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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

20 de Agosto, Na Paraíba Não Foi Por Direitos, Virou Pró-Governo!

Não estou iniciando na política agora, mas teimo em acreditar nas pessoas. Dei uma entrevista* afirmando a unidade do movimento na organização do ato do dia 20 de agosto, tinha sido essa a linha da organização local, questionar o ajuste fiscal, a retirada de direitos, exigir a saída de Eduardo Cunha e do conservadorismo que ele representa e defender uma saída pela esquerda. No dia do ato, em Campina Grande, um fiasco, foi um ato pró-governo, um ato fraco pró-governo.

Para não dizer que todas as falas foram pró-governo, o PCR e o PSOL fizeram falas contra a política econômica do Governo, defenderam os direitos trabalhistas, exigiram a saída de Eduardo Cunha (PMDB), denunciaram a Agenda Brasil de Dilma (PT) e Renan (PMDB) e foram contra qualquer ataque a democracia brasileira. O Levante Popular da Juventude também teve uma linha critica na defesa dos direitos, uma fala estruturada e diferenciada das demais, mas parecem esquecer que Dilma e o PT também são responsáveis pela política econômica do Governo, Levy não é o presidente e o PMDB é base do Governo, deste e de todos os outros governos após a abertura democrática.

Após as falas, quando ouvimos o primeiro “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”, logo reunimos alguns militantes do PSOL e saímos pela esquerda. O PSOL é contra qualquer ataque a democracia brasileira. Somos oposição de esquerda ao Governo Dilma e contra os ataques realizados pelo Governo do PT que, por vezes, no congresso nacional, vota alinhado ao PMDB e ao PSDB.

Foi preciso levar gente de João Pessoa, reunir militantes de Campina e de outras cidades para fazer o ato do dia 20. Na atual conjuntura, nenhum ato com a pauta do Governo vai ser maior que os atos dessa quinta-feira, é um repeteco do dia 13 de março, a classe trabalhadora não vai apoiar quem ataca seus direitos. Ou as direções sindicais percebem isso, ou colocarão lenha na fogueira da tucanada.

Dizendo ser contra o Governo, em agosto a tucanada vem dirigindo atos maiores que os governistas, mas reduzidos quando comparados aos de março, redução essa que é resultado do amadurecimento do povo brasileiro, que defende a democracia e não quer voltar no tempo.

A pauta dos/as trabalhadores/as não é a defesa de um governo indefensável, a pauta dos/as trabalhadores/as não é a defesa do golpe, a pauta dos/as trabalhadores/as é a junho de 2013, são as reformas populares, é a defesa dos direitos.

Quanto a democracia, que parecia ser uma das poucas bandeiras unitárias no ato, ficou um pouco abalada quando tive o microfone tomado de minhas mãos por um dirigente petista de Campina Grande.


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