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sábado, 29 de agosto de 2020

Bolsonaro Defende Estuprador

 

O título dessa nota pode parecer manchete sensacionalista de jornal policial, mas é exatamente o que representa a portaria do desGoverno Bolsonaro que ataca mulheres vítimas de estupro. Exigir que médico chame a polícia em caso de aborto legal, mesmo a lei garantindo que a mulher tem esse direito em caso de estupro, é uma forma de não proteger as vítimas, é uma forma de ampliar a voz daqueles/as fundamentalistas que chamam uma criança de 10 anos (estuprada desde os 06) de assassina e protegem o estuprador.

Não por acaso portaria do Ministério da Saúde é editada na semana em que Pastor Everaldo e Flordelis sãos desmascarados e em que Bolsonaro flerta voltar para o PSL. Vendo seus aliados assassinos - seja literalmente ou desviando dinheiro da saúde – desmascarados e o fundamentalismo momentaneamente acuado, Bolsonaro tenta atiçar a sanha dos seus parceiros fundamentalistas na tentativa de sair da retranca e animar sua corja rumo as eleições de 2020, para isso nada melhor que seu antigo lar, berço de pessoas perigosas como o antipresidente, onde muitos/as colocam a vida das mulheres em risco e os estupradores em liberdade.

A cada hora 7 mulheres são estupradas no Brasil, isso significa 168 estupros por dia, 5.040 por mês, mais de 60mil por ano. 70% das vítimas são crianças ou adolescentes. Essas crianças, essas adolescentes, essas mulheres, tem direito a proteção, a vida, não a criminalização. Fora Bolsonaro e sua corja política de fundamentalista assassinos, corruptos e mercadores da fé.

É Pela Vida das Mulheres!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Coligações e Fundo Eleitoral: No PSOL Praticamos o que Defendemos.


Tenho orgulho da coerência e da construção democrática do nosso PSOL. Neste final de semana estive em reunião virtual do Diretório Nacional do PSOL, órgão partidário do qual tenho a alegria de ser membro, lá aprovamos importantes resoluções sobre eleições, entre elas as que dizem respeito ao Fundo Eleitoral e as Coligações.

 A Direção Nacional do PSOL, com representação de todas as regiões do Brasil, decidiu que fica proibida toda e qualquer aliança com partidos integrantes da base do desgoverno Bolsonaro e da direita clássica que privatizou, retirou direitos e proporcionou o Golpe de 2016. Não se transforma a realidade cometendo os mesmos erros.

 Os partidos possuem relativa autonomia na distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral, o PSOL vai partilhar esse recurso com base em sua coerência política, as negras e negros, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, que saírem candidatas e candidatos nas eleições de 2020, receberão mais recursos que os demais. Democracia não é impor uma maioria, mas respeitar a diversidade e o desequilíbrio social.

 Nas eleições de vereador é comum as pessoas tentarem separar pessoas de partidos, relações pessoais de políticas, votar na majoritária e esquecer o Legislativo Municipal. Espero que agora em 2020 isso mude, que seja dada a devida atenção para as eleições proporcionais, que saibamos que esses elementos (pessoas e partidos) são inseparáveis não “apenas” por questões ideológicas, mas por aspectos práticos da atuação parlamentar.

 Que as eleitoras e os eleitores não votem em candidatos mergulhados em projetos verticalizados já conhecidos por suas características negativas e controlados por suas coligações e composições nas gestões municipais e estaduais. Acredito no voto em projetos construídos de forma coletiva por pessoas. É hora de virar o Legislativo Municipal!