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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Candidato(s) Frankenstein nas Eleições da Paraíba

A população vem acompanhando enojada as últimas movimentações políticas para as eleições de 2014 na Paraíba. Os pré-candidatos ainda não escolhidos em suas convenções, e que seus partidos já estiveram no Governo do Estado como Vice ou como Governador (PMDB, PT, PSB e PSDB), não entenderam nada das manifestações de junho e contribuem para ampliar o descrédito da população com os Partidos Políticos e/ou com a Política. O comentário das ruas é um só: “isso é nojento”.

Agora em 2014 a Paraíba vive a eleição com o maio número de pré-candidatos da história: só o PT na Paraíba já teve três pré-candidat@s ao governo (Veneziano- PMDB, Nadja-PT e Ricardo-PSB), quatro se contar a especulação de compor com Cássio- PSDB; o PMDB teve três pré-candidaturas (Veneziano-PMDB, Ricardo-PSB e Vital-PMDB), quatro se contar com o presidente do PMDB/PB e cinco caso possamos incluir os diálogos com Cássio; o PSB de Ricardo e o PSDB de Cássio, que até então eram uma mesma chapa majoritária, aparecem com pré-candidaturas próprias, mas dispostos a disputar e a coligar com qualquer um dos já citados, inclusive entre eles, em caso de recuo de uma das partes. Todos esses, dizem com orgulho algo que deveriam ter vergonha, enchem o peito e afirmam: “é verdade, estamos dialogando”.

Os pré-candidatos Cássio e Ricardo, parte de um mesmo Governo até a metade desse primeiro semestre de 2014, lutam na tentativa de ganhar o PMDB como parceiro de chapa; já este último, utiliza desesperadamente de uma aliança nacional (PT/PMDB) na tentativa de ter o irmão do Prefeito de João Pessoa (é assim que Lucélio é conhecido) como representante em sua chapa Majoritária, mesmo sem Cartaxo e companhia querer.

Quando alguém pergunta sobre quem serão os candidatos em 2014, eu prefiro não tentar analisar, o que vem acontecendo em nossa Paraíba nem a ciência política explica; mas vamos lá, pensei em uma receita que pode ajudar a entender a conjuntura atual. Pegue um caldeirão bem grande e nele jogue: dois tabletes de história de amor e ódio; um pedacinho de cada legenda e pré-candidato citado; as pitadas possíveis de extrair de cada governo no qual os partidos citados estiveram como vice ou como governador; meio litro da relação entre criatura e criador; e os litros de descaso e desrespeito com a população que caibam no caldeirão. Após encher o caldeirão, sugerimos não mexer para evitar maiores constrangimentos, sem muito esforço, é só retirar as baratas tontas que correm de um lado para outro, queimadas pelo descaramento político, e a Paraíba terá um ou mais candidatos Frankenstein.

Por culpa da velha política Frankenstein, ainda presente em nosso cotidiano, a cada eleição que passa, amplia o número de abstenções e voto nulo, ao mesmo tempo amplia o número de pessoas que se distância da política, deixando o caminho ainda mais livre para essas criaturas e seus criadores. É urgente dizer não, definitivamente não somos todos iguais na política, vocês não são iguais a eles, eu não sou igual a eles, nós não somos iguais a eles. Política tod@s fazemos, mesmo a neutralidade é uma posição política. #nadadevepareserimpossíveldemudar


Tárcio
Vice-presidente do PSOL/PB e escolhido na Convenção Estadual como Candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, decisão reafirmada na Convenção Nacional do Partido.

domingo, 8 de junho de 2014

Um Diálogo Com a Esquerda Brasileira: Os Levantes de Junho, a Reforma Política/Plebiscito e as Eleições 2014.

Apresentação

Não sou e não serei um nome histórico da esquerda brasileira, a realidade e os caminhos escolhidos pelo indivíduo Tárcio Teixeira não permitem tal alcance; mas tenho minhas responsabilidades como Militante da Esquerda Socialista na Paraíba, e até nacionalmente (quando integrante da Comissão Nacional de Ética do PSOL), e buscarei dialogar com os recém ingressos na militância, com aqueles que possuem uma caminhada mais curta como a minha e com os quadros/as da Esquerda Brasileira. Muita pretensão? pode ser!

Comecei a escrever esse texto há mais de três meses, foram mais linhas apagadas que escritas. Tive o cuidado de não dizer que organização X ou Y é responsável por esse ou aquele ato; por outro lado não deixarei de tratar temas polêmicos que envolvem a esquerda brasileira na atualidade.

Não farei esse texto em formato das inúmeras “notas públicas” que em nada ajudam na construção da luta por direitos ou na unidade da classe trabalhara. Tentarei não fazer um debate de que meu partido, o PSOL, é o caminho a verdade e a luz. Irei expor nas próximas linhas algumas reflexões sobre os Levantes de Junho, as táticas para Reforma Política e sobre as Eleições 2014.

Sabemos que análise política e tática nem sempre seguem o critério da realidade, isso pelo fato de alguns teimarem em distorcer os ensinamentos do grande Karl Marx. Por vezes dirigentes partidários/as “forçam a realidade” para caber nos seus desejos; trabalham com emoções e um passado distante, para envolver e direcionar seus/suas companheiros/as de organização a um caminho que não casa com a realidade. Obviamente que esses equívocos são executados por motivos diferentes: alguns por equívocos na análise, outros por crença e, alguns/mas, por puro oportunismo e mentira deslavada.


Levantes de Junho

Tenho escutado de tudo sobre as análises dos Levantes de Junho: as animadoras que apontam a “Revolução Brasileira” na esquina; as que tratam da “Ameaça da Direita” e retira militantes das ruas ao “carregar nas tintas”; e as mais honestas, ou que mais se aproximam da realidade. Eu fico com as análises do livro “Cidades Rebeldes”, publicado no calor das emoções, ainda em julho de 2013.

Obviamente que existiam aspectos da direita nos levantes de junho, assim como havia uma grande tensão típicas das crises pré-revolucionárias; mas qualquer extremo, ou mesmo muitas certezas, é demais para debater o momento atual.

Entre as poucas certezas existentes, quero elencar algumas: 1. nenhum partido ou corrente da esquerda brasileira é responsável (no sentido de fazer acontecer) pelos Levantes de Junho; 2. quem priorizou a construção partidária, ou tentou potencializar as diferenças em detrimento da unidade, acabou sendo duramente criticado e/ou saindo do processo de organização para não contaminar sua “base” (denominação criticada pelos Levantes), não contribuir com o crescimento de outras organizações e/ou preservar Governos que iam no sentido contrário dos Levantes de Junho; 3. centenas de pessoas, sem filiação partidária ou participação em movimentos, entraram no processo e cumpriram papal de dirigentes, rotulá-los de despreparados/as ou caminhar no sentido contrário da horizontalidade de Junho é, no mínimo, fechar os olhos para realidade, muitos/as deles/as estavam mais certos que nossas “históricas” organizações.

Os Levantes de Junho foram superiores as organizações da Esquerda Brasileira. Felizmente a força popular é maior que nós. Devemos ficar felizes ao confirmar que existem mais lutadores/as sociais fora, do que dentro de nossas organizações, do contrário estaríamos fadados a derrota. É um grande erro (ou oportunismo) dividir os campos entre Táticos e Esquerdistas ou Governistas e Socialistas. Nossos companheiros/as estão no PSOL, na Consulta Popular, no PSTU, na hoje reduzida esquerda do PT, no PCR, no Coletivo Fora do Eixo e em inúmeras outras organizações e militância independente.

Obviamente temos diferenças, do contrário estaríamos na mesma organização; essas diferenças podem ser potencializadas ou reduzidas; qual caminho você quer seguir? Essas diferenças, em meio aos Levantes de Junho, se desdobraram entre diferentes caminhos que hoje impactam a relação entre companheiros/as; estou falando dos/as que priorizam o Plebiscito pela Constituinte acima de tudo, inclusive de muitas lutas do povo brasileiro; os/as que rotulam de (no mínimo) governistas os/as que estão na organização do Plebiscito; os/as que querem separar esse debate de todo processo eleitoral; e os/as que entendem esse debate como parte do mesmo debate político, posição que compreendo ser a mais próxima da realidade. Quem tenta fugir do Real e esconde a militância em uma ficção romântica terá que, em um futuro próximo, assumir sua responsabilidade com a história; vontade não é – necessariamente – realidade.

Reforma Política

A Reforma Política tem ou não relação com os Levantes de Junho? Essa é outra (das poucas) certeza que tenho, a Reforma Política é uma reivindicação das ruas sim; contudo, precisamos discutir a intensidade, a ordem de prioridade e a tática que melhor mobilizará a classe trabalhadora. Ainda de caráter introdutório para esse tópico, não vou dizer que todos/as que estão priorizando a pauta da reforma política seja defensor/a do Governo PT/PMDB, apesar da pauta ter sido apresentada por Dilma na expectativa de barrar os Levantes de Junho.

Antes mesmo de Junho, uma importante parcela da Esquerda Brasileira já levantava a bandeira da Reforma Política; assim como dos 10% do PIB para Educação Pública, Passe Livre, Saúde e Segurança de qualidade, essas últimas com bem mais intensidade na vida da população.

É bem verdade que as Políticas Públicas não são, nem de perto, o caminho ou a chegada para Emancipação Humana; também é verdade que a Reforma Política, realizada em meio ao Capitalismo, também não significa Emancipação Humana; contudo, quem inicialmente levou milhares de pessoas para as ruas foi uma pauta bem objetiva, a redução das passagens, seguida de outras pautas bem objetivas da vida cotidiana; não foi a Reforma Política, apesar da dura critica dos/as manifestantes aos partidos políticos, parlamentares e governantes.

O que seguiu mobilizando a população após Junho? A luta por direitos ou o Plebiscito pela Constituinte? Não faço essa pergunta aos que constroem o Plebiscito para blindar o Governo ou dizer que Dilma estava certa, faço aos/as que constroem o Plebiscito tendo como foco a Reforma Política e a ampliação da democracia em nosso país. O Brasil segue mobilizado por pautas objetivas, é essa pauta das ruas que pode potencializar o Plebiscito e fortalecer a realização de uma Reforma Política.

Os/as companheiros fizeram o teste nas ruas sobre a pergunta do Plebiscito? E com seus amigos/as mais próximos, fizeram? A maior parte das pessoas não tem a mínima ideia do que significa: “você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”. A luta cotidiana e as críticas das ruas ao Sistema no qual vivemos mobiliza bem mais que as atividades de formação sobre o Plebiscito pela Constituinte. Lembram da palavra de ordem “Paz, Pão e Terra”?

Não estou dizendo com isso que o Plebiscito não é válido, estou inclusive estudando a melhor forma de contribuir; só estou afirmando que é um grande erro priorizar essa pauta sem levá-la para as ruas juntamente com as bandeiras que lá estão. O debate do Plebiscito pela Constituinte precisa ser pautado nos atos que estão questionando aos gastos de Dinheiro Público com a Copa, nos atos dos Professores, dos Garis, dos Rodoviários, dos Metroviários, do Ocupe Estelita, Ocupe a Beira-Rio, nas ações do Fórum dos Servidores Públicos e nas demais ações de rua que tomam conta do nosso país.

Mesmo com o foco na Reforma Política, é preciso refletir sobre o que teve mais visibilidade e diálogo social com a população nos últimos meses, se as ações do Plebiscito pela Constituinte ou as ações da OAB e do Senador Randolfe junto ao STF contra o Financiamento Privado de Campanha? Não estou contra o Plebiscito, mas precisamos refletir como envolver as diferentes organizações da Esquerda Brasileira nesse processo, foram assim os últimos plebiscitos populares realizados no Brasil. Quem for pautar uma bandeira tão importante priorizando o processo de construção de uma ou outra organização política, terá um grande prejuízo no futuro, sem contar o preço da fatura cobrado pela luta de classes.

Não poderia deixar de lembrar as polêmicas em torno das consequências desse processo, a pergunta do Plebiscito, isoladamente, é comum a muitos, podendo ser inclusive da direita brasileira. A palavra de ordem “mudar o congresso” não é necessariamente libertária, pode ter um cunho conservador ao apontar que a solução do povo é o Congresso Nacional; mais ainda quando não se tem claro quem serão os constitucionalistas ou quando, em meio ao processo eleitoral, alguns que organizam o Plebiscito, começam a fazer campanha para Deputados Federais que votaram na Lei Geral da Copa, contra os 10% do PIB para Educação Pública ou não levaram as últimas consequências o debate da Reforma Política no Congresso Nacional.

Eleições, esse é outro foco do debate sobre o Plebiscito pela Constituinte. O que significará fazer uma atividade desse porte em meio as eleições para Presidente, Governador/a, Congresso Nacional e Assembleias Legislativas? Espero que seja, também, uma forma de “mudar o Congresso” e fortalecer a Esquerda Brasileira. Os/as organizadores/as do Plebiscito não podem cometer o mesmo equívoco do editorial do Brasil de Fato ao: comparar o Governo Dilma/Temer (PT/PMDB) aos Governos Populares da Venezuela, Bolívia e Equador; desqualificar as candidaturas da Esquerda Brasileira; e ao apresentar Lenin para solucionar as contradições de algumas organizações sem, ao menos, analisar o contexto de cada época.

Eleições 2014

Não acredito que os Governos do PSDB seguiriam a mesma postura do PT em temas como: o Marco Civil da Internet, da Lei Menino Bernardo, da Regulamentação do Trabalho Doméstico e mesmo a postura como debate (só debate) a proposta de regulamentação da mídia. Definitivamente, o Governo do PT não é igual ao Governo do PSDB.

Apesar de não possuir sinal de igual entre PT e PSDB, esses dois partidos ainda possuem forte unidade; votam conjuntamente contra os 10% do PIB para Educação Pública, Lei Geral da Copa e “Lei Antidrogas” (reforça o proibicionismo e autoriza internação compulsória). Não podemos esquecer que o Governo Dilma/Temer (PT/PMDB) mantém sérios traços neoliberais, a exemplo da política de privatização (Aeroportos, portos, petróleo, hospitais universitários), desmonte da Previdência Social e as novas formas de flexibilização do trabalho.

Com toda essa política implementada pelo Governo Dilma/Temer, entendo ser um equívoco muito grande igualar esse Governo aos Governos Populares da Venezuela, Bolívia e Equador, como fez o Brasil de Fato no texto “Eleições presidenciais e o papel do esquerdismo”, publicado em 03/06/2014. Estes países seguem um caminho bem diferente dos exemplos apresentados no parágrafo anterior.

O mesmo texto do Brasil e Fato, dedica sua energia ao que chamam de esquerdismo; no momento que o texto relaciona o esquerdismo e o processo eleitoral, acaba por impor ao leitor o entendimento que as candidaturas da Esquerda Brasileira não são táticas na defesa de um projeto de América Latina; felizmente os Levantes de Junho foram pela esquerda e as candidaturas do PSOL, PSTU e PCB poderão fazer um importante debate sobre América Latina e ocupar o espaço deixado pela maioria do PT.

Ao falar do Governo Dilma/Temer, tratar da importância do “desafio de reafirmar uma estratégia revolucionária e, ao mesmo tempo, combinar firmeza ideológica com flexibilidade na tática” (Brasil de Fato), é querer impor uma vontade diante da realidade que aponta para outro caminho. Quem ignora a possibilidade da derrota de Dilma/Temer nas eleições de 2014, não é o esquerdismo ou os partidos da esquerda socialista que apresentarão candidaturas de luta nas eleições de 2014, mas o Governo PT/PMDB que, apesar das diferenças do seu antecessor, optou por outro caminho que não o percorrido por outros governos na América Latina.

Não diria que os/as companheiros/as que fazem ataques as candidaturas da esquerda sejam intelectualmente fracos, mas que distorcem sua intelectualidade para caber em seus desejos (ou suas táticas) e não aparentar oportunismo diante dos/as seus companheiros/as de organização ou pessoas que os tenham como referência. Os militantes da esquerda socialista não precisam se engalfinhar no período pré-eleitoral ou eleitoral, basta que defendam de fato o que acreditam e que deixem claro até onde vai sua “flexibilidade tática”.

Estive nos Levantes de Junho e vi a vontade de mudança da população. Mudar não é andar para trás e também não é permanecer o mais do mesmo. Estou na pré-campanha do companheiro Randolfe Rodrigues e minha flexibilidade tática não cabe José Alencar ou Michel Temer na vice.

 

                        Tárcio Teixeira


                        Pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Convite: Lançamento do CD "Labirintos Dialéticos da Paixão" (Quinta-05/06-20h).



Companheir@s de profissão, de militância política, da vida pessoal e desconhecidos/as,

No dia 05 de junho, quinta-feira, estarei lançando o CD "Labirintos Dialéticos da Paixão". Inicialmente pensado para ser um livro (2009/2011), esse labirinto foi engolido pela vida e só pode ser produzido agora (2014), em um formato diferente do inicial (CD).

Espero que esse dia não seja feito apenas para ler meus poemas ou divulgar o CD, mas que seja um momento de alegria; um espaço no qual você leve suas poesias ou as poesias que você gosta. Pode levar seu poemas preferidos, impressos ou no coração, faremos uma exposição de poesia e o microfone estará aberto para poetas e poetisas.

Não será cobrado ingresso. O bar e a cozinha do Espaço Mundo funcionará normalmente.

ESPERAMOS POR VOCÊS!