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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O 2013 que tivemos e o 2014 que teremos: do pessoal aos coletivos.


Amig@s, 2013 não foi um ano fácil, mas 2012 também não foi e 2014 seguirá sem ser; claro que existem anos mais marcantes com acontecimentos tristes e/ou alegres; anos melhores e piores; mas ano fácil não existe, ao menos não para nós que acreditamos em uma sociedade sem exploração de classe.

Tivemos um 2013 de muitas mobilizações, ajustes em relacionamentos, congressos, conferências e articulações. Como todos os anos, 2013 foi de planejamento e vitórias e derrotas pontuais.

Provavelmente você que faz a leitura desse texto agora não seja próximo o suficiente para conhecer aspectos da minha vida pessoal, profissional, dos movimentos sociais e da vida partidária; assim, resolvi escrever alguns tópicos específicos que permita uma leitura pontual e interessada, espero que (também) interessante. Não escreverei sobre o CRESS/PB, entendo que o texto publicado na sexta (23 de dezembro) é suficiente para sentir o ano que tivemos e o que teremos.

Citarei poucas pessoas por ter sido o ano que mais conheci gente, todas com a devida importância. Caso tenham tempo e/ou paciência, boa leitura; caso contrário, não sei se vão perder grande coisa; sigamos com algumas lembranças, balanços e prospecções.


1. Pessoal

Quero, antes de tudo, registrar um dos acontecimentos mais marcantes do “meu 2013”, fui novamente tio! Vida longa ao Guilherme, sem dúvida um lutador que o tio ama muito.

Não foi fácil começar 2013 sabendo que Luar voltaria para morar em Recife, comecei o ano com uma saudade muito dolorida; mas o amigo Henrique estava certo, caso ela estivesse em João Pessoa eu teria priorizado o dia a dia com minha filha e o ano seria outro, claro que seria maravilhoso, mas a realidade cobraria a fatura política em um futuro próximo. Sim... a saudade segue, mas falo e/ou vejo minha princesa com regularidade.

Conheci pessoas maravilhosas em “meu 2013”, fiz bons amigos/as e termino o ano em um dos melhores momentos em meu relacionamento de sete anos. Verdade que até agosto eu dediquei quase que todas as minhas energias para militância política, junho e julho que o diga; demanda da realidade na qual eu não soube dosar os aspectos pessoais, mas essa mesma realidade fez eu buscar os ajustes necessários para melhor equilibrar o indivíduo e os diferentes coletivos. Não foi fácil, mas o resultado final foi melhor que o planejado.


2. Profissional

Como vocês sabem, estou afastado de minhas atribuições no MPPB (desde janeiro) para cumprir meu mandato como Presidente do CRESS/PB; felizmente nosso Conselho não se limita a fazer carteira e/ou a luta corporativa, nossa atuação no Conselho possibilitou grande proximidade dos diversos espaços sociocupacionais do/as assistente social, em especial na área da infância e juventude, uma das minhas prioridades; em outras palavras, estou atuando e contribuindo para sociedade como se no MP estivesse; com o grupo atuante que temos, fico bem mais protegido de uma possível burocratização, mais ainda pela certeza de gostar do meu trabalho.

Quero destacar outros dois campos sobre o MPPB, um político e um pessoal: o primeiro é registrar a alegria diante da vitória da oposição nas eleições da Associação dos/as Servidores/as do Ministério Público da Paraíba, meus colegas estão de parabéns; o segundo é a saudade dos amigos/as que lá estão e que não vejo com a mesma regularidade.


3. Levantes de Junho

Os/as que estavam nas atividades do Fórum em Defesa do SUS e Contra as Privatizações, na organização dos Encontros dos Movimentos Sociais, nas Paradas LGBT, nas campanhas contra o Ato Médico, nas diversas mobilizações pela redução das passagens e em defesa da mobilidade urbana/humana, nos atos contra a corrupção, nos Comitês da Copa, na campanha pelos 10% do PIB para educação pública... estes/as sabem que as pautas dos levantes de junho não brotaram do nada, não acordamos em junho, mas em junho potencializamos nossas forças, nossas conquistas e nossas possíveis conquistas para o futuro. Acredito que não preciso aqui descrever a importância do Avante João Pessoa/Movimento Passe Livre (MPL/JP), os que leram nosso blog durante o ano, participaram dos atos de rua ou leram os jornais, sabem do que estou falando.

Os levantes de junho foram contra o conservadorismo que ainda impera em nossa sociedade, foram contra a ordem majoritária e por mudança. Muitos vão tentar desviar o foco ou canalizar essa energia para outro caminho; outros seguirão querendo impor sua pauta específica; alguns ainda tentarão forçar a barra para “dirigir” algo que é muito maior que qualquer uma de nossas organizações isoladamente; quem optar por uma dessas três opções é porque não entendeu nada do que “as ruas disseram”.

Junho não acabou, os/as ditos/as independentes que estavam a frente do processo de mobilização não são gado e merecem ser respeitados como parte fundamental do processo, as organizações de esquerda precisam priorizar mais a luta social que a construção de suas organizações, precisamos pautar pela unidade e não pela divergência. SIGAMOS JUNTOS/AS E FORTES, NÃO SÓ PARA JUNHO, PARA TODOS OS MESES QUE TEREMOS PELA FRENTE!


4. Partido Socialismo e Liberdade- PSOL

O PSOL é um partido já consolidado nacionalmente; mas afirmar que na Paraíba o PSOL/PB passou a ter maior influência na vida política da cidade a partir de 2011/2012 não é diminuir os/as que fizeram o PSOL/PB nos anos anteriores (eu inclusive); mas é entender que as condições objetivas (internas e externas) foram dadas mais tardiamente que em outros estados, felizmente elas foram dadas.

Os/as militantes que ingressaram nos quadros do PSOL em 2013 somam ainda mais força e representatividade social ao nosso partido. Nós que fundamos o PSOL ou que já estávamos quando esses/as novos militantes escolheram militar ao nosso lado, estamos felizes com a força que somam; juntos/as vamos ampliar ainda mais, mas sempre mantendo a mesma qualidade militante.

Sei que alguns podem ficar com um pouco de ciúmes, mas é importante que se diga: as direções do PSOL na Paraíba, eleitas durante o 4º Congresso do Partido, possuem todas as condições para serem as mais funcionais e influentes que tivemos até o momento.

Termino o ano como pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, uma tarefa que vem após a impactante campanha que tivemos em 2012 com o companheiro Renan candidato a Prefeito de João Pessoa, seguido de amplo debate no interior do PSOL e tendo como referência (também) o balanço da nossa militância. Buscaremos construir um programa maior que nosso candidato, um programa maior que o PSOL, queremos construir um programa com base na pauta de reivindicações que os lutadores/as sociais levam para as ruas durante todo ano, não apenas nos anos pares.

Além do programa, queremos consolidar uma Frente de Esquerda, uma Frente que alcance PCB e PSTU, partidos inscritos na Justiça Eleitoral, mas que não limite-se aos nossos três partidos registrados; nossa Frente precisa envolver os movimentos sociais, indivíduos comprometidos com temáticas do nosso campo e partidos como o PCR e a Consulta Popular, que não são legalizados, mas que estão organizados nacionalmente enquanto uma organização partidária e fazem parte do cotidiano dos que lutam em nosso campo.

Não vou desejar um 2014 fácil, até mesmo porque sei que não teremos e não queremos, mas desejo um 2014 de muita energia para enfrentar os obstáculos que teremos pela frente, que sejamos em maior número, mais fortes e mais unitários.


“As ruas pedem” mudança, todos/as sabemos que mudança não é andar para trás.

QUE VENHA 2014!

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