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segunda-feira, 13 de março de 2017

PT, PMDB e PSDB: Transposição do Rio São Francisco e a ContrarReforma da Previdência.


Não é novidade as brigas envolvendo a transposição do Rio São Francisco e as muitas mentiras envolvendo a transposição, sempre usando da histórica sede e fome relacionada a seca e as fantasiosas soluções apresentadas por meio dessa obra que, quando era do governo PT/PMDB não era boa para o PSDB, agora que “é do PMDB” o PSDB elogia como solução dos problemas do povo nordestino.

Para além das muitas denúncias ambientais que nascem no Governo Lula e seguem com Temer, muitas delas já assumidas por ambos os setores e pela opinião pública, relacionadas a não realização das obras de revitalização do Rio São Francisco, ou mesmo a não construção das obras de saneamento que deveriam margear a transposição, ainda é preciso apurar as denúncias de superfaturamento típicas das obras da copa.

Muitos podem tentar jogar de lado o campo ético e querer justificar crimes ambientais ou a corrupção com o jargão do “mas o importante é que o povo do sertão agora não sofrerá mais com a seca”, será mesmo?

Gostaria muito de errar nessa análise, mas sejamos francos, o Velho Chico corta Petrolina e essa cidade, assim como outras tantas da região, sofre com o constante racionamento de água; o Rio corta o agronegócio e percebemos o verde tomar conta da plantação, mas o mesmo não vemos na terra do pequeno agricultor que sofre as consequências da seca, mesmo também sendo cortada pelas águas do mesmo Rio. A indústria do carro-pipa é tão forte em Petrolina e região como é no sertão paraibano. É correto jogar para um Rio, que não resolveu os problemas de onde ele percorre seu caminho natural, a responsabilidade de acabar com os problemas hídricos de Campina Grande (por exemplo)?

Não, o PSOL não cairá nessa falácia, nosso papel é debater sobre a ótica da verdade, e o centro do debate político atual não é o Rio São Francisco, tão maltratado historicamente, sendo colocando como responsável por solucionar problemas causados pelo ser humano, o centro do debate atual é a contrarReforma da Previdência, outro elemento da conjuntura que une as legendas do PT, PSDB e PMDB. Não é hora da Paraíba receber Lula – no canal da transposição - em campanha eleitoral para 2018, é hora de unir forças para barrar a cotrarReforma da Previdência ocupando as ruas no dia 15 de março.

O desmonte da previdência não começou em Temer, mas pode ser aprofundado e piorado por ele com a idade mínima de 65 anos e 49 de contribuição, mas lembremos que em 2003 foi o PT, por meio do Deputado José Pimentel (PT/CE), no governo Lula, que fez a contrarreforma da previdência que acabava com a aposentaria integral para servidores públicos, que taxava “inativos”, acabava com a paridade entre servidores em atividade e aposentados, que passava a impor uma idade mínima para aposentadoria e acabava com a aposentadoria integral dos servidores, além de derrubar o valor das pensões e abrir espaço para o mercado da previdência complementar. Tudo isso com o apoio do DEM, PSDB e PMDB, que atualmente querem piorar as medidas de 2003.


Não, não vamos receber Lula no dia 18 de março, em uma questionável transposição, vamos dedicar nossas energias para o dia 15 de março, dia nacional de mobilização em defesa da aposentadoria, em defesa da Previdência Social.

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