e frentes de luta, mas parece pouco para radicalização imposta pela quadrilha que controla nosso país, precisaremos de muito mais, resta saber de que lado estarão os Senadores da Paraíba.

1Os super-ricos, que somam 0,05% da população, sonegaram em 2015 415 bilhões em impostos.

2Dados da audiência pública da comissão de assuntos econômicos da Câmara dos Deputados.