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terça-feira, 15 de maio de 2018

Um Pouco Mais Sobre Quem é Tárcio Teixeira.

Um pouco mais sobre minha caminhada até os dias de hoje. Vamos precisar de tod@s nessa campanha colaborativa: www.doacaolegal.com.br/psol/tarcio-teixeira


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Conheçam Adjany Simplicio, Muito Feliz por essa Construção Coletiva!

Com muito orgulho posto vídeo apresentação da nossa pré-candidata a Vice-governadora da Paraíba, tenho orgulho de compor essa chapa ao lado de Adjany Simplicio, amiga e lutadora desse duro cotidiano, educadora, feminista, socialista, revolucionária.



domingo, 8 de abril de 2018

Manifesto Convocatória Ato Inter-religioso e Multicultural - #30DiasPorMarielleEAnderson



13 de abril, sexta-feira, 14h. Pátio da Basílica Nossa Senhora das Neves

A execução de Marielle, vereadora, anticapitalista, socióloga, mulher, negra, bissexual filha, representante da 'Favela da Maré', e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março passado, foi um duro golpe na frágil democracia brasileira e evidenciou a gritante face da violência na qual estamos mergulhados/as. Integrante da Comissão de Representação de Acompanhamento da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio, Marielle foi um alvo preciso de toda estrutura patriarcal e prepotência do autoritarismo machista, racista e lesbofóbico construída na mente de grande parte do povo brasileiro.

Lutadora da causa da plena realização dos Direitos Humanos no Brasil, Marielle representava a luta contra todas as formas de discriminação e exclusão de gênero, raça e classe, que a sociedade e o Estado brasileiro produziram e procuram manter. Mulher negra, forte e guerreira, filha da Maré, de família migrante da Paraíba, mãe muito jovem, e com uma longa e pública relação afetiva com sua companheira, formou-se em sociologia e, nesta caminhada, contra as normas dominantes de um individualismo segregacionista de busca de status pessoal, tornou-se ativista política a partir da valorização crítica de suas raízes em diálogo com o mundo pela transformação social.

Contra o machismo de nossa tradição patriarcal, ela recusou-se a se curvar e a se contentar em estar por trás de um 'grande homem' qualquer. Respeitando seu corpo e coerente com seu próprio desejo, recusou a obrigação heteronormativa e se permitiu viver plenamente o amor com sua companheira, na honestidade de uma relação pública. Protagonista de sua própria trajetória de empoderamento, não deixou de estar atenta e solidária com as mulheres de sua comunidade, na luta por creche e por melhores condições de trabalho e de vida na sua comunidade e nas demais de sua cidade.

Contra o racismo estrutural da sociedade brasileira de tradição escravocrata, não só assumiu sua negritude com orgulho, como também denunciou sistematicamente o genocídio da população negra, população esta que vive pressionada pela exclusão social do desemprego e subemprego, da falta de acesso à propriedade e a condições de moradia dignas e à educação e à saúde de qualidade. 

Marielle, como uma mulher negra, faz parte dos/as 54 milhões de homens e mulheres negras que vivem no Brasil. Tornou-se vítima do genocídio que tanto denunciou. Marielle viveu e conviveu ao lado de uma população negra, abandonada à própria sorte, mas sob o jugo da lógica perversa da disputa de domínio entre o tráfico e as milícias e sob a ação repressiva da polícia, sem garantia dos direitos humanos e constitucionais básicos, incluindo o direito elementar da integridade física. Perversamente, diante de duas “companhias” tão nefastas se fizeram ausentes as políticas públicas as quais, a longo prazo, têm o potencial de fazer o enfrentamento ao atual quadro de violência. Nesse sentido, Marielle sempre foi firme na defesa da desmilitarização da polícia, no apoio às famílias dos/as mortos/as, policiais ou não, nessa guerra suja em que vivem as populações de nossas periferias de maioria negra, que, ao invés de ser apresentada como vítima do racismo sistêmico e estrutural que nos cerca e molda, é transformada em inimiga de nossa sociedade.

Contra as atuais lógicas fascistas reatualizadas de alimentar o medo com base na crescente insegurança, resultado da exclusão social, para tentar legitimar a força repressiva violenta como solução, Marielle, no sua firme defesa vigilante dos Direitos Humanos das(os) cidadãs(os), pôs o seu mandato de vereança a serviço da democracia, na fiscalização da intervenção militar federal na segurança do Rio de Janeiro. Sua segurança e consistência na denúncia dos abusos de autoridade na repressão popular –vividos hoje em sua cidade, e que tentam vender como solução para todo o país – são motivo do atentado que levou a sua morte.

A execução de Marielle Franco é, por tudo isso, singular e plural. Singular pela convergência representativa nova dessa mulher, negra, bissexual e da favela, que ousou, contra todos os marcadores de exclusão e secundarização, assumir o papel crítico de protagonista de sua vida. E, plural, porque ao se colocar assim no mundo, representou e representa a consciência hoje, mais que nunca, crescente de que a luta pela emancipação humana se dá por meio da intersecção do combate das dominações de Gênero, Raça e Classe.

Venha conosco ser parte dessa Jornada Nacional de Lutas: 13 de abril, Sexta-feira, 14h. Pátio da Basílica Nossa Senhora das Neves.

#PorJustiçaParaMarielle
#PeloFimDoGenocídioDaPopulaçãoNegra
#PeloFimDoFeminicídioEDoMachismo
#PeloFimDaLGBTFobia
#ContraAIntervençãoMilitar
#PeloRestabelecimentoDaDemocracia
#MarielleEAndersonPresentes
#LulaLivre

Partícipe dessa luta, confirme a presença do seu grupo religioso, cultural e/ou político!

Organizadores/as e Presenças Confirmadas: *

Entidades e Movimentos: Movimento Negro (NEABI, Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial); Centro Vanderley Caixe; Movimento de Mulheres (UBM, AMB, Movimento de Mulheres Olga Benário, Fórum de Mulheres em Luta da UFPB, Grupo de Mulheres de Terreiro Iyálodê, Setorial de Mulheres do PT, Setorial de Mulheres do PSOL, Coletiva Mais Mulheres, Coletivo pela Humanização do Parto e Nascimento-PB); Rede de Educação Cidadã-PB; Maria Quitéria; Movimento do Espírito Lilás; Terra Livre; Frente Povo Sem Medo; Frente Brasil Popular; Movimento de Luta nos Bairros; CRESS/PB; SINDLIMP-PB; SINTEF/PB; ADUFPB; ADUEPB; CUT; CTB; UJS; Levante Popular da Juventude; UJR; APES; Cotonetes.

Partidos e Parlamentares: PSOL; PT; PSB; UP; Mandato de Estela Bezerra; Mandato de Sandra Marrocos; Mandato de Anísio Maia; Mandato de Marcos Henrique; Mandato de Frei Anastácio, Mandato do Luiz Couto.

Representações Religiosas: Frente de Evangélicos pelo Estado Democrático de Direitos; Representantes da Igreja Católica; Religiões de Matriz Africana e Indígena; Reverendo da Igreja Betesda; ICM.

Ativistas Culturais: Adeildo Vieira, Baque Mulher, Chico Limeira, Cida Alves, Coco das Manas, Escurinho, Glaucia Lima, Grupo Imburana de Danças Populares Brasileiras, Ian Valentin, Seu Pereira.

* A lista de organizadores/as e presenças confirmadas é aberta, confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/167816040697163/


MACHISTAS! RACISTAS! FASCISTAS! HOMOFÓBICOS/AS! NÃO PASSARÃO! MARIELLE, PRESENTE! HOJE E SEMPRE!

INTERSINDICAL Tem Nov@s Representantes na Paraíba


 
Dever cumprido, é meu sentimento ao pedir afastamento da direção da INTERSINDICAL (devido ser pré-candidato ao Governo da Paraíba) e deixar uma Coordenação Local formada na Paraíba!

No último sábado a INTERSINDICAL promoveu importante debate sobre “o impacto da terceirização e do desmonte da CLT na Paraíba” - contamos com o apoio de Jorge Sousa Alves (Economista e Sociólogo) e ao Renato Silva Assis (DIEESE) - e na sequência as organizações e pessoas presentes debateram a necessidade de ampliar os trabalhos da Central na Paraíba, deliberando pela construção de uma Coordenação local.

A Coordenação da INTERSINDICAL na Paraíba foi formada pel@s seguintes representantes: Célia Marques (Sindicato dos/as Agentes de Endemias e Vigilância Ambiental), Victor Hugo (Ex Presidente do SINFISCO), Dimitre Felix (Base SINTEEMP), João Carlos (Sindicato da Agricultura Familiar de Cruz do Espírito Santo) e Celso Batista (Oposição SINJEP).

Feliz com a caminhada, ganha o movimento sindical na Paraíba. Parabéns companheir@s, bom trabalho e força na jornada!

Tárcio Teixeira
Pré-candidato ao Governo da Paraíba
Ex Integrante da Direção da INTERSINDICAL
Congresso Nacional - 2016.


PSOL Paraíba Tem Único Pré-candidato da Esquerda, Sem Golpista e Com Programa.



Até agora Sou o único pré-candidato da esquerda ao Governador da Paraíba nas eleições 2018, além de ter sido o primeiro escolhido pelas instâncias partidárias e vim construindo nosso Programa de Governo desde dezembro de 2017 com representações da sociedade civil conhecedoras das diferentes temáticas. No mesmo caminho seguem nossos pré-candidatos ao Senado. Isso tudo em meio a fragilidade dos partidos tradicionais que se desmontam com o oportunismo de representações que mudam de partido como fossem enganar a população. Temos tudo para surpreender nas eleições 2018.

Maranhão provocou debandada do pMDB para manter seu feudo familiar com o retorno de outro Maranhão para legenda. Todos representantes do Golpe e apoiadores de Temer, responsáveis pelo desmonte das leis trabalhistas e congelamento dos gastos públicos com o consequente desmonte das políticas públicas. Caso siga a empreitada Maranhão poderá ter votação inferior a de Vital do Rego, braço do Golpe no TCU.

Cássio e o PSDB, assim como Maranhão, esteve na defesa de Temer e Aécio, assim como votaram pelo Impeachment de Dilma. A forma como o PSDB na Paraíba atira para todo lado sem ter a clareza de quem será seu representante nas eleições de 2018 é claramente a fragilidade das oligarquias paraibanas. Sequer a tática do pai para filho é possível em um estado como a nossa Paraíba, já que Pedro também seguiu seu Pai no Golpe e nas votações pelo desmonte das leis trabalhistas e congelamento dos gastos públicos com o consequente desmonte das políticas públicas.

O João Azevedo, candidato do PSB, já anunciou que terá Veneziano como seu candidato ao Senado, este, assim como Efrain/DEM (já aliado de João), votaram pelo Golpe contra Dilma/PT. Sem contar que Efrain, do DEM de Rodrigo Maia, também votou pelo desmonte das leis trabalhistas e congelamento dos gastos públicos com o consequente desmonte das políticas públicas.

Tem inimigo do povo e golpista para quase todo lado. Não vivemos tempos de malabarismo politico para justificar voto em chapas compostas por inimigos do povo. É hora de uma verdadeira transformação.

O PSOL tem estado no fronte de batalha contra o Golpe - que retirou Dilma, desmontou as políticas públicas e prendeu Lula – por entender que é necessário lutar pelo reestabelecimento da democracia e dos direitos do povo brasileiro, nossas escolhas na Paraíba tem relação direta com a jornada nacional.

Queremos e seremos parte da transformação que a Paraíba precisa, venha conosco!


Tárcio Teixeira
Pré-candidato ao Governo da Paraíba

terça-feira, 27 de março de 2018

Arte é Respeito e Humanidade, Vandré deve pedir desculpas![i]



Por mais que eu tente fugir de polêmicas, elas perseguem os/as que querem uma sociedade sem exploração de um ser humano por outro. Se fiquei triste por não ter tido acesso ao show de Geraldo Vandré? Sim, fiquei! Mas mais triste fiquei ao perceber a truculência e falta de sensibilidade do artista na segunda noite de show.

Não sou daqueles/as que entendem que o/a artista deve ter posição política, que só deve falar sobre mudança social. Entendo que a arte deva ser livre, falar de amor, da transformação social, da vida, da amizade, das cidades, do que a inspiração do/a artista apontar.

Não vou teorizar sobre a afirmativa de Vandré de que “Na mão esquerda trago uma certeza, na mão direita uma garantia. Atenção, às vezes mudo de mãos”; seria uma pressão política sobre a arte. Repito, a arte deve ser livre, mas não existe liberdade sem humanidade, sem sensibilidade e respeito ao outro, sentimentos que Vandré não teve.

A agressividade do artista, além de atropelar todo um sentimento coletivo de dor, desrespeitou a mulher que tentou apresentar sua solidariedade e sentimento de justiça sobre a execução de Marielle. Fica minha solidariedade com essa cidadã, assim como as pessoas presentes prestaram sua solidariedade quando uma outra pessoa gritou “Marielle” e a resposta coletiva tomou conta do Espaço Cultural: “Presente!”.

A arte é humanidade, liberdade e amor; jamais truculência e desrespeito. Penso que Geraldo Vandré deve desculpas ao público, em especial a mulher que estava com a faixa e foi empurrada no recolher da faixa pelo agressor.

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB



[i] Sobre o Ocorrido - No último dia 24 de março, na segunda noite de show realizado por Geraldo Vandré na Paraíba, já quando ele cantava a última música - “pra não dizer que não falei das flores” (Caminhando e Cantando), um símbolo do enfrentamento a ditadura militar - um pessoa levantou de sua cadeira e abriu uma faixa na frente do palco; Geraldo Vandré parou, leu do que tratava a faixa, desceu do palco, com uma violência longe de uma pessoa das artes, recolheu a faixa e empurrou a mulher que segurava a faixa.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Marielle Vive! Sétimo Dia de Homenagem e Resistência




Hoje acordei confortado, em sonho ganhei um grande abraço do meu vô Valdemar. Não tem sido dias fáceis. Todos estamos preocupados com os rumos do país e com os cuidados com nossa militância, com nossos amig@s.

Ontem recebi um áudio da minha mãe, triste, preocupada, tensa, pedindo para sair dessa história de militância. Soluçando ela dizia: “quem luta pelo direito dos outros acaba como aquela guerreira do Rio de Janeiro”. Não tenho direito de pedir para minha mãe não ficar preocupada, tod@s nós estamos. Apenas disse que estamos tomando os cuidados devidos, que Marielle vive em cada um de nós e que não podemos parar, do contrário “eles”, o fascismo dentro e fora do Estado, toma força para além dos nossos direitos (como tem feito Temer e sua corja), toma conta de nossas vidas.

Observatório Pela Verdade e Respeito a Honra da Marielle

Ao tempo que muitos choram, outr@s tripudiam da morte de Marielle e Anderson, são muitas as mentiras contra a Guerreira. Desde representantes do Estado, como delegado já afastado em Pernambuco devido calúnias, até a irresponsável da desembargadora já denunciada ao Conselho Nacional de Justiça (Assine petição - http://www.cnjcontracalunia.meurio.org.br/), até alguns raivosos isolados na internet. Existe ainda uma página para combater as calúnias, divulguem ao máximo: www.mariellefranco.com.br.

Além disso, o PSOL disponibilizou e-mail ( contato@ejsadvogadas.com.br ) para que “se alguém tiver conhecimento de fato que viole a honra da Marielle Franco e do PSOL, por favor tire um print, copie o link da postagem e o perfil da pessoa que divulgar ou difundir tais fatos” (texto da mensagem oficial). Aqui na Paraíba já dei print do facebook de agentes do Estado e repassei para o Jurídico do PSOL nacional e da Paraíba. Não vão nos calar, não vão nos caluniar.

Intervenção Não É Solução

Além da triste relação dessas execuções com a Paraíba, já que as famílias de Marielle e Anderson são de Alagoa Grande e Campina grande, Temer e Jungmann tentam enganar o povo, e atender o peido de Cassio Cunha Lima, e trazer a intervenção para Paraíba, para isso dizem que as balas que mataram Marielle veio daqui, fato já desmentido pelos Correios.

Por fim, sim, foi emocionante e verdadeira a matéria do Fantástico sobre Marielle, mas é revoltante que após a matéria se enfatize o anúncio de Temer distribuindo dinheiro para intervenção no RJ, enfatizando  medida a qual Marille lutava duramente contra, tendo denunciado diversas arbitrariedades da intervenção dias antes de ser executada. No mesmo bloco o mesmo Fantástico mostram as balas da intervenção mantando pessoas inocentes nas comunidades do Rio, sim pessoas inocentes, crianças e transeuntes.

Mãe, obrigado pelo cuidado; Vô, obrigado pelo abraço. Não vão nos calar!


Agenda de terça-feira, Sétimo Dia da Execução de Marille e Anderson:

Terça (20/03-17h) - Missa de sétimo dia de Marielle e Anderson, Paróquia Menino Jesus de Praga. Atividade religiosa organizada pela família. Os familiares pediram para não levar faixa, som, bandeiras ou cartazes. Fundamental respeitar o momento de dor dos familiares e amig@s de Marielle.

Terça (20/03- 18h30) - Sétimo dia de homenagem e resistência - Centro de Vivências/UFPB. Teremos diálogo sobre a atualidade, encaminhamentos da resistência e cortejo contra o extermínio da população Negra.

sábado, 17 de março de 2018

#MariellePresente Vigília Parahyba (16/03/18).

#MariellePresente Vigília Parahyba (16/03/18).
Próxima atividade - Diálogo sobre a realidade atual no dia 20 de março, 18h30, no centro de vivências/UFPB.


quinta-feira, 15 de março de 2018

Vigília em Memória de Marielle, Mulher, Negra, da Periferia, Vereadora (PSOL/RJ)



Na última quarta-feira, 14 de março, foi assassinada/executada Marielle Franco, mulher, negra, da periferia, vereadora pelo PSOL do Rio de Janeiro. No dia 28 de fevereiro Marielle foi nomeada relatora da comissão que vai acompanhar a intervenção militar no RJ; 10 de março Marielle denuncia violência policial em Acari; 14 de março Marielle e Anderson, que dirigia o carro com Marielle, são executad@s à tiros.

Não vão nos calar! A luta de Marielle seguirá! Nós da Frente Povo Sem Medo Paraíba e do PSOL/PB faremos em João Pessoa uma “Vigília por Marielle e Anderson”, será nessa sexta-feira (16/03/2018), 16h, na Lagoa. Contamos com a presença de todos os movimentos, entidades, indivíduos, é hora de solidariedade, é hora de reação!

A morte de Marielle e de Anderson não é uma questão pontual, é parte da realidade do povo negro e pobre do nosso Brasil, mas na atual conjunta é mais do que isso, é a tentativa de calar as/os que lutam por democracia, que lutam pela vida, tudo indica que foi uma dura execução política.

Marielle, Presente!


Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB





Vigília Por Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes - Evento no Facebook - https://www.facebook.com/events/990201411156570/

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PSOL Paraíba Repudia a Intervenção Militar no RJ; Abrirá Debate com Outros Partidos e Apresenta Possível Vice na Chapa com Tárcio Teixeira.



Seguindo a agenda deliberada ainda em dezembro de 2017, o Diretório Estadual do PSOL/PB realizou nova reunião, nesta aprovou deliberações relacionadas à conjuntura, avançou no debate programático e na lista dos seus/suas pré-candidatos/as proporcionais e marjoritária. A reunião ocorreu no último sábado 17 de fevereiro, na cidade do Conde/PB.

Intervenção Militar e a Contrarreforma da Previdência

Os/as diretorianos/as aprovaram moção de repúdio contra a Intervenção Militar no Rio de Janeiro e o uso político do exército por parte de Temer e seus aliados. Tal deliberação foi tomada devido entendimento do PSOL de que essa medida não ataca os principais problemas relacionados a violência. Na avaliação da legenda, tal medida sequer garante a prisão dos principais lideres do tráfico, que não estão nas favelas do Rio de Janeiro. Na mesma linha de análise e, considerando as falhas legais exisitentes no Decreto, a Direção Nacional do PSOL entrou com um Mandato de Segurança solicitando a anulação do texto editado por Temer.

Ainda seguindo as deliberações da última reunião do Diretório Estadual, a militância do PSOL esteve presente nas diferentes ações que ocorreram na Paraíba em defesa da aposentadoria. As atividades fizeram parte do Dia Nacional de Luta em Defesa da Aposentadoria, jornada que ampliou a posição majoritaria da sociedade contra essa medida e que acabou por fazer com que o desgoverno Temer tivesse uma importante derrota vinda das ruas. A retirada de pauta da contrarreforma da previdência não vai significar recuo por parte das entidades organizadas, muito menos quando Temer anuncia a entrega de todo potencial energético brasileiro e o consequente aumento na conta de luz do povo brasileiro.

Programa de Governo

Durante a reunião do Diretório Estadual também foram tratadas questões relacioandas ao Programa Eleitoral e aos/as candidatos/as do PSOL na Paraíba. Segundo Tárcio Teixeira, pré-candidato ao Governo da Paraíba, esse foi mais um importante momento para o partido, “enquanto todos os outros partidos que já governaram a Paraiba estão esperando fechar o ciclo de especulação e conchavo, nosso PSOL já tem pré-candidato aprovado em Congresso, avança na chapa majoritária e na disputa proporcional”.

A referência feita por Tárcio diz respeito a fragilidade encontrada pelos governistas e pela oposição casuista que bate cabeça para fechar sua chapa, equanto o PSOL, contando com o debate deste sábado sobre Meio Ambiente, facilitado pelo Professor Doutor Tarcisio Cordeiro (UFPB), já soma cinco temas debatidos para o Programa de Governo, nas palavras do pré-candidato: “enquanto eles batem cabeça, nossa militância e os/as amigos/as do PSOL dedicam suas energias para pensar o melhor para Paraíba”.

Os próximos temas a serem debatidos para o Programa de Governo serão: Segurança Pública, na segunda 26 de fevereiro, 18h30, no Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba, tendo com debatedoras/es a Presidente da Associação dos Policiais Civis da Paraíba, Suana Guarani, o Policial Militar Sarguento Pereira e a Professora Ana Lia Almeida, do Departamento de Direito da UFPB; Políticas Públicas para Comunidade LGBT, no dia 13 de março, 18h30, na sede do MEL, tendo as/os representantes dos movimentos como debatedoras/es. Além destes ainda serão discutidos temas como Esporte e Lazer; Mulheres; Educação; Semiárido, Água e Agricultura; Porto de Cabedelo, Emprego e Renda; Juventude; Previdência; Negras/os e Indigenas; Saúde; Mobilidade Urbana; Cultura e Comunicação.


Alianças e Pré-candidaturas

Com foco no fortalecimento da disputa, o PSOL lembrou os vetos partidários para possíveis coligações (PSDB, DEM, PMDB, PR, PRB, PTB, PSD, PPS, PSC, SD e PP) e aprovou comissão para mapear os partidos que não estejam na base do Governo, que estejam dispostos a compor o programa em construção e a apoiar a Chapa Majoritária encabeçada por Tárcio Teixeira, o que pode potencializar a disputa na Assembleia Legislativa da Paraíba sem se tornar refém dos partidos controlados pela velha política. Com esse foco o PSOL deixa inclusive em aberto a possibilidade de alterar sua chapa para o Senado em uma das vagas já apresentadas, potencializando a disputa na Assembleia. Nessa linha já são 15 pré-candidatos/as inscritos/as pelo PSOL para disputar a Assembleia Legislativa e 04 para Câmara Federal.

Adjany e Tárcio no Dia Nacional de Luta em
Defesa da Previdência (19/02/2018).
Após ser o primeiro Partido a oficialmente apresentar pré-candidato ao Governo e a iniciar o debate programático junto a sociedade, o PSOL resolveu também sair na frente e apresentar Adjany Simplicio de Castro*, Professora da rede municipal de João Pessoal, como possível Vice na chapa com Tárcio Teixeira. Apesar de ainda não ser uma decisão oficial do PSOL, as/os dirigentes entendem que a conjuntura demanda maior transparência e debate com a socidade, por esse motivo abrir o debate não só com as/os filiadas/os do PSOL, mas com o povo da Paraíba.
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* Adjany Simplicio de Castro – Formada em Pedagogia pela UFMG; Especialista em Educação e Direitos Humanos; Professora da Educação Básica de João Pessoa; Militante em defesa da Educação Pública, da Cultura Popular, dos Direitos das Mulheres e da População LGBT; Secretária Geral do Diretório Estadual do PSOL/PB; Integrante do Setorial LGBT do PSOL.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A Voz do Carnaval, Prefake de Camarote Leva Vaia nas Muriçocas


Essas últimas semanas tenho dedicado minhas energias em três frentes, a construção do Programa de Governo da minha/nossa Pré-candidatura ao Governo da Paraíba (próxima quinta divulgarei o calendário restante), as ações coletivas para derrotar a contrarreforma da previdência (antes que retirem nossa aposentadoria) e ao Carnaval, o mais crítico dos últimos tempos, aqui dedicarei poucas linhas a uma questão pontual sobre o Carnaval.

Quem acompanha minhas redes sociais sabe o quanto gosto de Carnaval e o quanto entendo ser uma festa de grande relevância cultural, política e libertária. Em um dos carnavais mais críticos dos últimos anos não passaria batido um prefeito (prefake) de camarote, longe do povo e cercado pelos seus.

Nas virgens eu fique atento aos comentários do povo sobre autoridades no camarote: “vem para rua, Cartaxo”; “tem medo do povo, prefeito?”; “Fica aí só no whisky”. Na quarta-feira de fogo, nas Muriçocas, essas falas ampliaram e viraram uma grande vaia.

Nas Muriçocas acompanhei três trios, o do Fuba (as diferenças políticas não impedem o reconhecimento do artista); o que tinha “Seu Pereira”; e o de Alceu Valença. Os demais trios também estavam bem divertidos, mas não acompanhei. Vi Fuba e outros trios agradecendo a Prefeitura de João Pessoa, justo, já que teve apoio institucional, mas estes não falaram o nome do Prefeito, onde quero chegar? vamos lá!

Ao passar com o trio de Alceu Valença, ele fez diferente. Na hora dos agradecimentos emendou: “quero agradecer a Prefeitura de João Pessoa em nome do Prefeito de Luciano Cartaxo”. Foi imediato, uma vaia veio quase que automática e ampliou lindamente.

As teses se confirmam, a criticidade do Carnaval e a certeza do povo de que João Pessoa não tem prefeito, e sim “prefake”. A voz do povo ninguém cala, nem no cotidiano, nem no Carnaval! Quem tem medo do povo, não tem autoridade política para governar.

Carnaval e política é com pé no chão!

Tárcio Teixeira
Presidente do PSOL/PB
Pré-candidato ao Governo da Paraíba - Eleições 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Clara Estrela, Mulher Sertaneja do Semiárido Brasileiro

Após o Congresso Estadual do PSOL, onde definimos meu nome como pré-candidato ao Governo da Paraíba, resolvemos (eu e minha companheira, da vida e da luta política) que merecíamos uma paradinha de 48h. Fomos para um festival e, entre música, cinema e debates, vimos o filme “Clara Estrela”, um documentário sobre a vida de Clara Nunes, virei fã.

Por muito tempo ouvi Clara Nunes como uma grande interprete, e “só”. Com “Clara Estrela” descobrir uma lutadora do povo, virei fã. Não é por acaso que eu - assim como milhões de brasileiros/as - conheça apenas a interprete, a ideologia dominante não quer propagandear uma mulher empoderada,  que vem do Povo, da Umbanda e que fala da Cultura Popular, é perigoso para ordem dominante, especialmente nos tempos nebulosos que vivemos.

Algumas conexões pessoais aproximam Clara (permitam uma breve intimidade) e eu: primeiro que ela é de Leão, assim como uma das guerreiras que mais amo, minha mãe, que também enfrentou e enfrenta cotidianamente o machismo presente em nossa sociedade; depois que somos (eu, clara e minha mãe) sertanej@s do semiárido brasileiro, região que rasga mais de mil cidades brasileiras, com uma grande identidade comum. Outra coincidência, essa nada positiva, é que essa grande mulher morreu com quatro décadas, ainda jovem, mesma idade que eu tenho.

Clara Nunes não cabia em sua pequena cidade, ganhou o Brasil, ganhou o mundo, mas sem esquecer suas raízes (familiar, classe, cidade...). Cantou o Brasil inteiro, cantou o mundo. Em “Clara Estrela” vimos a Estrela cantar a África, o Brasil, o Ceará, Pernambuco e a Paraíba, esteve ao lado  de importantes nomes, inclusive o nosso Sivuca.

Clara ganhou o Brasil e o mundo, queria que o mundo fosse de todos/as. Passou um recado belíssimo, não importa de onde você seja, não importa de onde sua arte seja, importa essa grande integração, importa o respeito e a valorização. Conheci uma mulher à frente do seu tempo, uma mulher à frente do nosso tempo.

Estou longe de ser uma Clara, precisaria nascer algumas vezes, mas estou feliz por ser do semiárido, sertanejo, nordestino, brasileiro, latino-americano. Escolhi a Paraíba para passar o restante dos dias da minha vida, aprendi a amar esse nosso lugar, mas o lugar onde nasci, o lugar onde cresci, os lugares onde passei e as pessoas com quem vivi, também são partes do que sou, assim como aprendi com Clara e ela hoje também é parte desse todo que a cada dia é um novo ser.