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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sábado Agitado - Feijoada "Avançar Sem Temer" e Ação Eco-carnavalesca em Defesa do Rio Jaguaribe.

Ação Eco-carnavalesca em Defesa do Rio Jaguaribe - sábado (18/02/17 - 8h)
O movimento sócio-ambiental Encontro das Águas realiza, no sábado (18), ato em defesa do Rio Jaguaribe. A concentração da ação ‘eco-carnavalesca’ será a partir das 8h, no posto de combustíveis localizado próximo ao girador da Avenida Beira Rio, em João Pessoa.
A atividade, que conta com apoio da ADUF-PB, contará com banda de frevo e faixas. A intervenção ecológica tem participação de diferentes entidades preocupadas com as questões ambientais, muitas delas integrantes do Coletivo Caminho das Águas.O grupo, que tem se reunido para discutir a questão hídrica, colocou em pauta o problema do crescente desmatamento das margens do Rio Jaguaribe, principalmente nas proximidades das obras do Trevo e agora sai às ruas para conscientizar a população

FEIJOADA "AVANÇAR SEM TEMER" - sábado (18/02/2017- 11h)


Nesse sábado, dia 18 de Fevereiro, nas prévias carnavalescas dessa cidade, estaremos fazendo uma super feijoada para partilhar com nossos(as) amigos(as), colaboradores(as) e parceiros(as) as nossas propostas e arrecadar fundos para nossa campanha enquanto chapa concorrente às eleições do Conselho Regional de Serviço Social/PB.

Então, se cheguem! 
Comprem nossos ingressos pelo valor que desejar contribuir (mínimo de R$10,00 e máximo do quanto você quiser) e venha curtir um almoço conosco!

NOSSOS INGRESSOS: Você encontra com integrantes da chapa!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Segunda (13/02/17), Procuradores/as do MPPB Dividirão Nossa Data-base em Duas?

Antes de mais nada, eu gostaria de parabenizar @s servidores/as do MPPB que estiveram presentes na última assembleia da categoria (10/02/17-13h30), este é o espaço coletivo de tomada de decisão. Quero ainda deixar claro que as linhas que seguem não passam de uma crítica construtiva, pois nossa categoria precisa ser mais ofensiva na defesa dos nossos direitos. Dividirei o texto em três pontos que entendo ser fundamentais para nossa democracia interna e luta por direitos: a forma como ocorrem as “negociações” da Procuradoria Geral com nosso Sindicato; a reunião e o documento vindo d@s servidores/as de Campina Grande; e a surpresa via Diário Oficial Eletrônico.

Comecemos pelo último ponto (surpresa via DOE):

Na sexta, como tod@s sabemos, começamos o expediente 7h da manhã, motivo pelo qual antes das 8h da manhã já circulava nos corredores do MPPB a pauta do colégio de procuradores que ocorrerá na segunda (13/02/17), mais precisamente o ponto que trata do reajuste d@s servidores/as, dividindo nossa data-base em duas, uma em Janeiro (2,75%) e outra em Dezembro (2,75%), esta sem direito a retroativo.

Ainda na manhã da sexta o vice-presidente do sindicato dos servidores/as do MPPB visitou nosso setor e apresentou um agravante, o Procurador tinha comunicado que só receberíamos nossa progressão funcional em junho (ou julho) de 2017, mesmo sabendo que tínhamos progressões atrasadas desde 2015. Perguntei se era uma proposta do Procurador ou do Sindicato e tive como resposta que era uma proposta do Procurador (só depois tomei conhecimento da verdade).

Fiquei muito triste, durante a Assembleia da categoria, ao saber que a proposta apresentada não era uma imposição, mas uma proposta construída entre o Procurador Geral e o sindicato. Não vejo nenhum problema em uma proposta construída coletivamente, muito pelo contrário, é o melhor caminho, mas vejo muitos problemas em descobrirmos uma proposta via diário oficial, no dia da assembleia da categoria, ou melhor, apenas na hora da assembleia saber que nossa entidade já tinha notícia de tal movimento e não divulgaram para que pudéssemos debater com antecedência, muito pelo contrário, ter faltado com a verdade (ou omitido informação) durante visita ao meu setor.

“Negociações” da Procuradoria Geral com nosso sindicato:

Na Assembleia da categoria de sexta (10/02/17) ganhou a proposta do Sindicato e do Procurador, dividir nossa data-base, mas percebi que muit@s servidores/as não votaram favoráveis a proposta, votaram com medo de ter aumento zero, votaram nos argumentos de que: se não tiver aumento agora só teremos com o próximo Procurador; a Assembleia precisa aprovar ainda em fevereiro ou não teremos aumento; é melhor 2,75% que nada. Jogar a decisão para o último dia ganhou, ganhou o medo.

Não podemos deixar ser levad@s pelo medo, deixar ser levad@s pela velha tática de gestões que esticam negociações até o limite legal para que a parte supostamente mais fraca tenha que decidir sobre o ruim o péssimo. Nosso sindicato tem feito um importante trabalho, mas parece ter sido levado por alguém de má fé que acabou obrigando a uma assembleia decidir, em uma sexta, um dia útil antes da reunião do Colégio de Procuradores que poderá decidir dividir a lei e negar direitos (Alimentação, Saúde e Progressão).

Na assembleia eu e outra pessoa votamos contra a proposta apresentada, claro que 2,75% é melhor que 0%, mas nossa posição não pode se limitar ao imediato, as pressões e a falta de informação.

Lembrem que no ano passado, MESMO A LEI OBRIGANDO, o Procurador: não repassou o aumento para o Vale Alimentação e Auxílio Saúde; e não pagou o aumento salarial devido desde o janeiro. Tivemos um quebra de acordo por parte do Procurador, pois fizemos tal acordo sabendo que em janeiro teríamos nossa progressão, se o acordo foi quebrado devemos buscar na justiça o que nos foi negado no ano anterior (Alimentação, Saúde e Progressão).

Além disso, nossas negociações não podem ser feitas apartadas das disparidades existentes entre Servidores/as e Promotores/as ou entre os salários d@s Servidores/as e o orçamento secamente. As verbas indenizatórias de d@s membros e os necessários ajustes no orçamento do MPPB devem ser parte da mesa de negociação, não números secos que não tratam a realidade como um todo. Lembremos ainda do orçamento próprio e de que alguns dos Ministérios Públicos Estaduais que o Procurador alega não ter tido data-base, ainda recebem salários maiores que os nossos.

Sendo mais direto, as pressões são muitas e o Procurador tem feito com que essa pressão tenha sido jogada unicamente no Sindicato. Ao contrário do nosso vice-presidente que, ao visitar setor, afirma ser o único caminho, pois nossa categoria não tem coragem de ir para frente da Procuradoria pegar o microfone, eu acredito em meus/minhas colegas de trabalho.

Não, ao contrário do medo e da má fé de alguns, não estou ainda falando em greve ou paralização, estou afirmando que é hora de ir além, de expor para opinião pública as disparidades existentes em nosso MPPB; de apresentar nosso orçamento; de dizer como funciona (ou não funciona) certos serviços prestados para população; o que uns tem e outr@s não tem; fazer notas para imprensa; distribuir informativos nos setores; enviar notas mais enfáticas para imprensa.

Servidores/as de Campina Grande:

É do conhecimento da nossa categoria a postura aguerrida d@s companheir@s servidores/as de Campina Grande, infelizmente ainda não tive a oportunidade de conhecer tod@s @s guerreir@s. Não acho justo, diante de tal firmeza, que a posição desses/dessas guerreir@s seja apresentada em nossa assembleia sem ao menos a leitura de um documento.

Mas a não leitura de uma posição “oficial” não é o único problema, até onde sei, nosso estatuto não trata de mais de uma assembleia para somar votos em uma posição, e se trata não tivemos a devida convocatória. Vou mais além, mesmo que tudo isso fosse legal, assembleia em dias diferentes não permite que tod@s escutem os diferentes argumentos. Não sei se em Campina @s companheir@s sabiam que não receberia sua progressão em Janeiro; não sei se eles/as sabiam da disposição de alguns em João Pessoa de caminhar no sentido a ações mais objetivas.

Sugiro que nossa entidade forneça transporte para @s Servidores/as de Campina Grande participarem de Assembleia em João Pessoa ou para Servidores/as de João Pessoa participarem de Assembleia em Campina Grande; ou que, assim como ocorre no Sindicato dos Correios, que a Assembleia ocorra em tempo real, transmitida para diferentes polos do MPPB, permitindo que tod@s possam se escutar.

Estamos Apenas Começando

Lembrem que antes de aprovarmos nosso PCCR tivemos posturas muito mais firmes, contamos com o envolvimento de muit@s servidores/as. Na assembleia, quando alguns de nós votamos contra a proposta apresentada pelo Procurador e pelo Sindicato não foi porque somos favoráveis ao “Zero de aumento”, mas por entender que só nós servidores/as estamos cedendo, e não é de hoje; que os diálogos e propostas devem ser apresentadas não pelos veículos oficias do MPPB, mas com antecedência por nossa entidade de classe; que as disparidades de salários e condições de trabalho devem ser expostas; que nós estamos sendo desrespeitad@s e chantagead@s; que a lei deve ser cumprida e deve começar pelo fiscal da lei.


Tárcio Teixeira
Assistente Social do MPPB
Membro da Direção Nacional da INTERSINDICAL