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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Paraíba, as Eleições e o Segundo Turno.


Sei que “nossos” 8.849 votos podem ser decisivos no Segundo Turno, mas o segundo turno é uma decisão do povo da Paraíba, não minha. Teve quem votasse em nossa candidatura pelo trabalho no CRESS/PB, outros por nosso questionamento ao atual sistema político, alguns pela nossa participação nos debates; mas todos/as votaram pela clareza de que somos diferentes dos que aí estão historicamente desgovernando nossa Paraíba.

Passamos as eleições apresentando propostas, inclusive, algumas delas foram incorporadas por outras candidaturas, a exemplo do Hospital de Trauma no Sertão e do Metrô; mas também debatemos política, fomos incisivos ao dizer que Ricardo e Cássio fizeram de forma unitária o último desgoverno na Paraíba e são responsáveis pela atual situação do estado; ambos carregam escândalos bem parecidos, ambos atacaram servidores; se um é representante direto das oligarquias, o outro tem “os Efrain” (do DEM) e “os Feliciano” entre seus aliados; se um entregou a energia elétrica em Campina Grande, o outro entregou o Hospital de Trauma; ambos ameaçam a CAGEPA.

Não seria justo com a maioria das pessoas que votaram em nossa candidatura que, no segundo turno, eu indicasse voto em um ou outro candidato; seria uma posição contrária a tão horizontalidade clamada pelos levantes de junho de 2013. Tal posição também não ajudaria no debate com as 192.482 pessoas que votaram nulo, com as 107.143 que votaram branco, muito menos com as 500.260 pessoas que não foram votar; estamos falando de 800 mil pessoas que somadas as que queriam votar em nossa candidatura (ou mesmo branco e nulo) e não fizeram pelo terrorismo eleitoral*, ultrapassam a marca tanto de um como do outro candidato que foi para o Segundo Turno. Essas pessoas não são neutras, estão do lado de um programa de verdadeira mudança, do lado do povo, estão dizendo para todos/as ouvirem que querem mudança na política, não mudar o candidato, mas a forma de fazer política.

Nessa eleição o PSOL/PB teve a votação mais qualitativa da sua história. Tivemos 02 candidatos a Deputado Federal entre os 25 mais bem votados, Gobira em 15º, com 48.157 votos, e Renan Palmeira em 25º, com 8.240 votos. O partido ainda teve a expressiva votação de Seu Ciço para Deputado Estadual (5.723 votos) e os 11.502 votos do companheiro Nelson Junior para o Senado. Olhando para João Pessoa, os candidatos do PSOL ultrapassam os 26 mil votos, consolidando as lideranças do partido para luta por direitos e para eleições futuras.

Somos contrários as pressões que vimos nas Prefeituras e no Estado para que as pessoas votassem em fulano ou beltrano, achamos um verdadeiro crime a perseguição e o monitoramento pelas redes sociais e/ou nas relações pessoais devido a disputa eleitoral. Não, não vamos seguir o mesmo caminho, o voto é livre e quem esteve conosco nesse processo tomará a decisão democrática que achar mais justa, não serei eu a dizer em quem votar ou não votar.

Forte Abraço. Sigamos #ParaAlémDasUrnas #PorDireitoseLiberdade.

Tárcio Teixeira


* Terrorismo Eleitoral: Pressão para que as pessoas não votassem em sua primeira opção, pois deveriam votar no menos ruim, ou no menos corrupto, ainda no primeiro turno. Essa pressão foi feita das formas mais distintas, enganando as pessoas ao dizer: que seria possível ganhar no primeiro turno; pelo emprego precário que as pessoas ocupam, ou liberação de militantes; pela falácia de mudança que um ou outro apresenta, mudança essa que tem mais relação com o financiamento de campanha de um ou de outro (bancos e industrias x construção civil e comércio) que com a forma de dialogar com a população.

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