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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cartaxo, Educação, Saúde e Lagoa, o cheiro não é bom.

Cartaxo (PT) é daqueles gestores que é criticado do beco, menos movimentado da cidade, até os ônibus mais lotados da imobilidade urbana da nossa João Pessoa, mas não vou falar da insegurança do beco ou da falta de mobilidade da nossa cidade. Hoje, o assunto central da capital paraibana foi a educação, então tratarei inicialmente dela, depois da Saúde, já que teremos a Conferência Municipal de Saúde no próximo mês, e em seguida da nossa linda Lagoa, abandonada e com o cheiro que ronda a gestão Cartaxo.

Educação e o Faz de Conta de Plano Municipal de Educação

Vergonhoso o papel de Benilton Lucena (PT), Vereador e diretor do SINTEM-JP, defender a metodologia que impôs o Plano Municipal de Educação (PME). Os/as trabalhadores/as da educação passaram mais de quatro semanas em greve, mobilização que não foi unicamente por salário, desde o primeiro dia um dos pontos da pauta era que o PME fosse debatido com a comunidade escolar e que a estrutura das escolas fossem aprimoradas para atender as reais necessidades dos/as profissionais e da população.

A Prefeitura impôs o atual PME, uma breve pesquisa em qualquer bairro da capital prova que não teve debate sobre o Plano. A Câmara Municipal de João Pessoa seguiu a mesma linha do Prefeito, negociou pontualmente e não ampliou o debate com a população. Velhos conchavos para a mesma precária educação, é o que vemos para os próximos 10 anos em nossa capital.

Retirar do PME as expressões “gênero” e “diversidade sexual” com o argumento de imposição de uma “ideologia de gênero” é uma grande farsa, é tentar esconder a real deficiência do PME aprovado e enganar o povo com a velha falsa moral. Pior é ler o que dizem sobre essa suposta “ideologia de gênero” é perceber a mediocridade intelectual do parlamento municipal ou sua opção pela ignorância, por algo que não existe, por mentiras. Será que sabem o que é ideologia? Será que sabem o que é gênero?

Quem dirá que não faltou transparência? Quantas vezes e com quem Luciano Cartaxo debateu o PME? A Câmara de João Pessoa debateu com quem e em quantas Sessões? Quem teve acesso a proposta inicial do PME e quando? Qual vereador votou contra ou a favor do PME? Como foi a votação? Quem foi contrário a retirada do debate referente ao machismo e a homofobia do PME da nossa capital? Nada existe na página da Câmara, nem mesmo o Regimento Interno, como seria diferente em uma casa na qual tem o mesmo presidente desde 2007?

Saúde, seria diferente?

A insegurança nas unidades de saúde e a precariedade na estrutura, por si só, já seriam motivos suficientes para afirmar que vivemos o caos, mas quero limitar essas breves linhas ao debate democrático. Estive na Conferência Distrital do V distrito de saúde, duzentos/as inscritos para um auditório com aproximadamente 100 vagas. Há semanas aguardo resposta de ofício enviado pelo Conselho Regional de Serviço Social (por sugestão do Fórum Paraibano em Defesa do SUS e Contra as Privatizações) para Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, documento no qual solicitamos esclarecimento sobre a Conferência Municipal de Saúde e as etapas distritais; as etapas distritais passaram e na primeira quinzena de julho teremos a Conferência Municipal de Saúde, até o momento fomos ignorados/as.

Não bastasse a péssima qualidade no serviço, na saúde a Prefeitura segue a mesma falta de democracia em momentos que deveriam ser tão importantes na construção, e no aprimoramento, das políticas públicas da nossa cidade.

Lagoa, o Cartão Postal da Capital, um Símbolo da Paraíba.

Quarta-feira, 17 de junho de 2015, desci do 302 em uma das paradas mais movimentadas da Lagoa, ou Parque Solón de Lucena, para quem não queira ficar o popular, e de pronto senti um cheiro de merda (ou fezes para quem achar falta de educação a palavra usada) tomar conta da cidade.

Não bastasse a reforma sem fim que tirou a Lagoa do cotidiano da nossa cidade, ainda somos obrigados/as a conviver com o esgoto e a fedentina que escorre das calçadas do Parque Sólon de Lucena, atravessando o caminho dos pedestres, alagando uma das vias mais movimentadas da cidade e derramando nas águas da Lagoa.

O Cheiro de Quem não é Bom?

Por mais que eu tenha motivo para falar de onde vem, para onde vai e de quem é o cheiro que toma conta da nossa cidade, vou acolher democraticamente a sugestão da minha companheira e limitar minhas palavras - após a derrota da seleção (não mais com S maiúsculo) - ao que já escrevi.



Democracia, saúde e educação, é muito para quem quer melhoria das políticas públicas?

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