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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Assistentes Sociais e Estudantes de Serviço Social:

Carta Aberta Sobre Nossa Candidatura ao Governo do Estado.

Antes de ser candidato ao Governo do Estado da Paraíba tive várias conversas e reuniões com dezenas de colegas Assistentes Sociais e estudantes de Serviço Social. Quem estava na gestão 2011/2014 do CRESS/PB, assim como @s integrantes da chapa “Seguir na Luta, Forte e Independente” (hoje gestão 2014/2017), fizeram parte da minha decisão de aceitar ser candidato ao Governo da Paraíba; o mesmo diálogo foi feito com a categoria. Mesmo sabendo que @s representantes do Governo, que querem mudar a linha de luta do nosso CRESS/PB, usariam esse meu direito democrático de forma pejorativa, eu fui honesto com a categoria e jamais escondi que seria candidato e ampliaria a luta por nossos direitos.

Assim fiz por entender que precisávamos de um porta-voz em um momento tão importante para Paraíba, permitindo fortalecer as bandeiras dos Movimentos Sociais e d@s Assistentes Sociais. Saí candidato por ter tido respaldo de estudantes e profissionais e por ter a certeza de que minhas/meus companheir@s seguiriam de forma positiva a gestão do nosso CRESS/PB. Agradeço plenamente a tod@s que fizeram (e fazem) as duas últimas gestões do Conselho, o trabalho de vocês foi segurança para eu ter a certeza de que poderia ser candidato ao Governo da Paraíba, eu sabia que nosso Conselho estaria em boas mãos.

Desespero de Algumas

Nesse período eleitoral diversas pessoas falaram da postura desrespeitosa de alguma(s) colega de profissão sobre nossa candidatura, não tive a mínima preocupação em responder. Por mais que alguns/mas não sejam honest@s o suficiente para dizer a verdade, @s Assistentes Sociais da Paraíba sabem quem ocupa cargo nas diferentes esferas de governo e os verdadeiros motivos de críticas vazias e raivosas. Tod@s viram o quanto nossa candidatura foi importante para ampliar nossas bandeiras.

@s Assistentes Sociais/Estudantes e as Eleições

Sabemos que milhares de Assistentes Socais estão atuando no Serviço Público, a ampla maioria da categoria; sabemos ainda que a maior parte desses contratos são precários. Essa situação levou muit@s colegas de profissão a fazer a mesma forma de campanha que fizeram no CRESS/PB, na “boca miúda” para evitar perseguição.

Eram amig@s dizendo não poder comentar ou curtir no facebook, dizendo existir uma tal “visita qualificada”, que nada mais é que a obrigação para fazer campanha, mesmo sem acreditar ou defender determinado candidato ligado a diferentes gestões públicas. Essa nefasta forma de fazer política, digna das piores legendas brasileiras, vimos nas eleições do CRESS/PB e nas eleições para o Governo da Paraíba. Podem até ter silenciado alguns/mas, mas não impediu o voto ou o diálogo dessas pessoas com seus familiares e amig@s.

Diante da tamanha perseguição eu considero que o envolvimento da categoria foi fantástico. Quando falamos de estudantes, não tenho nem o que falar, estes enviaram ainda mais frases de apoio e multiplicaram a campanha.

Nossas Bandeiras

Foram dezenas de debates, entrevistas e notas publicadas durantes essa campanha. Não fiz uma campanha corporativa ou transformei nossa candidatura em uma caricatura de uma tecla só. Felizmente, a amplitude da nossa categoria, permitiu falar de diversos temas e, sempre, fortalecer o Serviço Social.

As dezenas de bandeiras defendidas pelo CRESS/PB, muitas vezes ficam travadas na lentidão do judiciário ou na burocracia das administrações públicas. No debate eleitoral levamos dezenas de nossas bandeiras para amplitude maior que o tamanho da nossa entidade e abrimos espaço para ampliar nossas reivindicações. O debate não pode ser simplesmente legal e/ou administrativo, mas da luta política e do enfrentamento em nossas unidades de trabalho.

Nos últimos três meses, enquanto candidato, denunciamos a perseguição de Assistentes Sociais na saúde e a falta de condições de trabalho para atender a população. Apresentei o caso da proibição no acesso a área vermelha do Trauma e os desvios de função nas diferentes áreas de atuação. Questionei o não repasse para previdência social do desconto feito na folha de pagamento de muitos trabalhadores e, fui além, entrei até no descaso do judiciário (mesmo não sendo ação do Governador) em não convocar concursad@s e pressionar Assistentes Sociais de fora do quadro para elaborar laudos pareceres sociais.

A necessidade de concurso público foi diversas vezes levantada por nossa candidatura, questionamos a falta de transparência em processos seletivos e o fato de Secretárias como a da Mulher e Diversidade Humana e a Desenvolvimento Humano não realizarem concurso; ampliamos esse debate apresentando a necessidade de equipes especializadas, também, na Educação e Segurança Pública.

Deixamos claro nesse debate eleitoral: o conteúdo da nossa formação profissional; a importância do Serviço Social; e a presença da categoria nas diferentes políticas públicas e na luta por direitos. Tod@s sabem nosso tamanho e nossa força!

Próximos passos

Fizemos um debate #ParaAlémDasUrnas, falamos a todos os momentos da necessidade da luta #PorDireitoseLiberdade, caminho esse que tod@s temos a certeza de ser o caminho a seguir. Estamos recebendo muitas declarações de apoio para seguir nossa caminhada, também, em processos eleitorais futuros. Fico feliz com o reconhecimento, caso esse seja o entendimento da maioria d@s que fizeram (ou querem fazer) parte da nossa campanha, ou farão nas próximas, podem ter certeza que aceitarei o desafio; mas o próximo período não é de eleição, não entendo ser o momento de debatermos cargos para disputa futura, o momento é de lutar por direitos.

Na mesma semana que acabou o primeiro turno, eu retornei para minhas atividades no Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba (CRESS/PB) e para meu trabalho no Ministério Público da Paraíba. Não estou liberado do trabalho para o CRESS/PB, nenhum d@s conselheir@s estão, mas isso não impedirá de seguirmos nossa luta em defesa d@s Assistentes Sociais e d@s usuári@s das diferentes políticas públicas.


Obrigado pelo apoio, aos públicos e aos silenciosos.

Junt@s, sigamos nossa caminhada por direitos!

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