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domingo, 31 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Guerreiro Cansado

Amig@s, segue poema que escrevi em 2004 e classificado no I Concurso Nacional Novos Poetas 2011 - Prêmio Augusto dos Anjos. Espero que gostem.

Guerreiro Cansado



Lutei de várias formas

Recitei poemas

Utilizei espadas e armaduras medievais

Mandei flores

Tentei de todas as formas conquistar seu amor

Enviei mensagens

Declarei meu amor de várias formas

Falei da sua beleza

Tivemos altos e baixos, mas você nunca foi minha

Fiz livro

Cantei música

Até estórias contei para você dormir



Meu coração está cansado

Já não tenho mais armas para lutar

Já não tenho palavras para escrever

Já não existem flores no jardim

A incerteza de lhe ter me consome

Já não consigo mais escrever

Já não tenho coragem para lhe ligar

Já não digo o quanto é grande sua beleza

Preciso me libertar dessa paixão desvairada

Já não publico meus sentimentos

Já não canto música

Já não a ponho para dormir



Minhas forças acabaram

Não luto mais por seu amor

Não nego esperar por seu amor

Caso um dia ele exista

Caso um dia me queira

Procure por mim

Não pense duas vezes

Vá à minha procura

Estarei lá

Desisti de lutar

Não desisti de te amar

(Tárcio Teixeira)

sábado, 23 de julho de 2011

Chuva ou Seca... Segue o Sofrimento do Povo Pobre!

Sou absolutamente favorável a solidariedade entre os povos, além de ajudar as pessoas elas estimulam valores muitas vezes esquecidos em uma época de individualismo e degradação dos seres humanos. A secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba está de parabéns por coordenar essa iniciativa. Por outro lado, a Professora Apacida Ramos, ou simplesmente Cida, como é carinhosamente conhecida, não pode permitir que o Governador Ricardo Coutinho faça dessa campanha uma falsa saída para crise que vive a Paraíba.

Para alguns chuva representa buracos nas estradas, cancelamento de voos e engarrafamentos excessivos; para outros representa fome, sede, longo período em abrigos precários, ou até mesmo perder suas vidas ou a vida de pessoas amadas. Apesar da importância emergencial das campanhas solidárias, elas por si só não bastam! O governo estadual e os municipais, seja Agra, Venesiano ou qualquer outro, precisam elaborar políticas públicas estruturantes que garantam segurança ao povo sofrido.

Há pouco tempo vivemos uma seca, muitos falavam em transposição do Rio São Francisco, isso sem informar para população que o real problema é a falta de reservatórios adequados para suprir a necessidade do povo. Não falam que a quantidade de chuva no Nordeste é suficiente para abastecer todos os estados, mas que a falta de reservatórios, literalmente, jogam a água por terra. Atualmente vemos o resultado disso, açudes estourando e casas sendo invadidas pelas águas. Quando a chuva se for, infelizmente, é provável venham novas secas. Pessoas sedentas e famintas, assim como outras solidárias, acreditarão nos políticos financiados pelas grandes empreiteiras, ou favorecidos por suas ações, que propagandearão como solução os ataques ao “Velho Chico”.

Assim como na seca, ao ligar a tv ou abrir um jornal, vemos o retorno do carro pipa e a distribuição de sextas básicas com resposta central do governo da Paraíba aos estragos causados pela chuva, essas deveriam ser “apenas” mais uma das muitas respostas ao problema. Não vemos planos emergenciais que garantam ao mesmo tempo emprego e moradia aos atingidos pela chuva, ou um política de prevenção efetiva. Da mesma forma que a “indústria da seca”, a “indústria da chuva” assola o povo pobre da Paraíba e de outras regiões do nosso Brasil.

Será que foi por acaso que as “respostas” do governo estadual para calamidade provocada pela chuva surgem nos primeiros dias de sol após semanas de muita água? Será a natureza, ou “os céus”, a solução dos nossos problemas?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Conhecem a “Revolução dos Bichos”? O que pensa sobre Bola-de-Neve?

Finalmente! Entre um ônibus e outro consegui ler algo que não seja relacionado ao Serviço Social, um texto que não estará na bibliografia da minha dissertação, “A Vez do Bola-de-Neve”, de John Reed, editora Planeta. Alerto que esse John não é o mesmo do fantástico “10 Dias que Abalaram o Mundo”. Gostei do livro, nos faz refletir sobre algumas ilusões do cotidiano, da expectativa que muitos constroem em instituições subservientes a ordem social burguesa, ou mesmo com falsos “líderes que usam liderados” em favor dos seus projetos pessoais.

Não foi nada agradável encontrar nas linhas do referido livro um dos líderes da “Revolução dos Bichos”, clássico de George Orwel, o porco Troskista Bola-de-Neve, retornar para “Granja dos Bichos” como um dos líderes do capital monopolista, negociando sempre em favor dos porcos, transformando as democráticas “reuniões dominicais” em seus “pronunciamentos dominicais”.

Um período, como típico do porco Napoleão - não sei dizer sei qual a farsa e qual a tragédia. Mandamentos distorcidos, onde se lia “todos os bichos são iguais” passou para “todos os bichos nascem iguais: o que vêm a se tornar é problema deles”. Hino distorcido, passando a ser cantado “trabalhe duro, pois todos gostamos de torta”. Mesmo o verde da bandeira da revolucionária foi distorcido, passando a representar o dinheiro.

O “Troteiro Diário”, que nos tempos de luta relatava com informações verdadeiras as batalhas dos bichos contra as crueldades dos humanos, passou a distorcer as informações, enganar os bichos, caluniar os revoltosos e exaltar os falsos líderes. Em nome da ordem até os “direitos animais” passaram a poder ser violados.

O chicote, abolido desde há época do porco Napoleão, retornou como pedido dos animais que sonhavam em ser estrela principal da “Feira dos Bichos”, um empreendimento que fortalecia a economia de mercado e permitia até mesmo comercializar carne animal em nome da prosperidade comercial. Os animais queriam ser adestrados.

Os valores eram impostos ideologicamente ou comprados com os mais diversos cargos. O crédito e os juros substituíam, ou distorciam, a cooperação animal. As granjas de Foxwood e Pinchfiel foram anexadas a “Granja dos Bichos”, diversos animais foram jogados na marginalidade e os bichos da floresta duramente impactados.

A submissão dos bichos, inclusive o silêncio do burro Benjamin, só foi rompida pelos coelhos e porcos-espinhos dispostos a morrer pela “causa do Código dos Castores”, lutadores que acreditavam que morrendo como mártires alcançariam a “Estrela-Guia Açucarada, um oásis de luz no céu noturno, onde os dias eram tão despreocupados quanto os de um filhote, onde as frutas estavam sempre na temporada e onde as abelhas não tinham ferrão”. O terrorismo dos castores levou a queda dos “moinhos gêmeos”, a morte de muitos animais e acabou dando uma carta branca para Bola-de-Neve declarar guerra contra o terror, ergueram um líder em decadência.

Como pode um autor transformar um líder revolucionário dos “contos de fadas” em mais que um pelego da contemporaneidade? Não bastam os falsos líderes da vida real? Nessas horas (seja ficção ou vida real) é melhor lembrar Chico Science: “Você que está ai sentado, levante-se, há um líder dentro de você. Governe-o. Faça-o falar!”. É sempre bom saber que muitos ainda questionam e não se rendem!

A Mudança Pede Passagem!

A Mudança Pede Passagem!: "A cada dia fica maior o número de Assistentes Sociais que querem fazer um novo CRESS na Paraíba, um CRESS perto d@s profissionais e que lut..."

sábado, 16 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Gostou da foto? Porque?

Foto: Tárcio Teixeira


Essa é uma das melhores fotos que já tirei, nela vejo a complexidade da maravilha que é viver. No centro minha consciência em constante diálogo com a cadeia alimentar grita aos donos do silêncio: "princípios não são vendidos ou trocados, simplesmente os temos ou não!"

Gostou da Foto? Porque?

Convite a@s Assistentes Sociais!

http://construindochapacresspb.blogspot.com/2011/07/convite-as-assistentes-sociais.html?spref=bl

quarta-feira, 6 de julho de 2011

15º Andar

Mais uma vez na mesa de bar

Dessa vez um senhor veio me falar

"Não pense que a cabeça aguenta se você parar"

Palavras de Raul

Ditas por esse senhor para expressar

A falta de um irmão que acaba de se matar

Vou livre

Mergulho profundo

Décimo quinto andar

Do céu ao solo

Alguns segundos de adrenalina para uma cabeça que havia parado

Cabeça morta em vida

Um grande momento de agitação

Já não tinha garotas

Já não tinha forças

A vida passando

Os amigos indo

O ócio lhe consumindo

Ele indo

Voando

Olhando as garotas pelas janelas que passava

Sorrindo

Curtindo sua vitória sobre o tédio

Amando seus últimos segundos de vida

Vida vivida

Adrenalina até nos últimos segundos de vida

O solo

Nada mais lhe aporrinhará.


(Tárcio Teixeira)

Assistentes Sociais por um CRESS Forte e de Luta!: Queremos organização pelas 30 horas na Paraíba!

Assistentes Sociais, queremos organização pelas 30 horas na Paraíba!: "Colegas Assistentes Sociais, entendemos que a iniciativa apresentada no texto do CFESS pode e deve ser feita também pelo CRESS/PB junto a As..."

domingo, 3 de julho de 2011

O Carroceiro

Muito entulho

Uma carroça

Muita dor

Muita cana

Um homem

Muito suor

Um ônibus

Era uma vez um trabalhador