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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vento (Furacão), Terra (Terremoto), Água (Tsunami) e Sol (Seca): Forças da Natureza ou do Capital?

Qualquer um de nós, perguntados sobre os elementos do nosso título, responderíamos sem dúvida alguma que são elementos da natureza. Porém, quando os relacionamos às milhares de mortes em catástrofes como em Nova Orleans (Estados Unidos da América), em todo o Haiti, na ilha de Sumatra (Indonésia) e em nosso Nordeste Brasileiro, logo percebemos se tratar de uma agressão do capital aos trabalhadores em todo mundo. Enquanto o capital diz ser culpa da natureza às milhares de mortes que nos referimos antes, eu prefiro concordar com uma querida e competente professora marxista, Maria Augusta Tavares, quando diz “natural é goiabeira dá goiaba”.

Não é por acaso que a maioria esmagadora de mortes em Furacões, Terremotos, Tsunamis ou na Seca, são negros ou pobres, seja em nosso Nordeste brasileiro ou na belíssima Ilha de Sumatra, seja no sofrido e massacrado Haiti ou na efervescência cultural do Jazz de Nova Orleans.

Façamos uma breve reflexão, começando por Nova Orleans, explorada por franceses durante anos que esteve como colônia, por um bom tempo, hoje é um dos mais movimentados centros portuários dos Estados Unidos (o quarto mais movimentado do mundo), possui uma forte industrialização e extração de petróleo. Trazendo para linguagem do trabalho, é um dos maiores centros de apropriação de trabalho alheio pela burguesia norte americana, essa localização geográfica e organização econômica favoreceu a escravidão da colônia e atualmente a escravidão do capital. Trabalhadores negros sempre lembrados para exploração e esquecidos no quesito prevenção, abandonados a morte em catástrofes propagandeadas como natural.

Como nordestino e sertanejo que sou, não poderia deixar de lembrar nossas inúmeras mortes pela Seca, trabalhadores morrendo a séculos, de sede e fome. Essa tragédia, explicada como natural, vem sempre justificando mortes, desvios de rios e o enriquecimento de muitos por uma política assistencialista. Não é dito que em nosso Nordeste chove mais que é em muitas outras regiões, mas não temos política de armazenamento, não é propagandeado os projetos de irrigação que dão certo, ou os milhões adquiridos em pleno sertão com a venda de frutas pelos latifundiários que ocupam nossa terra. Será que a natureza só faz chover na terra dos latifundiários? Obviamente não existe nada de natural nisso.

Foram mais de 170 mil pessoas que morreram devido a Tsunami que atingiu a Ásia em 2004 (se não estou enganado). Só na Indonésia, país colonizado por anos pela Holanda e durante a II Guerra ocupada pelo Japão, foram mais de 115 mil mortos. Uma Ásia sofrida, repleta de uma beleza natural imensurável e uma democracia tão fragilizanda como suas belezas, as primeiras eleições democráticas da Indonésia ocorreram em 2006. O que o Capital tem haver com isso? Não preciso aqui lembrar do que os países capitalistas são capazes para lucrar, poluição e toda degradação ambiental são uma das principais causas de muitas dessas beleza naturais serem cobertas pelo mar. Mas esqueçamos por alguns segundos a degradação do meio ambiente e nos perguntemos: quem moram nessas ilhas sujeitas a tantas catástrofes tidas como “coisa da natureza”? São os grandes empresários ou algum dos vários ex presidentes do Estados Unidos que nunca moveram uma palha para proteger o meio ambiente?

Durante esse mês de Janeiro de 2010 muitos devem está afirmando ser o Haiti a mais nova vítima da natureza. Será que esse povo nasceu ou escolheu viver nessa terra tão arriscada? Não! Está foi mais uma colônia francesa que sustentou no chicote seus lucrativos negócios no Novo Mundo, chegando a exportar toneladas e toneladas de açúcar com a utilização dos, já conhecido do povo brasileiro, navios negreiros. Esse povo torturado por décadas teve sua independência em 1804, fruto de uma grande e vitoriosa revolta de escravos, não é a toa que existe essa pressão histórica de controle sobre o povo Haitiano. Parte desse processo foi a ocupação desse país por tropas militares Norte Americanas, seguidas a apoiadas pelo governo brasileiro do presidente Lula. Hoje essas tropas estão maquiadas de ajuda humanitária!

Pois bem! Como “natural é goiabeira dá goiaba”, sigamos nosso luta contra o capital e seus gestores, no Brasil ou no mundo. Brasil, Haiti, América Central, a Luta Socialista é Internacional!


Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u89984.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u80160.shtml
http://www.portasabertas.org.br/paises/perfil.asp?ID=89
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/revolucao_negra.html

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

CHEGOU AS FÉRIAS! O TRÂNSITO ENLOUQUECEU!

Não sou especialista em trânsito, não conheço de engenharia, muito menos de urbanização. Sou apenas um Assistente Social que vou de ônibus ao trabalho e, assim como todos os trabalhadores, percebo as mudanças em nossa cidade.
Qualquer um percebe o avanço que teve a João Pessoa nos últimos anos, alargamento de ruas, viadutos, passarelas, sinalização, ou seja, houve uma modernização e ampliação de sua estrutural. Enquanto isso acontecia, muitos diziam, e ainda dizem, “é apenas paliativo, em poucos anos não adiantará mais, precisamos de obras estruturais”.
Infelizmente nossa espera não foi muito grande, bastou chegar as férias para tornar visível aos olhos, de qualquer não especialista como eu, que as obras feitas em João Pessoa são simples propagandas dos governos municipal e estadual. Em meio as festas de final de ano com muitos shows nas praças e busto de Tamandaré, além do anunciado aumento das passagens de ônibus, temos o trânsito enlouquecido e o lixo tomando conta de nossas ruas.
Apesar da violência crescente em nosso Estado, ainda podemos dizer que vivemos em uma das capitais mais tranqüilas e limpas do país, sem falar da beleza natural da nossa Paraíba: praias, serras, rios, sítio arqueológico, entre outras muitas maravilhas. Contraditoriamente a toda essa beleza, na periferia temos um dos maiores índices de assassinato de jovens, ou para além da periferia, a violência contra a mulher, na maioria das vezes escondida nos luxuosos apartamentos e casas dos bairros nobres.
Mas, tentando amenizar a indignação e voltar à nossa reflexão... No mês de Janeiro o Brasil e o Mundo vem conhecer João Pessoa e a Paraíba, ou ao menos tentar! Já que nossa rede hoteleira não está à altura da nossa beleza natural e cultural, ou ainda porque nossas duplicações e viadutos não condizem com nossa realidade. Não estou aqui fazendo uma apologia consumista e inconseqüente ao turismo, como muitos canastrões o fazem, estou apenas querendo refletir que em pouquíssimos anos a capital paraibana terá muito mais gente que o aumento que temos durante “os janeiros”! E aí, nos perguntamos? Como viveremos com nosso minguado desenvolvimento urbano?

Muitos janeiros virão! Nós ficamos de dezembro à dezembro em uma falsa urbanização, com obras propagandistas e violência cotidiana. Porém, somos fortes e seguimos de dezembro à dezembro acreditando que pode ser diferente. Um 2010 de muita luta por mudança!