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sábado, 20 de julho de 2019

Eu Paraíba com Orgulho e Amor, Bolsonaro com Desprezo pelo Nordeste


Nasci no sertão do Ceará, cresci em Pernambuco, casei com uma baiana e escolhi ser Paraibano. Tenho o sangue nordestino em minhas veias, sou Paraíba com orgulho e com amor.

Não posso, não podemos, permitir que 9 estados do Brasil sejam tratados com desprezo, muito menos por um Presidente da República. Quando Bolsonaro diz que "desses grupos de governadores da Paraíba, o pior é o do Maranhão" ele não faz uma avaliação política de governo A ou B, ele usa uma homogeneidade preconceituosa para tratar nós nordestinos de Paraíba, da mesma forma como fez o jogador Edmundo ao criticar árbitro de futebol, quando na época foi duramente criticado.

Bolsonaro foi eleito com uma tarefa que já sabíamos ser superior as suas capacidades intelectuais e políticas, mas ganhou as eleições e é presidente do Brasil (eu gostando ou não), não apenas do Rio de Janeiro ou Brasília.

A postura de Bolsonaro deve ser repudiada, ele deve desculpas ao povo do Nordeste, no mínimo desculpas. A Câmara dos Deputados e o Senado tem obrigação de se manifestar sobre o caso, afinal de contas estamos falando de um caso de xenofobia praticado por um presidente da República.

Para completar ele ainda diz que "não deve mandar nada para ele não", ao tratar de recursos públicos. Os recursos enviados para um estado não é para governador A ou B, mas para parte do povo brasileiro.

Também nesta semana o presidente abre a boca para dizer que "falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira". Pois é Bolsonaro, mais de 15 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e a maior parte desse povo fica no Norte e no Nordeste brasileiro. Negar a fome não é desconhecimento dos dados, mas uma postura de não reconhecimento de parcelar gigantesca do povo do nosso gigante Brasil.

Amo meu/nosso Brasil, amo meu/nosso Nordeste, amo minha/nossa Paraíba. Jamais podemos calar diante da fome e do desprezo!

terça-feira, 2 de julho de 2019

Que Venham Mais Bodas!





                                           “O mestre pune com zero
                                           Quem não diz amo-te aposto
                                           Que em casa ele é mais sincero
                                           E diz pra mulher, te gosto”
                                           (Geraldo Azevedo)

Que o linho é uma herbácea eu não sabia, que a linhaça é sua semente eu sabia menos ainda, apesar de parecer óbvio... na verdade eu não sabia e seguirei sem saber muita coisa sobre o linho, mas já sei que ele representa nossas (minha e de Áurea) bodas, bodas de linho, 13 anos de casad@s.

Planta milenar que veste, alimenta e ajuda para uma vida saudável. Verdade que atualmente nos ajudamos mais no despir que no vestir, mas chegaremos até as bodas nas quais nossa parceria precisará ir do despir ao vestir; como hoje já fazemos na saúde e na reeducação alimentar. Se o linho tem uma fibra flexível e seu tecido seca mais rápido, em nossa caminhada temos sido mais flexíveis e as contrariedades das arengas (qual casal não tem?) são digeridas com mais maturidade e cuidado.

A resistência que temos do linho, é tão importante quanto a delicadeza e a transparência da renda, sim, nos 13 anos as bodas são de linho ou renda, acredito que seja para pegarmos o melhor de cada. Só nós sabemos o grau de transparência e cumplicidade que vivemos, uma construção que passou pela fragilidade das bodas de papel, pelo teste nas bodas de latão (ano de intensa reflexão em nosso relacionamento), pela parceria de Vênus e Cupido nas bodas de ônix, até aqui, nas bodas de linho ou renda, mais um passo no amor desses mortais.

Sigo te amando, Áurea Augusta.