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quinta-feira, 25 de abril de 2013

MEDAM (Movimento em Defesa das Artes Marciais)*



Caros companheiros trabalhadores das Artes Marciais (Instrutores, Professores e mestres marciais), crescem em todo Brasil a luta dos professores de Artes Marciais contra o enquadramento das Artes Marciais como atividade especifica do profissional de educação física regido pela lei de nº 9696/98 e que só depois de quatro anos no CONFEF Nº 046/2002 fez esse enquadramento da nossa atividade profissional em sua resolução final. O que nos colocou como uma das atividades a serem fiscalizada pelos conselhos de educação física.

Num primeiro momento muitos professores por falta de um maior aprofundamento no debate acharam que essa resolução seria boa para a nossa categoria. Os conselhos como forma de amenizar o confronto com a nossa categoria propuseram a todos os professores de Artes Marciais que já davam aulas da nossa atividade até a data da existência da lei 9696/98, que fizessem um curso promovido pelos CREfs chamado de provisionado para poderem continuar exercendo suas atividades (pois alegavam que nós não possuíamos conhecimentos científicos para darmos aulas de Artes Marciais) e que a partir daquele momento as próximas gerações de professores de Artes Marciais teriam que fazer o curso de educação física.

As Artes Marciais surgiram bem antes do surgimento das universidades e possuem metodologia pedagógica, conhecimento e habilidades específicas construídas sobre muito esforço e pesquisa de observação baseada muitas vezes nos movimentos da natureza e dos animais e que foram se aperfeiçoando a centenas de anos até chegar aos dias atuais. Onde se formou várias formas de graduação e sistematização na preparação dos praticantes das diversas Artes Marciais existentes no mundo.

Para adquirir uma formação completa até chegar à posição de professor em uma determinada Arte Marcial o praticante passa de 5 a 6 anos (dependendo da arte Marcial) aprendendo a filosofia, a história e a sequencia da metodologia didática dos movimentos da Arte que pratica até chegar depois de muito esforço e disciplina a posição de professor. Esse professor graduado pelo seu mestre (após exame feito de forma rigorosa ) passa a fazer parte filiando-se a uma liga, federação ou confederação da Arte Marcial que o válida como profissional passando a ser o órgão legitimo de fiscalização de sua atuação profissional.Se todo esse conhecimento humano construído ao longo de centenas de anos for resumido a apenas um curso promovido pelos CREfs ou a algumas cadeiras teóricas de seis meses nas faculdades de educação física. Com certeza num primeiro momento e aos poucos a qualidade de ensinamento das Artes Marciais cairá bastante e podemos afirmar de forma não profética com passar dos anos o numero de professores de Artes Marciais será minimamente pequeno o que levará a completa destruição de uma atividade humana que tanto contribuiu e contribui para o bem estar social e cultural de jovens, adultos pelo mundo a fora inclusive ajudando na formação de um bom comportamento em sociedade evitando drogas e outros comportamentos humanos negativos o que fortalece a formação de caráter de muitas pessoas em todas as partes do mundo.

Agora a pergunta que deixamos para reflexão para aqueles que fazem educação física e que nunca praticaram ou aprenderam com um professor de Arte Marcial o conhecimento especifico de uma determinada Arte Marcial se ele acredita que tem competência de assumir a responsabilidade de ministrar aulas de Arte marcial só com um pequeno conhecimento teórico passado em uma ou outra cadeira acadêmica substituindo um professor faixa preta (profissional ) de Arte Marcial?

Não temos nada pessoal contra os Conselhos de educação física mais temos o direito histórico e profissional de não aceitarmos essa lógica imposta de forma equivocada e que pode levar a extinção das Artes Marciais.

Portanto, convocamos a todos os alunos, instrutores, professores e mestres com ou sem o curso provisionado; fazendo ou não educação física a abraçarem essa luta em defesa da autonomia, independência e direito histórico de sermos livres do enquadramento e supervisão dos Conselhos de educação.

Divulguem esse manifesto e procurem se informar das diversas conquistas jurídicas e das mobilizações que estão acontecendo em todo Brasil pelo resgate da nossa liberdade de atuarmos seguindo as nossas tradições metodológicas de ensino.

A luta continua e quem realmente é das Artes Marciais venha fortalecer o MEDAM.

Assinado por:
Todos aqueles que estão do lado da nossa luta.
RUMO A FORMAÇÃO DO NOSSO SINDICATO.


* Repasso aqui o texto enviado pelo amigo Guto, Faixa Preta em Jiu-jítsu e um importante militante político.

Um comentário:

  1. Estou nessa luta guerreiros sou de SSA Bahia e por aqui o mesmo ocorre mas existe uma corrente mesmo que pequena que luta contra essa vergonha que é o Cref .

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Oi gente, comentem e façam sugestões! Abraço.