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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Daniel de Assis, Presidente do SINTEM, comigo não, vá gritar com seu patrão

Não é comum eu destinar meu tempo para questionar dirigentes de entidade de classe de forma individualizada, mas não sou de levar grito de quem não tem nenhuma autoridade política, estou falando de Daniel de Assis, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município- SINTEM.

O suposto líder sindical, Daniel, questionou aos gritos a minha presença nas mobilizações em defesa da educação, aliou-se com a Prefeitura no argumento de que o movimento estaria mobilizado por questões políticas e eleitoreiras. Ele, além de esconder sua filiação ao PT (partido do Prefeito), fez questão de esquecer que o Vereador Benilton (PT), também diretor do SINTEM, foi contra a greve e sofreu ao lembrar que sou Presidente do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba, entidade que representa centenas de Assistentes Sociais que trabalham no município e que esteve desde o começo ao lado d@s trabalhadores/as da educação em greve.

Não sou fácil de cair em provocação, eu não iria fragilizar uma greve atacando seu ninguém, mas agora que as intervenções de Daniel de Assis coincidem com a do Prefeito Cartaxo e ele acabou uma greve de forma truculenta sem deixar a base falar, algumas coisas precisam ser ditas:

1. Primeiramente deve ser repudiada a  medida da atual diretoria do SINTEM de colocar segurança privada dentro dentro de uma assembleia sindical;

2. Em qualquer diretoria que tenha um mínimo de respeito com os trabalhadores/as que luta, expulsaria seus membros que furaram greve, foram contra a greve após deliberada, ou, no caso dos que são diretores/as de escola, abriram as escolas; não importa se Vereador, membro da CUT/PB ou apenas diretor do SINTEM;

3. Os gritos de qualquer líder sindical deve ser destinado (se necessário) aos patrões, seja Prefeito ou Secretári@s, não a apoiadores/as e/ou integrantes do comando de greve ou da base sindical. Entendo o desespero do suposto líder sindical diante de uma greve construída como todas elas deveria ser, pela base, desculpo seus gritos, mas reflita sobre eles e mire nos inimigos da educação;

4. Parabéns aos/as Trabalhadores/as em Educação que, mesmo após a atual direção do SINTEM abandonar o auditório sem deixar as pessoas falarem, seguiram no espaço e deliberaram por seguir mobilizad@s e com ações concretas, mesmo abandonad@s por quem deveria assumir o papel de líder;

5. Parabenizo ainda o Comando de Greve pela brilhante condução das atividades, de forma ampla pela própria base;

6. Não poderia deixar de parabenizar o Diretório Municipal do PSOL na pessoa do Presidente Renan Palmeira, que inicialmente esperou pela diretoria sindical e, só após perceber que nada seria feito contra postura arbitrária de Luciano Cartaxo, resolveu entrar no Ministério Público com uma ação por suposto assédio moral praticado pelo Prefeito;

7. Sugiro ainda que a atual direção do SINTEM tenha ao menos a decência de fazer a própria defesa diante das acusações do Secretário Adalberto Fulgêncio, pois foi ele que os acusou no dia da ocupação do gabinete do prefeito e foi comigo que Daniel e dois capachos resolveram gritar.

Trabalhadores/as em educação, PARABÉNS! Sigamos a luta em defesa da  educação.

Quando a direção não quer, a base vai lá e faz!

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