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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um Breve Balanço de Um Dia Nacional de Luta!

M-A-S-S-A, muito massa o ato pela redução da jornada de trabalho dos assistentes sociais.

Nesse debate é fundamental lembrar que essa luta é de todos nós! Lembremos que os profissionais que já trabalhavam menos de 30h seguem com a garantia desse direito. Tod@s sabem que antes da lei federal nossa "jornada legal" de trabalho era de 44h, como qualquer outro trabalhador, e esse não era motivo para trabalharmos obrigatoriamente essa jornada.

Lei federal é pra cumprir! Essa luta é de todos os assistentes sociais e é também dos usuários! Essa luta é por direito conquistado e é também pela qualidade dos serviços.

Foi muito bonito e energizante para os lutadores sociais olhar os estudantes de Serviço Social ao lado de seus professores e outros tantos assistentes sociais. Façamos o CRESS nas lutas!

Forte Abraço!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Assistentes Sociais - 30 de Agosto é Dia Nacional de Luta!

PROGRAMAÇÃO EM JOÃO PESSOA!


Data: 30 de Agosto de 2011.
Local: Ponto dos Cem Réis.

9h - Abertura do dia nacional de Luta.

9h às 17h - Panfletagem;
Coleta de assinaturas; Diálogo com a população.

17h - Concentração para Ato Público.

17:30h - Início do Ato Público "Lei Federal é Pra Cumprir";


Esperamos por tod@s!

sábado, 27 de agosto de 2011

Correios Privatizado Povo Prejudicado!

Deve ser esse o motivo da amizade recente de Dilma e Fernando Henrique, aeroportos e correios privatizados... É necessário voltar às ruas antes que a rapina tome mais força!

Digamos não às privatizações e a corrupção!

domingo, 21 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Cada Dia uma Nova Paraíba!


Estou no Sertão (com letra maiúscula mesmo) da Paraíba, em um Sertão que eu não conhecia, foram sete cidades em cinco dias! Vim com meus colegas de trabalho fazer algumas inspeções junto a assistência social das cidades visitadas, mas esses detalhes estarão apenas no relatório social, quero nas linhas que seguem apresentar um pouco do que muitos brasileiros, e até alguns paraibanos, ainda não conhecem.

Aqui, não vou entrar nos detalhes sobre as pessoas que conheci, ou mesmo nos agradáveis momentos ao lado da equipe participante dessa “expedição”, quero apenas tentar desenhar um pouco das paisagens que vi, e tentar não entrar no descaso do Governo Estadual quanto as estradas da Paraíba que nos levam às cidades pequenas!

Logo na chegada ao Sertão desconhecido fomos recebidos por Cristo de braços abertos! No alto de uma das serras que cercam a acolhedora Itaporanga um enorme Cristo de Braços abertos, ainda mais bonito a noite, nos recebia tão bem quanto as pessoas daquela cidade.

No dia seguinte, no meio do Sertão, imagino eu já em terras de São José do Caina, víamos um dos arco-íris com as cores mais fortes que já havíamos visto antes. Como não bastasse tamanho presente, a sofrida estrada nos levava ao final de um dos muitos arco-íris que acompanharam nossa jornada até a linda igrejinha amarela no alto de Serra Grande. Infelizmente não encontramos o pote de ouro, poderia ser uma das alternativas para ajudar a resistência s
ertaneja.

Ainda na terça seguimos para Pedra Branca, não precisávamos perguntar porque a cidade tinha aquele nome, enormes montanhas de pedras pequenas enfeitavam nosso caminho, a amplitude de suas montanhas pareciam gigantes castelos feitos na beira da praia, pequenos pingos formando um grande castelo.

No meio da nossa jornada chegamos em Boa Ventura, cidade pequena, limpa e de um belo colorido nas casas que passávamos, infelizmente sua beleza estava abalada com a morte de uma das personalidades da cidade.

Antes de pegarmos a jornada de volta, algo que só faremos amanhã (sexta), tivemos a oportunidade de conhecer Curral Velho, lá - penso eu, João Pessoa perdeu seu título de cidade com maior quantidade de árvores por habitantes. O verde brilhava na cidade em meio a sua religiosidade, quatro Igrejas (de religiões diferentes) para 2070 habitantes. Na praça central o respeitado Frei Damião cuidava do verde da cidade e apreciava uma das Igrejas que abriga um pouco da muita fé que protege aquela cidade.

No mesmo dia de Curral Velho, após escapar das ladeiras de areia fofa, conhecemos a uma pedra preciosa, um cidade chamada Diamante, tivemos uma recepção acalorada, aquecida ainda mais pelo clima do Sertão.

Como bom sertanejo que sou, encontrei o que imaginava: além das belezas naturais, uma grande disposição para o trabalho e transformação social.

Realmente, somos antes de tudo um forte!


Créditos:


Demais fotos - Tárcio Teixeira

sábado, 13 de agosto de 2011

Por Uma Educação Pública e de Qualidade!: Abaixo a censura!

Abaixo a censura!: "ww w.cfess.org.br Pela liberdade de expressão e de manifestação de opinião e do pensamento Comunicamos a todos/as que a campanha “Educaçã..."

A Biografia de Uma Lutadora!


Pense em uma grande mulher! Quantos nomes passaram em suas cabeças? Imagino que em um meio de comunicação de massas muitas dezenas de centenas de grandes mulheres seriam citadas, imagino que apareceriam mulheres políticas, lutadoras sociais e cientistas entre outros tantos segmentos. Mas hoje quero lembrar a maior de todas elas – Rosimar Holanda, uma biografia desconhecida em sua plenitude, uma vida que não é lida em qualquer biblioteca.

Não tentarei aqui fazer uma resenha dessa linda biografia tão rica, isso seria muita pretensão para esse simples blogueiro, quero apenas que outras pessoas tenham a oportunidade de conhecer um pouco de Rosimar Holanda: sertaneja, nordestina, brasileira, ou simplesmente, uma mulher muito querida entre os seus.

Nascida no final dos anos 1950, em 13 de agosto, Rosimar vinha ao mundo em meio a terra seca do Serafim Dias. Apesar do clima do sertão nordestino, o alimento da família vinha da terra, possivelmente não foi a filha que mais trabalhou, mas sem sombra de dúvidas o trabalho esteve presente em sua infância. A agricultura e depois o modesto (modesto mesmo) comércio de seus pais foram as fontes de sobrevivência de uma família de 15 irmãos.

Enquanto alguns irmãos saiam para tentar a vida em São Paulo e Recife, nossa “personagem” de hoje casava-se ainda adolescente. Mesmo sem uma pesquisa mais aprofundada, nos arriscamos a dizer que Rosimar imaginava no casamento a oportunidade de viver um grande amor e a possibilidade de uma vida menos repetitiva, de fato sua vida não seria mais a mesma.

A maternidade veio ainda em meio as bonecas, a viuvez também veio muito cedo, antes dos 20 anos, tendo em seus braços uma menina, se não estou enganado, de 2 meses de idade e um menino que acabava de fazer 3 anos.

Nessas condições muitos poderiam imaginar mais uma jovem perdida, triste e sem um futuro de grandes possibilidades, fosse esse o caso, possivelmente eu não estaria aqui escrevendo um pouco dessa biografia. Rosimar tentou a sorte em Recife, em meio as irmãs que lá já estavam. Foi na Veneza Brasileira que ela teve seu primeiro emprego e, ainda, na primeira metade dos anos 1980 foi “mãe solteira” e superou, também, as pressões de uma sociedade machista e hipócrita.

A década de 1980 foi de superação: fez seu curso de auxiliar de enfermagem, superou problemas de saúde, dançou o forró que não foi possível em meio a maternidade precoce e ficou distante dos filhos – apenas fisicamente - em alguns momentos necessários a estruturação familiar.

Após diversas experiências de morada (foram muitas mudanças), algumas vezes com suas irmãs, tendo o filho mais velho morado um ano com os parentes paternos (pessoas muito amadas) e a filha do meio em outras oportunidades com os avós maternos, resolveu em 1990 juntar sua prole e viver uma nova vida. Não foi fácil para ela administrar um filho de 13 anos, uma de 10 e outro de 05 em um apartamento de um quarto (cedido pela irmã que primeiro desbravou Recife) e tendo que trabalhar o dia inteiro, mas o que importava era que finalmente estavam juntos, com todas as alegrias e dificuldades que isso traz.

Como não é um conto de fadas, não irei ao “felizes para sempre”, mas hoje Rosimar: é turismóloga, brevemente com o título de especialista; comprou sua casa própria; formou dois filhos, ambos casados; o filho mais novo ainda vive sua graduação, não casou mas tem uma namorada bonita e educada, além da mãe dela mostrar um carinho especial por ele; é avó de uma menina de 9 anos; e segue sendo uma pessoa querida por todos.

Não sei muito sobre os amores e possíveis sofrimentos que tenha vivido essa alegre Mulher! Imagino que boa parte de sua biografia tenha sido guardada em seu baú para proteger seus filhos e seu coração! Filhos que ela sempre ensinou a respeitar as pessoas!

Rosimar Holanda, uma grande mulher! A MÃE QUE MAIS AMO NESSE MUNDO! Feliz Aniversário!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Convocatória para Assembléia CRESS/PB... Cadê o Di...

Convocatória para Assembléia CRESS/PB... Cadê o Dia Nacional de Luta?: "Colegas assistentes sociais, segue a convocatória da assembléia convocada pela Direção Provisória do CRESS/PB recebida por um dos membros do..."

domingo, 7 de agosto de 2011

Represion en Chile 4 agosto 2011

Juventude chilena: um exemplo de luta e resistência a ser seguido. Emocionante o relato da companheira Fernanda Melchionna! Todo apoio ao povo do Chile! Parabéns companheira Fernanda!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Parabéns João Pessoa! - "Saudades da Paraíba"

Oi gente,

Não lembro se já postei essa poesia no blog, mas em comemoração ao aniversário da capital da Paraíba, a linda João Pessoa, posto o "Saudades da Paraíba". Sem contar o intervalo que passei em Recife, hoje faço exatos 4 anos de João Pessoa, cada dia que passa tenho mais certeza do quanto foi certa minha escolha, uma cidade linda e de pessoas super acolhedoras. Escrevi essa poesia quanto tive que passar o referido intervelo na capital pernambucana, a mágica Recife. Na volta para João Pessoa eu já conheci outras maravilhas da Paraíba, algumas delas inclusive publicadas nesse blog.

Espero que gostem do "Saudades da Paraíba!




Saudades da Paraíba

Saudades da Paraíba
Da bela e fria neblina que cobre Campina, da estação velha, dos caminhos para Galante
Do sol ardente que ilumina o trânsito confuso da cidade de Sousa
Das ruas largas e organizadas de Cajazeiras
Do forte e bonito Futebol e São João do interior

Saudades da Paraíba
A sua vasta cultura muitas vezes desconhecida dos próprios paraibanos
Orquestras, Misturas de Ritmos e Forró...
Nau Catarineta, Reisados, Maracatus e Afoxés...
Teatro, Cinema, Cordéis e Poesias...

Saudades da Paraíba
Festa das Neves que me recebeu na chegada, que fiz aniversário de Paraíba
A praia do Seixas e seu extremo oriental das Américas
A Iemanjá das águas do Cabo Branco
As deliciosas tapiocas de Tambaú

Saudades da Paraíba
O Acolhimento do Jaguaribe
A Adaptação aos Bancários
O Trabalho no Cristo
A Grandiosa Mangabeira

Saudades da Paraíba
Dos giros em uma das mais conhecidas e belas Lagoas
Da vista de um dos mais belos Sítios Históricos
Dos trilhos que nos levam do Varadouro ao passeio de balsa Cabedêlo/Lucena
Dos trilhos que retornam pelo pôr do Sol do Jacaré, o mais grandioso que já vi

Saudades da Paraíba
Breve passada na pequena Ingá
Inúmeras idas nas agitadas Bayeux e Santa Rita
Minha desconhecida e aparentemente tão perto Guarabira
A distante e bela cidade do Conde e seu parque aquático

Saudades da Paraíba
As Longas areias da Indígena Bahia da Traição
A Natureza dos corais e barreiras de Jacumã e Coqueirinho
O Silêncio de Camboinha, Carapibus e Tabatinga
A Nudez inocente, às vezes nem tanto, da amada Tambaba

Saudades da Paraíba
Saudade que toma conta da minha mente e do meu corpo
Saudade que desenha em minha frente cada pessoa querida
Saudade escrita e lembrada com lágrimas no papel e no teclado
Saudades da Paraíba

(Tárcio Teixeira)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sobre a Bandeira e o Nome da Capital da Paraíba!

Oi povo, ainda não tenho opinião formado sobre o assunto, mas acredito ser importante fazer o debate de forma organizada e democrática. Segue texto retirado do www.pavioaceso.com/bandeiramudanca.html


Mobilização "Nossa Bandeira é a Cultura" defende mudança da bandeira da Paraíba e garante programação cultural no dia 05 de agosto

A sexta-feira do próximo dia 05 de agosto, quando se comemora o 426º aniversário da cidade de João Pessoa, será marcada por uma mobilização, organizada pelo Movimento Varadouro Cultural, que defende a mudança da bandeira da Paraíba. O evento "Nossa Bandeira é a Cultura" acontece nas casas culturais e nas ruas do Centro Histórico de João Pessoa e conta com um dia inteiro de programação que envolve exposições de arte, rodas de conversa, exibição de vídeos, Cortejo Multicultural com batuqueiros e brincantes, lançamento de livro, shows e outras intervenções artísticas.

Além de convidar a população para um dia de celebração à identidade cultural paraibana, à produção local e aos artistas da terra, as atividades visam estimular uma reflexão sobre os acontecimentos históricos que provocaram a mudança da bandeira da Paraíba em 1930. Os integrantes do movimento entendem que a busca pelo fortalecimento da identidade cultural passa, necessariamente, pela reflexão sobre nossos símbolos, sobre nossa bandeira.


Porque mudar

Em 1930, o colorido da "bandeira verde e branca" foi trocado pelo rubro-negro da "bandeira do Nego", símbolo do sangue e do luto pela morte de João Pessoa, na época Presidente da Paraíba. Para o Varadouro Cultural, embora a atual bandeira do estado seja fruto de um importante momento da nossa história, o contexto histórico representado, sua essência negativa, o luto e o sangue, não representam o povo paraibano em sua essência.

“Somos parte de um estado lindo, berço do sol nascente, rico em belezas naturais, com suas matas, habitado por um povo alegre, acolhedor, de paz; queremos ver felicidade em nosso símbolo. Por isso, o retorno da bandeira original do Estado da Paraíba, primeira do período republicano, é a reivindicação fundamental de nossa busca pela valorização da nossa identidade paraibana”, defende Gabriel Moura, percussionista, advogado e integrante do Varadouro Cultural.

Para Danylo Aguiar, músico, produtor cultural e também representante do movimento, “a bandeira é um importante símbolo do povo e deve representar a todos e não apenas a um acontecimento ou pessoa. A afeição do povo com nossa bandeira, com nossos símbolos, é essencial para o fortalecimento de nossa identidade cultural. Ter como nosso símbolo o luto, o sangue e um permanente ´nego´ é um fardo que o povo paraibano não merece carregar”.



Quem defende

Danylo e Gabriel lembram que a reivindicação do retorno da bandeira vem sendo trazido ao longo das décadas por pessoas que acreditam na importância dos símbolos a exemplo dos movimentos "Bandeira Viva" e "Paraíba Capital Parahyba". Estão envolvidos na ação as casas de cultura do Centro Histórico: Ateliê Multicultural Elioenai Gomes, Espaço Mundo, Casa de Musicultura, Casa de Cultura Cia da Terra, Pogo Pub; além da Derrame Produções, HTV Produções, além dos grupos de teatro SerTão Teatro, Quem tem Boca é pra Gritar, Los Iranzi e Cia Limiar; artistas, bandas, grupos de cultura popular e cidadãos.

A mobilização em torno do projeto já tem envolvido várias atividades, entre elas uma oficina de confecção de bandeiras e a programação do 05 de agosto. Mesmo após a passagem da data, o movimento segue com atividades destinadas a celebrar a arte, democratizar a informação e estimular a reflexão sobre as questões importantes para nossa cultura.


Confira os vídeos com as opiniões sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=BlnE5XidtCQ (Luiz Carlos Vasconcelos)
http://www.youtube.com/watch?v=WMZ66dSM2OM&feature=related (João Faissal)
http://www.youtube.com/watch?v=FlxMFBjOAyI&feature=related (população)
http://www.youtube.com/watch?v=NLstIzQOCf4&feature=related (população)



Confira a programação completa do 05 de agosto

9h, Casarão 34
Café da manhã
Performances com participação de artistas locais
Instalação do artista plástico Rafael RG “Parahyba”

10h, Casarão 34
Mesa-redonda: “A relação iconográfica e sua representação de sociedade”, com a Prof. Dra. Tereza Santana (Antropóloga UFPB) e o Prof. Dr. João de Lima (Comunicólogo UFPB)

14h, Ateliê Multicutural Elioenai Gomes
Exibição de um vídeo sobre à temática
Roda de conversa sobre “Identidade(s) e Valorização da Cultura Paraibana”
Elaboração de uma carta aberta

17h, Ateliê Multicultural Elioenai Gomes
Cortejo Multicultural passando pelo Casarão 34 (Praça do Bispo) e em direção a Festa das Neves (Ponto de Cem Réis)

18h, Casarão 34
Lançamento e Sarau Poético do livro “Dias D’iversos”, de Daudeth Bandeira e José de Souza Dantas, pela editora UFPB
Carrinho PB POP com muita música paraibana e microfone aberto

23h30, Ponto de Cem Réis
Cortejo Livre em direção a Praça Antenor Navarro

00h, Praça Antenor Navarro
Chegada do Cortejo Livre e intervenções artísticas

00h, Casa de Cultura Cia da Terra
Exibição do curta-metragem "N.E.G.O", de Chico Sales

00h30, Casa de Musicultura
Carimboys
Nectar do Groove
Furmiga Dub e participações (Alex Madureira, Stephan, Escurinho e mais convidados avulsos)

00h30, Espaço Mundo
Monstro
Seu Pereira
Dj Faissal

00h30, Pogo Pub
Trio pé de serra
Emboscada New Reggae
Dj Guirraiz



Contatos

Assessoria de Comunicação
Renata Escarião
(83) 8850-5852
renataescariao@gmail.com
www.varadourocultural.org/portal

Uma Segunda Inusitada!

Saí de casa com uma tremenda dúvida se devia ou não ir ao show da banda Eddie no Ponto de Cem Réis, afinal de contas eu estava sem minha companheira (em Brasília trabalhando), estou na reta final do meu mestrado e trabalhava na terça. Felizmente não cedi e fui ao show, um verdadeiro show em plena segunda-feira!

Eu havia marcado via twitter com um casal amigo, infelizmente não deu certo, marcamos no lugar de sempre, mas como a mesa de som mudou de lugar e tudo estava diferente... Não achei o casal amigo!

Apesar do desencontro eu tive a oportunidade de curtir um verdadeiro SHOW, estou até agora perguntando o que a FUNJOP conseguirá fazer de tão bom após Gilberto Gil e Eddie. Para melhorar, eu encontrei outro casal amigo pelo qual também tenho um carinho muito especial, além de outras “figuras” super divertidas que espero ainda encontrar em muitas outras oportunidades!

Mesmo tendo participado de uma festa tão massa, não dediquei minhas percepções apenas ao palco ou aos meus amigos! Em meio a uma festa massa eu, mais uma vez, encontrei um adolescente que já havia sido atendido por mim nas minhas atividades profissionais, felizmente não tivemos nenhum constrangimento, cada qual seguiu seu caminho após cumprimentar seu “amigo” com um leve olhar. Logo em seguida, uma jovem muito bonita cruzou seu olhar como meu, porém só percebi que se tratava de uma estagiária do meu local de trabalho quando não mais tinha como desejar uma boa noite!

Apesar de tudo isso, minha noite não foi inusitada pelo que descrevi até agora, mas pelo fato de no momento em que a banda cantava: “boa como a vida de outra pessoa”... Eu percebi que em minha frente estava uma pessoa que eu havia atendido, na oportunidade do referido atendimento ele apresentava-se como um sofredor, um evangélico sofrido pelas pressões de uma sociedade majoritariamente católica. Felizmente, nós assistentes sociais não nos limitamos (ou não devemos) as aparências, entendemos que a questão social é superior aos ditos problemas sociais. Felizmente, pude perceber que o referido jovem nada mais queria que uma “vida boa como a vida de outras pessoas”... Possivelmente já conhecia Eddie.

Espero que um dia a vida de todas as pessoas sejam "boa como a vidas de todas pessoas"!


Ps.: o show foi tão bom que não vou falar da forma brusca como a prefeitura forçou o fim do show, mesmo a banda querendo tocar ainda mais, ou mesmo da quantidade e da forma de atuação da polícia, esta agindo como no show de Mano Chao, o qual dedicamos um texto em nosso blog no início do ano de 2011.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011