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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bodas de Ferro!

Até hoje só vivenciei um casal chegar a completar Bodas de Diamante, meus avós. Eles passaram a marca e ainda seguem juntos. Imagino o quanto não deve ter sido difícil alguns momentos dessa trajetória. Mas não vou falar desses 60 anos, cada um sabe o peso dos anos que carrega.

Eu mesmo... Imaginei por um bom tempo que não carregaria mais bodas alguma! Claro que não foi por não conhecer mulheres interessantes, muito pelo contrário, sempre tive sorte em conhecer pessoas simpáticas e educadas, algumas delas até bem bonitas. Na verdade pensei isso por minha causa mesmo, não sou dos mais fáceis de conviver. Por vezes falo demais e em outras caio em um ostracismo profundo. Como qualquer pessoa, também tenho meus fricotes: não gosto de farelo de cuscuz na manteiga, tento ser pontual até em festa de aniversário e detesto receber ordem, basta as impostas pela sociabilidade burguesa. Pois é, acho melhor parar nesses para não decepcionar ninguém.

Pois bem, conheci Áurea e tentei de todas as formas arrumar uma justificativa para não casar e seguir a vida “sem precisar dobrar lençol ou dizer onde e com quem estou”! Não teve como, fui vencido pelo coração que há muito já dizia: “a mulher é essa”! Mulher inteligente, educada e, para minha sorte, bonita, com cachinhos lindos e um corpinho de professora de educação física que ela é. Nunca namoramos... Simplesmente nos casamos. Uma baiana, de Casa Nova, e um cearense, de Iguatú, casando na linda capital pernambucana, a mágica Recife.

Quando casamos, junho de 2006, uns dois meses depois fui demitido e ela perdeu um dos dois empregos, iniciei a saga dos concursos públicos e ela lá, apoio total! No mês seguinte as Bodas de Papel eu já havia passado no concurso do Correios da Paraíba, fui morar em João Pessoa e ela, perto das Bodas de Algodão, passou no concurso da prefeitura de João Pessoa e mais uma vez estávamos lado a lado.

Como o mundo literalmente gira, fui nomeado no Tribunal de Justiça de Pernambuco e voltei para Recife meses antes das Bodas de Couro. Lá estávamos nós, longe, mas certos de que nosso lugar é perto um do outro. Nessa brincadeira de gato e rato alguns amigos diziam que no dia que estivéssemos na mesma cidade não daria certo, confesso que ficava com medo, não é sempre que arrumamos uma pessoa que além de massa, agüenta nossos fricotes.

Nas Bodas de Flores já estávamos juntos novamente, morando em João Pessoa, agora, eu no Ministério Público da Paraíba e ela na Prefeitura, ambos em meio a um mestrado e certos de que temos um ao outro, além de casados somos companheiros. Lembro que quando perguntei se ela topava ficar em definitivo na Paraíba, a resposta foi imediata, sem tempo para pensar ela disse sim.

Dia 02 de julho fazemos nossas Bodas de Ferro, cinco anos juntos, claro que tivemos momentos mais tensos que outros e que outras tantas tensões ainda viveremos. Não nego que por vezes tenho medo da forma como nos entregamos, de como cada uma abre mão do seu em nome do nós. Enquanto tivermos claro que não viveremos o “para sempre” por obrigação, apenas para responder a sociedade, mas o “para sempre” que durar o nosso amor, estaremos juntos seja até qual bodas for!

Parabéns Esposa! Que venham as próximas bodas!

Um comentário:

  1. E eu pude vivenciar isso de perto, toda essa trajetória; primeiro amiga da companheira e durante este percuso amiga do companheiro.
    Por isso, agora distante (uns 130km) de vocês comemoro mais uma aniversário de casamento.

    bj grande!

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