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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Diário do Carnaval 2012

Em 2012, diferente do que fiz no ano passado, não tenho muitas fotos do nosso Carnaval para mostrar, mas tenho alguns ótimos sentimentos para compartilhar, a começar pelas prévias curtidas junto da esposa e da filha na capital Paraibana, brincamos o Dindin de Manga, Festival de Marchinhas, Anjo Azul, Maluco Beleza, Picolé de Manga, Virgens de Tambaú e Muriçocas, realmente a prévia carnavalesca de João Pessoa é muito massa.

Tive que ir para Recife na quinta, precisava levar Luar para matar as saudades da mãe e, na madrugada da sexta-feira, pegar uma carona para o sertão do Ceará; entre uma “coisa” e outra, tive o prazer de participar da abertura do Carnaval de Olinda, encontrei pessoas queridas, algumas abracei e outras apenas cumprimentei separado por centenas de carnavalescas/os.

As 04h da manhã - após sentir novos e velhos odores e ouvir históricos hinos e novas canções – eu já estava no rumo de Mombaça-CE, ainda um pouco tonto e com a magia do Carnaval espalhado pelo corpo. Sexta e sábado de Carnaval, lá estava eu, 800km de distância de Recife/Olinda, sentindo um prazer mais que carnavalesco ao lado de meus familiares, abraçando meu avô no dia dos seus 90 anos e dançando frevo com minha priminha mais nova (menos de 2 anos).

Após abraçar tias/os, primas/os, avós e curtir minha mãe, após ela ter passado uma temporada em São Paulo... Peguei o caminho de volta, às 08h30min do domingo São Carnaval já estava nas ladeiras de Olinda.

Descompromissado dos afazeres cotidianos, eu apenas seguia as fantasias, frevos, afoxés, sambas e maracatus; apreciava a beleza libertina do Carnaval de Olinda; andava ao lado de heróis e heroínas; via anjos e demônios se enfrentando; virava água ao lado das “Sambadeiras”; cuspia fogo ao ser transformado em dragão.

Durante os dias de magia, o mais perto que cheguei da política foi ao ser abordado por alguns lutadores que não param nem mesmo no Carnaval. Fora isso, minha política foi o cardápio das barracas dos partidos e o “Bloco dos Neomarxistas Tropicais”.

Descobri pessoas já conhecidas ao desnudarem sua intimidade na “13 de Maio” (rua de Olinda) e no “Mulher na Vara” (bloco); tive a honra de apresentar o “Axé” e o “Pau do Índio” (bebidas originais de Olinda) para novas/os e antigas/os Foliãns/ões; abracei pessoas queridas e chorei no casamento o qual tive a felicidade de simplesmente contemplar, cerimônia esta realizada em uma já tradicional casa do Carnaval de Olinda, repleta de alegria, perfume e minha poesia.

Nesses dias fantásticos tentei usar todas as energias da máquina chamada corpo, mesmo assim não consegui juntar Olinda ao Recife Antigo, o máximo foram 40 minutos acompanhando a perfeição mágica dos Blocos Líricos, depois uma longa caminhada até o final da “Conde da Boa Vista” com uma breve pausa para dialogar com o majestoso “Galo da Madrugada”, vigilante durante todo Carnaval.

Não vi os Bonecos Gigantes, apenas pela TV, quando ainda em Mombaça arrepiava cada fio de cabelo do corpo ao olhar o “Homem da Meia Noite”. Também não vi outras pessoas queridas que geralmente encontrava nas ladeiras, mas sentia as energias emanarem nos velhos pontos de encontro.

O Carnaval seguiu na quarta, mas em João Pessoa a quarta-feira foi de cinzas, muito trabalho e o MUNDO REAL.

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