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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Família, vida e sociedade.

Hoje (17/02/14) estou com boa parte do meu povo comemorando os 92 anos do meu avô, poderia contar inúmeras histórias bacanas desse senhor que tanto amo, mas prefiro refletir sobre a diversidade existente no interior das nossas famílias, a mesma diversidade existente em nossa sociedade.

Tenho uma grande família, entre @s vivos eu tenho dois avôs, minha mãe, 16 tios, uns trinta primos legítimos, dois irmãos, uma filha, uma esposa e seis cunhad@s; caso eu fosse contar @s ti@s e prim@s indiretos esse parágrafo não terminaria.

Tod@s somos diferentes, não só fisicamente, também em nossas idéias, postura e relação com as pessoas. Não estamos livres das mazelas existentes em nossa sociedade. Não estamos livres dos preconceitos que se manifestam de formas e intensidades distintas em cada um de nós.

Nesse dias ouvi declarações que trazem tristeza, mas são as mesas ditas todos os dias pela maioria da sociedade; as mesmas que combatemos em nossa militância; isso surge em um comentário sobre tatuagem, sobre um rasta, sobre um relacionamento homoafetivo, em uma posição política, no machismo da vida cotidiana e/ou na distorção sobre as religiões afro.

Sei que alguns não acreditam mais nela, mas eu acredito e amo muito a humanidade; amo mais ainda uma parcela dela, a que forma minha família. Não vou deixar de acreditar na mudança, mesmo quando as pessoas que ensinaram a amar e a respeitar o próximo deslizam nas mazelas socialmente impostas/construídas.

Aqui, nos 92 anos do meu avô, eu renovo meu amor por minha família, renovo meu amor a humanidade, mas também reforço minha postura contra o machismo, racismo e homofobia, assim como a defesa de uma sociedade sem exploração de classe.

Foi com minha família que cheguei e sou o que sou, uma pessoa com erros e acertos na tentativa de errar menos e acertar mais; de filtrar o que devo aprender, o que devo questionar e - também - o que devo fazer de conta que nem escutei. Como estamos sempre em transformação, então que seja para melhor!

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Ps.: Acho que ainda não terminei as linhas que seguem, mas antecipo pela relação com o texto...

Pouco mais de um terço (36) da vida do meu avô (92)
Sinto que a gravidade atinge meu corpo
Menos pelo, mais pele, mais reflexão
Menos vida, mais história, mais razão
Adorei meus 08, meus 15, meus 25... adoro meus 36
Fizemos o ontem, fazemos o hoje, faremos o amanhã

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