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segunda-feira, 9 de abril de 2012

A dialética da vida cotidiana.



É muito estreita a relação entre o individual e o coletivo, da mesma forma entre o público e o privado. São inúmeros os coletivos: a família, o trabalho, os amigos, o político. Esses diferentes espaços possuem alcances os mais diversos, tanto em termos quantitativos quanto qualitativo. O limite do ser humano impossibilita separar os diferentes coletivos em caixinhas específicas. Não sei vocês, mas eu não consigo atender um caso de violência e chegar sorrindo em casa, da mesma forma não é confortável ficar em meu espaço de trabalho sabendo das atividades que existem no Conselho o qual faço parte. Quem descobrir como desligar e ligar os diferentes coletivos pode patentear a ideia e preparar o bolso para ficar rico.

As conexões são muitas e causam os mais variados impactos na vida das pessoas, de forma prática: o coletivo político o qual faço parte aguarda ansioso a solicitação feita ao meu espaço profissional para que eu seja liberado nos moldes das normas em vigência; minha filha precisa estudar dois turnos e minha companheira dividir inúmeras ações comigo devido meus caminhos profissionais e políticos. O tempo e o ritmo das pessoas, e das instituições, são os mais diversos e precisam de uma ação para em seguida ser possível uma reação, a vida não é exata mas requer alguns cálculos.

Uma coisa é certa, não podemos justificar nossos fracassos em um determinado coletivo devido as ações – ou inércia - de/em um outro. Concessão, direito e negociação perpassam os diferentes grupos em nossa vida pública e privada, sair da zona de conforto não é nada agradável, mas é necessário para avançarmos quando estamos diante de um conflito de interesse.

Assim como preciso de mais tempo para ir a praia ou ler um livro, o que tenho feito muito pouco, minha filha e minha companheira precisam de minha dedicação (e eu da delas); assim como o órgão que trabalho precisa das minhas atividades profissionais, as/os assistentes sociais que represento esperam uma intervenção firme e frequente de nossa parte. Raramente saímos sem algum elo fragilizado no decorrer de nossa jornada, não raras as vezes que esperamos e cedemos, da mesma forma não são raros os momentos que endurecemos, nos ferimos e mudamos nossa realidade.


“Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira.” (Cecília Meireles)

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