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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2016, O Que Teremos de Novo?


Em meio a uma faxina doméstica, entre o natal e a virada de ano, encontrei a faixa dos atos que organizamos nos levantes de junho e julho de 2013 e uma série de recortes de jornal sobre aquele ano que ainda não acabou. Verdade que em 2014, apesar de mais greves realizadas, não tivemos a mesma intensidade de movimento de rua, também é verdade que as eleições de 2014 usaram e abusaram das manifestações de 2013, afinal de contas, ainda estava (e segue) em disputa nos rumos do nosso país.

2015 foi mera continuidade da luta política que voltou para as ruas e, para deixar tudo ainda mais confuso, tornou-se mais intensa na institucionalidade. Essas questões não vão parar ao terminar dezembro. Em 01 de janeiro de 2016 teremos a continuidade desse longo processo, que tende a ser intensificado pela situação econômica mundial e a ser “esticado” em nome da disputa eleitoral entre os que governam e os que já governaram, ambos sem ter o cuidado que o país precisa.

Nós do PSOL não vamos para as ruas defender o Governo Dilma (PT), seus escândalos de corrupção e seus ataques aos direitos do povo; mas também não vamos nos misturar com Eduardo Cunha (PMDB) e o PSDB, também atolados no mesmo mar de lama e retirada de direitos. Estaremos nas ruas como estivemos no último período, #ParaAlémDasUrnas, #PorDireitosELiberdade.

No 2016 que brevemente iniciaremos, não nos retiraremos das ruas, mas também esperamos avançar na disputa institucional, a conjuntura atual é prova concreta da importância do PSOL no Parlamento e na luta por direitos.

Não tenho certeza da minha tarefa eleitoral em 2016, sou pré-candidato a Prefeito de João Pessoa pelo PSOL, mas caso o companheiro Victor Hugo possa assumir essa importante tarefa eu contribuirei na chapa do PSOL que disputará a primeira vaga de Vereador do Partido na Câmara Municipal de João Pessoa, a Câmara precisa deixar de ser composta pelos que estão no Poder e os que estiveram no Poder. Nossa João Pessoa precisa de um Vereador e um Prefeito #ParaAlémDosGabinetes e #ParaAlémDosConchavosPolíticos.

Queria muito limitar minha mensagem ao conhecido “feliz 2016”, ou apenas desejar muita saúde e paz, mas temos pela frente um ano de muito arrocho e ataque aos nossos direitos, o que precisaremos para 2016 é muita energia, muita força, muita garra e atenção para alcançarmos as conquistas e as mudanças necessárias.

2016, que seja um ano das mudanças necessárias!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Repasse do Lançamento da Nossa Pré-candidatura – Tárcio Teixeira.


Breve Resgate

Em 2011 publiquei o texto “Eleições 2012: porque não sou candidato a vereador.”. Nos anos seguintes fui forçado a publicar outros textos na mesma linha, um intitulado “Vote Tárcio Teixeira – 50 : )” e outro “Pré-candidato ao Governo da Paraíba: respondendo para uma colega Assistente Social” (textos publicados no www.tarcioteixeira.com). Todos esses textos vinham no sentido de responder pessoas ligadas ao Governo do Estado da Paraíba ou Municipal em João Pessoa que tentavam colocar uma possível candidatura de Tárcio Teixeira como algo pejorativo, como se as pessoas não percebessem ser apenas uma tática dos que estão no poder para permanecer por lá, sem serem incomodados por pensamentos divergentes.

Sobre 15 de novembro – nosso lançamento

15 de novembro de 2015 realizamos a primeira reunião para debater nossa participação nas eleições de 2016, o convite que fiz para algumas pessoas (militantes ou não) foi para participarem de uma construção horizontal, colaborativa e socialista. Fiquei feliz não apenas com as mais de 30 pessoas que passaram para debater política em um domingo pela manhã, mas também pelas dezenas de ausências justificadas que afirmaram seguir essa perspectiva coletiva e pelo caráter propositivo dos/as presentes.

No dia da nossa atividade a jovem República brasileira completava 126 anos, na verdade menos de 100, já que vivemos dezenas de anos de Ditadura Militar no Brasil. No início da atividade minha mãe lembrava, ao “pé do ouvido”, de outro aniversário: “hoje, caso estivesse vivo, seu pai faria aniversário”. Na vida cotidiana o individual e o coletivo não são separados, a luta política é parte desse cotidiano, onde a individualidade é diretamente ligada a um projeto coletivo.

Além d@s que participaram e/ou justificaram a ausência no lançamento da nossa pré-candidatura, gostaria de agradecer também ao Rosemir e ao Ruan pela receptividade e acolhida para realização da nossa reunião.

Relato do lançamento

Inicialmente fiz um breve resgate da nossa militância e algumas bandeiras levantadas no último período, sempre em ações colaborativas com outros/as militantes e movimentos, a exemplo da batalha contra a Lei das Privatizações em João Pessoa e na Paraíba, a defesa do passe-livre e da redução das passagens e dos levantes de junho de 2013, além de outras bandeiras relacionadas a educação, saúde, meio ambiente, mobilidade urbana e outras ligadas aos/as Assistentes Sociais e estudantes de Serviço Social, ações que, sem sombra de dúvidas, serão pautadas em uma possível candidatura em 2016.

Esse dia – 15 de novembro - não tinha como objetivo o detalhamento de propostas; mas fazer o resgate anteriormente apresentado e debater a atual situação da Câmara dos Vereadores e da Prefeitura de João Pessoa e a importância de que em 2017 nossa capital tenha representantes independentes, com mandatos horizontais que sejam construídos não pela institucionalidade, mas pela população; e pensar como construir coletivamente essa caminhada.

Nossa candidatura ao Governo do Estado da Paraíba em 2014 acabou abrindo espaço para disputas futuras, essa cobrança é uma realidade presente em nosso cotidiano e estamos dispostos cumprir essa tarefa em 2016.

Quase todos/as os/as presentes na reunião optaram por contribuir com a análise e sugerir algumas medidas para construção coletiva, além de declarações de apoio, algumas solicitações de mais informações e diversas sugestões que iam de propostas para sociedade até a forma de organização de uma possível candidatura.

Encaminhamentos

1. Enviar para lista de e-mail dos presentes o programa do PSOL e outras propostas que defendemos (enviaremos a princípios o programa da candidatura de Tárcio Teixeira ao Governo do Estado da Paraíba e o programa do PSOL);
2. Realizar encontros temáticos para apresentação e construção de propostas para a cidade, iniciando pela Política de Educação;
3. Estruturar e envolver outras pessoas em uma campanha de captação de recursos para luta por direitos e para ações de planejamento programático;
4. Estruturar grupo nas redes sociais para mobilização e debate programático de nossa pré-candidatura (https://www.facebook.com/groups/1536640196587969/).


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Pedalada Fiscal de Ricardo Coutinho.

Dois dias após colocar-se contrário ao Golpe, Ricardo Coutinho promove mais um grande Golpe contra a Paraíba e seus Servidores/as.

O Governador reconhece o caos promovido por ele na Economia do Estado. Quinta-feira, 17 de dezembro de 2015, ele reconhece que o orçamento da Paraíba pode terminar deficitário e aprova lei, com apoio da sua tropa de choque na Assembleia Legislativa, para ter o direito de meter a mão no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras e usar os recursos da nossa Previdência para cobrir o rombo de sua responsabilidade.

Esse desgoverno já aumentou a luz e água do povo da Paraíba, esse mesmo desgoverno liberou impostos de empresas por quinze anos, em pleno período eleitoral, mas para os trabalhadores e trabalhadoras, só arrocho.

Essa pedalada fiscal é pior que a de Dilma e a de outros Governadores.


Ricardo Coutinho, nós, Servidores e Servidoras, vamos lutar contra sua Pedalada Fiscal, #NãoVaiTerGolpe, você não vai meter a mão em nosso bolso.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Para Além das Notas, a Luta de Classes é na Rua!*

* Tárcio Teixeira – Presidente Estadual do PSOL/Paraíba.

Sou do PSOL, sou oposição programática e de esquerda ao governo Dilma (PT), sou contra o impeachment e estarei nas ruas no dia 16 de dezembro, vamos junt@s!

Na luta de classes não cabe medo de bola dividida, de ser rotulado de governista ou sectário. Também não cabe cair na lógica bipolar de que só existe duas posições: favoráveis ao governo ou ao impeachment. O governo Dilma é indefensável, o que ele passa atualmente é resultado de suas alianças prioritárias com os partidos de direita, inclusive o PMDB, e dos constantes ataques contra a classe trabalhadora. Por outro lado, defender um processo dirigido pelo Eduardo Cunha (PMDB), construído em meio a chantagens e posições oportunistas de rateio do atual ou de um possível novo governo, não cabe o PSOL. Nosso partido tem sido linha de frente no Fora Cunha, não vamos legitimar um processo de impeachment construído nessas bases.

Ninguém em sã consciência acreditaria que tirar Dilma (PT) para colocar Michel Temer (PMDB), seu Vice, no lugar, traria de fato alguma transformação para nosso Brasil, como diz a resolução aprovada no 5º Congresso Nacional do PSOL, seria “aprofundar “uma ponte para o futuro” que é mera continuidade do presente, pavimentada pelos materiais do privatismo puro e duro”.

A saída para crise (e não venham com as palavras vazias de que não existe crise) não será alcançada com a palavra de ordem do “fica Dilma” - essa deverá sair em 2018 pela traição de classe que vem sendo seu governo, nem com negociatas via Congresso Nacional e Palácio do Planalto; as saídas só serão possíveis com a pressão popular, com reformas profundas, com uma mudança drástica no modelo econômico. Nosso Brasil precisa, e vamos buscar nas ruas, de mais participação popular, de ampliação da democracia, das maiorias sociais dirigindo o país. Mais uma vez invocando o 5º Congresso Nacional do nosso Partido, esse é o melhor, se não o único “antídoto à corrupção sistêmica”.
  

#ForaCunha #ContraOAjusteFiscal #ContraOImpeachmet

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Fascismo do Cunha Bateu em Minha Porta

Acabo de voltar do 5º Congresso Nacional do PSOL. Eu estava empolgado para escrever uma nota com as notícias do nosso Partido, sobre as principais deliberações e como, após quatro anos como membro da Comissão Nacional de Ética do Partido, percebo minha participação na próxima Direção Nacional do PSOL. Infelizmente, após ler os insultos em meu vídeo sobre o impeachment, preciso seguir o “debate”.

Fui acusado de fazer parte da quadrilha, de ser um cara de pau, um lixo vagabundo, chamado de doente mental, vergonha da Paraíba e “comunista fela da puta”. A falta de argumento, a raiva impregnada nos comentários e os vídeos postados nos canais das pessoas que tentaram fazer o “debate político”, deveria ser motivo mais que suficiente para eu deletar os comentários (https://www.youtube.com/watch?v=-Nhs9LtXzWc) e “deixar para lá”, mas não farei isso, é mais grave do que parecer, pontuarei apenas algumas reflexões sobre os xingamentos que recebi:

1.                  O Fascismo de Eduardo Cunha - chantagista que tenta sair do foco das denúncias de corrupção com a aceitação do processo do pedido de impeachment, é o ódio que impulsiona os comentários que recebi no youtube;

2.                  Visitei o canal dos xingadores, ao ver os vídeos em apoio a Bolsonaro pude entender ainda mais o ódio dos comentários;

3.                  Eduardo Cunha e o PSDB de Aécio Neves não vão conseguir dividir o país entre os que são favoráveis ao impeachment e os que defendem o Governo Dilma, esse Governo é indefensável;

4.                  Quanto a tentativa de xingamento machista, esqueçam, minha mãe é Turismóloga, mas caso fosse puta, meu amor seria do mesmo tamanho;

5.                  Quanto ao “doente mental”, esse também não entendo como um xingamento: “Eu sou louco, mas sou feliz / Muito mais louco é quem me diz / Eu sou dono, dono do meu nariz / Em Feira de Santana ou mesmo em Paris” (Raul Seixas).

Quem ainda não viu meu vídeo sobre o impeachment, basta visitar o link: http://www.tarcioteixeira.com/2015/12/tarcio-teixeira-sobre-o-impeachment-da.html

Segue ainda o link para nota de Direção Nacional do PSOL, aprovada alguns dias após publicação do meu vídeo: http://www.psol50.org.br/2015/12/a-crise-e-o-impeachment-nota-do-diretorio-nacional-do-psol/


Não sou do campo do ódio, mas sou menos ainda de baixar a guarda para os que atacam a democracia.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Tárcio Teixeira, Sobre o impeachment da Presidenta Dilma.

Vivemos um dia histórico em nosso país, esse 02 de dezembro de 2015.

A pessoa mais questionada de todo Brasil, por sua forma truculenta de presidir a Câmara dos Deputados e diante das graves denúncias que recaem sobre ele, Eduardo Cunha, autoriza a abertura do processo de impeachment da Presidente Dilma.

Um Congresso apodrecido decidindo os rumos da frágil democracia brasileira.

Movimento que só é possível devido a traição histórica do Partido dos Trabalhadores contra os que vivem do trabalho. As contrarreformas previdenciárias, a entrega dos nossos Portos e Aeroportos, a retirada de direitos trabalhistas e todo ajuste fiscal, seguiu a mesma política do PSDB de Serra, Aécio, FHC e, aqui em nossa Paraíba, de Cássio Cunha Lima.

Uma traição histórica que colocou o PT no canto do ringue para ser golpeado pelo que tem de mais atrasado na Política Brasileira.

Um Processo de impeachment presidido em base a chantagem de Eduardo Cunha para evitar seu processo de cassação deve ser rechaçado por todos e todas que defendem a república e a frágil democracia brasileira.

Não vamos aceitar a falácia dos que fazem a velha política divida o Brasil entre os que querem o impeachment e os que defendem o Governo.

Esse governo é INDEFENSÁVEL, mas nossa frágil república não aceitará, nem suportará a liderança de Eduardo Cunha e seus aliados em um golpe, mesmo que sem fuzil.


Somos Oposição de Esquerda ao Governo Dilma, Estamos com a República e a Democracia. Seguiremos na luta por direitos!

sábado, 28 de novembro de 2015

Sobre o TCM: PSOL é Favorável a Transparência e Contra o Aparelhamento dos Órgãos Público


O Diretório Estadual do Partido Socialismo e Liberdade na Paraíba (PSOL/PB) vem a público repudiar a forma como o Governo do Estado e seus representantes na Assembleia Legislativa estão tratando o povo da Paraíba no debate sobre o Tribunal de Contas dos Municípios - TCM, sem diálogo com a população e como parte do joguete político. 

Convivemos com uma realidade de retração da economia e queda na arrecadação, com consequentes cortes no investimento público e retirada de direitos da classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que, recentemente, foram feitas muitas denúncias em relação ao Tribunal de Contas do Estado no que se refere aos abusos no uso dos recursos públicos, especialmente, para o pagamento de diárias. Entendemos que a criação do TCM impactará, sobremaneira, os cofres públicos pois, só para pagar os subsídios de novos sete Conselheiros custaria algo em tono de R$ 3,5 milhões ao ano. Entendemos que contratar novos auditores concursados para o TCE, com tarefas específicas para acompanhar os municípios seria o mais coerente. Os estados que possuem TCM, a exemplo do Ceará, não avançaram em relação à celeridade de análise das contas públicas, muito pelo contrário, naquele estado muitos gestões municipais visivelmente ímprobas estão prestes a serem liberados da análise de “suas” contas por extrapolarem o prazo de cinco anos.

O debate não é meramente técnico ou relacionado aos gastos públicos, afinal de contas os Conselheiros assumem seus cargos por indicação política, é fundamental uma reestruturação na forma de gestão do TCE. Defendemos que os Conselheiros sejam eleitos entre servidores de carreira, aí sim existiria análise técnica e respeito aos prazos. O quadro de pessoal do TCE é insuficiente para analisar as contas do Governo do Estado e dos Municípios. Essa é a realidade, a criação de um novo Tribunal, com novos Conselheiros e a divisão do atual corpo técnico, não resolverá absolutamente nada, apenas criará um novo órgão, com conselheiros ligados ao atual Governador, escolhidos dentre os membros da Assembleia Legislativa e outros aliados políticos. 

A Paraíba passará a ter o TCE com conselheiros escolhidos do Governo Cássio e o TCM com conselheiros escolhidos do Governo Ricardo. O joguete político rebaixará ainda mais as atribuições técnicas do Tribunal de Contas. A ampliação do corpo técnico concursado e de Conselheiros eleitos entre funcionários de carreira é o melhor caminho para reduzir gastos e garantir funcionamento técnico ao TCE. Entendemos que acelerar essa decisão sem o devido debate, em meio a antecipação das eleições municipais, é uma grande arbitrariedade e aparelhamento dos recursos públicos para alinhamentos políticos eleitorais. 

Diretório Estadual do PSOL/PB

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Vereadores/as de João Pessoa e Bolsonaro, Mais Lixo na Política. #ForaBolsonaro*

*Tárcio Teixeira- Ex Candidato ao Governo 
da Paraíba, Presidente do PSOL/PB,
membro da Comissão Nacional de
Ética do PSOL.


Uma Câmara Municipal que aprova por maioria uma Sessão Especial com Jair Bolsonaro (PP-RJ) não vale nada para política, não vale nada para democracia brasileira e para transformação social que a sociedade tanto clama. Defender Bolsonaro é o mesmo que defender os valores antirrepublicanos defendidos pelo lixo da política brasileira. A Câmara de João Pessoa definitivamente chegou ao fundo do poço, precisa ser refeita, quem vota com Bolsonaro não merece representar o povo de João Pessoa.

Que a Elisa Virginia defenda o Bolsonaro, é de se esperar, ela é uma das representações do atraso da política paraibana, é uma mulher que cala diante das conhecidas declarações de Bolsonaro contra as mulheres, é uma Vereadora que ataca a diversidade da nossa Capital; mas a maioria da Câmara de João Pessoa seguir a mesma linha de defesa de Bolsonaro é o sinal de que a lama cobre o legislativo municipal.

Defender Bolsonaro é defender a Ditadura, a violência contra as mulheres, o racismo e a homofobia, ou esses/as parlamentares esqueceram que Bolsonaro: em meio aos trabalhos da Comissão da Verdade da Câmara dos Deputados, agrediu fisicamente um Senador da República na frente da antiga sede do DOI-Codi, da mesma forma que fazia os militares da Ditadura; trata do estupro com deboche e afirma que as mulheres devem receber salários inferiores aos dos homens pelo fato de engravidarem; defende o retorno da ditadura militar; relaciona homoafetividade com pedofilia. Esse fanfarrão não é bem-vindo em nossa Paraíba.

Fora Bolsonaro, que a Câmara Municipal cancele a Sessão da Vergonha!

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Leiam algumas das arbitrariedades defendidas por Jair Bolsonaro:
1. “O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)
2. “Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)
4. “Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)
5. “Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados” (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)
6. “A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)
7. “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)
8. “Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)
9. “Parlamentar não deve andar de ônibus”. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)
10. “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” (Bolsonaro justificou a frase: “quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano”)


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cartaxo Tem Lei para Privatizar Políticas Públicas de João Pessoa.

(Foto: Walter Paparazo/G1)
Acompanho alguns grupos no WhatsApp, mas um acompanho com mais atenção, mesmo com pouca interação virtual, o que é formado por dezenas de trabalhadores/as da educação da Prefeitura de João Pessoa. Hoje, no grupo mencionado, li uma postagem que veio a cabeça um assunto que precisamos urgentemente retomar o debate no próximo período, a Lei nº 12.210, de 15 de setembro de 2011 (Lei 12.210/2011).
Em 2011, assim como o Governador Marcone Perilo (PSDB/GO), em Goiás, outros governos municipais e estaduais aprovaram leis para terceirizar/privatizar as mais diferentes políticas públicas, foi assim também na Paraíba e em João Pessoa, também em 2011, e em Campina Grande nos anos seguintes. Agora Marconi Perilo, assim como fez na saúde em 2011, quer terceirizar/privatizar a Educação Pública.
A Lei 12.210/2011, em vigor em João Pessoa, foi aprovada em meio a uma verdadeira guerra, sobre grandes protestos, agressões físicas e denúncias de roubo de celular para impedir gravação das agressões sofridas por manifestantes. A Lei foi aprovada com Policiais Militares emparedados nas portas da Câmara Municipal de João Pessoa, também cercada por cavaletes. Ao final do texto posto os links com cobertura do G1 e um vídeo que editei com imagens da época, artigos da lei e  lista dos/as Vereadores/as que foram favoráveis ao processo de terceirização/privatização.
O Art. 1º da Lei 12.210/2011 permite que Cartaxo (PSD/PB), sem autorização da Câmara Municipal, "[...] através de ato próprio, poderá qualificar como organização social pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos.". Pior, a lei que Cartaxo tem em mãos permite, em seu Art. 2º, que essas organizações privadas possam "Atuar, essencialmente, nas áreas de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e assistência social" (Negrito nosso). Ele tem carta branca para privatizar/terceirizar todas as políticas publicas.
A preocupação que tenho é a mesma da ampla maioria dos/as trabalhadores/as da educação de João Pessoa e da população que tem sido contra o processo de terceirização/privatização, o medo de que Cartaxo utilize esse aparato legal, tendo como justificativa a crise econômica, para avançar em um processo de terceirização da saúde, educação, assistência social, cultura e demais políticas alcançadas pela Lei 12.210/2011, e passe a contratar sem licitação e sem concurso público. Caso isso ocorro, em meio a falta de transperência da gestão municipal, teremos o enterro dos recursos públicos e das políticas públicas de João Pessoa.
Pela revogação imediata da Lei nº 12.210, de 15 de setembro de 2011, todos/as em defesa das Políticas Públicas da nossa João Pessoa.



Cobertura realizada pelo portal G1:

Vereadores que votaram a favor do projeto (G1): Zezinho do Botafogo (PSB); Raíssa Lacerda (DEM); Jorge Camilo (PT); Vera Lucena (PSDB); Sales Dantas (PR); Felipe Leitão (PRP); Geraldo Amorim (PDT); Pastor Edmilson (PRB); Bosquinho (DEM); Sandra Marrocos (PSB); Bruno Farias (PPS); Bira (PSB).


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

38 Anos de Vida, Entre a Ordem e o Duvidar!

“Vou duvidar de quem pensa que é melhor
Vou duvidar daquilo que já sei de cor
Vou duvidar de quem não põe o pé na lama
Vou duvidar de quem diz que não se engana
(Titãs)

31 de outubro de 2015, completo 38 anos de Vida Vivida. Verdade, não sou mais um boy, mas ainda pretendo viver outros tantos Carnavais (sempre com letra maiúscula). Lembro que até o início de 1997 meus objetivos eram simples, não queria nada mais que boa parte da população coloca como meta, casar, ser pai e conseguir um emprego. Sempre tive planos para chegar onde queria, arrumei uma namorada, estudei pela manhã, estagiei no intervalo do almoço, trabalhei a tarde e, a noite, vendi cachorro quente na frente da faculdade. O que seria da minha vida se tivesse sido “só” isso? Afinal de contas já casei duas vezes, tenho uma filha maravilhosa e já consegui alguns “empregos”.

No mesmo 1997 três figuras, em especial, perceberam meu potencial em pensar o coletivo e, quando menos percebi, eu estava no Movimento Estudantil. Estou falando de Roger, Patrícia e Dany, essa última com uma frase clássica que ecoa até hoje em meus ouvidos: “o tempo depende de você, é uma questão de organização e prioridade”. A primeira vez que ouvi aquilo eu pensei: “e essa doida sabe o que é acordar 06h30 e ir dormir 24h?”.

Antes de 1997 eu lembrava apenas de três momentos políticos: eu criança vendo, após a eleição indireta de Tancredo, as pessoas correndo pelas ruas de Mombaça-CE com uma alegria sem fim; ainda criança, empolgado com a firmeza de Brizola falando na disputa  eleitoral de 1989; e no fora Collor, já no início da adolescência (14 anos), acompanhando a coluna do PCR, hoje importante aliado político.

De lá para cá a política tem feito parte da minha vida, vida que deixou de ser um eu limitado aos amigos e familiares ao descobri o “Matrix”, sem conseguir recuar para um mundo no qual a exploração de classe só não exista “na minha cabeça”. Foi em decorrência dessa desigualdade, que fez deixarmos os nossos em nome de emprego e renda, que saí do meu sertão, lá no Ceará, ainda criança, levado por uma GUERREIRA, viúva aos 18 anos, para “arriscar a vida” em Recife-PE, onde uma desbravadora (tia Marieta) já tinha aberto caminhos para os que chegariam depois.

Caramba! Como terminarei essas linhas como pensei inicialmente? Não conseguirei, vou seguir com a vontade de escrever que consome esses dias pré-aniversário, mesmo que eu não detalhe as águas e os ratos da cheia da Madalena, que não detalhe outas tantas negatividades e positividades da caminhada, que eu não desenhe as aventuras do TRM (fiquem curiosos - ainda não tive coragem nem autorização) de escrever sobre esse trio de coração tão aberto. Será que só eu fico assim nesse período?

Mudei e mudei muito! Morei em 02 estados, 05 cidades, 10 bairros e 17 casas, isso sem contar as 04 casas e os dois bairros que morei em João Pessoa-PB, quando definitivamente pude, de fato, escolher onde morada com a Baiana que amo e vivo há 9 anos.

Vivo há pouco mais de 8 anos na Paraíba, mas com uma intensidade maior do que onde nasci e onde cresci. Aqui, em nossa Paraíba, conheci mais de 80 cidades; fui o delegado sindical mais votado nos Correios; defendi minha dissertação de Mestrado; fui um dos 7 membros da Comissão Nacional de Ética do PSOL por duas gestões; fui eleito e reeleito Presidente do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba, ao lado de um grupo fantástico; contribuí para mudar o perfil do PSOL na Paraíba; e fui candidato a Governador do Estado. Tudo isso em 8 anos! Essa intensa história diz: “se ligue, você não pode mais recuar”.

É, parece que terminei o texto antes do esperado. Não tenho pretensão de recuar, a realidade que faz o ser humano, a minha fez eu ter clareza de que lado estou.

Opa! O mote que eu queria escrever ficou fora desse texto, vamos lá! Eu, até alguns anos depois de 1997, tinha muito medo de ficar velho, tinha muito medo da morte, talvez pelos limites dos planos ou da visão de mundo que eu tinha na época. Quando comecei a militar, a ter uma visão para além da minha vida, passei a ter outra visão da história, passei a entender que eu não tinha medo da velhice, que eu não tinha medo da morte; passei a entender que meu medo era de ser tratado como os idosos são tratados hoje, que meu medo era de morrer simplesmente sendo mais um casado, pai, empregado e que nada fez para que esse mundo seja diferente para os que estão e para os que chegam e seguiram chegando para melhorar esse mundão.


Por mais que alguns digam que é pouco o mundo que temos para o que precisamos enquanto humanidade, nosso mundo só é o que é pelo “simples” fato de tantas viúvas ousarem, de tantos filhos da classe trabalhadora romperam barreiras, de tantos militantes não recuarem. Comecei a militar 90 anos depois da Revolução Russa, que não chegou onde queríamos, mas é importante lembrar que a exploração de classe vem de milhares de anos no mesmo rumo da exploração que vivemos hoje. Seguirei a máxima do “vou duvidar” e agarrado em algumas linhas anarquistas de Raul Seixas, as mesmas estampadas em minha monografia: “não sei onde estou indo, mas sei que estou em meu caminho”.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Aos que Perguntam Sobre 2016, Seguem Algumas Breves Linhas*

*Tárcio Teixeira – Presidente Eleito do PSOL/PB.

João Pessoa - Eleições Antecipadas

Os ditos grandes partidos, aqueles que fazem a pequena política, já estão em plena campanha. Uns por acreditar na máquina da Prefeitura de João Pessoa e nas alianças que vão do purgatório ao inferno; outros, também com o mesmo formato de aliança, por ter a máquina do Governo da Paraíba e acreditar que pode testar nomes, assim não arriscam jogar, logo de cara, a predileta da Granja aos leões. Alianças definidas? não acredito nisso, o purgatório e o inferno costumam esperar pelo “quem dá mais”. Nesse mesmo “pacote” eu coloco os/as vereadores/as e ex vereadores/as que tentam seguir ou retornar ao Parlamento Municipal, mais representantes do Prefeito e/ou do Governador, dos que governam contra os que já governaram, que de fato representantes do povo.

PSOL com Nova Direção

Recentemente tivemos as Plenárias Municipais e o Congresso Estadual do PSOL/Paraíba, na Plenária de João Pessoa e na etapa Estadual, tivemos duas chapas disputando, a proposta política que defendemos alcançou a vitória nas duas oportunidades, consolidando um Partido em consonância com nossa Direção Nacional. A disputa passou, agora temos uma única direção para cada instância, Diretório Municipal de João Pessoa e Diretório Estadual, composta proporcionalmente por representantes dos diferentes agrupamentos internos.

Como fui eleito Presidente do Diretório Estadual do PSOL na Paraíba, entre as muitas tarefas de Presidente eleito, temos que armar o PSOL para as eleições de 2016, para isso construiremos um seminário estadual a ser realizado em dezembro de 2015, ou janeiro de 2016, para debatermos programa, alianças e apresentamos os pré-candidatos/as do PSOL nos diferentes municípios. Apesar desse marco, em meio ao que vejo nas últimas semanas, gostaria de socializar um breve ponto de vista sobre o PSOL em João Pessoa, cidade na qual milito com maior intensidade.

2016 - Resultado não se Antecipa

Não é verdade que as eleições 2016 serão definidas entre Cartaxo (PSD) e Ricardo (PSB), lembrem que ninguém acreditava que o PT elegeria o Prefeito de João Pessoa em 2012. O PSOL terá candidato a Prefeito em 2016 e uma chapa para vereador com aproximadamente 30 candidat@s. Tenho lido algumas declarações sobre o PSOL que não são reais, já que não fechamos questão sobre 2016, enquanto isso não ocorre, o que temos são apontamentos internos, dos quais eu também tenho os meus.

Sou um militante partidário, apesar do indivíduo Tárcio Teixeira querer, e ser cobrado para, compor a chapa de vereador em 2016, coloco a frente minha visão como dirigente do PSOL. Hoje temos dois nomes apresentados como consenso no interior do PSOL, o de Avenzoar Arruda e o de Victor Hugo, o primeiro foi claro ao afirmar que (hoje) não tem eleições em seus planos para o próximo ano, o segundo, outro grande companheiro, ainda reflete sobre a proposta. Caso nenhum dos dois nomes aceite a tarefa, eu entendo que o PSOL não pode recuar, deve manter a linha política de 2012 e 2014, meu nome pode figurar na lista de pré-candidatos.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Congresso do PSOL/PB (18 de Outubro): Fortalecer o Partido nas Ruas e nas Urnas.

Domingo, 18 de outubro de 2015, 09h, no Hotel JR, em João Pessoa, realizaremos o Congresso Estadual do PSOL Paraíba. Participarão com direito a voto 29 delegados/as eleitos/as em 14 plenárias, sendo 12 municipais e 02 intermunicipais. As plenárias organizadas pelos Diretórios Municipais reuniram na base do Partido 153 filiados/as aptos/as para votar, além de outros/as que foram filiados/as após o censo congressual, totalizando mais de 200 filiados/as reunidos/as na base partidária. Um crescimento quantitativo e qualitativo do PSOL na Paraíba.

No Congresso Estadual será renovada a Direção Estadual do PSOL/PB e serão eleitos/as 03 delegados/as para o Congresso Nacional do Partido, que será realizado entre os dias 04 e 06 de dezembro de 2015.

Estou a dois mandatos (2012/2015) como um dos sete membros na Comissão Nacional de Ética do PSOL e fui candidato ao Governo da Paraíba pelo Partido, tarefa a qual não dediquei simplesmente a propagandear um nome ou pensar em candidaturas futuras, dediquei minha tarefa de candidato ao processo de ampliação do alcance dos nossos ideais políticos. Agora estou colocando meu nome a disposição do Partido para presidir o PSOL em nossa Paraíba e sigo dialogando com militantes de outros estados para saber se assumirei alguma tarefa nacional no próximo período.

Estive presente em todas as plenárias municipais do PSOL/PB e tenho dedicado boa parte do meu tempo ao fortalecimento do nosso Partido. Acredito que a próxima Direção do PSOL/PB tem a obrigação de avançar na tentativa de que, pela primeira vez em 10 anos de partido legal, possamos acessar o fundo partidário na Paraíba. A tarefa de ampliar o Partido para outros municípios e de articular os Diretórios Municipais já criados, visando armar a militância para eleger os primeiros parlamentares do PSOL na Paraíba, é outra árdua tarefa, esta bem maior que o Diretório Estadual e os Diretórios Municipais, tarefa que precisa unir todos/as os/as filiados/as e lutadores/as sociais da Paraíba.

Temos 04 Deputados Federais Eleitos pelo PSOL entre os 05 melhores Deputados Federais do País e outro, que ingressou recentemente no Partido, entre os 10 melhores. A lei da mordaça, recentemente aprovada no Congresso Nacional, foi voltada especificamente para calar o PSOL, mas além de questioná-la na justiça, a base social construída pelo PSOL vai avançar para garantir o direito de voz ao Partido, a democracia deve prevalecer. A Paraíba carece de parlamentares do nível do PSOL, não arredaremos o pé da luta por direitos e fortaleceremos o Partido para colocarmos nossos pés em diversas casas legislativas municipais, sem esquecer das Prefeituras que disputaremos com todo nosso vigor, a exemplo de Cajazeiras, onde temos o companheiro Gobira como pré-candidato.

Não sabemos quantas chapas serão inscritas para disputar a Direção do PSOL/PB, mas como a Direção Estadual é composta de forma proporcional, tendo representação de todas as chapas inscritas, temos a clareza de que a quantidade de chapas que forem apresentas no Congresso não será motivo para que não tenhamos uma Direção unitária, com foco nos objetivos coletivos, será mais uma importante etapa da democracia interna.

No dia 18 de outubro não vamos repetir o debate já realizado nas Plenárias Municipais, entendemos que o Congresso Estadual é o momento de unir o partido, de construir uma síntese do debate apresentado nos municípios, respeitando as diferenças e fortalecendo o PSOL como um importante instrumento democrático na luta pelo socialismo.

Vamos todos e todas, junt@s! Potencializando o que nos une e dedicando nossas forças contra nossos adversários de classe.

Unidade na Luta por uma outra Paraíba, Unidade na Luta pelo Socialismo!


João Pessoa, 13 de outubro de 2015.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

PSOL/PB: Objetivos Alcançados Ainda no Prazo Antigo, Podemos e Vamos Muito Além!

Amig@s, sentimento de dever quase cumprido. Há uns três anos, antes da campanha de Prefeito com o companheiro Renan Palmeira II, eu disse que após as eleições municipais de 2012 o PSOL seria outro, que ampliaríamos na Paraíba e que em 2016 elegeríamos o/a primeiro/a Vereador/a do PSOL em João Pessoa e que avançaríamos para dois, caso novos quadros entrassem no Partido.

Estamos em 2015 e já é possível perceber que mais que triplicaremos nossa intervenção em números de municípios envolvidos na luta por direitos e nas eleições de 2016. Iremos disputar diversas prefeituras, mas em especial a de Cajazeiras e a de Pilar, onde, antes do PSOL decidir, os/as trabalhadores/as já escolherem o os candidatos do PSOL. Mas, já que temos importantes dirigentes nos diferentes municípios da Paraíba, dedico essas linhas em especial para João Pessoa, onde tenho dedicado muita energia da minha militância organizativa, sempre ao lado de guerreiros/as que fazem o PSOL e a luta por direitos.

Nas ruas e nas urnas temos avançado na parceria com os companheiros/as do PCR, novamente com filiações democráticas no PSOL. Além dos nomes que já tínhamos, importantes quadros aderiram ao Parido, a exemplo de Regis Soares, chargista reconhecido em nossa Paraíba, Victor Hugo Nascimento, militante sindical aguerrido, e Nascimento, que liderou a oposição ao Sindicato dos Motoristas. Não paramos aí, além desses companheiros, passaram a compor nossos quadros professores, como Marcelo Cantalice, entre outras importantes militantes temos Luciana Galvão, Rosália Barbosa e Geraldina Targino, mulheres do povo que chegam para fortalecer o PSOL e a luta por uma sociedade socialista. Sem esquecer dos/as que tínhamos da fundação do PSOL até as filiações de abril de 2015.

Estou citando apenas algumas das filiações de outubro de 2015. Em 2016 Teremos mulheres candidatas não para cumprir cota, mas para mostrar que lugar de mulher é na política, onde essas guerreiras vivem o dia a dia. Para essa caminhada precisaremos de todos/as que cumpriram papeis distintos no PSOL, dos fundadores aos novos filiados/as, mas principalmente da população em geral que acredita que o PSOL é uma alternativa em meio a tanta descrença com a política.

Verdade que a contrarreforma eleitoral que veio do congresso ampliou o prazo de filiação, mas estou muito satisfeito com as conquistas que temos até agora, no prazo "antigo". Satisfeito, não parado, tentarei passar a instiga que estou para muitos/as outros/as e ampliar ainda mais esse campo que é maior que nossas individualidades, que é maior que o PSOL.

A contrarreforma eleitoral de Cunha (PMDB), e que Dilma (PT) não vetou, permite que as empresas de TV tirem o PSOL dos debates eleitorais, mas queremos chegar tão forte em 2016 que, caso queiram nos barrar, o tamanho da força popular não permitirá.

Venham que venham! Vamos que vamos!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Cartaxo (O Prefeito Quebra-cabeça) não é o PT da Entrada, Mas é o PT da Saída!

Mais uma do Prefeito quebra-cabeça*, querer reinventar a política com o que ela tem de mais velha, pedaços do PSDB que optaram por seguir na estrutura do poder. Qualquer semelhança entre PMDB e PSD não é mera coincidência.

Não é de hoje, há quase dois meses eu dizia ao companheiro Avenzoar que ninguém deveria ficar surpreso caso Cartaxo saísse do PT e fosse o candidato oficial pelo PSDB; verdade, ele foi para o PSD, mas ainda pode ser o candidato oficial do PSDB e aliados, errei na legenda e acertei na política.

Cartaxo desfez e refez praças; adaptou creches no processo de municipalização; fez concurso e manteve a ampla contratação de prestadores; fez e desfez alianças; reduziu e aumentou (ainda mais) o preço das passagens; defendeu o PT e detonou o PT; desfez e ainda não refez a Lagoa; derrubou árvores e não melhorou a mobilidade humana, assim como não reduziu o déficit imobiliário. Em outras palavras, sempre recomeça o quebra-cabeça, sempre promete o fim dos trabalhos, até termina alguns algumas simples adaptações, fechando uma pequena parte do quebra-cabeça, mas nunca resolve os problemas estruturantes da nossa cidade. Esse é prefeito quebra-cabeça!

Verdade, Cartaxo nunca foi o militante do começo do PT, daquele PT que lutava por direitos, pela transformação social, daquele partido que não se coligava simplesmente por querer cargo. Cartaxo sempre evitou enfrentamentos diretos com as oligarquias da Paraíba, é pública a intenção que ele teve em fechar uma aliança com PSDB em outras oportunidades. Cartaxo nunca foi do PT das origens!

Também é verdade que Cartaxo cabe perfeitamente no PT da sua saída, sem crédito, queimado devido a traição cometida contra os/as trabalhadores/as. Assim como o atual PT, Cartaxo é aliado de qualquer um, sua base aliada na câmara vai do DEM ao PSDB, do PT ao PSD, ele cabe em qualquer um. Não é o militante das origens, mas, para onde quer ele vá, sempre carregará o fardo do PT da atualidade, contra os/as trabalhadores/as.

Cartaxo dirige uma gestão que não avança em quase nada na melhoria da cidade; digo quase nada por um simples fato, foi na gestão dele que avançou o processo municipalização das creches, com recursos e gente pressionado para avançar; não seria igual, mas não seria muito diferente qualquer outra gestão tradicional tocando esse processo de municipalização.

Na saúde, na segurança, na educação, no diálogo com as diferentes categorias do serviço público, em nada esse gestor municipal avançou. O PT usou e abusou dos cargos de confiança, calando diante dos desmandos da atual gestão; seguindo ou não com os cargos na atual gestão, será um dos responsáveis pelo atual abandono da nossa cidade.

Nós, do PSOL, seguimos erguendo as bandeiras e os princípios abandonados pelo PT, seguimos ao lado dos/as trabalhadores/as, não abandonaremos nossos princípios e ergueremos cada vez mais a bandeira da ética e da transformação social. Se Cartaxo e o PT se alia com qualquer um, nós não, seguiremos com os/as trabalhadores/as, seguiremos com nossa cidade, seguiremos por uma nova João Pessoa.

Com ou sem a contrarreforma de Eduardo Cunha, teremos candidato a Prefeito e elegeremos os/as primeiros/as vereadores/as do PSOL em João Pessoa.


*expressão decorrente de uma conversa com o militante Júlio Cezar que, como bom conhecer da causa do povo, começou a relatar que tudo que Cartaxo fazia era remendar o que já existia.