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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Servidores da FUNDAC entram em greve na próxima segunda-feira


Segue nota do SINTAC, os/as companheiros/as podem contar com o nosso apoio.


                Os servidores da FUNDAC, em assembleia convocada pelo SINTAC, sindicato que representa a categoria em todo o Estado, decidiram paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira, dia 04, durante uma semana, em protesto ao reajuste de apenas 3% concedido pelo Governo à categoria, que trabalha em situação constante de risco de morte, uma vez que  a maioria   dos trabalhadores é responsável pela execução de medidas socioeducativas a adolescentes e jovens que cometeram atos infracionais.

Os servidores estão revoltados porque há quase um ano vêm em processo de negociação com o princípio com a presidente da instituição, Cassadra Figueiredo, reivindicando melhorias salariais, revisão do plano de cargo e carreira, descongelamento do incentivo funcional e adicional de risco de vida, contratação de mais profissionais, além de outros itens que já são garantidos por lei como a implantação de mudança de níveis, e depois com o Secretário Chefe da Casa Civil, Lúcio Flávio, mas que até o momento nada foi atendido.

A presidente do Sintac, Lúcia Brandão, disse que os servidores se sentiram discriminados do tratamento dispensado pelo Governo em não incluir a categoria, que trabalha com alta complexidade, em grupos como o da Saúde, Educação,  entre outros que receberam de 09 a 16% de reajuste, e que ainda não estão satisfeitos. “Imagina nós e o mais grave não respeitou nem lei que determina que psicólogos, assistentes sociais, dentistas e técnico de enfermagem são profissionais de Saúde”, explicou.

Os servidores aprovaram ainda na assembleia, realizada no final da tarde desta terça-feira, que a greve será por tempo determinado, onde o Sindicato ficará aberto às negociações e que no prazo de oito dias não houver nenhum aceno favorável às principais reivindicações a categoria volta a se reunir para deliberar sobre os rumos que serão dados ao movimento.

A assembleia escolheu ainda o comando de greve, que já elaborou o calendário de mobilização e luta, que começará a ser desenvolvido na próxima sexta-feira, 1º de março,às 09:00 horas, em frente às unidades CEA/CEJ, quando há um ano funcionário Edson Mota, agente protetivo que estava em plena atividade profissional foi assassinado. Haverá uma solenidade religiosa. “Esta data é significativa também porque marca o início da mobilização dos trabalhadores da FUNDAC em defesa das melhores condições de trabalho e mais segurança nas unidades de internação”, ressaltou a presidente da entidade.

Na segunda-feira, 04 de março, será o dia de deflagração da greve em todo o Estado. Em Campina Grande, às 09:00 horas, os servidores do Lar do Garoto vão à praça da Bandeira explicar à sociedade os motivos do movimento paredista.

Na Capital, está sendo programada uma manifestação na quarta-feira pela manhã, em frente às unidades CEA/CEJ, localizadas no Jardim Cidade Universitária, envolvendo os familiares dos internos, já que neste dia são realizadas as visitas.


RELISE : SINTAC                       
Contatos para entrevistas: Presidente da entidade: Lúcia Brandão: 8891-4353
Assessoria de Imprensa:       Lúcia Figueiredo: 87097664

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Servidores da FUNDAC aprovam amanhã indicativo de greve contra o reajuste de 3%


Companheiros/as, transmito aqui a mensagem do Sindicato dos/as Trabalhadores/as da FUNDAC, mais uma categoria na luta contra o autoritarismo do Governo Ricardo Coutinho.

Os servidores efetivos da FUNDAC que trabalham em sua maioria na execução de medidas socioeducativas a jovens e adolescentes em conflito com a lei  aprovam nesta terça-feira, dia26, em assembleia geral, que será realizada  a partir das 17:00, no Sindicato dos Policiais Civis localizado na Avenida General Ozório, um indicativo de greve por tempo indeterminado em protesto ao reajuste de apenas 3% concedido pelo Governo do Estado e pelo descongelamento do incentivo funcional, além de outras reivindicações.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da FUNDAC-SINTAC, Lúcia Brandão, disse que a categoria vem em processo de negociação desde do ano passado com a presidente do órgão e com o Governo do estado, através do Secretário Chefe de Gabinete, Lúcia Flavio, onde inclusive houve um dia de paralisação. “Esperávamos um reajuste diferenciado por parte do Governo como aconteceu com outras categorias como  saúde, educação, segurança pública, uma vez que nosso trabalho é de alta complexidade”, desabafou a presidente.
Ela disse ainda que o Governo não respeitou nem os profissionais considerados por lei como do Grupo Saúde a exemplo de assistentes sociais, psicólogos, técnico de enfermagem entre outros.
Segundo Lúcia Brandão, a  assembleia vai discutir ainda outros pontos de pauta que já foram debatidos com a FUNDAC mas que até agora não foram apresentadas soluções.
RELISE : SINTAC
Contatos para entrevistas: Presidente da entidade: Lúcia Brandão: 8891-4353
Assessoria de Imprensa:       Lúcia Figueiredo: 87097664

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

PSOL Consolidado e Avançando na Luta por Direitos!



No último congresso do PSOL assinei a tese “PSOL, um passo em direção ao Brasil Real”, assim fiz por entender a necessidade do meu Partido não mergulhar na ultra-esquerda, esta já representada por outros partidos em nosso país; outro motivo para assinar a referida tese deu-se pela necessidade de não limitar a atuação partidária as disputas internas ou ao debate sindical, obviamente sem diminuir a importância dessa importante ferramenta, mas reconhecendo a necessária articulação junto aos Conselhos de Fiscalização da Profissão, Comunidade LGBTT, Movimento de Mulheres e Negros, entre outros importantes espaços que poderíamos fazer uma longa lista. O PSOL avançou nesses diferentes espaços e é um fato concreto na realidade brasileira, respeitado e com potencial de influência na melhoria da vida das pessoas!

Um partido que nasce sem um apelo social concreto, que se forma apenas de acordos de lideres e distante do povo, deixa clara sua posição na luta de classes, nesta inexiste neutralidade. A Rede da Marina toma força na impressa nacional deixando sua possibilidade de esquerda (Heloisa Helena) em segundo plano e, ainda, tenta atingir o PSOL por meio de outros dirigentes que – supostamente – ainda assumem o PSOL. Felizmente, a realidade social não permite ninguém atingir o PSOL para justificar suas movimentações políticas, quem assim optar, além de não ter justificativa plausível para tal medida, colocará em risco seu futuro político, são muitas as indefinições que temos pela frente e a sociedade não aceitará justificativas virtuais.

Existem muitas redes por aí a fora, algumas delas mais parecem uma colcha de retalhos. Não temos ainda, seria uma grande irresponsabilidade, como carimbar os rumos do Partido Rede Sustentabilidade, mas é fato que uma unidade que começa do PSDB, passando pelo PV e PT, e indo até personalidades como a guerreira e lutadora social Heloisa Helena, não poderia possibilitar outra afirmação de Marina Silva que a frase mais vazia dos últimos tempos no meio político: “nem oposição, nem situação. Eu assumo posição”.

O PSOL nasceu de uma luta concreta, nos consolidamos em defesa da Previdência Pública, nascemos e seguimos nas ruas; fizemos uma bela campanha para presidente com a companheira Heloisa e, na sequência, mostramos que não somos um partido de “capas”, a companheira seguiu cumprindo um importante papel no Partido, mesmo não sendo Presidente da nossa legenda, e o PSOL continuou forte em todo país. No ano passado saímos vitoriosos das campanhas eleitorais nos municípios brasileiros, conquistamos nossas primeiras prefeituras e ampliamos nossa bancada de vereadores/as, fortalecendo nossa atuação principalmente em capitais.

A Rede nasce tendo por referência uma candidatura a presidência (Marina Silva) e ao mesmo tempo quer surgir como defensores da nova política. A afirmação da ex Ministra de que “Estamos em um processo de desconstrução do monopólio que o partido tem da política” parece soar como mais uma inconsistência do seu discurso, afinal de contas a Rede é um partido e tem como unidade uma candidatura, além da expressão “o partido da Marina” ser fato já fixado socialmente.

Nós do PSOL seguimos acreditando na importância da ferramenta “partido”, entendemos que este instrumento deve ser articulado aos movimentos sociais (sem atrelamento) e seguir o caminho da ética e do resgate da política, mas deve principalmente avançar na luta por uma sociedade sem classes sociais e sempre lembrando da necessidade de lutar por direitos e reformas durante o percurso. O PSOL segue o caminho do Socialismo e da Luta dos/as Trabalhadores/as.

O PSOL deve ter candidatura própria a Presidência da República, possivelmente será nosso terceiro candidato ao cargo, consolidando o PSOL como um partido que possui em seus quadros militantes qualificados e referenciados socialmente. Nas ruas o nome do Senador Randolfe Rodrigues já passa a ser cotado para disputar o cargo, sua importante contribuição no cenário nacional pode consolidá-lo nessa tarefa, mas temos orgulho de dizer que este não é o único nome do PSOL qualificado para essa tarefa.

O PSOL é um partido consolidado e reconhecido socialmente, com diferenças internas que garantem a democracia sem perder de vista seu direcionamento político. Democraticamente respeitamos a Rede e desejamos sorte aos que fazem esse debate honestamente, não podemos ter os militantes do PSOL que optaram por esse caminho como inimigos, mas estaremos atentos e preparados para defender o nosso partido de possíveis deslealdades. PSOL consolidado e avançando na luta por direitos!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Saci Estava na Ceroula.



“Saí do mundo por cinco dias e soube que o Papa pediu exoneração, só acreditei porque vi o Saci lá na Ceroula” (São Carnaval)

Como eu disse antes da despedida, nenhum Carnaval é igual ao outro! Caso eu fosse falar das diferentes novidades que vi, das maravilhosas repetições, ou das pessoas divertidas que convivi esses dias (conhecid@s e nov@s conhecid@s), eu escreveria um ou dois contos para cada dia; mas não farei isso, vou dedicar essas breves linhas para falar sobre um ser que escuto histórias sobre ele há muito tempo, o Saci; isso mesmo, no Carnaval eu conheci o Saci.

Foi na Saída da “Ceroula” que conheci o Saci, nem venham dizer que era um cara fantasiado, respeitem a vida vivida nos últimos cinco dias, não foi conversa de corredor, eu vi; ele estava ao lado de São Carnaval. O Saci que vi era negro, usava um barrete vermelho, fumava um cachimbo de madeira e tinha apenas uma perna, isso mesmo, uma única perna.

Sabem o que é a “Ceroula”? Precisam saber para entender meu espanto ao ver aquele ser (o Saci) naquela ladeira. A “Ceroula” é um das troças mais tradicionais do Carnaval de Olinda, fundado em 1962 e conhecida pelo poder da sua orquestra e por distribuir litros e litros de batida aos foliões. Enquanto a orquestra se organizava para tocar, e o estandarte já começava a desfilar, São Carnaval, o Saci e outras (ainda) dezenas pessoas ouvíamos uma senhora cantar Coco lá de sua varanda, linda apresentação. O Coco só parou quando o frevo começou e o Saci repôs sua garrafinha de batida.

Imaginei que ali encerraria o Carnaval do Saci, afinal de contas como “encarar” o momento em que a “Ceroula” dobra ao lado da Igreja do Amparo no sentido das barracas do Axé e do Pau do Índio? Um leve lapso em meu coração carnavalesco... claro que estaria o Saci energizado por ter acompanhado cada movimento feito pelo estandarte ao cumprimenta as pessoas que enfeitaram suas casas para aguardar a chegada da “Ceroula”.

Emocionados com o percurso da animada troça e tristes com chegada da Quarta-feira de Cinzas, muit@s choravam (São Carnaval, o Saci e alguns outros foliões) ao acompanhar a queda de cada confete arremessado. As lágrimas não impediam a diversão e os gritos do Saci: “ei, você que tem duas... empresta uma perna dessa aí para eu aguentar brincar até a Quarta-feira”.

Depois curtir muito frevo ao lado da orquestra da “Ceroula” e em meio ao espremido de milhares de pessoas nas ladeiras estreitas de Olinda, segui para os Quatro Cantos e depois para as barraca dos partidos, deste dia em diante nunca mais vi o folião Saci, que com apenas uma perna sabe muito bem o que é Carnaval.

Feliz 2013! Que venha o Carnaval de 2014, falta pouco mais que 350 dias... mas enquanto isso TEMOS MUITO O QUE FAZER FORA DA MATRIX, usemos nossa criatividade e força transformadora para além do Carnaval.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Carnaval: alertas e despedidas.



Como tenho feito nos últimos anos, faço um breve texto de “despedida” antes do Carnaval (sempre com letra maiúscula), período do ano que visto o manto de São Carnaval e, como ele não tem e-mail ou celular, desligo do mundo por esses quatro ou cinco dias.

Quando resolvemos morar em João Pessoa, passamos a brincar de forma intensa as prévias carnavalescas em nossa cidade, muito massa por sinal. Além do texto que fiz sobre as virgens (vai no final desse para os interessados/as), gostaria de trazer um pouco do que vi nas prévias, inclusive sobre o “mundo do trabalho”.

Alguns dizem que o Carnaval é uma ferramenta de dominação e exploração, penso que um pouco disso também, não teria como ser algo separado do capitalismo, vivemos nesse sistema cruel que “transforma” pessoas em mercadoria. O que não consigo é entender como alguns ignoram os diversos outros aspectos da mágica chamada Carnaval, ele também é cultura, renda extra, fantasia, liberdade, reencontros, rua sem bilheteria (Olinda... Quero Cantar...), até o transporte público torna-se mais democrático (olha o pulo da catraca aí gente).

No Carnaval minha agenda é a dos blocos, curto meu individualismo em meio a coletividade; não marco encontro, não ligo o despertador, olho muito pouco para o relógio e são raras as vezes que marco compromisso nesses dias sagrados.

Alguns criticam a falta de novidade nas ladeiras de Olinda, discordo! A criatividade renova cada Carnaval, as músicas ecoam de forma diferente, os metais e a percussão jamais são tocados da mesma forma. Mas vamos lá, se querem dizer que ele é sempre igual, que seja, assim poderemos dizer que todos os anos o Carnaval é fantástico e que em time que ta ganhando não se mexe.

Depois conto para vocês como foi o Carnaval, agora vou às prévias.


Encontro de gerações: Melhor Idade e Muriçoquinhas

Na segunda, dia seguinte as Virgens de Tambaú (ver texto no final), fui pular no Bloco da Melhor Idade, não tinha muita gente como nos anos anteriores, mas a animação dos/as presentes era a mesma, com um grande reforço: uma apresentação do Urso Panda, campeão do Carnaval Tradição 2012.

Os pulos discretos dos/as foliões da melhor idade trazia uma nostalgia gostosa dos tempos que não vivi (uma frase que só o Carnaval permite), segui no ritmo dos/as presentes até chegar as Muriçoquinhas com seu pique eletrizante, saí das machinhas para o frevo rasgado.

Na chegada das Muriçoquinhas ao Busto de Tamandaré, seu estandarte cumprimenta o estandarte da Melhor Idade, este último bate em retirada para seguir seu baile em outro espaço e ficam os/as novos/as foliões com suas espuminhas (essa parte é irritante :).

Ao olhar do Busto toda extensão da Epitácio Pessoa fiquei pensando: será que quando essas e as outras gerações de Muriçoquinhas ficarem adultas seguiram em marcha para Quarta de fogo? Se a resposta for positiva, o Galo que se cuide ;)


Terça do Doid@ é Doid@

Esse bloco vai crescer, é muito doido/a nesse mundo querendo mudar o mundo. Esse povo é tão doid@ que este doido brincou o Doid@ é Doid@ sem ir ao Doid@ é Doid@.


Quarta-feira de Fogo - Diversão e Exploração do Trabalho.

Confesso que pensei que perderia minha noite, não sabia que a costureira precisava ficar com meu manto para fazer o novo; fui para folia muito chateado quando percebi que minha fantasia não estava em casa. Minha quarta-feira de fogo começou a mudar apenas quando encontrei Mano, amigo da época dos Correios, e sua família, boa energia para direcionar energias positivas para divertida noite junto aos estandartes das Muriçocas.

No Carnaval converso muito com os/as vendedores/as de cerveja, dão ótimas dicas e sabem de muita coisa que se passa; os/as trabalhadores/as da limpeza urbana é outro time que tenho grande admiração (os/as amigos/as mais antigos sabem disso :).

Vocês devem ter percebido que do Palco das Muriçocas até a Epitácio Pessoa não se via vendedor/a com seu isopor de cerveja, sabem porque? Perseguição aos trabalhadores/as. Conversei com alguns deles a decepção era tremenda, eles achavam que seria diferente o trato da gestão municipal com os ambulantes, muitos perderam mercadorias e equipamento de trabalho, pois não tem condições financeiras de pagar o resgate (multa) do material sequestrado (apreendido). O vereador e organizador das Muriçocas, Fubá, precisa urgentemente exigir explicações aos responsáveis por essa medida absurda e cobrar a liberação do material apreendido sem pagamento de multa.

Ainda sobre os/as trabalhadores/as, perceberam o pessoal da limpeza urbana em peso durante o Bloco? Pois bem, fui conversar com os colegas e descobrir que aquilo era ampliação da jornada de trabalho, estavam lá para catar as latas de alumínio; deve ter sido esse o motivo para não avistarmos os/as trabalhadores/as que trabalham com reciclagem em meio ao Bloco. Ficam três perguntas: os/as catadores/as foram empregados pela EMLUR? Os/as trabalhadores/as da EMLUR estão recebendo hora extra? Quem ficou com as latas coletadas pela Prefeitura de João Pessoa?


Quinta no Mangue

Hoje tem ato em defesa do Rio Jaguaribe, 15h, em frente ao Shopping Manaíra. Vai ser um belo bloco em defesa do Rio. Vejam texto publicado em nosso blog sobre o assunto.

É isso aí povo, nos vemos nas ladeiras de Olinda ou quando eu voltar para nossa linda e acolhedora João Pessoa.


Forte Abraço e Viva São Carnaval!


Anexo

Virgens de Tambaú: alegria até no atraso.


Só no Carnaval tem dessas coisas. Domingo estive no desfile das Virgens de Tambaú, além das horas de atraso, quando definitivamente a banda estava pronta e virada tocando as músicas, foi a vez do motorista; acreditem, o motorista do primeiro trio sumiu.

A cantora toda empolgada gritava “pode arrastar seu motorista, agora é só folia”, ao perceber que a folia seguia, mas o trio não saía do canto, foi a vez do cantor (já em um tom mais firme) gritar: “pode arrastar motorista”. Depois dos constantes apelos eu resolvi parar de contar os chamados pelo motorista.

Após aproximadamente 30 minutos o motorista apareceu, digo, um motorista apareceu, não tenho com afirmar se era o motorista contratado para guiar o primeiro trio da festa que entrava na boleia. Alguns teriam se perguntado onde teria ido o motorista, outros dito palavrões, alguns até jogariam objetos no trio; mas no Carnaval não, todos/as dançavam e/ou pulavam com toda e qualquer música que tocava.

Passados os contratempos iniciais, o álcool já subia para cabeça de muita gente, acho até que um pouco já circulava em meu cérebro; mas não o suficiente para distinguir entre as belas e as nem tão belas virgens. Encontrei amigos de militância, figuras ilustres da política paraibana, amigos de profissão e outras milhares de virgens que não conheço.

Olinda que desculpe a afirmativa, mas as Virgens de Tambaú dão um show nas Virgens do Bairro Novo. Sem existir competição as meninas (e os meninos, já que as mulheres também participam da brincadeira) desfilavam na avenida de forma alegre e descontraída. A festa não tem idade ou sexo, apenas seres humanos em puro lazer. Por mais que possa ter ocorrido algum incidente homofóbico (o que ainda não tive conhecimento), no geral a festa foi tranquila.

Antes de terminar, para não dizer que foi tudo tão tranqüilo assim, a Gaby Amarantos deu um show na avenida, um verdadeiro arrastão quando o trio comandado por ela descia a ladeira. Para minha sorte, ela cantou “Ex Mai Love” na frente do local que eu estava, muito divertida a música, apesar de muitos dos meus mais chegados não gostarem; difícil foi caminhar no sentido contrário enquanto seguia o rumo da parada de ônibus.

Quiçá, em um futuro breve, a liberdade de vestir e de ser dure mais um simples e perfeito Carnaval.

Vou parar aqui, preciso ir ao Bloco da Boa Idade.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

É Hora de Salvar o Rio Jaguaribe e Responsabilizar os/as Culpados/as por Crime Ambiental.



No dia 30 de janeiro de 2013 representantes da Assembleia Popular (AP) e moradores/as do Bairro de São José realizaram visita ao trecho do Rio Jaguaribe que foi aterrado pelo Manaíra Shopping. Entre as entidades presentes eu gostaria de destacar a presença de representante da Associação dos Geógrafos e do Conselho Regional de Serviço Social 13ª Região- Paraíba (CRESS/PB), esta última representada por mim (Tárcio Teixeira- Presidente da entidade). Como, após a visita que relatarei nesse texto, não tivemos reunião da AP ou do CRESS/PB, assinarei essa nota como Dirigente do PSOL, Tesoureiro do Partido na Paraíba e membro da Comissão Nacional de Ética.

Esse texto é importante para reflexão coletiva sobre nota paga (Manaíra Shopping/ Roberto Santiago) publicada nos jornais grande circulação no dia 31 de janeiro de 2013, no dia seguinte a visita realizada por diversas organizações sociais ao Rio Jaguaribe.


Nota publicada pelo Manaíra Shopping: Confundir ou Esclarecer?

No dia seguinte a visita das entidades ao Rio Jaguaribe, o Manaíra Shopping publica nota em jornal dizendo que a “acusação de estar aterrando o Rio Jaguaribe é absolutamente falsa” e que pessoas leigas acusaram irresponsavelmente o Manaíra Shopping”. A nota diz ainda que o objetivo da obra é “evitar a inundação das casas ribeirinhas da comunidade São José”. Antes de apresentar o que vimos na visita ao Rio Jaguaribe (em fotos, textos e vídeos) eu gostaria de alertar para os seguintes aspectos relativos ao documento publicados pelo representante do Shopping como provas de uma suposta inocência:

1. porque na publicação do “Documento 1”* (Termo de parceria público-privada em 2012) é cortada exatamente a parte do texto que iria dizer as bases de elaboração da Parceria Público-privada?;

2. porque no “Documento 2” (Termo de parceria público-privada em 2005), diferente do primeiro, não é publicada a clausula referente ao Objeto do Termo?;

3. porque nenhum dos dois relatórios de vistoria (“Documento 3” e “Documento 6”), publicados em nota paga pelo representante do Shopping, foram assinados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, mas pelo órgão estadual e por uma empresa privada? Seria pelos mesmos motivos que publicaram os ofícios enviados pelo Governo do Estado ao Ministério Público em dezembro de 2012 e não sobre as denúncias feitas já em 2013?

* A numeração desses documentos é a referência dada na nota publicada pelo Shopping Manaíra.


Visita ao Rio Jaguaribe: A VERDADE DOS FATOS.

Devem ter percebido que preferi refletir com vocês sobre a (des)informação da Nota do Manaíra Shopping e não partir diretamente das possíveis (e verdadeiras) acusações, mas vamos aos fatos.

A visita dos/as membros da AP realizada ao Rio Jaguaribe (30/01/2013) foi feita por pessoas que não possuem interesse econômico algum no debate posto, mas por militantes sociais com conteúdo técnico e político que querem contribuir na defesa do Meio Ambiente. O representante da Associação dos Geógrafos ficou de elaborar uma nota técnica sobre a visita, mas adiantou aos presentes na atividade que as informações que tentam justificar a ação em curso no Rio são falsas, apenas jogo de palavras para distanciar as pessoas da verdade.

O curso e o espaço do Rio – Vejam nas fotos que o Rio Jaguaribe, no pouco espaço que resta, busca seu espaço na área que hoje é ocupada pelo Shopping. Grande parte do Rio foi aterrado (Aterrar- “Encher de, ou cobrir com terra” MiniAurélio) ou estamos falsificando as fotografias?
 
 


O lixo – Por vezes o povo ribeirinho é culpado pela sujeira do Rio, as fotos (e vídeo) mostram canos do Shopping despejando resíduos durante todo o dia e em quantidades absurdas e, ao mesmo tempo, é possível verificar a limpeza do lado das residências.

Vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=5jjVDCs4SQM
Vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=xwi72e8Y4jY



O aterro – Não sou engenheiro ou geógrafo, mas felizmente tenho minha visão perfeita e mostro aqui um pouco do que vi, mais da metade da área do Rio tomada por areia e barro. O que vi em alguns momentos parece mesmo cimento, de tão dura a substância que cobriu o Rio.



 





O povo versos os carros (a vida ou os motores?) – A nota do Shopping tenta dizer que quer salvar as pessoas, preservar as casas da comunidade ribeirinha; vejam o tamanho do monte de terra jogado sobre o Rio, uma faixa de areia bem mais alta que as casas, o que acaba colocando o rio para longe do ESTACIONAMENTO do Shopping e forma um verdadeiro MURO que, quando chegar as chuvas, vai levar o Rio para dentro da casa das pessoas. UM CRIME AOS DIREITOS HUMANOS, O PODER ECONÔMICO NÃO PODE PREVALECER.




Contra fatos não existem argumentos, os órgão de fiscalização precisam tomar alguma providência. Um Rio do porte do Jaguaribe não é algo de uma fronteira municipal ou estadual, mas de todo o planeta; gestores/as públicos das diferentes esferas, órgão de fiscalização e sociedade civil devem lutar pelo Jaguaribe e em defesa do povo ribeirinho, tão atacado na atualidade com desculpas da chegada do “progresso”, argumentos falsos vindo de séculos passados.

Onde hoje é um shopping já foi um mangue; onde hoje tem um Rio é preciso seguir sendo um Rio.

 Todos/as em defesa do Rio Jaguaribe e pela responsabilização dos/as envolvidos/as em Crimes Ambientais.

Tárcio Teixeira- Tesoureiro do PSOL/PB e Membro da Comissão Nacional de Ética do PSOL.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Banda de Pau e Corda - Nos Cabelos de Rosinha




Nos cabelos da Rosinha

Banda de Pau e Corda


Rosa, rosa, rosa
Porque você murchou
Nos cabelos de Rosinha
Rosa nunca amarelou
Rosa, rosa, rosa
Porque você murchou
Nos cabelos de Rosinha
Rosa nunca amarelou
Quem visse as duas rosas de manhãzinha
Difícil era dizer qual era a rosa ou a Rosinha
Se a Rosa era bonita mais cheirosa era a Rosinha
Se a Rosa era bonita mais cheirosa era a Rosinha
Rosa, rosa, rosa
Porque você murchou
Nos cabelos de Rosinha
Rosa nunca amarelou
Rosa, rosa, rosa
Porque você murchou
Nos cabelos de Rosinha
Rosa nunca amarelou
Quem visse as duas rosas de manhãzinha
Difícil era dizer qual era a rosa ou a Rosinha
Se a Rosa era bonita mais cheirosa era a Rosinha
Se a Rosa era bonita mais cheirosa era a Rosinha