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quinta-feira, 15 de maio de 2014

15 de Maio, Dia do/a Assistente Social, Comemorar o Que?


Qual nosso Lado?

Ao afirmarmos que temos uma “Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero”, um dos princípios do/a Código de Ética dos/as Assistentes Sociais, eu diria que já temos muitos motivos para comemorar. Não deixar a profissão submersa em uma falsa neutralidade e perceber a importâncias de nossa posição técnico/política em nossos pareceres, e outras formas de posicionamento cotidiano, é sinal de um longo processo de amadurecimento coletivo.

Os princípios da nossa profissão, construídos/conquistados de forma coletiva, são a base para que muitos/as Assistentes Sociais não se submetam a pressões externas que podem abalar a autonomia profissional. O medo de ameaça não pode ser utilizado como desculpa para distorcer nossos princípios, mas deve servir de guia para pensar a melhor forma de enfrentar os obstáculos (que não são poucos) que temos pela frente.

Da Graduação ao Conjunto CFESS/CRESS

Quando escolhi ser Assistente Social não havia um motivo especial, não foi necessariamente uma escolha, a meta era ter um curso superior; seguir meu curso até o final, quando tive oportunidade de transferir para um curso mais concorrido, foi uma escolha clara de que eu queria ser Assistente Social. Em nossa profissão não temos os maiores salários, nem aparecemos entre as profissões com maior status social; como minha meta nunca foi ficar rico, muito menos ser colocado de forma superior em uma suposta escala social, então eu resolvi ser Assistente Social e seguir, dentro e fora da minha vida profissional, nossos princípios éticos.

A paixão por minha profissão, associada a minha militância política e nossa realidade local, acabou levando ao nosso envolvimento no Conjunto CFESS/CRESS e, mais precisamente, para Presidência do Conselho Regional de Serviço Social 13ª Região- Paraíba (CRESS/PB); cargo que fui reeleito recentemente para gestão 2014/2017. Hoje, 15 de maio de 2014, dia do/a Assistente Social, é o dia da nossa posse, não entrarei em exercício devido ser pré-candidato a Governador da Paraíba pelo PSOL; tarefa que posso assumir graças a boa equipe formada para gerir nosso Conselho e por nossa entidade viver momentos muito melhores que anos anteriores, permitindo que a gestão siga bons encaminhamentos, independente do meu afastamento no período pré-eleitoral e eleitoral.

Assim como não fiz isoladamente a Gestão 2011/2014, ela foi feita de forma coletiva, em alguns momentos mesmo sem a minha presença; também será dessa forma que caminhará a gestão 2014/2017, de forma coletiva, não pelo presidente ou pela vice-presidente, mas pelos/as dezoito conselheiros/as que foram eleitos/as para essa tarefa. Obviamente que precisaremos de vocês, Assistentes Sociais e Lutadores/as Sociais, para construir um CRESS/PB forte que, além de inscrição e transferência, possa ter como meta principal a luta por uma sociedade igualitária.

Na tarefa de pré-candidato ao Governo, e caso as convenções partidárias definam meu nome como candidato, não estarei longe do debate da categoria; estarei bem próximo, pois sempre que falar de saúde, vou lembrar das nossas inspeções e das denúncias recebidas, da mesma forma nas diversas políticas públicas. Estamos, nós Assistentes Sociais, em todas as cidades da Paraíba e em todas as políticas públicas, temos um potencial de mobilização que vem ampliando nos últimos anos.

E a Copa com Isso?

O Conjunto CFESS/CRESS apresenta o seguinte tema para o dia do/a Assistente Social: “NA COPA, COMEMORAR O QUE?”. Conhecemos das Políticas Públicas, estamos envolvidos de perto no debate sobre orçamento público, sabemos que os recursos públicos destinados para Copa da FIFA deveriam ser voltados para população pobre do nosso país. Essa é mesma lógica privatizante que vemos na saúde, em nossos aeroportos, em nosso petróleo, nas rodoviárias e na educação.

Nós Assistentes Sociais, assim como outras tantas profissões, temos precárias condições de trabalho; esse é um dos motivos (além dos já apresentados) de não estarmos apenas assistindo a FIFA lucrar, estamos mobilizados e mobilizando. Realmente, não temos nada para comemorar ao ver nossos recursos públicos indo pelo ralo, nossa soberania sendo ameaçada, operários morrendo e uma série de direitos sendo negados; mas temos muito para comemorar ao ressurgir o potencial de mobilização dos/as Assistentes Sociais, dos Movimentos Sociais e de boa parte da Sociedade.

15 de maio de 2014

Só o fato de estarmos hoje debatendo o tema apresentado pelo Conjunto CFESS/CRESS durante o dia do/a Assistente Social, já é resultado do enfrentamento da nossa categoria aos tempos duros da ditadura, mas ainda temos muito para fazer, só assim teremos ainda mais o que comemorar.


Feliz dia do/a Assistente Social!

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