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segunda-feira, 12 de março de 2012

Bahia da Traição: mais um pedaço da linda Paraíba!
  



Arriscamos (eu e Áurea- minha companheira) a sair de casa em um sábado chuvoso, contrariamos todas as previsões do tempo e fomos para Bahia da Traição-PB, foi um dia tranquilo, apenas apreciando a paisagem e comendo algumas delícias do mar. O único esforço foi ligar para o Índio Miguel e agendar o passeio do dia seguinte.



Domingo, pouco depois das 08h, nosso guia já estava na pousada fazendo uma pergunta básica: “a chuva é grande, o que acham?” Respondemos que nosso objetivo era realizar o passeio, saímos mirados pelos olhares de um casal que arriscou dizer apenas que: “se não estivesse chovendo iríamos também”. Ficamos espremidos no banco da frente do Jeep e seguimos no rumo das aldeias.

Bastou entramos na Aldeia Galego e dançarmos um toré com o Pajé dos Potiguaras que a chuva parou e o sol brilhou em toda Bahia.
O fim da chuva permitiu seguir apreciando nosso caminho molhado e com sabor de lembrança, pude sentir depois de muitos anos o sabor do araçá e apreciar a beleza dos pés de mangaba espalhados por toda extensão.


  Antes de chegar na Barra de Camaratuba passamos por uma curta e linda nascente e atravessamos em uma balsa cujo aviso deixava dúvida se atravessávamos ou não naquele meio de transporte. Como o que nos esperava do outro lado era uma enorme beleza, então resolvemos seguir e conhecer as belezas da Barra.






Voltamos pela mesma balsa e seguimos por uma outra trilha até a Lagoa Encantada, uma água fria e extremamente límpida. O clima frio de poucos raios de sol não nos impediu de mergulhar.


Seguimos rumo ao forte, local primeiro onde os Portugueses chegaram na Bahia da Traição fingindo ser amigo do índios e depois tomando conta de tudo na região, atacando a cultura local e a propriedade dos que lá estavam. Antes a cidade tinha o nome dos pequenos cajueiros da região, após a traição dos portugueses denominou-se Bahia da Traição.
Falamos com nosso guia sobre a cultura local, segurança, drogas e políticas públicas, achamos muito rico conhecer uma reserva indígena daquele porte, sua organização e os diversos elementos de autogestão.

Durante o caminho nos perguntamos por qual motivo alguns brancos querem que os índios sigam nas ocas e sem os avanços das forças produtivas, será que os que pensam dessa forma seguem andando em mulas e veleiros?

Temos muito o que aprender!

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