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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

2020, um ano com a dor de duas Quartas de Cinzas

Em dezembro de 2020 vivi a pior quarta-feira de cinzas da minha vida. As lágrimas, que geralmente chegam na terça de Carnaval, escorreram em vários momentos do dia. No meio da tarde meus olhos brilhavam emocionados com matéria enviada por um amigo que é parte do meu Carnaval há alguns bons anos. Poucos minutos depois minha companheira, da vida e dos Carnavais, mostrava postagem do Homem da Meia Noite no instagram, era o fim!

Eu nutria uma forte esperança de que teríamos Carnaval, não estava esperando institucionalidade, palcos, decoração temática, nada disso, eu esperava tradição. Ler que o Homem da Meia Noite não sairá no sábado de Carnaval causou a dor das cinzas sem o prazer do fogo.

Se a “palavra é uma arma”, como canta a Primavera Blue, meu tiro saiu pela culatra. Eu sempre disse que no dia que aquela festinha de Salvador e do Rio de Janeiro fosse em data diferente do Carnaval, festa única das ladeiras de Olinda, eu conheceria a festa daquelas duas cidades. Não imaginei que o preço fosse tão alto.

Jamais imaginei viver um ano sem o Carnaval de Olinda, festa que vivo desde 1990 sem faltar. Se é verdade que o ano só começa no pós-carnaval, então é verdade que 2020 terá 730 dias, que 2021 só iniciará em 2022.

Como lembrarei de 2020? Como o ano da pandemia, o ano de um Carnaval e duas quartas de cinzas, “é de fazer chorar”!


João Pessoa, 09 de dezembro de 2020


Ps.: escrevo entre lágrimas, frevo e ainda escuto São Carnaval dizendo em meus ouvidos: “estou apenas testando a fé de vocês, as ruas serão ocupadas com segurança, será o Carnaval da vida, o Carnaval da vacina, será o Carnaval!”




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