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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O 2013 que tivemos e o 2014 que teremos: do pessoal aos coletivos.


Amig@s, 2013 não foi um ano fácil, mas 2012 também não foi e 2014 seguirá sem ser; claro que existem anos mais marcantes com acontecimentos tristes e/ou alegres; anos melhores e piores; mas ano fácil não existe, ao menos não para nós que acreditamos em uma sociedade sem exploração de classe.

Tivemos um 2013 de muitas mobilizações, ajustes em relacionamentos, congressos, conferências e articulações. Como todos os anos, 2013 foi de planejamento e vitórias e derrotas pontuais.

Provavelmente você que faz a leitura desse texto agora não seja próximo o suficiente para conhecer aspectos da minha vida pessoal, profissional, dos movimentos sociais e da vida partidária; assim, resolvi escrever alguns tópicos específicos que permita uma leitura pontual e interessada, espero que (também) interessante. Não escreverei sobre o CRESS/PB, entendo que o texto publicado na sexta (23 de dezembro) é suficiente para sentir o ano que tivemos e o que teremos.

Citarei poucas pessoas por ter sido o ano que mais conheci gente, todas com a devida importância. Caso tenham tempo e/ou paciência, boa leitura; caso contrário, não sei se vão perder grande coisa; sigamos com algumas lembranças, balanços e prospecções.


1. Pessoal

Quero, antes de tudo, registrar um dos acontecimentos mais marcantes do “meu 2013”, fui novamente tio! Vida longa ao Guilherme, sem dúvida um lutador que o tio ama muito.

Não foi fácil começar 2013 sabendo que Luar voltaria para morar em Recife, comecei o ano com uma saudade muito dolorida; mas o amigo Henrique estava certo, caso ela estivesse em João Pessoa eu teria priorizado o dia a dia com minha filha e o ano seria outro, claro que seria maravilhoso, mas a realidade cobraria a fatura política em um futuro próximo. Sim... a saudade segue, mas falo e/ou vejo minha princesa com regularidade.

Conheci pessoas maravilhosas em “meu 2013”, fiz bons amigos/as e termino o ano em um dos melhores momentos em meu relacionamento de sete anos. Verdade que até agosto eu dediquei quase que todas as minhas energias para militância política, junho e julho que o diga; demanda da realidade na qual eu não soube dosar os aspectos pessoais, mas essa mesma realidade fez eu buscar os ajustes necessários para melhor equilibrar o indivíduo e os diferentes coletivos. Não foi fácil, mas o resultado final foi melhor que o planejado.


2. Profissional

Como vocês sabem, estou afastado de minhas atribuições no MPPB (desde janeiro) para cumprir meu mandato como Presidente do CRESS/PB; felizmente nosso Conselho não se limita a fazer carteira e/ou a luta corporativa, nossa atuação no Conselho possibilitou grande proximidade dos diversos espaços sociocupacionais do/as assistente social, em especial na área da infância e juventude, uma das minhas prioridades; em outras palavras, estou atuando e contribuindo para sociedade como se no MP estivesse; com o grupo atuante que temos, fico bem mais protegido de uma possível burocratização, mais ainda pela certeza de gostar do meu trabalho.

Quero destacar outros dois campos sobre o MPPB, um político e um pessoal: o primeiro é registrar a alegria diante da vitória da oposição nas eleições da Associação dos/as Servidores/as do Ministério Público da Paraíba, meus colegas estão de parabéns; o segundo é a saudade dos amigos/as que lá estão e que não vejo com a mesma regularidade.


3. Levantes de Junho

Os/as que estavam nas atividades do Fórum em Defesa do SUS e Contra as Privatizações, na organização dos Encontros dos Movimentos Sociais, nas Paradas LGBT, nas campanhas contra o Ato Médico, nas diversas mobilizações pela redução das passagens e em defesa da mobilidade urbana/humana, nos atos contra a corrupção, nos Comitês da Copa, na campanha pelos 10% do PIB para educação pública... estes/as sabem que as pautas dos levantes de junho não brotaram do nada, não acordamos em junho, mas em junho potencializamos nossas forças, nossas conquistas e nossas possíveis conquistas para o futuro. Acredito que não preciso aqui descrever a importância do Avante João Pessoa/Movimento Passe Livre (MPL/JP), os que leram nosso blog durante o ano, participaram dos atos de rua ou leram os jornais, sabem do que estou falando.

Os levantes de junho foram contra o conservadorismo que ainda impera em nossa sociedade, foram contra a ordem majoritária e por mudança. Muitos vão tentar desviar o foco ou canalizar essa energia para outro caminho; outros seguirão querendo impor sua pauta específica; alguns ainda tentarão forçar a barra para “dirigir” algo que é muito maior que qualquer uma de nossas organizações isoladamente; quem optar por uma dessas três opções é porque não entendeu nada do que “as ruas disseram”.

Junho não acabou, os/as ditos/as independentes que estavam a frente do processo de mobilização não são gado e merecem ser respeitados como parte fundamental do processo, as organizações de esquerda precisam priorizar mais a luta social que a construção de suas organizações, precisamos pautar pela unidade e não pela divergência. SIGAMOS JUNTOS/AS E FORTES, NÃO SÓ PARA JUNHO, PARA TODOS OS MESES QUE TEREMOS PELA FRENTE!


4. Partido Socialismo e Liberdade- PSOL

O PSOL é um partido já consolidado nacionalmente; mas afirmar que na Paraíba o PSOL/PB passou a ter maior influência na vida política da cidade a partir de 2011/2012 não é diminuir os/as que fizeram o PSOL/PB nos anos anteriores (eu inclusive); mas é entender que as condições objetivas (internas e externas) foram dadas mais tardiamente que em outros estados, felizmente elas foram dadas.

Os/as militantes que ingressaram nos quadros do PSOL em 2013 somam ainda mais força e representatividade social ao nosso partido. Nós que fundamos o PSOL ou que já estávamos quando esses/as novos militantes escolheram militar ao nosso lado, estamos felizes com a força que somam; juntos/as vamos ampliar ainda mais, mas sempre mantendo a mesma qualidade militante.

Sei que alguns podem ficar com um pouco de ciúmes, mas é importante que se diga: as direções do PSOL na Paraíba, eleitas durante o 4º Congresso do Partido, possuem todas as condições para serem as mais funcionais e influentes que tivemos até o momento.

Termino o ano como pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, uma tarefa que vem após a impactante campanha que tivemos em 2012 com o companheiro Renan candidato a Prefeito de João Pessoa, seguido de amplo debate no interior do PSOL e tendo como referência (também) o balanço da nossa militância. Buscaremos construir um programa maior que nosso candidato, um programa maior que o PSOL, queremos construir um programa com base na pauta de reivindicações que os lutadores/as sociais levam para as ruas durante todo ano, não apenas nos anos pares.

Além do programa, queremos consolidar uma Frente de Esquerda, uma Frente que alcance PCB e PSTU, partidos inscritos na Justiça Eleitoral, mas que não limite-se aos nossos três partidos registrados; nossa Frente precisa envolver os movimentos sociais, indivíduos comprometidos com temáticas do nosso campo e partidos como o PCR e a Consulta Popular, que não são legalizados, mas que estão organizados nacionalmente enquanto uma organização partidária e fazem parte do cotidiano dos que lutam em nosso campo.

Não vou desejar um 2014 fácil, até mesmo porque sei que não teremos e não queremos, mas desejo um 2014 de muita energia para enfrentar os obstáculos que teremos pela frente, que sejamos em maior número, mais fortes e mais unitários.


“As ruas pedem” mudança, todos/as sabemos que mudança não é andar para trás.

QUE VENHA 2014!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Institucionalidade (o Estado) Mata Mais Um Adolescente na Paraíba

Hoje fui para rua escrever esse texto, não consegui ficar em casa, nem conversar com minha esposa consegui, a dor não cabia entre quatro paredes; fugi, não espere cronologia ou coerência textual nas próximas linhas.

Há mais de uma semana tento escrever meu texto de final de ano, mas a realidade, com sua dinâmica avassaladora, teima em impedir meu balanço anual. Hoje foi a notícia de mais uma morte no CSE (Centro Socioeducativo) ou “novo CEA”, já que não percebe-se mudança alguma no cotidiano da nova unidade o povo mantém o mesmo nome; foi a segunda morte em menos de um mês da inauguração da unidade que impediu que eu terminasse meu texto.

Harmonia é o nome de uma das alas do CEJ (Centro Educacional do Jovem- FUNDAC), harmonia é o que menos se tem visto no “novo CEA”, unidade que leva o nome de Edson Mota (http://www.tarcioteixeira.com/2012/03/quem-matou-edson-motta-servidor-da.html), tenho certeza que se esse companheiro estivesse vivo estaria muito triste com o que tem ocorrido, não sei se podemos chamar isso de homenagem.

Hediondo, é como alguns/mas denominavam um homem que eu muito admiro, mesmo sem nunca ter dito isso para ele; o único motivo para essa denominação era sua postura dura diante da verdade (o que não significa culpa, como alguns confundiam), pois o que conheci foi um profissional que respeita(va) meu campo de atuação; um Promotor que acredito mesmo eu não acreditando,desde minha adolescência, na independência dos poderes e na “ordem estabelecida”; autoridade que ainda em 2012 entrou com uma Ação Civil Pública na busca de garantir os direitos dos/as que estão sob a responsabilidade do Estado.

Haicai nenhum conseguiria explicar a “coincidência” da autoridade que fiz referência anteriormente sair da área da infância logo após impetrar com Ação Civil Pública e não ter as mínimas condições de seguir com seu trabalho; não vou expor essa personalidade a quem tanto respeito, sei que ele pode até não concordar e não gostar dessas linhas, mas tenho o hábito de trazer ao público temática que precisam ser debatidas.

Haver conquistado meu afastamento do MPPB para atuar como Presidente co CRESS/PB não distanciou minha prática no campo da defesa dos direitos da Criança e do Adolescente, muito menos entre os/as adolescentes e jovens em conflito com a lei; até mesmo porque sei que são mais vítimas que algozes; não estou com isso dizendo que lá (nas unidades de internação) estão apenas santos e/ou inocentes; estou dizendo “apenas” que são pequenos perto dos que usam helicópteros para o tráfico ou os que fecham Delegacias, Ouvidorias de Polícia e Operação Manzuá e acabam (já que não posso comprovar a intenção) favorecendo o crime organizado.

Hematomas surgem todos os dias na mente de colegas assistentes sociais que trabalham na área da educação, elas/es sim sabem o que passam esses/as adolescentes antes de chegar ao CEA, CEJ, CES, Casa Educativa ou qualquer outro nome que seja dado para essas unidades que tudo parece, menos Centros Sócio-Educativos. É fundamental lembrar que sempre existe um adulto envolvido, não podemos instituir a política dos berçários de segurança máxima, a redução da maioridade penal não resolve o problema, mas políticas públicas; ou melhor, uma sociedade humana, com o H que iniciou todos os parágrafos desse texto, apenas essa, é capaz de avançar para uma sociedade sem prisões.


Humanidade não é apenas mais uma palavra com H solta no dicionário, a humanidade não é essencialmente má, apesar de tentarem impor ideologicamente essa farsa, somos (Humanidade) mais e podemos mais!

Afastado Momentaneamente do CRESS/PB: que venha 2014!


Dois anos e seis dias (17/12/2011 – 23/12/2013), foi esse o tempo que estive como presidente do Conselho Regional de Serviço Social 13ª Região- Paraíba (CRESS/PB). Hoje, como inscrevi nossa chapa para reeleição no CRESS/PB, tivemos (Eu, Flávio, Janaina e Enedina) que pedir afastamento temporário da nossa gestão (CRESS na Luta, Forte e Independente!). Nesse grupo guerreiro eu fiz grandes amig@s, aprendi sobre administração pública (o CRESS é uma autarquia pública), entrei em “brigas” maiores que minha individualidade e tivemos muitas vitórias coletivas.

Confesso que enquanto eu inscrevia nossa chapa um grande filme passava em minha mente, ao mesmo tempo algumas projeções futurísticas teimavam em atrapalhar meus pensamentos. Sei que nosso grupo não é unanimidade, nem queremos que seja, temos lado definido na luta de classes. Apesar de sair momentaneamente da gestão, eu tenho a gestão “CRESS na Luta, Forte e Independente!” como nossa, acredito que ela seguirá denunciando, propondo, construindo e conquistando.

Não vou aqui fazer balanço da gestão, mas quando vejo que: o TJPB começou a nomear as concursadas após nossas denúncias durante sessão especial na ALPB; diversas secretárias e/ou prefeituras passaram a cumprir a lei das 30h; não existem mais acontecimentos como ao assumirmos, quando haviam processos de transferências inconclusos datados de 2006; hoje as pessoas sabem o dia que dão entrada e quando receberão suas carteiras; estivemos na linha de frente dos atos de junho/julho como parte direta do Movimento Passe Livre João Pessoa; reaproximamos o CRESS/PB das Unidades de Ensino com a criação do Fórum de Supervisão de Estágio; organizamos o arquivo do Conselho; entramos na justiça para garantir as 30h em diversas instituição, entre elas o TJPB; encaminhamos denúncias de assédio moral aos órgão competentes e as denunciamos politicamente os fatos ocorridos; lutamos por salários, garantindo o pagamento de salários que o Governo Ricardo Coutinho dizia que não tinha como pagar; denunciamos ao Conselho Nacional de Justiça a forma como o TJPB vem utilizando profissionais de fora do quadro para elaboração de parecer... quando vejo tudo isso, o sentimento é de que fizemos mais que o possível, mas com a certeza de que o impossível é pouco perto do que temos que enfrentar em nossa jornada.

Sei que alguns governistas babam de raiva das nossas conquistas; sei também que alguns governistas entendem a importância de uma entidade independente de seja qual for o governo; mas sei ainda que existem governistas que são obrigados/as a festejar nossas conquistas e nossas lutas de forma silenciosa, pois a perseguição ainda impera em nossa Paraíba, muitas vezes de onde menos esperávamos. Sabemos que os desGovernantes, com todos seus cargos comissionados e contratos precarizados, não compram as almas dos/as que querem uma sociedade sem exploração de classe; não sou daqueles/as que chamam de pelego os que tem medo e/ou não lutam, sei que na hora certa estarão com suas consciências e não com seus empregos.

Há meses eu sabia, e avisava aos meus/minhas companheiros/as, que eles estariam desempregados/as por defender o projeto historicamente construído pelo Serviço Social brasileiro. Tenho muito orgulho desse “meu” povo, sei que eles/as conseguem deitar e dormir tranqüilo, e sei porque há muito tempo defini meu lado e, por mais difícil que seja, não é o pessoal, mas o coletivo. Muito feliz de estar ao lado desses lutadores/as, muito breve terão ainda mais certeza que tomaram o caminho certo e os/as outros/as que terão dificuldade para dormir.


Seguiremos na luta, fortes e independentes! Contamos com o povo que luta!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

VEM PRA RUA ILHA DO BISPO

Contribuindo na divulgação, façam o mesmo!

Nós, moradores da Ilha do Bispo, repudiamos a atitude da FÁBRICA DE CIMENTOS CIMPOR da INTERCEMENT, Grupo CAMARGO CORREA, em jogar diariamente de forma escandalosa poeira no bairro da Ilha do Bispo em João Pessoa, estado da Paraíba.

Ultimamente, nosso bairro tem amanhecido repleto de poeira em suas casas, por cima dos automóveis dos moradores e por todas as regiões da Ilha do Bispo.

 

Devido a falta de responsabilidade desta fábrica, convocamos os moradores da Ilha do Bispo para protestar através de uma manifestação chamada VEM PRA RUA ILHA DO BISPO.

 

Este ato tem por missão alertar as autoridades e a direção desta empresa, para que resolva o sofrimento dos moradores da Ilha do Bispo. Muitos sofrem problemas respiratórios, sem falar na irresponsabilidade que caracteriza crime ambiental.

 

Você que está conosco, venha participar do VEM PRA RUA ILHA DO BISPO.

 

DATA: 20/12/2013

HORÁRIO: 15:30hs

CONCENTRAÇÃO: Praça Índio Piragibe

 

Está conosco? Curta e compartilhe. A saúde dos moradores da Ilha do Bispo agradece.











domingo, 15 de dezembro de 2013

A Pré-candidatura ao Governo da Paraíba Não é Minha, é Nossa!


Amigos/as, companheiros/as de militância, familiares e leitores/as do blog Vida Vivida,

Agora, com mais calma, eu tenho as condições necessárias para escrever algumas linhas iniciais (não poucas) sobre a pré-candidatura do PSOL para o Governo da Paraíba, espero que tenham paciência de ler e, mais ainda, de juntos construirmos essa tarefa de coletiva.

Sábado (14/13), por unamidade, o Diretório Estadual do Partido Socialismo e Liberdade- PSOL/PB escolheu meu nome (Tárcio Teixeira) para ser o Pré-candidato do Partido ao Governo da Paraíba, na mesma reunião reconduzimos o presidente do Diretório Estadual ao cargo e escolhemos nosso pré-candidato ao Senado. 2014 será um ano duro no qual nenhum de nós pretende agir como líder iluminado e salvador da classe, mas como um militante, como parte de um projeto maior que nossas individualidades e que nosso partido, um projeto maior que os anos pares que fazem as eleições, um projeto de sociedade pautado nas reivindicações dos/as que lutam por direitos e pelo fim da exploração de classe.

Não é de hoje que sou chamado para assumir uma candidatura, seja para construção partidária ou para disputar de fato uma vaga no parlamento ou no executivo, mas até hoje eu não havia assumido uma tarefa no processo eleitoral da democracia burguesa; espaço nada favorável aos que acreditam na luta coletiva e em uma sociedade sem explorados e exploradores; agora a hora chegou, não por escolha pessoal ou de grupo A ou B, mas por uma demanda objetiva da realidade. Não estou aqui dizendo que as ruas gritam por meu nome, longe de mim esse tipo de arrogância vista nas esquinas da vida política; estou querendo dizer apenas que as tarefas assumidas no interior do PSOL e nas instâncias e organizações das entidades e dos movimentos da esquerda socialista acabam nos demandando maiores responsabilidades que o simples fato de querer ou não querer assumir determinada tarefa.

Entendo que existem momentos na vida que não temos o direito de dizer não a determinada tarefa, mas temos ainda menos direito de querer fazer dessa tarefa uma atividade individual. Esse ano de 2013 foi um ano muito duro e 2014 será ainda mais complexo; a tarefa de ser pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL não pode ser (e não será) uma tarefa unicamente minha, nem mesmo só do PSOL; queremos fazer uma candidatura no perfil da frente de esquerda formada nas jornadas de junho, com milhares de independentes, movimentos sociais e os importantes partidos da esquerda socialista/comunista (Consulta Popular, PCB, PCR e PSTU); o programa da nossa candidatura não será algo da minha cabeça ou das reuniões do PSOL, será construído com os movimentos que lutam cotidianamente por direitos e por sociedade sem exploração de classe.

Obviamente minhas individualidades e subjetividades estão envolvidas nesse processo da candidatura, por esse motivo já venho dialogando essa possibilidade com familiares e amigos/as há meses, antes mesmo de colocar meu nome a disposição do PSOL e da Frente de Esquerda para uma possível candidatura. Não sou um político, sou um militante da luta cotidiana com lado claro e preciso de quem faz parte desse cotidiano para fortalecer a tarefa coletiva que estou assumindo.

Permitam que eu faça uma referência especial a uma pessoa, o militante Abraão Bahia, não somos do mesmo grupo político e temos grandes diferenças táticas no que diz respeito ao processo de organização partidária; mas o apoio desse companheiro a nossa pré-candidatura é emblemática, assim entendo exatamente pelas diferenças que existem entre nós e por sua sintonia organizativa (não sei se seria esse o nome) com o momento atual; essas diferenças são ínfimas quando pensamos em um modelo de sociedade para além da que vivemos, são diferenças pequenas quando nos colocamos diante do mais duro enfrentamento na defesa dos nossos direitos e do patrimônio público; não somos militantes que nos limitamos a “fazer discursos longos sobre o que não fazer” (Cazuza), no coletivo vamos lá e fazemos. Imagino que esse apoio deva muito a isso, deva muito ao que tenha sido os últimos anos na luta pela redução das passagens e em especial aos levantes de junho (2013), quando o “time” ficou maior na organização do Avante João Pessoa/Movimento Passe Livre e não agimos no sentido estreito de construir nossos grupos ou de agir como “donos da verdade”.

Apesar do nosso programa ainda não ter sido construído, alguns elementos temos claro: não nos limitaremos a pauta formal e as bandeiras estaduais, como se elas estivessem desconectas da realidade brasileira; muito menos iremos nos colocar no espaço da oposição como se fossemos iguais aos que sempre governaram e travaram o avanço da Paraíba. Nosso programa terá a cara das ruas, a cara dos levantes de junho, defenderemos os cartazes que “gritavam”: por 10% do PIB para educação, contra a onda privatizante que toma nossos hospitais e rodoviárias, pela abertura das escolas e delegacias fechadas pelo Governador Ricardo Coutinho, por respeito ao funcionalismo público, pelo passe livre para estudantes e desempregados/as, pela redução das passagens e outras longas bandeiras que foram levantadas pelos Sem Terra, Sem Teto, Marcha das Vadias, Fórum dos Servidores Públicos da Paraíba, Movimento Passe Livre,  Movimento Negro, Ambientalistas, Movimento LGBT e por outros importantes movimentos que lutam por direitos.

Contamos com vocês nessa jornada que apenas se inicia, ainda como pré-candidato, ainda construindo um programa, mas já uma construção coletiva, já como uma alternativa oposta aos que sempre controlaram a Paraíba sem o mínimo cuidado com as pessoas.

Sigamos junt@s nesse começo e nos próximos passos. Forte Abraço.

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Quem é o Pré-candidato do PSOL ao Governo da Paraíba


Tárcio Teixeira é fundador do Partido Socialismo e Liberdade- PSOL, membro da Comissão Nacional de Ética do PSOL 2011/2013, da Executiva Estadual do PSOL/PB e do Diretório Municipal do PSOL/PB; é Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba e Assistente Social do Ministério Público da Paraíba; foi eleito Presidente para gestão 2011/2014 do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba; participou dos atos do Fora Collor ainda aos 14 anos de idade, mas só na faculdade iniciou de forma mais orgânica sua militância no Movimento Estudantil, quando participou de gestão do Diretório Central dos Estudantes da UNICAP, do Centro Acadêmico de Serviço Social da mesma Universidade e do Diretório Acadêmica de Ciências Sociais da UFPE- DACS, quando o DACS era responsável pela Federação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais e foi eleito o Delegado Sindical mais bem votado em 2008, quando esteve como Assistente Social dos Correios e Telégrafos da Paraíba. Antes de ser Assistente Social do MPPB Tárcio Teixeira foi Professor Substituto no curso de Serviço Social da UFPE, atuou no Programa Sentinela e no Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social no enfrentamento a violência sexual contra crianças e adolescentes, no Instituto Aliança com empregabilidade de jovens e no TJPE. Tárcio Teixeira tem 36 anos, é casado e tem uma filha.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Fórum dos/as Servidores/as - Contra o Machismo e em Defesa dos Lutadores/as Sociais.

Nota de Solidariedade

O Fórum dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado da Paraíba vem a público externar integral solidariedade ao jornalista Rafael Freire, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba e vice-presidente regional da Federação Nacional dos Jornalistas, Fenarj, em face dos ataques verbais furiosos do apresentador Fabiano Gomes, tentando atingir o conceituado jornalista, nos programas Correio Debate, exibidos dias 4 e 5, na Rádio Correio FM.

O citado apresentador ainda tentou desqualificar a formação acadêmica do jornalista, ao dizer que “o diploma de jornalista de nada servia, pois lhe faltava talento”.

O pretexto para o ataque foi o jornalista Rafael Freire ter publicado em sua página no Facebook, resumo das declarações preconceituosas feitas ao vivo, em cadeia de rádio, no qual o apresentador demostrou despreparo intelectual e comportamento machista ao incitar a violência física contra as mulheres.

O Fórum do repele quaisquer ataques às mulheres. Da mesma forma, repele agressões verbais ao jornalista Rafael Freire que, em razão de sua luta em defesa dos princípios éticos dos jornalistas e das ações de interesse do povo brasileiro, conquistou a credibilidade e o respeito dos paraibanos.

O Fórum reconhece o empenho e a dedicação do jornalista Rafael Freire em prol das reivindicações dos trabalhadores, bom como sua luta incansável por uma sociedade mais justa e igualitária ao incorporar o Sindicato dos Jornalistas na defesa dos servidores e dos serviços públicos, ao Fórum dos Servidores.


João Pessoa, dezembro de 2013


Fórum dos Servidores Públicos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

INTEGRAÇÃO: Insegurança e Imobilidade Humana na Capital da Paraíba.


Na última quinta-feira, 05 de dezembro, estive em um show super divertido no Vila do Porto, gostaria muito de fazer um texto bacana sobre a beleza das letras, do ritmo e das pessoas que lá estavam; mas, infelizmente, sinto a obrigação de escrever novamente sobre o caos da nossa Imobilidade Humana.

Vamos lá... primeiro quero destacar a solidariedade entre as pessoas que saíam da festa e se aglutinavam na parada durante uma longa espera em uma rua pouco movimentada e sem segurança alguma, eita, fui além da solidariedade e já apresentei a falta de segurança e a demora para pegar o ônibus... mas sigamos.

Quando finalmente chegou nosso ônibus e entramos na integração começa mais uma etapa nada agradável, esperar longos minutos enquanto os veículos esperam, e nos faz esperar, até que tenham autorização para que possam nos levar para casa.

Na hora de ir para casa, felizmente chegou a hora, constatamos uma denúncia já apresentada por nós, mais de 10 pessoas do lado de fora da integração na expectativa de que o ônibus parasse para que elas pudessem ir para casa; como não era uma parada o ônibus não parou e as pessoas lá ficaram, sem ter como entrar na integração para pegar o ônibus e sendo obrigados a ir para uma parada escura e sem segurança que fica a uns 400m da integração.


Prefeitura de João Pessoa e Governo do Estado da Paraíba unidos pela nossa Imobilidade Humana, não ouviram a voz das ruas, mas não saímos das ruas!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ricardo Coutinho Ameaça e Violenta População

 

Há algumas semanas, ou meses se não estamos enganados, o Governador Ricardo Coutinho disse que daria uma pisa de cipó em alguns Deputados Estaduais que divergiam de suas posições; na última semana de novembro o Governador ampliou sua ameaça e escancarou de vez o coronelismo que guia suas posições ao dizer publicamente, e sem rodeios, que dará “uma surra de vara” na oposição. ACREDITAMOS QUE O GOVERNADOR SEJA CAPAZ DE CUMPRIR SUA AMEÇA, temos motivos para isso.

Um Governador que tem destruído a segurança na Paraíba e tratado com descaso servidores/as e toda população pode muito bem usar da força contra o povo, ou melhor, já vem usando sua força e provocando muita violência física. Estamos falando aqui de algumas questões específicas e bem objetivas, vejamos:

1.                 O não funcionamento da Ouvidoria de Polícia da Paraíba vem causando inércia na investigação da denúncia de tortura contra participantes dos atos organizados pelo movimento passe livre em junho desse ano e impedindo o início das investigações relativas a extrema violência utilizada pela Polícia Militar durante protesto da população de Santa Rita, juntamente com o MPL da cidade, contra a morte de pessoas devido descaso com o transporte público em nossa Paraíba, para citar apenas dois fato de conhecimento público;
2.                 O fechamento delegacias e o não funcionamento do atendimento noturno favorece a violência contra a mulher, os crimes homofóbicos e o crime organizado;
3.                 O fim da Operação Manzuá e a não criação de alguma política em substituição deixa nossas fronteiras abertas e favorece o tráfico de drogas, de pessoas e de animais;
4.                 A presença massiva de Policiais Militares nos atos organizados pelos sindicatos e movimentos sociais é uma das formas como o Governador Ricardo Coutinho vem utilizando a PM como a extensão de sua “vara” e do seu “cipó”.

Não vamos aqui entrar em aspectos relacionados a falta de estrutura de trabalho para os policiais militares e civis, nem entrar em violências como fechamento de escolas, privatização do patrimônio público ou das dezenas de medidas violentas do Governador contra a população da Paraíba; os quatro tópicos anteriores deixa claro que Ricardo tem utilizado de toda forma de violência, não apenas contra a oposição, mas contra toda Paraíba.

Lembremos ao Governador que, ao tempo que ele utiliza de ameaças do coronelismo, a resposta dos/as trabalhadores/as e da juventude será não apenas nas urnas, mas principalmente nas ruas!

Tárcio Teixeira
Membro do Diretório Estadual do PSOL/PB
Pré- candidato ao Governo da Paraíba pela PSOL