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sábado, 29 de abril de 2017

28 de Abril de 2017, Um Dia que Entrou para História do Brasil, Foi GREVE GERAL!

Antes de escrever sobre o dia 28 de abril de 2017, ainda emocionado de ter feito parte dessa jornada que só começou, um dia histórico para classe trabalhadora brasileira, um marco na defesa da aposentadoria, dos direitos trabalhistas e do Fora Temer, gostaria de pedir licença para um parágrafo especial, apenas para marcar na história o (até hoje) maior ato público da história da Paraíba, o dia 20 de Junho de 2013.

20 de Junho de 2013 foi o maior ato da história da Paraíba, enquanto milhares de pessoas estavam na Lagoa, milhares subiam sentido Praça dos Três Poderes, outras já desciam sentido Ponto dos Cem Réis/Lagoa, quando outras tantas já estavam próximo do Lyceu, sentido praia, onde acabou esse marcante ato, foram mais de 40 mil pessoas. O que tem isso com a Greve Geral de 28 de abril? A vontade das pessoas pela mudança, por participação popular, pelo fim da corrupção, por direitos.

28 de abril de 2017 pode não ter sido o maior ato da Paraíba (apesar de ter sido em outros estados), mas foi o mais impactante e emocionante. Pode ser que eu esteja errado, mas vivemos dias mais empolgantes pelo fato do povo volta para as ruas, não como em 2013 e as suas “mil bandeiras”, mas com uma pauta unitária (que representa aquela diversidade), por nenhum Direito a Menos, pelo Fora Temer, em Defesa da Aposentadoria e dos Direitos Trabalhistas.

Percebemos que a Greve Geral ocorreu porque o sentimento de 2013 segue vivo, o central daquelas manifestações não era derrubar um Governo, mas reivindicar Direitos e a Participação Popular, quando: 1. Temer diminui a participação popular, seja pelo golpe, seja pela postura de fechar os conselhos e conferências de direito; 2. a corrupção se torna uma constante cada vez mais regular entre os que controlam o Governo, a Câmara e o Senado (uma lista bem mais presente na lava-jato); e 3. os Direitos passam a ser mais duramente atacados, especialmente a aposentadoria e os direitos trabalhistas... Voltamos com mais força e mais foco.

Alguns Detalhes Sobre o Dia 28 de Abril

Não posso falar de todos os detalhes, mas do que vi e participei. Primeiramente, além do Fora Temer, posso dizer que foi uma Greve Geral e que não ocorreria se fosse feita por uma única Central ou Movimento Social, ela só foi possível pela unidade das diferentes centrais sindicais, frentes políticas, movimento feminista, organizações do povo negro, d@s indígenas, da Comunidade LGBT e da Juventude. Tivemos um dia sem herói ou don@, um dia coletivo, sem imposições das diferenças, mas com a fortaleza das convergências.

Muit@s de nós estivemos nas ruas desde às 04h da manhã. Fechamos mais de 10 pontos da cidade. Foram assembleias, piquetes, cola em cadeado, pneu queimado, greves. Pararam @s trabalhadores/as da limpeza urbana, da educação, do transporte público (ônibus e trem), dos bancos. O comércio foi fechado durante o dia, com diálogo e enfrentamento. Alguns órgãos públicos já tinham parado, por medo ou convergência com a defesa dos direitos.

Onde eu estive, em frente a Marquise, empresa da limpeza urbana, vi uma direção sindical com apoio d@s trabalhadores/as, em assembleia resolveram parar e sair em caminhada até o piquete do Oitizeiro; no caminho, nos bairros que passávamos, as pessoas saiam de suas casas e começavam a bater palma, filmar, tirar foto, gritar Fora Temer... Foi de arrepiar. Na BR parecia ser um time só, os veículos reduziam, as pessoas gritavam o apoio, desciam para parabenizar, buzinavam e gritavam “é isso aí!”, “quero minha aposentadoria”, “fora Temer”. Nunca eu tinha visto algo tão unitário, um dos dias mais lindos da minha militância.

No começo da tarde, ao lado de outras centenas de militantes, ainda tive a oportunidade de contribuir com o fechamento do Bompreço e da Honda da João Machado, tudo isso com o apoio de trabalhadores/as e clientes.

O ato da tarde, no Ponto dos Cem Réis, já depois das 14h, começou com apresentações culturais, depois foram as falas dos movimentos envolvidos na construção dessa linda Greve Geral e, em seguida, um samba, pois quem luta também samba. Lembremos que o samba não é apenas a apoteose do carnaval global, mas do Carnaval Popular, mais ainda, da resistência do povo negro.

Por fim, vem sendo animador ver que o povo não vem acreditando na mídia comercial (associada ao Governo) que tentou distorcer ou esconder os motivos para a Greve Geral de 28 de Abril de 2017, assim como fez em 2013, quando tudo começou, ou como fez durante o golpe de 1964, ou ao tentar esconder as lutas pelas Diretas no início dos anos 1980.

Estamos apenas começando!


PS.: Por favor, leiam sobre Temer, a Corrupção, a Contrarreforma Trabalhista, a Contrarreforma da Previdência, sobre o hoje. Não sou lulista, nem petista, meu partido, o PSOL, é oposição desde 2004 e terá candidat@ em 2018 ou nas Eleições Diretas. A luta de agora é pelo Fora Temer, em Defesa da Aposentadoria e dos Direitos Trabalhistas. Não é hora de dividir, mas de unir nas reivindicações.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Corrupção: Cassio e Vital, a Velha Política nas Velhas Listas.

Mais uma lista da Operação Lava jato, 24 Senadores, 39 Deputados Federais, 08 Ministros de Temer e 01 Ministro do TCU. Esta é parte da lista do Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Lista que arrasta mais uma vez o nome da nossa Paraíba para o meio desse mar de lama da corrupção. Temos a alegria de dizer mais uma vez que o PSOL não é parte dessas escandalosas listas.

A Paraíba tem uma bancada Federal que, em sua ampla maioria, não vale nada para o povo que vive nessa maravilhosa terra. Hora aparecem como testa de ferro de Eduardo Cunha, hora nas primeiras listas da Lava jato; depois votando pela cobrança de mensalidade nas universidades públicas e/ou na terceirização ampla e irrestrita; ainda defender o fim da aposentadoria ou tentam amenizar dizendo que é possível ajustar a proposta de Temer para previdência. Agora são mais dois na Lava Jato, representantes dos partidos que por mais tempo governaram a Paraíba nas últimas décadas, Cássio Cunha Lima, do PSDB de Aécio Neves, e Vital do Rêgo, do PMDB de Cunha e Temer.

Em fevereiro Temer afirmou que afastaria seus ministros que sofressem investigação formal, mas como chefe da quadrilha e detentor de “imunidade temporária”, já que seus crimes são anteriores ao mandato, pouco deve fazer. Fora Temer e seus ministros.

Esperamos que as pessoas abram os olhos e percebam que as justificativas do Cassio e do Vital em nada se diferem das apresentadas por outros partidos: “doações legais de campanha”. Lembremos que Cassio e reincidente e Vital foi decisivo para colocar Temer no poder, afinal o TCU teve papel decisivo para construção da retórica sobre as pedaladas fiscais.

Lembremos que nas eleições de 2014, a candidatura do PSOL ao Governo do Estado (Tárcio Teixeira), enfrentou dois candidatos hoje na lista de Fachi. Nossa candidatura apresentou boas e correntes propostas, mas não deixou de denunciar o poder do dinheiro no processo eleitoral, a farsa das coligações, a necessidade de combater a corrupção e de ter as ruas como espaço de luta pelo Poder.

Hoje um vice golpista controla o país a mão de ferro, atacando um direito por dia. Claro que nosso PSOL pensa no processo eleitoral, em fazer um balanço histórico, apresentar alternativas para as pessoas e separar o joio do trigo, mas nosso foco agora é a Greve Geral do dia 28 de abril. Derrubar o Temer é o primeiro passo para restabelecer a democracia e impedir o fim da aposentadoria e dos direitos trabalhistas.


Tárcio Teixeira

Presidente do PSOL/PB