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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2016, O Que Teremos de Novo?


Em meio a uma faxina doméstica, entre o natal e a virada de ano, encontrei a faixa dos atos que organizamos nos levantes de junho e julho de 2013 e uma série de recortes de jornal sobre aquele ano que ainda não acabou. Verdade que em 2014, apesar de mais greves realizadas, não tivemos a mesma intensidade de movimento de rua, também é verdade que as eleições de 2014 usaram e abusaram das manifestações de 2013, afinal de contas, ainda estava (e segue) em disputa nos rumos do nosso país.

2015 foi mera continuidade da luta política que voltou para as ruas e, para deixar tudo ainda mais confuso, tornou-se mais intensa na institucionalidade. Essas questões não vão parar ao terminar dezembro. Em 01 de janeiro de 2016 teremos a continuidade desse longo processo, que tende a ser intensificado pela situação econômica mundial e a ser “esticado” em nome da disputa eleitoral entre os que governam e os que já governaram, ambos sem ter o cuidado que o país precisa.

Nós do PSOL não vamos para as ruas defender o Governo Dilma (PT), seus escândalos de corrupção e seus ataques aos direitos do povo; mas também não vamos nos misturar com Eduardo Cunha (PMDB) e o PSDB, também atolados no mesmo mar de lama e retirada de direitos. Estaremos nas ruas como estivemos no último período, #ParaAlémDasUrnas, #PorDireitosELiberdade.

No 2016 que brevemente iniciaremos, não nos retiraremos das ruas, mas também esperamos avançar na disputa institucional, a conjuntura atual é prova concreta da importância do PSOL no Parlamento e na luta por direitos.

Não tenho certeza da minha tarefa eleitoral em 2016, sou pré-candidato a Prefeito de João Pessoa pelo PSOL, mas caso o companheiro Victor Hugo possa assumir essa importante tarefa eu contribuirei na chapa do PSOL que disputará a primeira vaga de Vereador do Partido na Câmara Municipal de João Pessoa, a Câmara precisa deixar de ser composta pelos que estão no Poder e os que estiveram no Poder. Nossa João Pessoa precisa de um Vereador e um Prefeito #ParaAlémDosGabinetes e #ParaAlémDosConchavosPolíticos.

Queria muito limitar minha mensagem ao conhecido “feliz 2016”, ou apenas desejar muita saúde e paz, mas temos pela frente um ano de muito arrocho e ataque aos nossos direitos, o que precisaremos para 2016 é muita energia, muita força, muita garra e atenção para alcançarmos as conquistas e as mudanças necessárias.

2016, que seja um ano das mudanças necessárias!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Repasse do Lançamento da Nossa Pré-candidatura – Tárcio Teixeira.


Breve Resgate

Em 2011 publiquei o texto “Eleições 2012: porque não sou candidato a vereador.”. Nos anos seguintes fui forçado a publicar outros textos na mesma linha, um intitulado “Vote Tárcio Teixeira – 50 : )” e outro “Pré-candidato ao Governo da Paraíba: respondendo para uma colega Assistente Social” (textos publicados no www.tarcioteixeira.com). Todos esses textos vinham no sentido de responder pessoas ligadas ao Governo do Estado da Paraíba ou Municipal em João Pessoa que tentavam colocar uma possível candidatura de Tárcio Teixeira como algo pejorativo, como se as pessoas não percebessem ser apenas uma tática dos que estão no poder para permanecer por lá, sem serem incomodados por pensamentos divergentes.

Sobre 15 de novembro – nosso lançamento

15 de novembro de 2015 realizamos a primeira reunião para debater nossa participação nas eleições de 2016, o convite que fiz para algumas pessoas (militantes ou não) foi para participarem de uma construção horizontal, colaborativa e socialista. Fiquei feliz não apenas com as mais de 30 pessoas que passaram para debater política em um domingo pela manhã, mas também pelas dezenas de ausências justificadas que afirmaram seguir essa perspectiva coletiva e pelo caráter propositivo dos/as presentes.

No dia da nossa atividade a jovem República brasileira completava 126 anos, na verdade menos de 100, já que vivemos dezenas de anos de Ditadura Militar no Brasil. No início da atividade minha mãe lembrava, ao “pé do ouvido”, de outro aniversário: “hoje, caso estivesse vivo, seu pai faria aniversário”. Na vida cotidiana o individual e o coletivo não são separados, a luta política é parte desse cotidiano, onde a individualidade é diretamente ligada a um projeto coletivo.

Além d@s que participaram e/ou justificaram a ausência no lançamento da nossa pré-candidatura, gostaria de agradecer também ao Rosemir e ao Ruan pela receptividade e acolhida para realização da nossa reunião.

Relato do lançamento

Inicialmente fiz um breve resgate da nossa militância e algumas bandeiras levantadas no último período, sempre em ações colaborativas com outros/as militantes e movimentos, a exemplo da batalha contra a Lei das Privatizações em João Pessoa e na Paraíba, a defesa do passe-livre e da redução das passagens e dos levantes de junho de 2013, além de outras bandeiras relacionadas a educação, saúde, meio ambiente, mobilidade urbana e outras ligadas aos/as Assistentes Sociais e estudantes de Serviço Social, ações que, sem sombra de dúvidas, serão pautadas em uma possível candidatura em 2016.

Esse dia – 15 de novembro - não tinha como objetivo o detalhamento de propostas; mas fazer o resgate anteriormente apresentado e debater a atual situação da Câmara dos Vereadores e da Prefeitura de João Pessoa e a importância de que em 2017 nossa capital tenha representantes independentes, com mandatos horizontais que sejam construídos não pela institucionalidade, mas pela população; e pensar como construir coletivamente essa caminhada.

Nossa candidatura ao Governo do Estado da Paraíba em 2014 acabou abrindo espaço para disputas futuras, essa cobrança é uma realidade presente em nosso cotidiano e estamos dispostos cumprir essa tarefa em 2016.

Quase todos/as os/as presentes na reunião optaram por contribuir com a análise e sugerir algumas medidas para construção coletiva, além de declarações de apoio, algumas solicitações de mais informações e diversas sugestões que iam de propostas para sociedade até a forma de organização de uma possível candidatura.

Encaminhamentos

1. Enviar para lista de e-mail dos presentes o programa do PSOL e outras propostas que defendemos (enviaremos a princípios o programa da candidatura de Tárcio Teixeira ao Governo do Estado da Paraíba e o programa do PSOL);
2. Realizar encontros temáticos para apresentação e construção de propostas para a cidade, iniciando pela Política de Educação;
3. Estruturar e envolver outras pessoas em uma campanha de captação de recursos para luta por direitos e para ações de planejamento programático;
4. Estruturar grupo nas redes sociais para mobilização e debate programático de nossa pré-candidatura (https://www.facebook.com/groups/1536640196587969/).


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Pedalada Fiscal de Ricardo Coutinho.

Dois dias após colocar-se contrário ao Golpe, Ricardo Coutinho promove mais um grande Golpe contra a Paraíba e seus Servidores/as.

O Governador reconhece o caos promovido por ele na Economia do Estado. Quinta-feira, 17 de dezembro de 2015, ele reconhece que o orçamento da Paraíba pode terminar deficitário e aprova lei, com apoio da sua tropa de choque na Assembleia Legislativa, para ter o direito de meter a mão no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras e usar os recursos da nossa Previdência para cobrir o rombo de sua responsabilidade.

Esse desgoverno já aumentou a luz e água do povo da Paraíba, esse mesmo desgoverno liberou impostos de empresas por quinze anos, em pleno período eleitoral, mas para os trabalhadores e trabalhadoras, só arrocho.

Essa pedalada fiscal é pior que a de Dilma e a de outros Governadores.


Ricardo Coutinho, nós, Servidores e Servidoras, vamos lutar contra sua Pedalada Fiscal, #NãoVaiTerGolpe, você não vai meter a mão em nosso bolso.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Para Além das Notas, a Luta de Classes é na Rua!*

* Tárcio Teixeira – Presidente Estadual do PSOL/Paraíba.

Sou do PSOL, sou oposição programática e de esquerda ao governo Dilma (PT), sou contra o impeachment e estarei nas ruas no dia 16 de dezembro, vamos junt@s!

Na luta de classes não cabe medo de bola dividida, de ser rotulado de governista ou sectário. Também não cabe cair na lógica bipolar de que só existe duas posições: favoráveis ao governo ou ao impeachment. O governo Dilma é indefensável, o que ele passa atualmente é resultado de suas alianças prioritárias com os partidos de direita, inclusive o PMDB, e dos constantes ataques contra a classe trabalhadora. Por outro lado, defender um processo dirigido pelo Eduardo Cunha (PMDB), construído em meio a chantagens e posições oportunistas de rateio do atual ou de um possível novo governo, não cabe o PSOL. Nosso partido tem sido linha de frente no Fora Cunha, não vamos legitimar um processo de impeachment construído nessas bases.

Ninguém em sã consciência acreditaria que tirar Dilma (PT) para colocar Michel Temer (PMDB), seu Vice, no lugar, traria de fato alguma transformação para nosso Brasil, como diz a resolução aprovada no 5º Congresso Nacional do PSOL, seria “aprofundar “uma ponte para o futuro” que é mera continuidade do presente, pavimentada pelos materiais do privatismo puro e duro”.

A saída para crise (e não venham com as palavras vazias de que não existe crise) não será alcançada com a palavra de ordem do “fica Dilma” - essa deverá sair em 2018 pela traição de classe que vem sendo seu governo, nem com negociatas via Congresso Nacional e Palácio do Planalto; as saídas só serão possíveis com a pressão popular, com reformas profundas, com uma mudança drástica no modelo econômico. Nosso Brasil precisa, e vamos buscar nas ruas, de mais participação popular, de ampliação da democracia, das maiorias sociais dirigindo o país. Mais uma vez invocando o 5º Congresso Nacional do nosso Partido, esse é o melhor, se não o único “antídoto à corrupção sistêmica”.
  

#ForaCunha #ContraOAjusteFiscal #ContraOImpeachmet

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Fascismo do Cunha Bateu em Minha Porta

Acabo de voltar do 5º Congresso Nacional do PSOL. Eu estava empolgado para escrever uma nota com as notícias do nosso Partido, sobre as principais deliberações e como, após quatro anos como membro da Comissão Nacional de Ética do Partido, percebo minha participação na próxima Direção Nacional do PSOL. Infelizmente, após ler os insultos em meu vídeo sobre o impeachment, preciso seguir o “debate”.

Fui acusado de fazer parte da quadrilha, de ser um cara de pau, um lixo vagabundo, chamado de doente mental, vergonha da Paraíba e “comunista fela da puta”. A falta de argumento, a raiva impregnada nos comentários e os vídeos postados nos canais das pessoas que tentaram fazer o “debate político”, deveria ser motivo mais que suficiente para eu deletar os comentários (https://www.youtube.com/watch?v=-Nhs9LtXzWc) e “deixar para lá”, mas não farei isso, é mais grave do que parecer, pontuarei apenas algumas reflexões sobre os xingamentos que recebi:

1.                  O Fascismo de Eduardo Cunha - chantagista que tenta sair do foco das denúncias de corrupção com a aceitação do processo do pedido de impeachment, é o ódio que impulsiona os comentários que recebi no youtube;

2.                  Visitei o canal dos xingadores, ao ver os vídeos em apoio a Bolsonaro pude entender ainda mais o ódio dos comentários;

3.                  Eduardo Cunha e o PSDB de Aécio Neves não vão conseguir dividir o país entre os que são favoráveis ao impeachment e os que defendem o Governo Dilma, esse Governo é indefensável;

4.                  Quanto a tentativa de xingamento machista, esqueçam, minha mãe é Turismóloga, mas caso fosse puta, meu amor seria do mesmo tamanho;

5.                  Quanto ao “doente mental”, esse também não entendo como um xingamento: “Eu sou louco, mas sou feliz / Muito mais louco é quem me diz / Eu sou dono, dono do meu nariz / Em Feira de Santana ou mesmo em Paris” (Raul Seixas).

Quem ainda não viu meu vídeo sobre o impeachment, basta visitar o link: http://www.tarcioteixeira.com/2015/12/tarcio-teixeira-sobre-o-impeachment-da.html

Segue ainda o link para nota de Direção Nacional do PSOL, aprovada alguns dias após publicação do meu vídeo: http://www.psol50.org.br/2015/12/a-crise-e-o-impeachment-nota-do-diretorio-nacional-do-psol/


Não sou do campo do ódio, mas sou menos ainda de baixar a guarda para os que atacam a democracia.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Tárcio Teixeira, Sobre o impeachment da Presidenta Dilma.

Vivemos um dia histórico em nosso país, esse 02 de dezembro de 2015.

A pessoa mais questionada de todo Brasil, por sua forma truculenta de presidir a Câmara dos Deputados e diante das graves denúncias que recaem sobre ele, Eduardo Cunha, autoriza a abertura do processo de impeachment da Presidente Dilma.

Um Congresso apodrecido decidindo os rumos da frágil democracia brasileira.

Movimento que só é possível devido a traição histórica do Partido dos Trabalhadores contra os que vivem do trabalho. As contrarreformas previdenciárias, a entrega dos nossos Portos e Aeroportos, a retirada de direitos trabalhistas e todo ajuste fiscal, seguiu a mesma política do PSDB de Serra, Aécio, FHC e, aqui em nossa Paraíba, de Cássio Cunha Lima.

Uma traição histórica que colocou o PT no canto do ringue para ser golpeado pelo que tem de mais atrasado na Política Brasileira.

Um Processo de impeachment presidido em base a chantagem de Eduardo Cunha para evitar seu processo de cassação deve ser rechaçado por todos e todas que defendem a república e a frágil democracia brasileira.

Não vamos aceitar a falácia dos que fazem a velha política divida o Brasil entre os que querem o impeachment e os que defendem o Governo.

Esse governo é INDEFENSÁVEL, mas nossa frágil república não aceitará, nem suportará a liderança de Eduardo Cunha e seus aliados em um golpe, mesmo que sem fuzil.


Somos Oposição de Esquerda ao Governo Dilma, Estamos com a República e a Democracia. Seguiremos na luta por direitos!