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sábado, 8 de junho de 2013

Integração Fechada é Igual a Risco de Morte

Um alerta diante da #ImobilidadeUrbanaJoãoPessoa

Integração fechada perto de maia-noite impõe risco de assalto e morte a usuários/as do Transporte Coletivo. Não tenho a mínima ideia de horas a integração fecha ou abre, até ontem (07 de junho de 2013) eu pensava que funcionava 24h. O risco existente no centro da cidade durante a noite é ampliado a enésima vez, essa não deve ser uma novidade para ninguém, mas colocar as pessoas em risco ao obrigar que esperem o ônibus em paradas sem a mínima condição de segurança é novidade para alguns.

No centro, em frente ao Batalhão da Polícia Militar, para quem vai sentido Bancários, fica a primeira parada após a saída da integração e (certa hora da noite) não tem sequer um policial, ao menos na noite de ontem não tinha. Não é a primeira vez que pego ônibus naquela parada no final da noite e/ou início da madrugada, mas após um Homem dirigindo uma “cinquentinha” na contramão da Av. Guedes Pereira parar na parada perguntando se a testa dele estava sangrando (e estava) e repetir inúmeras vezes que iria matar quem fez aquilo... não tive dúvida, logo que ele seguiu seu caminho eu resolvi ir para integração em busca de pegar meu ônibus com segurança, foi aí que fui surpreendido com a notícia de que aquela hora (00h) não era mais permitido entrar e que eu seria obrigado a pegar ônibus na parada que saí por correr sérios riscos.

É urgente que o Prefeito Luciano Cartaxo reveja essa situação da integração, ele não pode seguir tratando o Transporte Público Municipal com o mesmo descaso de seus antecessores. Além do constrangimento e medo, nada aconteceu comigo; mas poderia ter acontecido, assim como pode ocorrer cotidianamente com os/as passageiros/as que chegam na rodoviária ou com outras pessoas que saem de outros pontos do Centro para pegar o ônibus na integração.

Pela Imediata Abertura da Integração 24h por dia.



João Pessoa e Recife: Triste coincidência.

Sou um sertanejo que passei minha adolescência e parte da juventude em um dos maiores centros urbanos do país, mais precisamente no Centro do Recife; em outras palavras, não é fácil fazer eu ter medo da noite, por vezes andei na madrugada entre a Boa Vista e o Recife Antigo; não digo com isso que não tive momentos de risco, mas jamais permiti ser tomado pelo medo e deixar de viver o Centro, lindo e abandonado como na maioria das capitais, inclusive João Pessoa.

O susto que levei essa semana no Centro de João Pessoa e a pouco mais de uma hora que passei em uma “lata de sardinha” para sair do Mercado Central e chegar nos Bancários fez com que eu refletisse ainda mais sobre o que fazem com nossas cidades.

A Capital paraibana possui pouco mais de 723mil habitantes, Recife passa de 1milhão e 530mil; porque os problemas começam a parecer os mesmos? Todos/as percebem congestionamento, engarrafamento, acidades, carestia do transporte público, concessões de linha de ônibus sem licitação, em síntese, a #imobilidadeurbana, não é mais um “privilégio” das metrópoles brasileiras, mas uma necessidade do Capital e da Corrupção se perpetuar as nossas custas.

Estou muito feliz de ter escolhido viver na Paraíba, mas começo a ficar assustado com as tristes coincidências que passam a existir entre as duas capitais que a vida fez eu amar.



Tárcio Teixeira
Presidente do Conselho Regional de Serviço Social 13ª Região- Paraíba
Membro da Comissão Nacional de Ética do PSOL
Tesoureiro do PSOL/PB

Assistente Social do Ministério Público da Paraíba

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