Siga o Blog por E-Mail.

sábado, 29 de junho de 2013

Ricardo Coutinho Recebe Manifestantes de Forma Truculenta e é Informado Sobre Denúncia de Tortura na Integração.


Governador convida militantes que estão organizando atos em defesa do Transporte Público para reunião de negociação e não convida Movimento Passe Livre João Pessoa (MPL/JP). O Governo não esperava que os movimentos realizados Região Metropolitana estivessem tão bem articulados ao ponto dos/as militantes de Santa Rita, Bayeux e Cabedelo entrar em contato de imediato com parte da Coordenação do MPL/JP e que este grupo atenderia ao chamado e forma imediata e reivindicaria participação em reunião realizada no dia 28 de junho de 2013 no Palácio do Governo.

Após uma hora de espera pelo Governador do Estado o Secretário Tibério Limeira informou que só participariam um representante de cada um dos três municípios convidados (Bayeux, Santa Rita e Cabedelo) pois tratava-se de um reunião com os municípios da Região Metropolitana. Assim como vocês que estão lendo esse texto todos/as presentes ficaram perplexos com esse tremendo erro geográfico (e principalmente político), já que João Pessoa, a Capital da Paraíba, é parte da Região Metropolitana.

Após diversos argumentos democráticos e organizativos o Secretário Tibério foi para outra sala encontrar o Governador Ricardo Coutinho e as Secretárias Cida Ramos e Ana Paula de Souza Almeida. Após consultar a cúpula ali reunida Tibério voltou com uma proposta, melhor dizendo, veio com uma imposição difícil de acreditar; entrariam na reunião apenas dois representantes de cada uma das três cidades convidadas e um de João Pessoa, mas o PIOR que eles determinaram quem representaria o Movimento de forma que aparentou ser uma medida para deixar de fora o Presidente do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba (eu), militante da luta pelo passe livre em João Pessoa. Abrir negociação com uma truculência desse porte é provocar o movimento e deixar claro que a postura do Governo é no sentido contrário da tranqüilidade apresentada pelo povo nas ruas de João Pessoa.

Permitam um parêntese, truculenta, ou melhor, violenta foram as notícias vindas da madrugada do dia da reunião. São muitas as denúncias (já na Ouvidoria da PM) de que jovens que pulavam catraca ao chegar na integração eram levados para sala da “Polícia Cidadã” e sofriam as mais diversas formas de tortura física e psicológica. As denúncias versam ainda sobre o envolvimento de alguns Guardas Municipais nesse processo. Em época de Comissão da Verdade, de luta pelo avanço na responsabilização dos torturadores da ditadura, é inadmissível que jovens sejam torturados por agentes públicos. Faremos ato público na segunda-feira, 17h, dentro da integração, será um ato simbólico para que avancem as investigações e os responsáveis por tal crueldade sejam responsabilizados. Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo precisam entrar em cena e tomar as medidas cabíveis o mais breve possível.

Voltando a reunião da truculência. Uma postura como essa vinda do Governador do Estado já é algo esperado por muitos/as de nós, acredito que deve ter sido constrangedor para os/as três Secretários/as ali presentes; ou eles/as concordam com essa postura que abala a democracia e a autonomia dos movimentos sociais?

A medida exposta nos faz refletir se o interesse do Governador não seria apenas construir um factóide e anunciar uma irrisória redução da tarifa, como fez seu opositor Prefeito de João Pessoa. Caso tenha sido esse o objetivo dos/as que fazem esse Governo truculento... devem ter percebido a força e a articulação do povo em luta.

Terça (02/07/2013- 15h) tem nova reunião de negociação, escolheremos e enviaremos nossos/as representantes e seguiremos nas ruas até ampliar nossas conquistas.

Outras Agendas:

Terça (02/07/13- 13h) – Ato público para protocolar pauta de reivindicações na Prefeitura.


Quinta (04/07/13- 14h30) – Ato público “Passe Livre Para Cultura”. Parceria Movimento Cultura e Avante Movimento Passe Livre João Pessoa.


Tárcio Teixeira – Presidente do CRESS/PB e membro do MPL/JP.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

27 de junho de 2013, um dia para história da Paraíba

Movimento Passe Livre, Apenas Começamos
  

Muitos não acreditaram na força do ato dessa histórica quinta-feira, 27 de junho de 2013; diziam ter poucas pessoas confirmadas; que as emissoras de televisão não estavam divulgando; e que a PEC 37 diminuiriam as mobilizações. Foram milhares de pessoas nas ruas um foco e muitas bandeiras progressistas. As empresas diminuíram os ônibus, mas as pessoas foram andando, de carona e de bicicleta; foram famílias, amigos, casais, vizinhos e tomaram as ruas. A transmissão via postv no dia anterior e ao vivo na hora do ato foi de grande importância na mobilização.

A avaliação inicial de grande parte dos/as integrantes do Movimento Passe Livre João Pessoa (MPL/JP) é que o dia 27 de junho de 2013 entrou para história. As pessoas perceberam que debater corrupção não se limitava a dizer não para PEC 37 ou transformar em crime hediondo, mas que junto a isso é preciso muitas mudanças no cenário nacional. Perceberam que a pauta da Mobilidade Urbana tem endereço certo, Governo Municipal, Estadual e as Empresas de ônibus, por esse motivo os/as manifestantes passaram na integração, Prefeitura de João Pessoa e Palácio do Governo. Todos/as pela abertura imediata das negociações.

Na noite de sexta-feira, 28 de junho de 2013, às 18h, na Praça da Alegria, o MPL/JP e outras dezenas de organizações farão uma grande plenária de avaliação da mobilização realizada e o planejamento do próximo ato que, sem sombra de dúvidas, será ainda mais superior aos dois já realizados até agora.

Só vamos parar com as conquistas das  diversas pautas do povo, entre elas a Redução das Passagens, Passe Livre para estudantes e desempregados/as e melhoria na qualidade do transporte público, não apenas na Capital da Paraíba, mas também na Grande João Pessoa.


Seguir nas ruas e alcançar conquistas.

domingo, 23 de junho de 2013

Junho Vermelho: Novas Organizações Para Velhos Ataques.

Movimento Passe Livre e Movimento Sem Teto chamam ato em São Paulo

JOÃO PESSOA - Novo ato em 27 de junho, 15h (no Lyceu)


Tárcio Teixeira*

Começo esse texto afirmando que as Manifestações que tomam conta das ruas do nosso país são de claro viés progressista, dito de outra forma, estamos mobilizados contra uma minoria conservadora que tenta impor seu modelo para maioria da população do nosso país. O Gigante, o Povo Brasileiro, não acordou agora, derrotou ditadura e manteve-se em luta, basta lembrar das lutas pelo Passe Livre, Contra a Corrupção, Contra a Privatização das Políticas Públicas, pela Lei da Ficha Limpa, pela Criminalização da Homofobia, pelo Casamento Civil Igualitário, contra o machismo e o racismo, por Reforma Agrária, por Moradia, por 10% do PIB para Educação Pública, entre dezenas de outras bandeiras progressistas defendidas por nós que fazemos nosso país.

As novas formas de organização social que potencializaram essas lutas e aglutinaram centenas de milhares de pessoas com todas essas bandeiras partiram de uma luta em curso pela Redução das Passagens e pelo Passe Livre. Unidade essa que possibilitou grande mobilização social, bonita, forte e já com vitórias iniciais.

No dia 20 de junho, do alto do trio da organização do evento, eu olhava para baixo e parecia que eu estava dentro de um computador, mais precisamente do Twitter ou Facebook; dezenas de pessoas com seus cartazes representando as dezenas de posts publicados ou compartilhados, garantindo ali a unidade de uma grande luta que apenas começou. Estamos vivendo mais um importante acúmulo das forças sociais em nosso país.

Longe da realidade os que acham que aquelas pessoas são alienadas e despolitizadas, ultrapassados os que pensam que darão a linha com seus modelos pré-históricos, sem noção a direita infiltrada no ato achando que dará a linha conservadora aos milhões foram ás ruas contra o conservadorismo em todo país. Ultrapassamos a fase analógica da sociedade, vivemos em uma sociedade digital, o que de forma alguma significa virtual, vimos de forma muito concreta o estágio atual da nossa sociedade nas ruas.

Esse movimento é também contra a estrutura social aí posta e por novas formas de participação popular, entre outras bandeiras mais globais. Os partidos de direita não tem autoridade para levar suas bandeiras aos atos, todos percebem quais partidos estão permitindo e/ou defendendo a cura gay ser imposta; os que precarizam e privatizam a saúde e a educação pública, aqueles que se envolvem em mensalão e privataria e os aumentam as passagens de ônibus.

Ao contrário do que as Redes de Televisão tentam impor, os partidos de esquerda estão sendo bem recebidos, o Movimento só não aceita que sejam impostas suas bandeiras e forma de organização. Discordo da forma como trataram os partidos nos últimos atos, mas tenho claro que não foi um gesto anti-partido (mas de autonomia) e que havia pessoas infiltradas fazendo o jogo político do conservadorismo.

No ato em João Pessoa ficou claro a presença da milícia, de policiais infiltrados e da direita clássica que tentava causar problema na atividade. Quando descemos do carro de som e evitamos problemas no ato, fui cercado por pessoas que se diferenciavam em muito dos que ali estavam, jovens bombados com uma postura conservadora que veio em clara postura de agressão, um deles se apresentou como membro do DCE da Maurício de Nassau, tive a curiosidade de procurar na internet e vi que suas fotos, fui ainda no página do TER e percebi nomes bem próximos aos que parece no Face filiados ao DEM e PSDB, eram estes que gritavam sem partido, ficando claro os objetivos no entorno do trio e a postura diante dos demais; não entramos no jogo dessas pessoas e saímos de perto com muita habilidade. Uma pessoa que conheço, e é da Gestão do Governador Ricardo Coutinho, de imediato disse não se trata de direita ou esquerda, não acho que ela saiba o que estava dizendo, acredito nessa garota e ela vai perceber onde se meteu. A direita conservadora e minoritária dilui-se no ato.

Nas redes sociais também existem infiltrados de ultra-direita, basta verificar o perfil, as fotos e as (principalmente) opções de curtir. Lá (nas redes sociais) os que postam violência entre os manifestantes ou buscam confundir as pessoas são facilmente identificados, uns não possuem quase amigos, não possuem fotos e/ou entre as curtidas da maioria desses conservadores de direita existe páginas que defendem golpe militar. Aqui trata-se uma ínfima minoria facilmente identificada pelos militantes sociais em luta.

Não foram os partidos que colocaram o povo na rua, seria muita pretensão, mas esses que sempre estiveram nas lutas sociais precisam aprender com as novas formas de organização do mundo digital que encolhe as distâncias e permite conexões mundiais da luta política. Uma era de novidade onde o novo e o tradicional ainda estão em processo de conexão entre as metodologias de mobilização social horizontal.

Sejam os/as novos ou os/a antigos militantes, nenhum deles tolera repressão ou que as liberdades individuais sejam tolhidas. Quando a Presidente Dilma (PT) envia a Força Nacional para cinco capitais do nosso país, o Alckmin (PSDB) age da forma altamente violenta como fez com os manifestantes em São Paulo (ou com a população de Pinheirinhos), ou Ricardo Coutinho (PSB) derrama infiltrados no Movimento, nossa luta fica ainda mais forte e unitária.

As primeiras vitórias concretas partiram da pauta inicial do Movimento Passe Livre que segue em luta, foi a redução das passagens em todo país; mas a pauta hoje é muito maior e progressista, seguiremos mobilizados. O Governo Federal (PT/PMDB) percebeu isso, ficou claro no pronunciamento Dilma, a Presidente só não apresentou nenhuma medida concreta e fez declarações claras de apoio a FIFA.

Tudo indica que as lutas sociais estão apenas começando, é uma fase de grande acúmulo político no sentido de outras formas de organização popular e institucional. Conservador e progressista, direita e esquerda não se definem no limite de bandeiras partidárias, mas em sua postura cotidiana e pautas defendidas, seguem algumas das principais bandeiras levantadas nas manifestações:

Transporte Público – Redução das Passagens, Passe Livre para Desempregados/as e Estudantes, Qualidade no Transporte Público.

Em defesa da saúde e da educação – Basta de privatização, em defesa do SUS e dos 10% do PIB para educação pública.

O petróleo é nosso, não deixemos seguir o processo de privatização.

Em Defesa da Soberania Nacional, pelo fim dos limites impostos pela FIFA.

Todos/as contra a Corrupção – Retirada imediata da PEC 37 da pauta de votação; Voto aberto no Congresso Nacional; Punição de mensaleiros e julgamento da Privataria Tucana; Revogabilidade dos mandatos; Reforma política com maior participação popular.

Contra Criminalização dos Movimentos Sociais.


* Não texto não foi debatido com outras pessoas, é apenas uma reflexão inicial que eu gostaria de compartilhar nesse importante momento de luta social em nosso país.
* Tárcio Teixeira (Presidente do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba, Membro da Comissão Nacional de Ética do PSOL, Tesoureiro do PSOL/PB e Assistente Social do Ministério Público da Paraíba).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Passe Livre e Redução das Passagens: Boas Lutas Só com Boas Bandeiras e Grandes Conquistas!


Tárcio Teixeira*


Antes de qualquer coisa sugiro que as pessoas leiam o manifesto oficial do Movimento Passe Livre João Pessoa (MPL/JP) e vejam que esse ato não é para todos/as. O Manifesto é claro no que defende, é contra a onda conservadora que assola nossa sociedade, seja ela com a tentativa de impor a redução da maioridade penal, que é um crime contra a juventude do nosso país, ou a PEC 37. Pelo que vejo o MPL/JP é contra qualquer forma de fundamentalismo, em especial o que domina a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Apesar dessas e outras bandeiras expostas no Manifesto, o foco de suas ações é claro: PASSE LIVRE PARA ESTUDANTES E DESEMPREGADOS, REDUÇÃO DAS PASSAGENS, MELHORIA DO TRANSPORTE PÚBLICO E APOIO AOS MILITANTES SOCIAIS EM TODO MUNDO.

O Ato construído para hoje (20 de junho de 2013, 16h) visivelmente não é para os que criminalizam a juventude e os Movimentos Sociais; muito menos para os que privatizaram o transporte público em João Pessoa ou para os que historicamente aumentaram as passagens e precarizaram nossa mobilidade urbana.

Existem pessoas que querem achar um líder para o Movimento Passe Livre, seja para torná-lo um bode expiatório de AÇÕES NÃO DECORRENTES do Movimento, seja para diminuir a força do nosso povo, o movimento não tem um/a líder específico. O movimento TEM DIREÇÃO, ou estou lendo errado o Manifesto Publicado e amplamente divulgado? A Direção é formada por comissões com tarefas específicas e DECISÕES TOMADAS COLETIVAMENTE E AMPLAMENTE DIVULGADAS NAS REDES SOCIAIS. Qual medo que as instituições públicas têm disso? Porque querem achar um ser iluminado? Para culpar ou chamar de oportunista os que lutam por direitos?

O Gigante (Povo Brasileiro) que hoje acorda DERRUBOU A DITADURA MILITAR que caçava/perseguia os Partidos de Esquerda e os Movimentos Sociais, assim como torturava e matava seus militantes. No ato do dia 20 de junho a população não vai tolerar qualquer forma de truculência. A Paraíba vai unida para o ato, todos/as sabem, ou deveriam saber, o que defende o MPL/JP (Leia o Manifesto). Soube que durante o ato todos/as ESTARÃO VIGILANTES para chamar a atenção dos/as INFILTRADOS QUE QUEIRAM JOGAR MILITANTES CONTRA MILITANTES. Temos uma pauta objetiva, sabemos quem a defende historicamente e ESTAREMOS DE BRAÇOS ABERTOS PARA RECEBÊ-LOS, sejam eles Partidos, Movimentos, Entidades ou Indivíduos. Nada de violência ou perseguição, derrotamos a Ditadura há muito tempo e ela não voltará! Pelo caráter democrático das ações realizadas em todo país é claro que não será permitido APARELHAMENTO DO ATO POR NINGUÉM, muito menos por uma Direita que governou e dirige nosso país, governa estados e quer “pintar” de independente e apartidária, mas basta ler suas prestações de contas e lá estarão as empresas de transporte e/ou seus executivos como doadores.

Quem tem autoridade sobre a polícia, ao menos teoricamente, é seu chefe, o Governador do Estado (Ricardo Coutinho), que declarou nas redes de televisão que a Política Militar vai desarmada para o ato. Esperamos que não seja mero jogo de palavras, ninguém é ignorante para saber que cassetetes, spray de pimenta, espadas e balas de borracha são armas que podem levar até mesmo a morte. Ficaremos felizes com o desarmamento da Polícia Militar, esperamos que a palavra do Governador seja cumprida.

Historicamente o Movimento Passe Livre apresenta sua proposta aos Prefeitos de João Pessoa, ou seja, as reivindicações são de conhecimento público, até mesmo porque o Superintendente de Mobilidade Urbana (Nilton Pereira de Andrade) do Prefeito Luciano Cartaxo acompanhou as negociações em diversos momentos, como técnico dos outros dois gestores que antecederam o atual Prefeito. Queremos abertura imediata das negociações!

Leia o Manifesto (postagem anterior) e verá que o ato tem um nítido caráter contra o conservadorismo e por transformação social, os que defendem essas bandeiras progressistas estarão no ato de hoje (20 de junho de 2013) e serão recebidos de braços abertos.

Não posso esquecer os últimos informes da inteligência, soubemos que o comércio irá parar 14h, que em diversas escolas não haverá aula e, PRINCIPALMENTE, que AS EMPRESAS DE ÔNIBUS VÃO TIRAR AS LINHAS DE ÔNIBUS PARA NÃO TER COMO AS PESSOAS CHEGAREM AO ATO. Não sei se essas informações são verdadeiras, mas ouvi dizer que quem tenha interesse em participar desse ato CONTRA O CONSERVADORISMO, POR PASSE LIVRE E REDUÇÃO DAS PASSAGENS deve CHEGAR MAIS CEDO NO LOCAL DO ATO.


TOMEMOS AS RUAS E CONQUISTEMOS DIREITOS!



* Tárcio Teixeira é Assistente Social do Ministério Público e Presidente do Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba.


domingo, 16 de junho de 2013

João Pessoa Entra na Luta Nacional pela Redução das Passagens - 20 de junho, 16h.

Todos/as devem ter acompanhado as atrocidades da Polícia Militar de São Paulo que, chefiada pelo Governo do Estado e com o apoio da Prefeitura de São Paulo, usou de toda forma de violência contra manifestantes, transeuntes e jornalistas. Estamos falando da luta pela redução das passagens que teve início em São Paulo e tomou conta de todo país.

Não é comum ouvir alguém fazer referência ao Manual de Controle de Distúrbios Sociais (CDC) da Polícia Militar, esses dias o CDC foi uma das siglas mais faladas para dizer que a Polícia passou dos limites ali normatizados. Imagino que as pessoas que achavam só existir algo do tipo na Ditadura Militar vai perceber que para o Capital a violência não tem limites. Esperamos que as notícias de violência não sejam uma realidade também em João Pessoa.

A capital paraibana finalmente entra na luta pela Redução das Passagens e contra a Criminalização dos Movimentos Sociais. Venha você também fazer parte dessa grande luta!



Redução das Passagens! João Pessoa entra na luta.

Primeiro ato confirmado - Concentração no colégio Lyceu Paraibano (Quinta), dia 20 de Junho, às 16h.

Não é por centavos, é por Direitos!

Todo apoio as/aos manifestantes de São Paulo e pelo fim da criminalização dos Movimentos Sociais.


domingo, 9 de junho de 2013

"Craque da Obra": o poder ideológico do futebol.


Copa do Mundo, claro que estou torcendo pelo Brasil, até mesmo porque sei que a Seleção perdendo não significa revolta do nosso povo contra o sistema ou mesmo boicote a um campeonato que gira sabe-se lá quantos bilhões de reais. Não quero aqui falar do absurdo que é o derrame de dinheiro público com as obras da Copa ou do processo higienista que criminaliza a pobreza e os/as usuários/as de drogas com o único objetivo de “limpar” as ruas no período das Copas (Confederações e do Mundo). Dedicarei essas poucas linhas ao quadro “Craque da Obra”, do Esporte Espetacular, programa dominical da Rede Globo.

No domingo - 2 de junho de 2013, no Esporte Espetacular, foi classificado o último trabalhador (décimo segundo) que participou das finais do “Craque da Obra”, quadro no qual trabalhadores de doze estádios em reforma, ou construção, para Copa do Mundo participaram de competição que encerrou hoje – 09 de junho de 2013. Não por acaso a maioria desses/as trabalhadores/as são nordestinos, uma das regiões, ainda, mais pobres do nosso país.

O poder ideológico dos meios de comunicação em tentar igualar não iguais é incrível, individualizam os problemas sociais e colocam a possibilidade de solução dos problemas como algo exclusivamente de vontade pessoa. Mostrar convivência harmoniosa entre o trabalhador que, muitas vezes distante da família, trabalha de sol a sol, o empresário que compra seu ingresso pela internet e os artistas que assistem a inauguração do maracanã, é uma nítida forma de impor uma ideologia que camufla a clara diferença entre burgueses detentores dos meios de produção e trabalhadores que são explorados cotidianamente em sua força de trabalho.

Quantos daqueles/as trabalhadores/as terão condições de assistir pelo menos um jogo da Copa do Mundo nos estádios que construíram com muita dedicação e, muitos deles, amor a pátria e ao futebol? Quantos terão seus empregos garantidos após as grandes obras da Copa do Mundo?

Não estou dizendo que o quadro em debate foi ruim, muito pelo contrário, foi muito bem editado; bons jornalistas; foi possível sorrir com a energia de um povo que faz de tudo para sobreviver e sorrir; chorar com as histórias de quem, ainda adolescente, foi para longe de suas famílias em busca de trabalho, em busca de sobreviver. Digo “apenas” que a batalha ideológica da burguesia em igualar Capital e Trabalho é um dos principais caminhos na manutenção da ordem capitalista.

O “Craque da Obra” foi do estádio Arena das Dunas, em Natal, nordestino (estádio e craque), como muitos/as que leem esse texto (inclusive eu); a probabilidade de ser um nordestino o campeão era de quase 100%, seja por ter estádio no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Bahia, um terço dos estádios participantes do “Craque da Obra”; seja pela maioria dos trabalhadores nos estádios serem nordestinos.


Paciência! Igualdade de possibilidades sem igualdade de condições, nem no “Craque da Obra”.

sábado, 8 de junho de 2013

Integração Fechada é Igual a Risco de Morte

Um alerta diante da #ImobilidadeUrbanaJoãoPessoa

Integração fechada perto de maia-noite impõe risco de assalto e morte a usuários/as do Transporte Coletivo. Não tenho a mínima ideia de horas a integração fecha ou abre, até ontem (07 de junho de 2013) eu pensava que funcionava 24h. O risco existente no centro da cidade durante a noite é ampliado a enésima vez, essa não deve ser uma novidade para ninguém, mas colocar as pessoas em risco ao obrigar que esperem o ônibus em paradas sem a mínima condição de segurança é novidade para alguns.

No centro, em frente ao Batalhão da Polícia Militar, para quem vai sentido Bancários, fica a primeira parada após a saída da integração e (certa hora da noite) não tem sequer um policial, ao menos na noite de ontem não tinha. Não é a primeira vez que pego ônibus naquela parada no final da noite e/ou início da madrugada, mas após um Homem dirigindo uma “cinquentinha” na contramão da Av. Guedes Pereira parar na parada perguntando se a testa dele estava sangrando (e estava) e repetir inúmeras vezes que iria matar quem fez aquilo... não tive dúvida, logo que ele seguiu seu caminho eu resolvi ir para integração em busca de pegar meu ônibus com segurança, foi aí que fui surpreendido com a notícia de que aquela hora (00h) não era mais permitido entrar e que eu seria obrigado a pegar ônibus na parada que saí por correr sérios riscos.

É urgente que o Prefeito Luciano Cartaxo reveja essa situação da integração, ele não pode seguir tratando o Transporte Público Municipal com o mesmo descaso de seus antecessores. Além do constrangimento e medo, nada aconteceu comigo; mas poderia ter acontecido, assim como pode ocorrer cotidianamente com os/as passageiros/as que chegam na rodoviária ou com outras pessoas que saem de outros pontos do Centro para pegar o ônibus na integração.

Pela Imediata Abertura da Integração 24h por dia.



João Pessoa e Recife: Triste coincidência.

Sou um sertanejo que passei minha adolescência e parte da juventude em um dos maiores centros urbanos do país, mais precisamente no Centro do Recife; em outras palavras, não é fácil fazer eu ter medo da noite, por vezes andei na madrugada entre a Boa Vista e o Recife Antigo; não digo com isso que não tive momentos de risco, mas jamais permiti ser tomado pelo medo e deixar de viver o Centro, lindo e abandonado como na maioria das capitais, inclusive João Pessoa.

O susto que levei essa semana no Centro de João Pessoa e a pouco mais de uma hora que passei em uma “lata de sardinha” para sair do Mercado Central e chegar nos Bancários fez com que eu refletisse ainda mais sobre o que fazem com nossas cidades.

A Capital paraibana possui pouco mais de 723mil habitantes, Recife passa de 1milhão e 530mil; porque os problemas começam a parecer os mesmos? Todos/as percebem congestionamento, engarrafamento, acidades, carestia do transporte público, concessões de linha de ônibus sem licitação, em síntese, a #imobilidadeurbana, não é mais um “privilégio” das metrópoles brasileiras, mas uma necessidade do Capital e da Corrupção se perpetuar as nossas custas.

Estou muito feliz de ter escolhido viver na Paraíba, mas começo a ficar assustado com as tristes coincidências que passam a existir entre as duas capitais que a vida fez eu amar.



Tárcio Teixeira
Presidente do Conselho Regional de Serviço Social 13ª Região- Paraíba
Membro da Comissão Nacional de Ética do PSOL
Tesoureiro do PSOL/PB

Assistente Social do Ministério Público da Paraíba

terça-feira, 4 de junho de 2013

Um antigo poema, bem sugestivo para época.


12 de Junho

Quer namorar comigo?
Quantas vezes essa pergunta já não foi feita?
Em programas de TV
Pelos apaixonados de plantão
Até pelos canalhas de plantão
Quantas vezes essa pergunta deixou de ser feita pelas mais diversas situações?
Pelos tímidos apaixonados
Pela paixão comprometida
Até mesmo por amores passados ou distantes
Quantos no dia de hoje já não fizeram essa pergunta?
Por mais que pareça ultrapassada ainda é bem usada
Em alguns momentos ela é camuflada, disfarçada em um “FICA COMIGO”
Nesse bar, quantos namorados estão comemorando?
Quantos namoros estão começando?
Quantos estão em busca?
Quantos já sabem a namorada que quer?
Esqueçamos nossas interrogações!
Costuremos nosso futuro
Seja o futuro de segundos em um único beijo
Seja o futuro de meses de um namoro
Seja o futuro de uma vida inteira
Esqueçamos nossas interrogações!
Passemos a curtir nossas ficantes
Nossos beijos
Nossos namoros
Nossos casamentos
Passemos a descomplicar
Passemos a sentir prazer
Passemos a viver
Quer namorar comigo?

(Tárcio Teixeira)

domingo, 2 de junho de 2013

Diversidade Musical: Marcelo Nova, Garota Safada, Raul Seixas, Luan Santana...


Sexta, 31 de maio de 2013, peguei Luar (minha filha – 11 anos) na escola, almoçamos e, logo depois, pegamos a estrada para João Pessoa. No carro, o combinado foi que cada um escolheria um CD para tocar, após algumas músicas da rádio começamos com minha escolha, Marcelo Nova, quatorze músicas de um Rock “muito doido” (nas palavras de Luar).

Antes de terminar a última música Luar já começava a rir, antes de colocar o CD de sua escolha ela avisou entre risos: “eu acho que o senhor não vai gostar não”. Foram nada mais, nada menos, que 20 músicas, começando com Jorge e Mateus, seguidos de Gustavo Lima (com “Gatinha Assanhada”), Garota Safada, Parangolé e algumas parcerias entre as quais eu destaco o DJ alguma coisa e os Lelekes e Michel Teló e Sorriso Maroto. A melhor música do disco, para quem quiser sentir o drama, é “Largadinho”, de Claudinha Leite. Entre os destaques, sem dúvida alguma, eu fico com “Sogrão Caprichou”, de Luan Santana, não pela letra ou arranjo musical, mas pelas gargalhadas de Luar cada vez que tocava o refrão: “Perto de papai você é santinha/Quando o sogrão não tá, você perde a linha”.

Claro que não fiquei surpreso com a trilha sonora tocada após Marcelo Nova, a disputa cotidiana contra a indústria fonográfica é muito desigual, no mesmo sentido estão nossos preconceitos musicais, sejam eles regionais, como muitas vezes ocorre com o Sertanejo, sejam de classe, como alguns tentam fazer com o funk e o pagode. Admito, foi muito divertida nossa viagem, cantávamos, dançávamos e riamos muito; vez por outra minha filhona antecipava o fim da música com afirmações do tipo: “essa é muito ruim” ou “essa é baixaria demais papai”.

A única música do CD de Marcelo Nova que Luar cantou foi “Carpinteiro de Universo”, até mesmo porque ela é fã de Raul Seixas, mas ela também gostou das outras músicas e vai querer cópia do CD; por outro lado, eu, apesar de não querer cópia do CD, sabia cantar a maioria das músicas do sortido compacto.

Como pai e militante social que sou, digo que não precisam ficar desesperados/as, muito menos partir para o proibicionismo ou tentar impor uma overdose do seu gosto musical, basta garantir o acesso a outros tipos de música e dialogar sobre o significado de algumas letras.

Sabe como terminou nossa sexta-feira? Em um incrível show de Val Donato, foi um tributo a Raul Seixas e Cazuza, Luar dançava muito, além de cantar desesperadamente algumas músicas de Cazuza e todas de Raul, a exceção de Metrô Linha 743, recitada pela cantora de forma brilhante na noite da sexta.

O show de Val Donato foi a primeira balada com minha filha, felizmente em um auditório sem cigarro e quase zero de álcool, muito bacana.

No dia seguinte estávamos no Ocupe Porto do Capim, Luar conhecendo um bazar, vendo outras apresentações culturais e, o melhor, atenta as questões da comunidade e a importância da luta social.


Com uma filha atenta como a minha, não vejo motivo para sectarizar por causa de um sortido CD.