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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ricardo Coutinho Facilita Excessos da Policia Militar e Vida de Traficantes e Assaltantes.


Fonte: http://valeenoticia.blogspot.com.br/2013/09/veja-as-foto-do-acidente-imagens-da.html
“Tô pronto... tô pronto... tô pronto...”, essa era a frase (que acompanhada de uma arma pesada) repetida diversas vezes pela Polícia Militar de Ricardo Coutinho; o BOPE foi o Batalhão enviado pelo Governador para agredir militantes que buscavam justiça após diversos acidentes, alguns com morte, provocados pelo descaso da Empresa de Transporte Santa Rita e gestores/as públicos/as que permitem tal descaso.

Em conversa com moradores/as de Tibiri, em reunião do Movimento Passe Livre/Santa Rita, eles/as falavam do tempo que tinha um Deputado Estadual aguerrido que participava dos atos de rua e colocava os advogados do seu gabinete a serviço da luta do povo de Santa Rita por qualidade no Transporte Público; aqui eles faziam referência ao ano de 2003, quando o então Deputado Ricardo Coutinho ainda estava distante de passar para o lado dos empresários do transporte e de outros segmentos das elites paraibanas.

Além do nome de Ricardo Coutinho e da truculência da sua Polícia, truculência essa típica da forma do Governador fazer política (se é que podemos chamar de política), outro nome que não saia da boca dos/as moradores/as de Santa Rita era o de Aldo Marinho, apresentado como proprietário da empresa Santa Rita e, consequentemente, indicado pelo povo como um dos responsáveis pelo acidente de 28 de setembro de 2013 que encurtou a vida de duas pessoas e trouxe saudade e tristeza para o coração de amigos/as e familiares. Outros acidades foram relatados pelos moradores, um que acabou levando um motociclista a amputar um pé e outro, este ocorrido no dia da reunião de avaliação do ato já referido, que não causou outras mortes por não ter sido na BR, pois caso o feixe de mola quebrasse em via expressa seria mais uma tragédia para Paraíba.

O ato do último dia 04 de outubro era para ser apenas um ato de solidariedade e para atualizar a pauta de reivindicações ao Governador Ricardo Coutinho que, após os atos de junho, não recebeu o Movimento Passe Livre para tratar de reivindicações entregues há meses. Quando digo “era para ser” é porque, de fato, o ato se tornou um campo de guerra, ou melhor dizendo, um massacre; a PM de Coutinho, a mesma acusada de torturar na integração durante os ato de junho, chegou em Santa Rita disparando balas de borracha na altura da cabeça; atirou sem o mínimo de cuidado se eram crianças, adolescentes, mulheres ou idosos, atiravam em todos/as, inclusive em quem prestava solidariedade aos familiares das vítimas do acidente do dia 28 de setembro.

Os abusos anteriormente relatados não podem sequer ser encaminhados para averiguação por um único motivo, o Governador parece preferir deixar que “corra solta” a violência policial e, até o momento de fechar esse texto, não nomeou novo/a ouvidor/a de polícia, mesmo o Conselho Estadual de Direitos Humanos tendo enviado lista tríplice há um bom tempo.


Ainda Sobre a Segurança Pública: breve reflexão

Entre outros inúmeros elementos, soma-se a postura autoritária anteriormente relatada, corriqueira contra os movimentos sociais, o fim da Operação Manzuá; ou seria coincidência a ampliação dos casos de tráfico e assaltos a ônibus e bancos após o fim da Operação? É correto culpabilizar policiais militares, chamando-os de corruptos, para acabar uma medida reconhecida pelos estados vizinhos? Entendo que não, policiais merecem boas condições de trabalho e salários e as boas experiências merecem ser aprimoradas.

O elevado número de mortes de homossexuais, mulheres e jovens tem ou não haver com o descaso da segurança pública na Paraíba?

Quem vem sendo favorecido com esses elementos que apresentamos? A Paraíba ou o crime organizado?

É urgente um novo ato convocado pelo Movimento Passe Livre João Pessoa



Tárcio Teixeira

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