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terça-feira, 27 de março de 2018

Arte é Respeito e Humanidade, Vandré deve pedir desculpas![i]



Por mais que eu tente fugir de polêmicas, elas perseguem os/as que querem uma sociedade sem exploração de um ser humano por outro. Se fiquei triste por não ter tido acesso ao show de Geraldo Vandré? Sim, fiquei! Mas mais triste fiquei ao perceber a truculência e falta de sensibilidade do artista na segunda noite de show.

Não sou daqueles/as que entendem que o/a artista deve ter posição política, que só deve falar sobre mudança social. Entendo que a arte deva ser livre, falar de amor, da transformação social, da vida, da amizade, das cidades, do que a inspiração do/a artista apontar.

Não vou teorizar sobre a afirmativa de Vandré de que “Na mão esquerda trago uma certeza, na mão direita uma garantia. Atenção, às vezes mudo de mãos”; seria uma pressão política sobre a arte. Repito, a arte deve ser livre, mas não existe liberdade sem humanidade, sem sensibilidade e respeito ao outro, sentimentos que Vandré não teve.

A agressividade do artista, além de atropelar todo um sentimento coletivo de dor, desrespeitou a mulher que tentou apresentar sua solidariedade e sentimento de justiça sobre a execução de Marielle. Fica minha solidariedade com essa cidadã, assim como as pessoas presentes prestaram sua solidariedade quando uma outra pessoa gritou “Marielle” e a resposta coletiva tomou conta do Espaço Cultural: “Presente!”.

A arte é humanidade, liberdade e amor; jamais truculência e desrespeito. Penso que Geraldo Vandré deve desculpas ao público, em especial a mulher que estava com a faixa e foi empurrada no recolher da faixa pelo agressor.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB



[i] Sobre o Ocorrido - No último dia 24 de março, na segunda noite de show realizado por Geraldo Vandré na Paraíba, já quando ele cantava a última música - “pra não dizer que não falei das flores” (Caminhando e Cantando), um símbolo do enfrentamento a ditadura militar - um pessoa levantou de sua cadeira e abriu uma faixa na frente do palco; Geraldo Vandré parou, leu do que tratava a faixa, desceu do palco, com uma violência longe de uma pessoa das artes, recolheu a faixa e empurrou a mulher que segurava a faixa.

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