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sábado, 23 de julho de 2011

Chuva ou Seca... Segue o Sofrimento do Povo Pobre!

Sou absolutamente favorável a solidariedade entre os povos, além de ajudar as pessoas elas estimulam valores muitas vezes esquecidos em uma época de individualismo e degradação dos seres humanos. A secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba está de parabéns por coordenar essa iniciativa. Por outro lado, a Professora Apacida Ramos, ou simplesmente Cida, como é carinhosamente conhecida, não pode permitir que o Governador Ricardo Coutinho faça dessa campanha uma falsa saída para crise que vive a Paraíba.

Para alguns chuva representa buracos nas estradas, cancelamento de voos e engarrafamentos excessivos; para outros representa fome, sede, longo período em abrigos precários, ou até mesmo perder suas vidas ou a vida de pessoas amadas. Apesar da importância emergencial das campanhas solidárias, elas por si só não bastam! O governo estadual e os municipais, seja Agra, Venesiano ou qualquer outro, precisam elaborar políticas públicas estruturantes que garantam segurança ao povo sofrido.

Há pouco tempo vivemos uma seca, muitos falavam em transposição do Rio São Francisco, isso sem informar para população que o real problema é a falta de reservatórios adequados para suprir a necessidade do povo. Não falam que a quantidade de chuva no Nordeste é suficiente para abastecer todos os estados, mas que a falta de reservatórios, literalmente, jogam a água por terra. Atualmente vemos o resultado disso, açudes estourando e casas sendo invadidas pelas águas. Quando a chuva se for, infelizmente, é provável venham novas secas. Pessoas sedentas e famintas, assim como outras solidárias, acreditarão nos políticos financiados pelas grandes empreiteiras, ou favorecidos por suas ações, que propagandearão como solução os ataques ao “Velho Chico”.

Assim como na seca, ao ligar a tv ou abrir um jornal, vemos o retorno do carro pipa e a distribuição de sextas básicas com resposta central do governo da Paraíba aos estragos causados pela chuva, essas deveriam ser “apenas” mais uma das muitas respostas ao problema. Não vemos planos emergenciais que garantam ao mesmo tempo emprego e moradia aos atingidos pela chuva, ou um política de prevenção efetiva. Da mesma forma que a “indústria da seca”, a “indústria da chuva” assola o povo pobre da Paraíba e de outras regiões do nosso Brasil.

Será que foi por acaso que as “respostas” do governo estadual para calamidade provocada pela chuva surgem nos primeiros dias de sol após semanas de muita água? Será a natureza, ou “os céus”, a solução dos nossos problemas?

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