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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Autismo! É pouco, mas é o que posso nesse mundão injusto!


Verdade, não sou nenhum estudioso do assunto, mas sou um militante social e, por ser um pouco conhecido, as pessoas chegam para pedir ajuda, em algumas situações uma simples orientação já é muito, em outras busco parcerias, mas existem momentos que demandam a boa e velha denúncia, atos de rua ou judicialização.

Sim, mas hoje quero falar sobre um tema que não sou conhecedor, o Autismo, mas associado a outro tema que conheço muito bem, a burocracia estatal, que dificulta o acesso a direitos, e o caos na saúde pública.

Hoje recebi uma ligação de uma mãe revoltada, e com infinitas razões para isso. Ela leu uma reportagem na página do Governo do Estado da Paraíba, datada de 27 de janeiro de 2020, com o título de “Governo da Paraíba emite Carteira de Identidade do Autismo”, mais revoltada ela ficou quando no começo do segundo parágrafo dizia que o “documento de identificação é emitido na hora da solicitação e é gratuito”.

O motivo da revolta com uma notícia aparentemente tão positiva? Essa mãe não teve acesso a carteira de seu filho, que, entre outras importantes garantias, será o censo do autismo no Brasil. A FUNAD exige laudo atualizado e que ele seja feito exclusivamente por médico do SUS, esse senhora soluçava, mas dizia com sua voz firme que “o Autismo não tem cura, para que laudo atualizado?”, dizia ainda: “pelo SUS serão vários meses para conseguir um laudo”.

Só tenho que concordar com essa mãe, trabalho na Promotoria da Saúde, vejo a negativa e a demora para o atendimento por diversas especialidades médicas na Gestão Municipal, mas não é justo o Governo do Estado, a FUNAD, jogar essa responsabilidade para prefeitura e negar a Identidade do filho de muitas mães por motivo tão mesquinho.

Espero que não venham com falsas justificativas técnicas, mas caso cheguem com elas, lembrem antes que não precisam criar falsas expectativas com propagandas midiáticas de que "fazem e acontecem", sem na prática atender essa e outras centenas de mães que querem fazer o filho existir no censo do Autismo.

O que fiz? Sugeri uma denúncia na Promotoria do Cidadão (para reivindicar a carteira de seu filho) e, caso precise da consulta de toda forma, na Promotoria da Saúde. Além disso, eu disse que faria esse texto e enviaria para pessoas que poderão tornar essa situação pública, ampliando o grito dessas famílias, mais que o encaminhamento técnico, ela gostou da força e apoio com essa posição política. É pouco, mas é o que posso nesse mundão injusto!

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