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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Chico César, uma Pedrada Após a Outra em “O Amor é Um Ato Revolucionário”.




“eu quero que o sistema se foda” (Chico César)

Hoje quero compartilhar um ato revolucionário, quero compartilhar o amor, quero compartilhar “O Amor é Um Ato Revolucionário”, novo álbum do Chico, do nosso Chico, o Chico César. Estamos diante da incrível música paraibana que, como diz Totonho, “é música universal”. Aqui falo de um novo som, novo que já é um clássico da Música Popular Brasileira. Verdade, não sou conhecedor de música, é exatamente por esse motivo que faço tal afirmação, quem afirmou ser um clássico foi meu coração, que não analisou técnica, que sentiu cada pedrada, que dançou, que sorriu, que chorou.

Não lembro de tal sentimento com um música, muito menos com uma música que eu nunca tinha escutado, que não remete a nenhuma fato específico, mas “Minha Morena” bateu com uma força, com uma energia, que foi junto com o coração e as lágrimas que corriam pelo rosto até encontrar meu canto de boca sorrindo.

Com o corpo ainda sensível, a barba molhada e os olhos vermelhos, mas firme como os fios do cânhamo fumado em “Luzia Negra”, o corpo foi lavado a dançar, a sentir o baque e o amor incondicional sem fim que segue com “As Negras” das origens de “onde se banham as almas” e “De Peito Aberto” falando sobre liberdade e gênero.

Chico conecta as origens da “Mama África” com o “Like” e o “History” de uma atualidade marcada pelas redes sociais, tudo isso em um gingado que a vontade que vem é de dançar agarradinho - com um “tremelique de tanto gostar”.

Logo depois ouvir o “O Homem Sob O Cobertor Puído”, na mesma perfeita sonoridade, cantando a hipocrisia da atual conjuntura (sem virar panfleto), vem “Mulhero” que fortalece a vontade coletiva de Nero em “colocar fogo no fórum”. Daqui para frente não tem tempo para respirar, “Eu Quero Quebrar” convida para sair do coma para o cometa e “tirar a ira do papel”, convite aceito!

Quando você acha que deu, aí vem um reggae “Pedrada” sobre a “república dos parentes” - resultado do “ovo da serpente fruto do cinismo” -  e a palavra de ordem de “fogo nos fascistas”. Não seguiremos sendo “carne humana para moer”. Mas não para, segure o fôlego, ainda tem “Cruviana” levando “os telhados de vidro” até chegar a faixa bônus “Eu Quero Quebrar”, que fecha quebrando a porra toda, botando o bloco na rua e metendo o louco geral. Quem vamos?

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Jackson: o centenário, os Retirantes e a Fome.


Jackson saiu de onde eu escolhi viver (Paraíba) e foi para onde eu cresci (Pernambuco). Ele nascido em 31 de agosto de 1919, eu nascido também em um dia 31, mas de um distante outubro de décadas depois (1977). Ambos levados pelas mães, das origens, em busca de melhores condições de vida, ele levado de Alagoa Grande, eu levado de Iguatu/Mombaça.

Dei um sorriso gostoso enquanto via “Jackson, na batida do pandeiro”, lindo documentário dirigido por Marcus Vilar e Cacá Teixeira, era mais uma coincidência, Jackson casou com Almira Castilho e foi morar no Edifício Ouro, mesmo prédio que morei quando casei com Áurea Augusta, baiana, como a segunda esposa (Neuza Flores) do Rei do Rei do Ritmo.

Jackson era um incrível instrumentista, compositor e cantor, eu, não, não toco ou canto absolutamente nada (rsrsrs), mas estou muito feliz de viver na Paraíba no ano do centenário do Jackson e aos poucos ir descobrindo mais sobre ele, que junto com Raul Seixas e Chico Science marcaram e marcam diferentes momentos da minha vida, sendo que com o Rei do Ritmo e com Chico tenho uma identidade para além da arte, uma identidade com a vida: como o lugar que cresci, formei, casei, fui pai; e com o lugar que eu escolhi para viver os próximos anos da minha vida. Agora carrego essa identidade literalmente na carne.

Para não dizer que não falei de política, eles (Jackson, Raul e Chico) também cantaram a política e seguem atuais como a FOME. Pode até ser que ninguém duvide da grandiosidade desses três caras, mesmo que não goste deles, mas, por incrível que pareça, tem alguns imbecis duvidando (ou tentam esconder) da existência e da atualidade da FOME.

Achei que jamais fosse voltar a ouvir tantas notícias tristes sobre a FOME ou ver tão frequentemente em meu cotidiano, ao menos não no Brasil. Você não consegue perceber? Pois abra os olhos e os ouvidos. Veja a quantidade de pessoas nos sinais, quantos corpos franzinos, de idades as mais diferentes, a FOME está ali. Ande no centro da nossa capital a noite, veja as centenas de pessoas na rua, a FOME está ali. Veja a forma absurda como crescem as filas das sopas, dezenas de pessoas com seus pedaços de garrafas pet, sacos plásticos e depósitos, enfrentando a FOME.

Caso não consiga enxergar, escute as pessoas, escute a professora da rede pública que voltar a ter crianças desmaiando de FOME em sala de aula. Escute a assistente social que trabalha na assistência social e acompanha a FOME se ampliar a cada bolsa família cortada. “Escute” o mundo a sua volta.

Sim, mas o que tem a FOME com o centenário de Jackson? Certa vez, sem negar ou fugir das suas raízes, ele disse que não voltaria a viver na Paraíba argumentando que “lá tem muita FOME”. A FOME marcou a vida de Jackson e de muitas outras famílias que bateram em retirada.

Verdade que a FOME não é novidade, mas é fato que ela estava longe de ser como no período da partida de Jackson, mas também é fato que ela volta a galope. Não conheço composição de Jackson sobre a FOME, mas ela é bem presente em Raul, comoA FOME sentada na mesa” (As Profecias); “Minha mãe, nossa mãe e mata minha FOME” (Ave Maria da Rua); “Depois de ter passado FOME por dois anos aqui na cidade maravilhosa” (Ouro de Tolo); e em Chico Science com o conhecido “só queria matar a FOME no canavial na beira do rio” (O Cidadão do Mundo) ou no "Aí minha véia, deixa a cenoura aqui / com a barriga vazia não consigo dormir" (Da Lama Ao Caos).

Apesar de não conhecer composição de Jakcson sobre a fome, já ouvi algumas vezes ele cantar “vim do mato, cansado e com FOME / Retirante fugindo ao sertão” (O Retirante, de Rui de Morais / Silva), mas aqui ele canta a volta de uma família após a chegada da chuva, pois que possamos ficar (ou voltar) onde queremos, sair só por vontade, não enxotados pela FOME.

Pois lá vou eu de novo brasileiro nato, se eu não morro eu mato essa desnutrição” (Abre-te Sésamo, Raul Seixas), assim, quem sabe, todos e todas cantem “E com o bucho mais cheio comecei a pensar / Que eu me organizando posso desorganizar / Que eu desorganizando posso me organizar / Que eu me organizando posso desorganizar” (Da Lama ao Caos, Chico Science).

Jackson, que em seu centenário receba todas as honrarias que merece; que siga brilhando; que siga encantando com sua arte; e que a FOME, conhecida por você de bem perto, um dia possa ser extinta do nosso planeta.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Entre Maconheiro, Estelionatário e Agressor de Mulher, eu Prefiro o Primeiro.


Eu terminei meu curso de Serviço Social na época de FHC, tempo de poucas vagas nas universidades públicas e muito dinheiro para as faculdades e universidades privadas. Eu era egresso de um segundo grau em escola pública, no turno noturno, pela manhã e tarde eu fazia meu curso de Mecânica de Auto no SENAI, essa trajetória não garantia condições igualitárias de disputar as poucas vagas na Universidade Pública, acabei entrando em uma universidade privada, parte do pagamento da mensalidade era bolsa, outra parte ajuda da família e meu trabalho.

Felizmente, anos depois, tive a oportunidade de entrar em uma Universidade Pública, em 2009 eu entrava no Mestrado em Serviço Social da Universidade Federal da Paraíba, não saí de cabeça vermelha, mas já entrei sendo defensor da legalização da maconha. Quero destacar inclusive que prefiro os “maconheiros” que os estelionatários e os agressores de mulheres, esses dois últimos não quero nem perto.

Entendi ser importa esse breve resgate histórico (coletivo e pessoal) antes de tratar das tolices que tem dito o Deputado Julian Lemos sobre as Universidades Federais, os estudantes e os formados por essas importantes instituições. Fiquei curioso para saber qual a graduação do deputado e onde ele fez seu curso superior, mas na página da Câmara dos Deputados*, em espaço dedicado para biografia do parlamentar, não tem essas informações, logo, diante da minha curiosidade, resolvi fazer uma busca no google.

Iniciei a pesquisa pelo nome de “Julian Lemos” e descobri um ser invisível até antes das eleições, tudo que achei foi após o processo eleitoral, mas nenhuma notícia sobre a graduação do deputado. Resolvi seguir e pesquisar pelo nome de “GULLIEM CHARLES BEZERRA LEMOS”, nessa busca o deputado não é tão anônimo, verdade que não achei nada sobre sua graduação, mas nessa busca percebi que Gulliem já é mais conhecido e antigo pelo google, aparecem vários processos, entre eles, estelionato e violência contra a mulher.

Após a busca fiquei a perguntar se a mudança de Gulliem para Julian tem relação com esse histórico nada republicano, de modo a dificultar as buscas da vida, o que agora é impossível, já que eles (Gullien e Julian) passaram a ser figuras públicas.

É deputado, suas declarações, em entrevista para o querido Heron Cid, só provam que você (não tem nada de excelência), além de tratar todo um corpo docente e discente de forma homogênea, não respeita a edução pública e as pessoas que por lá passaram. Tenho dúvida se essa sua postura é decorrente de inveja ou reconhecimento de suas limitações intelectuais, já que não consegue sequer saber a diferença entre assistencialismo e política pública, informação que deveria ser elementar para um deputado.

Encerro lembrando que usar maconha não é crime, para alguns é até questão sobrevivência (uso medicinal), mas estelionato e violência contra a mulher é crime sim!


sábado, 3 de agosto de 2019

Cartaxo Presenteia João Pessoa com Crise Ética, Censura e Desrespeito Religioso


“João, pessoa que não conheci e nem faço questão” (Chico Limeira)

Nos últimos anos, quando estamos próximo do dia 05 de agosto, eu tenho escrito textos mais emotivos e com elementos pessoais para parabenizar nossa Parahyba, assim tem sido pelo fato de eu aqui ter chegado no mesmo dia que nossa Capital faz aniversário. Neste 2019, no aniversário de 434 anos, eu sou obrigado pela conjuntura a fazer diferente, vou dedicar minhas linhas para denunciar o Prefeito Cartaxo e desejar Ética, Democracia e Respeito para nossa linda Parahyba.

Em 31 de julho o Ministério Público da Paraíba instaurou um ICP (Inquérito Civil Público) para apurar a existência de servidores fantasmas e perseguição contra servidores que não seguem a cartilha dos Cartaxo.

Infelizmente, como todos e todas sabemos, esse não é o primeiro escândalo de corrupção da gestão Cartaxo, não, não estou nem falando da lama da Lagoa, já de domínio público, estou apenas atualizando que além do ICP aberto no último dia 31, ainda existe o ICP aberto dia 11 de julho para apurar superfaturamento nos contratos da saúde e outro publicado dia 06 de julho, este relacionado a carros comprados a R$42.815,00 a unidade, quando o valor de mercado é de R$28.326,00. É esse o presente de Cartaxo para Parahyba e sua ética população!

Não satisfeito, Cartaxo resolveu censurar a vinda de Linn da Quebrada para Parada LGBTQI+, isso após ter aberto negociação e ter se comprometido com a organização da Parada a contratar a atração escolhida pelo Movimento LGBTQI+. É esse o presente nada democrático de Cartaxo para Parahyba e sua comunidade LBTQI+.

Por fim, quero concordar e contribuir com a ampliação das posições de Henrique Magalhães, professor e desenhista, na defesa do Estado Laico. Quando falamos do dia 05 de agosto, estamos falando do aniversário da cidade ou de uma festa católica? Ou das duas coisas?

Não tenho nada contra o Padre Nilson (uma das atrações pagas por Cartaxo), para falar a verdade, não sei nem que é. Sou contra é que em um dia tão marcante para nossa cidade, na marca dos seus 434 anos, Cartaxo escolha os católicos em detrimento dos Evangélicos, dos Mórmons, das religiões de Matriz Africana e Indígena, das outras dezenas de denominações religiosas existentes na cidade, ou mesmo dos Agnósticos e Ateus.

Talvez alguns digam: “mas é festa das Neves, é da religião católica”, vamos considerar que não fosse o aniversário da cidade, que fosse “apenas” a Festa das Neves, o mesmo valor é gasto com outras religiões? Os sem religião são considerados? A resposta é não para as duas questões.

Em tempo de sanha conservadora é fundamental defender o Estado Laico, a religiosidade é algo individual, em uma democracia é inadmissível uma maioria de uma determinada religião seja imposta diante de outras. O Estado Laico é muito caro para uma democracia, precisa ser defendido.

O Cartaxo tenta fugir, ou melhor, esconder suas posições, fica jogando para seus subordinados o trabalho sujo, querendo ser o bom moço da história, mas já ficou claro que essa farsa não cola, se duvidar foi o próprio prefeito, mesmo sem gostar da música, escolheu Fagner para fechar com chave de ouro a festa dos católicos, afinal de contas o cantor é (ou foi?) Bolsonarista.

Só tenho uma coisa para dizer, não fique triste Parahyba, você é Nordeste e daremos a volta por cima; desejo Ética, Democracia e Respeito para você, sua linda!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Democracia, Direitos, Saúde Mental ou Bolsonaro?


“Choro compulsivo, riso histérico
Euforia, vertigens
Estados alterados da mente
Devaneios, delírios, desvarios
Estados alterados da mente” (Titãs)

Estou com dois intensos temas na cabeça, não sei por onde começar esse texto: de um lado quero escrever sobre o emocional de várias pessoas, de como adoeceram com a falta de perspectiva diante do desGoverno Bolsonaro e como, por vezes, querem buscar em mim a energia e receita para sairmos do buraco que nosso Brasil entrou; do outro lado pretendo tratar das declarações desumanas, da postura criminosa,  do crime confessado por Bolsonaro ao dirigir suas declarações ao Felipe Santa Cruz, Presidente da OAB, sobre seu pai Fernando Santa Cruz, executado pela ditadura militar. Verdade, os temas se cruzam, mas não são a mesma coisa, veremos onde chegaremos. Só tenho uma certeza, vai virar textão.

Tive a honra de conhecer Dom Helder Câmara na missa de formatura do curso de Serviço Social da minha tia, não lembro em qual igreja, mas lembro do sorriso daquele homem, da energia e da paz que ele transmitia, do sorriso fácil e cativante. Não sabia eu que, anos depois, também terminaria meu curso de Serviço Social, que teria oportunidade de trabalhar no Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e, menos ainda, que viveria tempos tão sombrios de entrega da soberania nacional, ataques contra a democracia e desmonte dos direitos sociais.

Conheci Marcelo Santa Cruz, irmã de Fernando Santa Cruz, quando trabalhei no Cendhec. Foi doloroso ler as palavras de Marcelo (“É como se Fernando tivesse sido morto outra vez”) diante da confissão de Bolsonaro (“Ele não vai querer saber a verdade”) de que encobre crimes da Ditadura Militar. Toda minha solidariedade, e luta, para família Santa Cruz.

Impeachment?

Sim, impeachment! O Bolsonaro, ao tratar da execução Fernando Santa Cruz, não se limita a ataca as emoções e posições políticas de Felipe Santa Cruz, Bolsonaro ataca a emoção de várias famílias e de um povo que já disse NÃO para ditadura militar. Bolsonaro confessa que, no exercício do mandato, encobre os crimes da ditadura. Além deste crime, ele ainda reitera o apoio a tortura, afrontando diretamente a Constituição e o Estado Democrático de Direito, isso sim é CRIME DE RESPONSABILIDADE. Não é a primeira vez que ele ataca a Constituição em seus princípios, o ataque aos nordestinos foi um ato de xenofobia e um ataque contra a Federação.

Adianta Debater ou Somos Estátuas?

Sim, não só adianta como é necessário debater, não podemos cair na tese do caos implantada por eles, as pessoas, por mais que estejam em “estados alterados da mente”, não são estátuas em suas posições sobre a realidade. Da semana passada para cá conversei mais intensamente com várias pessoas que votaram em Bolsonaro, afirmo, sem medo de errar, que a maioria já não mais apoia Bolsonaro, falam: do filho embaixador; das declarações de que não existir mais fome; dos ataques ao Nordeste; da perseguição aos jornalistas; do ataque a aposentadoria do povo; dos cortes e agora das OS na educação; da ampliação do desemprego; da entrega da soberania nacional (visto para EUA sem contra partida para o Brasil, Base de Alcântara, venda do nosso patrimônio...); do não reconhecimento do assassinato de indígenas; de como ele instiga violência contra os povos tradicionais; dos cargos para família da esposa, do recorde em ;decretos, dos ataques aos conselhos de direitos; da redução do poder de compra do salário mínimo; dos milhões em emendas para deputados aprovarem a deforma da previdência; da ameaça iminente de demissão de servidores; da desordem causada até nas propostas sobre trânsito; na vinculação de sua família com a corrupção e com as milícias; do desmonte das leis trabalhistas; de manter Moro após os escândalos revelados pela vaza jato... Vou parar aqui para seguir com nossas reflexões, do contrário o texto não tem fim.

Resumindo, as pessoas estão sentindo na pele o desgoverno de Bolsonaro. Fosse qualquer outro governo, já teria caído, mas parte do Parlamento barganha com a crise, tenta atender as demandas do mercado ao buscar aprovar a deforma da previdência e outras pautas de interesse pessoal ou coletivo de certos deputados e senadores. Mas para o azar desses parlamentares, o Bolsonaro acha que poderá governar, ou se sustentar, com o mesmo método que o fez ganhar as eleições (com horas de exposição na TV; fake news; e controle de dados pessoais, como nos EUA), aí abre a boca e diz o que pensa para causar o caos.

A diferença é que agora: a “bolha” foi furada e as ações do Bolsonaro (diferente da campanha) possuem efeitos práticos em nossas vidas; as pessoas estão mais vigilantes nas informações; as denúncias do The Intercept descortinaram a parcialidade da lava jato e as criminosas relações e ações de Moro e Dellagnol na Justiça e Ministério Público Federal.

Tod@s Abandonaram Bolsonaro?

Não, claro que não! Existem as pessoas que pensam como Bolsonaro em sua postura violenta, preconceituosa, entreguista e de desmonte dos direitos sociais. Alguns defendem as medidas de Bolsonaro mesmo impactando negativamente em seus empregos e na vida de suas famílias.

Acredito que ainda existem aqueles e aquelas que foram com muita sede ao pote, defenderam o indefensável. Aqueles que, sem argumento algum, repetiam a ladainha de “a culta é do PT”, “Lula tá preso, babaca”, “Bolsonaro diz isso porque é eleição, na hora não vai fazer”, “vai acabar a mamata”, “ele vai acabar com essa pouca vergonha de homem ficar se agarrando”, “vai acabar a doutrinação”, “absurdo a mamadeira de piroca”.

Para alguns não será fácil fazer o caminho de volta, seja pela arrogância, seja pela vergonha ao saber que: Moro mentiu; a mamadeira de piroca nunca existiu; Bolsonaro segue defendendo a tortura e perseguindo opositores e jornalistas; a homofobia virou crime; a mamata segue nos cartões corporativos e no nepotismo; Bolsonaro tenta acabar com a educação pública (não com a doutrinação).

Esperemos, muitos outros/as vão abandonar Bolsonaro, menos aqueles que se beneficiam da mamata e quem tem os mesmos princípios fascistas de Bolsonaro, os demais acordarão.

Adoecer ou Reagir?

Claro, sabemos que as pessoas não escolhem adoecer. Mas também sabemos que eles sabem que é possível agir para deixar as pessoas doentes. Façamos com disse a Deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), lutemos contra a tentação do desânimo.

Façamos como na luta contra o Assédio Moral e a Violência Sexual, rompamos o Silêncio, não guardemos em nossos corações. Transformemos nossas angustias e dores em tratamento, em denúncia, em luta! Se alguém tem que adoecer são os algozes do povo, aqueles e aquelas que descumprem as leis, que rasgam a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

Eles não Respeitam as Leis, o Que Fazer?

Eles rasgaram nossa Constituição, partiram para o vale tudo, foi assim na lava jato e é assim agora com Bolsonaro desfazendo a Constituição por decreto ou atacando frontalmente o Estado Democrático de Direito, em um claro Crime de Responsabilidade. O Parlamento finge não perceber e toca a aprovação das propostas antipovo defendida por Bolsonaro e pelo Mercado. Eles não cumprem a constituição e instalam o ódio na sociedade, a violência amplia a cada declaração de Bolsonaro.

Enquanto eles descumprem as leis e atropelam o povo, nós ficaremos só olhando ou protegeremos nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito? Precisamos fazer mais do que fizemos na época de Fernando Henrique Cardoso, aquele que Moro não quis melindrar. Precisaremos mais que grandes atos saindo de uma praça para outra. Não podemos deixar Bolsonaro, seus parlamentares e ministros dormirem.

Fora Bolsonaro!

sábado, 20 de julho de 2019

Eu Paraíba com Orgulho e Amor, Bolsonaro com Desprezo pelo Nordeste


Nasci no sertão do Ceará, cresci em Pernambuco, casei com uma baiana e escolhi ser Paraibano. Tenho o sangue nordestino em minhas veias, sou Paraíba com orgulho e com amor.

Não posso, não podemos, permitir que 9 estados do Brasil sejam tratados com desprezo, muito menos por um Presidente da República. Quando Bolsonaro diz que "desses grupos de governadores da Paraíba, o pior é o do Maranhão" ele não faz uma avaliação política de governo A ou B, ele usa uma homogeneidade preconceituosa para tratar nós nordestinos de Paraíba, da mesma forma como fez o jogador Edmundo ao criticar árbitro de futebol, quando na época foi duramente criticado.

Bolsonaro foi eleito com uma tarefa que já sabíamos ser superior as suas capacidades intelectuais e políticas, mas ganhou as eleições e é presidente do Brasil (eu gostando ou não), não apenas do Rio de Janeiro ou Brasília.

A postura de Bolsonaro deve ser repudiada, ele deve desculpas ao povo do Nordeste, no mínimo desculpas. A Câmara dos Deputados e o Senado tem obrigação de se manifestar sobre o caso, afinal de contas estamos falando de um caso de xenofobia praticado por um presidente da República.

Para completar ele ainda diz que "não deve mandar nada para ele não", ao tratar de recursos públicos. Os recursos enviados para um estado não é para governador A ou B, mas para parte do povo brasileiro.

Também nesta semana o presidente abre a boca para dizer que "falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira". Pois é Bolsonaro, mais de 15 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e a maior parte desse povo fica no Norte e no Nordeste brasileiro. Negar a fome não é desconhecimento dos dados, mas uma postura de não reconhecimento de parcelar gigantesca do povo do nosso gigante Brasil.

Amo meu/nosso Brasil, amo meu/nosso Nordeste, amo minha/nossa Paraíba. Jamais podemos calar diante da fome e do desprezo!

terça-feira, 2 de julho de 2019

Que Venham Mais Bodas!





                                           “O mestre pune com zero
                                           Quem não diz amo-te aposto
                                           Que em casa ele é mais sincero
                                           E diz pra mulher, te gosto”
                                           (Geraldo Azevedo)

Que o linho é uma herbácea eu não sabia, que a linhaça é sua semente eu sabia menos ainda, apesar de parecer óbvio... na verdade eu não sabia e seguirei sem saber muita coisa sobre o linho, mas já sei que ele representa nossas (minha e de Áurea) bodas, bodas de linho, 13 anos de casad@s.

Planta milenar que veste, alimenta e ajuda para uma vida saudável. Verdade que atualmente nos ajudamos mais no despir que no vestir, mas chegaremos até as bodas nas quais nossa parceria precisará ir do despir ao vestir; como hoje já fazemos na saúde e na reeducação alimentar. Se o linho tem uma fibra flexível e seu tecido seca mais rápido, em nossa caminhada temos sido mais flexíveis e as contrariedades das arengas (qual casal não tem?) são digeridas com mais maturidade e cuidado.

A resistência que temos do linho, é tão importante quanto a delicadeza e a transparência da renda, sim, nos 13 anos as bodas são de linho ou renda, acredito que seja para pegarmos o melhor de cada. Só nós sabemos o grau de transparência e cumplicidade que vivemos, uma construção que passou pela fragilidade das bodas de papel, pelo teste nas bodas de latão (ano de intensa reflexão em nosso relacionamento), pela parceria de Vênus e Cupido nas bodas de ônix, até aqui, nas bodas de linho ou renda, mais um passo no amor desses mortais.

Sigo te amando, Áurea Augusta.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

A Poesia que Não Fiz



Todas as poesias do mundo ocuparam minha mente

Todo álcool do mundo ocupou minha mente

A falta da caneta

A falta do papel

O fim prematuro do melhor poema da minha vida

sexta-feira, 1 de março de 2019

Carnaval, Transgressão e Transformação.

Obs.: É Carnaval, entre um bloco e outro não tenho como revisar esse texto, mas uma coisa é certa: Carnaval Acima de Tudo; São Carnaval acima de Tod@s; Reforma da Previdência, não faz nenhum sentido matar o povo de fome...

Na manhã do dia 25 de fevereiro acompanhei a primeira reportagem da Rádio Senado sobre o Carnaval, achei linda, pois, além da amar a humanidade, eu amo o Carnaval, afinal de contas, somos nós, gente de carne e osso, que o fazemos.

Incrível como a história da humanidade é a história coletiva. Nessa coletividade, por vezes, na maioria delas, é verdade, nós, brasileiros e brasileiras, achamos que somos os inventores e as inventoras do Carnaval. Quando não somos nós, são os Cristãos, inclusive os cristãos e as cristãs brasileiras/as.

Ouvindo a reportagem da Rádio Senado lembrei das vezes que brinquei, ou fui cúmplice, das brincadeiras com bomba d’água, momentos que muitas vezes eram como os entrudos do carnaval do século XVI; posso garantir que no século XX fedia como no século XVI. A diferença é que no século XX, quando saíamos de trás das árvores, e chegávamos ao transporte coletivo moderno, atingíamos bem mais que aqueles e aquelas que andavam nas charretes do século XIX.

Seja na Grécia, em Roma, ou no sistema escravocrata brasileiro; seja entre os Deuses e as Deusas da Grécia, ou no Carnaval pagão entre a Senzala e a Casa Grande... um sentido era – e é - comum a todos e todas, a transgressão! Algo que neste ano precisa ir além do Carnaval, precisa ser parte da nossa individualidade, já que ela, a individualidade, em muitas vezes é revolucionária. 

O Carnaval vem muito antes do cristianismo, mas como o “cristocentrismo” é muito forte, alguns acham que o carnisvalerium (carnis de carne, valerium, de adeus) é invenção da era cristã com seu adeus a carne no período da quaresma.

Também não vem de hoje a classe média querer se apropriar da cultura popular e, ao mesmo tempo, excluir as pessoas, o povo, que é quem de fato faz o Carnaval. Os ranchos carnavalescos foram apenas o começo disso, talvez os abadas a sequência, não temos como precisar. O que podemos afirmar é que o Carnaval é do povo e nunca conseguiram (e nunca conseguirão) tirar das nossas mãos.

fato do nosso Carnaval, no formato que temos hoje, ser resultado direto da luta individual e coletiva de Chiquinha Gonzaga, seja em sua luta pela abolição ou contra o machismo, já diz muito sobre transgressão histórica que é o Carnaval; da transgressão histórica que tomará conta do Brasil nos próximos dias, agora contra: a “deforma da previdência”; as milícias que assassinam diariamente as Marielles; o laranjal instaurado no governo central; o rosa versus azul, que busca trocar gente por goiabeira; e o caixa dois que pode para um e não pode para outro, pois depende do Moro e Bolsonaro, pois só é ilegal se não envolver Onyx, Flávio, Bolsonaro e Queiroz.

Como sabem, sou do Carnaval, na sexta saio das redes (e desse suposto mundo real) para cair na transgressão, para baixar a bola da casa grande, para dizer que nas ruas a institucionalidade não manda, para dizer que hoje, 01 de março de 2019, sexta-feira de Carnaval, começa a queda do desgoverno Bolsonaro, anti-ético, entreguista e anti-povo.

Nos próximos dias vamos nos encontrar na transgressão, no Carnaval, na transformação! Caso queira falar comigo, caso seja uma urgência, vejo você nos blocos, nas ladeiras, de fantasia ou de cara lisa, mas na luta do povo.

Viva São Carnaval!


Ps.: Mais uma vez... é Carnaval, acabo de chegar das Calungas, sem chance de revisar ou repensar essas linhas... pura liberdade poética!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Força, querido Jean Wyllys


Hoje é um dia muito triste para quem defende a democracia e a livre orientação sexual das pessoas, nosso querido Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL/RJ) anuncia que não assumirá novo mandato devido as recorrentes ameaças de morte.


O Jean, é a maior vítima de Fake News do Brasil, a homofobia das pessoas não permite sequer buscar informações, ler os projetos na página da Câmara dos Deputados, buscar os vídeos não editados ou visitar a página do Jean na internet, o direito ao contraditório é cotidianamente negado ao companheiro.


Recentemente descobriram o plano para execução o Marcelo Freixo (Deputado Estadual pelo PSOL/RJ). Em março desse ano completa um ano da execução da Marielle Franco (Vereadora pelo PSOL/RJ). Jean, também do PSOL do Rio de Janeiro, é mais um ameaçado de morte. Não estamos em uma normalidade democrática.


Também no Rio de Janeiro, as denuncias, que a princípio eram de lavagem de dinheiro, hoje aproximam os Bolsonaro de integrantes das milícias, seja com homenagens realizadas no parlamento, seja empregando familiares de milicianos presos.


Não bastasse o governo Bolsonaro rasgar a Lei de Acesso a Informação via decreto, impor uma reforma da previdência tão cruel ou pior que a de Temer, colocar em risco nossas florestas, nomear corruptos para ministérios, ainda tem a desfaçatez de comemorar as consequências de uma ameaça de morte. O Brasil não merece esse presidente, Bolsonaro não merece ocupar o cargo, ele, além de incompetente, é desumano.


Força, Jean Wyllys, pode contar conosco nessa luta que seguimos juntos, dentro ou fora do parlamento.


Forte AbraçoTárcio TeixeiraPresidente do PSOL/PB

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Sete Dias e Segue a Velha Política, Nepotismo na Capital e Entreguismo no Estado


Não é fácil querer que as pessoas acreditem na mudança nas formas de gerir o Estado, seja em qual for a esfera de gestão. Participei da última eleição como candidato ao Governo da Paraíba, enfrentei grandes estruturas políticas, econômicas e oligárquicas. Não gosto muito de chegar logo com um “eu disse”, mas não posso calar diante de algumas posturas de grande relevância negativa para o povo da Paraíba.

O Novo Velho Governo

Quero começar lembrando que fui o candidato ao Governo da Paraíba que mais e melhor tratou dos caminhos para o desenvolvimento agropecuário da Paraíba. Não só apresentei denúncias sobre o desmonte de órgãos como EMATER, INTERPA e EMEPA, como apresentei alternativas técnicas contundentes construídas ao lado de técnicos de primeira linha. Agora, por meio de Medida Provisória, sem nenhum diálogo com agricultores/as e entidades da sociedade civil, o Governador João Azevedo (dito socialista) fecha EMATER, INTERPA e EMEPA com o falso argumento da economia, o mesmo argumento falacioso usado pela ultradireita nacionalmente.

Entendo ser, no mínimo, um equívoco a postura do Governador. O mais prudente seria  recuar dessa medida e abrir diálogo com os/as agricultores/as, como fiz hoje logo no começo da manhã ao contactar o Presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar no Estado da Paraíba e conversar sobre o assunto. João Azevedo é o Governado, ele não é obrigado a seguir o desmonte iniciado por Ricardo Coutinho na agropecuária paraibana.

As Novas Oligarquias

Saindo do campo do continuísmo no Governo do Estado, pelo visto sem nenhum interesse em construir um perfil próprio, e indo para frágil gestão municipal da Capital, onde temos um prefeito sem rumo, catando cavaco a cada equívoco da gestão Cartaxo, desde os riscos posto ao litoral paraibano com uma alternativa perigosa para Barreira do Cabo Branco; passando pelos inúmeros erros no pagamento do “Escola Nota 10”; até o mais recente insulto contra nós, povo da Paraíba, com a nomeação de Lucélio Cartaxo para o Gabinete do seu irmão.

Lembro que em um dos debates de TV eu perguntei para Lucélio Cartaxo se ele algum dia tinha trabalhado sem depender de recurso de uma gestão pública, sem depender de favor de seus apadrinhados; perguntei se ele sabia o que é tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos de idade, como eu e milhares de outros/as trabalhadores/as. Pelo visto ele não respondeu por um único motivo, já tinha emprego certo ao lado do irmão. Pode até não ser nepotismo, legalmente falando, mas moralmente mostra que esses Cartaxos não aprenderam a lição, vão descer ladeira com as velhas oligarquias derrotadas nas últimas eleições.

As Velhas Oligarquias: Cunha Lima, Maranhão e Ribeiro

Não preciso dedicar muitas linhas para Maranhão e Cunha Lima, o povo deu seu recado e deixou claro que estes são os maiores derrotados das últimas eleições. Os/as Ribeiros, como tem feito nos últimos anos, preferiram correr por fora e garantir o seu, sempre se fazendo de aliados de alguns, como fez com Lula, com Temer, com os Cunha Lima, com Dilma, mas sempre pulando fora na hora conveniente. Penso que no futuro um dos próximos “eu disse” será sobre os/as Ribeiros e sua tentativa de um passo a mais.