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sábado, 5 de agosto de 2017

10 anos de Parahyba, Cuidar da Vida ou Resistir?

Há exatos 10 anos, no dia 05 de agosto de 2007, eu chegava em nossa Parahyba, mais precisamente na Capital, no bairro de Jaguaribe, na casa de Rebeka, Serginho, Renan e @s outr@s Malaquias. Eu entrava em casa e eles estavam pront@s, não tive tempo de pensar, antes de tirar as bolsas das costas já ouvia d@s meus amig@s: “vamos para Festa das Neves!”.

Isso, a Festa das Neves foi minha recepção, é minha data de aniversário de Parahyba. Aqui já vivi mais de ¼ da minha vida; mais tempo de vida que os poucos anos de Ceará, onde nasci e onde vivem pessoas que amo. Aqui já passei metade da minha vida militante, iniciada lá em 1997.

Não escolhi onde nascer; não escolhi onde crescer em nossa vida retirante, apesar de ter orgulho dos anos de formação – pessoal, cultural e política – em Pernambuco; mas escolhi onde viver o restante de minha vida.

Verdade que nesse aniversário, meu e da nossa Capital, não tenho, não temos, muito o que comemorar. Vivemos anos de descrédito, olhamos para um lado e o mar de corrupção distancia as pessoas da política, ao invés de virar indignação e mobilização; do outro lado vemos desmonte e privatização das políticas públicas e do serviço público; na outra esquina os sinais estão repletos de limpadores, pedintes e artistas, em um visível sinal de ampliação da crise; um pouco mais a frente, ou no meio disso tudo, percebemos de alguns a expectativa no salve-se quem puder, onde os idiotas[i] pensam ser possível “ser o esperto” e – individualmente - “se safar”.

Escuto muito que sou “um otimista”, talvez por isso as incertezas e a dificuldade de escrever dos últimos meses, afinal de contas, temos sofrido um ataque após o outro, corte de gastos para educação e saúde, fechamento de universidades, privatização de educação, fim da CLT, corrupto na Presidência com o aval d@s corrut@s do Congresso e, ao olhar mais para frente, vemos mais impostos para o povo, fim da aposentadoria e uma contrarreforma política que só favorece aos ricos e a manutenção dos partidos envolvidos na corrupção.

Nego[ii] ser um otimista? Não, não nego. Sabemos que este e os próximos anos serão ainda mais difíceis, mas “a história da humanidade é a história da luta de classes”. Alguns tentam decretar o fim da história, mas ela não é feita por decreto, mas pelo povo de carne e osso, povo que vive do trabalho, que reage aos que vivem do trabalho dos outros. O que são anos perto de milênios de história? Nada (ou quase nada), se em outros momentos viramos o jogo, sigamos reagindo, reinventando, resistindo, revirando!

Parabéns aos/as que fazem e refazem nossa Capital, nosso Brasil, nosso lado da trincheira na Luta de Classes.

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