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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Marcha Pela Segurança, Todos/as Juntos/as?


“Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração”
(Luiz Gonzaga)

Sou morador dos Bancários, acabo (29/06/2015-19h30) de voltar da caminhada na Praça da Paz, escura, sem policiamento e coberta pelo mato. Na rádio poste eu ouvia a missa e lembrava da Marcha pela Segurança nos Bancários, estaríamos rezando errado, como na música do Rei do Baião, ou escondendo os verdadeiros responsáveis pela ampliação da insegurança?

No dia da Marcha, cheguei na Praça da Paz e fiquei feliz com a quantidade de pessoas que lá estavam, além de encontrar dezenas de vizinhos/as, também estavam lá importantes lutadores sociais na defesa das políticas públicas, entre elas a de Segurança. Encontrei amigos/as comunistas do PCR; a companheira Lurdes Sarmento; Nelson Junior, meu companheiro de PSOL; e diversos/as representantes sindicais e dos movimentos sociais.

Quando eu menos espero, como abrissem as portas do Palácio do Governo, vejo chegar Secretários/as de Ricardo Coutinho por todos os lados (Secretário de Juventude, Presidente da FUNDAC e Secretária de Desenvolvimento Humano), além de alguns quadros de gabinete. A organização do ato anuncia um ato de “todos/as unidos/as pela segurança” e que nenhum representante de entidade iria falar, em seguida os padres e pastores foram chamados para o carro da organização, acaba a Marcha e começa o culto ecumênico.

Na resistência da Marcha, em outro carro de som, o pai de uma das vítimas da violência foi fazer uma fala mais política, de reflexão sobre a Segurança Pública, suas fragilidades e seus responsáveis, automaticamente sua fala foi coberta pela “palavra do Senhor” que vinha do carro da organização, seguiu o culto ecumênico.

Apesar da limitação no conteúdo do ato, eu não nego a importância do ato, iria novamente, afinal de contas juntou o povo, chamou a atenção para a temática e a imprensa deu cobertura para pauta (a insegurança pública) e não “deu corda” para as representações governamentais que tentavam aliviar a barra do Governador, como se ele não tivesse nenhuma responsabilidade com a situação atual.

A presença dos/as representantes de Ricardo na Marcha não teve eco positivo por um único motivo, essas representações não estavam na Praça da Paz para anunciar sequer os prazos para: a implementação da Delegacia Integrada de Segurança Pública (DISP) ou da Unidade de Polícia Solidária - UPS no bairro dos Bancários; da mesma forma a prefeitura não anunciou a qualificação da iluminação pública nas ruas que se encontram tomadas pela escuridão ou a poda de árvores, para que o espaço urbano se torne o local de circulação com segurança e sem temor (reivindicações da Marcha).

Não tenho dúvida de que as pessoas de boa fé rezam pela paz e pela segurança, também não acredito que exista gente rezando pela insegurança, mas que tem muito gestor faltando com seu papel na garantia e/ou melhoria das políticas pública, isso eu tenho certeza que tem.

Até o momento não vi nada nas páginas oficias da Prefeitura de João Pessoa ou do Governo do Estado da Paraíba sobre a pauta apresentada por nós, moradores/as dos Bancários. Os representantes governamentais presentes na Marcha pela Segurança nos Bancários estariam rompendo com o Governador e cobrando publicamente para que ele faça seu trabalho?

Por fim, eu não poderia deixar de lembrar que, infelizmente, estamos pautando a insegurança pelo fato de não funcionar outras políticas, das quais destaco a Educação, a Cultura, a Saúde e a Habitação, entre outras.

Verdade, queremos paz, não o silêncio, “Pois paz sem voz, paz sem voz / Não é paz, é medo! / (Medo! Medo! Medo! Medo!)” (O Rappa).

Um comentário:

  1. Nossa, eu achava que estava indo para uma marcha pela segurança, mas me perdi no caminho e acabei chegando numa missa de rua.

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Oi gente, comentem e façam sugestões! Abraço.