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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ricardo Coutinho (PSB/PB): os/as Servidores/as e a Matemática da Lagosta.



Salário, mais uma vez o Governador Ricardo Coutinho com suas mentiras tenta jogar a população contra servidores/as. Não é porque o Ministério Público da Paraíba passa cinco anos com aumento ZERO para servidores/as que vamos calar diante das enganações do Governo da Paraíba, até mesmo porque temos referências superiores, como o judiciário e o legislativo que concederam aumentos acima da inflação.

As mentiras ditas diversas vezes por Ricardo Coutinho não se tornará verdade, o povo da Paraíba sabe que os/as servidores/as vivem uma enorme sobrecarga, além dos vínculos precários e as perseguições sofridas ao tentar defender as políticas públicas. Mentiras e salários precarizados ampliam ainda mais o desrespeito do Governo no atendimento a população nas políticas de segurança, saúde e educação.

No primeiro ano de Governo os/as servidores/as receberam ZERO de aumento e chegam ao terceiro ano consecutivo com aumentos inferiores a inflação. A maior parte do aumento propagandeado pelo Governo diz respeito a obrigações decorrentes de índices federais (Piso do Magistério e Salário Mínimo), como muito bem alertou um colega do Movimento Passe Livre João Pessoa.

Na segurança a mentira é ampliada, fala-se em acumulado de 43% nos últimos três anos para Polícia Militar e não diz que retirou comida dos quartéis e que o valor supostamente equivalente foi incluso nesse índice; não diz ainda que aproximadamente 30% do salário da PM é decorrente de plantão extra e gratificação de produção, sobrecarregando uma categoria que já é pressionada pela natureza do serviço.

Na saúde o esquema das gratificações e produtividade impera. Na educação ainda existe a enganação entre o aumento e o piso salarial calculado muitas vezes na relação com as gratificações e não no salário, como deveria ser. Na matemática, nessa sim é impossível encaixar as falácias de Ricardo Coutinho, vejamos a soma feita pelo Governador nos seus três anos de desgoverno:

00% (2012) + 03% (2013) + 05% (2014) = 59% ou 65% (acumulado segundo RC)

Não precisa ser Doutor em matemática para perceber que o Governador quer jogar a população contra os/as servidores/as, mas a reação popular vai ser oposta as intenções do Governador, assim como foi nos atos do Movimento Passe Livre.

Na temática em questão, salário e qualidade das políticas públicas (em especial saúde, segurança e educação), o primeiro ato foi organizado por policiais militares; o SINDFISCO e os/as professores/as já anunciaram assembleia da categoria; e quinta o Fórum dos/as Servidores/as Públicos da Paraíba fizeram uma reunião para planejar o movimento. Seguindo a organização popular... a conta que o Governador vai ter que fazer é outra: como pagar tanta lagosta, camarão e farinha láctea com seu salário de servidor.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Eleições CRESS/PB: venha defender esse projeto coletivo com a Chapa 01 – Seguir na Luta, Forte e Independente.

Amigos/as, Familiares e Lutadores/as Sociais,

Como é do conhecimento de tod@s, estou afastado do CRESS/PB para concorrer a reeleição ao lado de outr@s companheir@s que estiveram na atual gestão da entidade e outr@s que aderiram por reconhecer os rumos positivos dado ao nosso Conselho na Paraíba. a campanha começou há poucos dias e as adesões já passam das centenas, adesões essas que não se limitam aos/as Assistentes Sociais, ampliam-se entre @s que lutam por uma sociedade sem exploração de classe, raça, etnia ou gênero.

No tempo que alguns de nós estivemos na gestão do CRESS/PB foi possível avançar no processo organizativo da categoria, seja na organização de um arquivo que permita guardar a história da entidade, na elaboração de um vídeo contando os 30 anos do CRESS (lembrando de todas as presidentes da entidade), na apresentação regular das contas, na ampliação das fiscalizações e na interiorização da entidade com a criação de um núcleo no sertão.

Além dos avanços no processo administrativo, conseguimos avançar em muitos aspectos políticos que alguns dizem não ser responsabilidade do CRESS por não ser um sindicato. Nós entendemos que defender os direitos da categoria é obrigação do Conselho sim, e foi esse entendimento que nos levou a compor o Fórum dos/as Servidores Públicos, realizar Audiências na Assembleia Legislativa, entra na justiça contra assédio moral e pela garantia das 30h, reunir com gestores na luta por concurso público, publicar nota em jornal, fazer desagravo público contra “autoridades” que atacaram a honra da categoria, denunciar a falta do pagamento de salários ou o não pagamento do INSS de profissionais (mesmo quando realizado o desconto).

Mais feliz ainda ficamos ao ter clareza de que não paramos nas importantes bandeiras corporativas, levamos nosso CRESS para dentro dos Movimentos Sociais; participamos com trio elétrico em todas as Paradas LGBT durante a gestão, assim com estivemos presentes nos atos do 08 de março, na luta do Movimento Passe Livre João Pessoa, no Fórum dos/as Servidores/as, nas atividades em defesa da saúde pública organizadas pelo Fórum em Defesa do SUS e contra as privatizações, nos diverso atos contra a privatização das rodoviárias e em outras tantas ações que reforçaram a participação dos/as Assistentes Sociais na luta por direitos e transformação social.

Sabemos que o Projeto Ético Político construído historicamente por Assistentes Sociais do país inteiro é bem maior que um projeto profissional, é um projeto de sociedade que conta com a participação de muitos/as guerreiros/as.

Diante dos elementos anteriormente apresentados convidamos vocês para contribuir com a campanha da Chapa 01 – “Seguir na Luta, Forte e Independente”.

 CRESS/PB, nenhum passo atrás!


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Paraíba Proíbe Rolezinho nas Ruas.

São muitos os textos publicados no último mês que tratam da criminzalização da juventude nos espaços comerciais, em especial em Shopping Center, até então tido como paraíso do consumo por prometer conforto e segurança para "todos/as". Apesar dessa questão ter se tornado pauta nacional no último mês, em João Pessoa não é novo esse tipo de denúncia, basta lembrar o ato público organizado pelo Levante Popular da Juventude em frente ao Shopping Tambiá e as ações do Conselho Estadual de Direitos Humanos para denunciar atos de homofobia e criminazalização da pobreza.

Mais uma vez a Paraíba quer ser vanguarda, agora nem mesmo as ruas ou espaços alternativos podem ser ocupados/organizados pela juventude e pelo movimento cultural. Em meio aos inúmeros questionamentos e suspeitas envolvendo os elevados cachês pagos durante as festas de janeiro o Governo da Paraíba “pega pesado” com quem quer se expressar sem cobrar ingresso ou cobrando a preço de custo; já corre até o "zum zum zum" dizendo que só pode ter expressão artística se for para gerar lucro ou o cachê for superior a 300 mil reais, é verdade Prefeito? é verdade Governador?

Na terça-feira (14 de janeiro), estava havendo uma apresentação cultural massa em frente ao Bar do Contorno: uma caixa de som pequena, dois microfones, alfaia, pandeiro, zabumba, triângulo e muitos artistas. Quem conhece a região sabe que o som que rolava não era capaz de perturbar os/as moradores/as, mas bastou o ponteiro do relógio passar das 22h que chegou quatro camburões da Polícia Militar com seus piscas ligados, isso mesmo quatro, e não só mandou parar o som, como proibiu o proprietário do bar de atender os/as clientes.

No fato que estou narrando não houve, se houve não nos mostraram, aferição do volume do som; mas compreendendo como um ato público reivindicando cultura e liberdade de expressão (o que não deixa de ser) o PM dizia: “já mostramos ao líder de vocês a aferição do som”. Quando a polícia do Governador foi embora e não havia mais nada para beber ou comer, já que o bar havia fechado, as pessoas ficaram com seus pandeiros e saias rodadas dançando os ritmos de nossa região; bastou 15 minutos para a PM voltar e mandar dispersar.

Logo que cheguei no Contorno um amigo falou que sua casa havia sido invadida pela PM e fiscais responsáveis pelo órgão do meio ambiente (órgão que deveria retirar shopping de cima de rio, peso da barreira do Cabo Branco e barrar os espigões), representantes do Governo que levaram o equipamento de som e deixaram uma multa de 5 mil reais. Fiquei sabendo ainda, por outros/as colegas que estavam na festa, que o mesmo foi feito pela PM no dia anterior no Bairro da Torre e, como todos/as já sabemos, é o que ocorre todos os dias na periferia da nossa cidade.

O Secretário de Cultura da Paraíba é Contra o Forró de Plástico, mas em sua participação no Governo não tem autoridade para garantir a descentralização da cultura, muito pelo contrário, os recursos são poucos (já que o Governador tem priorizado sua propaganda) e a PM cumpre ordens que vão no sentido contrário a democratização; já o responsável pela cultura de João Pessoa, paciência, esse eu não tenho adjetivos, pois ele rompeu com importantes militantes culturais e não garante sequer o funcionamento do Conselho Municipal de Cultura, a FUNJOP foi entregue para garantir a frágil coalizão que tenta sustentar a gestão do Prefeito e a cultura foi deixada de lado.

Mentiras e joguetes ideológicos tentam criminalizar o Rolezinho nos shoppings, o mesmo ocorre com o Rolezinho nas ruas; para piorar, nas grandes festas centralizadas na praia não tem transporte suficiente e o constrangimento dos baculejos é constante, na maior parte com negros e pobres. Crime não é fazer cultura, crime não é buscar alternativas de lazer, crime é transformar tudo em mercadoria e tentar reduzir a juventude a meros consumidores ou, pior, criminosos.

Juventude é cultura, juventude é transformação; querendo ou não os que lucram, a juventude vai seguir ocupando as ruas, as praças, os shoppings, e dizendo não para toda e qualquer forma de criminalização da sua expressão cultura, raça ou orientação sexual.


Tárcio Teixeira - Pré-candidato ao Governo da Paraíba; Vice-presidente do PSOL/PB; Assistente Social do Ministério Público; Presidente licenciado do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba.



Outros textos sobre o assunto:

Etnografia do “rolezinho” - “O ato de ir ao shopping é um ato político” http://www.cartacapital.com.br/sociedade/etnografia-do-201crolezinho201d-8104.html

 

Capitalismo anticapitalista - “É horrível ver que nossos capitalistas brasileiros ainda têm uma visão tão míope e preconceituosa, que faz com que neguem seus próprios consumidores por conta da cor da pele ou da classe social.” -http://farofafa.cartacapital.com.br/2014/01/15/capitalismo-anticapitalista/

 


"Rolezinho" dos sem teto passa por 2 shoppings em SP - “O MTST organizou o que chamou de "rolezão popular" após a repressão aos jovens em shoppings no último final de semana. O movimento pretendia denunciar "o racismo e o preconceito" contra os jovens da periferia.” - http://www.cartacapital.com.br/sociedade/rolezinho-dos-sem-teto-8945.html/view